sábado, 31 de outubro de 2015

Johnny Hooker - (2015) Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito!


Amiguinhos, hoje lhes apresento o melhor disco nacional de 2015. Um dos trabalhos mais belos, mais lindos e fantásticos dos últimos anos. Este é o álbum de estreia de Johnny Hooker, e intitula-se com força e dramaticidade Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito!. Título perfeito para esta obra, que para mim, virou clássica desde seu nascimento. Bolacha imprescindível para o ouvinte da boa música. Esta pérola me foi apresentada por uma amiga. A dor do amor já gerou muitas obras-primas artísticas e aqui ela nos presenteia com mais uma. Num papo de Facebook com minha amiga, comentei sobre o disco: "Ficou foda essa mistura de ardente passionalidade feminina com uma dor brutal masculina. Uma espécie de peso e leveza no mesmo tom. Letras diretas, honestas, sem firulas. Tapa na cara, amor feroz! [...] Arranca de nossas entranhas os desejos e paixões mal resolvidos e depois os joga para o alto mandando um grande foda-se! É o que gostaríamos de falar e não temos coragem de dizer; a emoção e o sentimento nu e cru, sem desculpas e justificativas, a paixão em estado bruto num grito de dor." Aaahhh...

Johnny Hooker - (2015) Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito!:

01 Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito!
02 Volta
03 Alma Sebosa
04 Chega De Lágrimas
05 Amor Marginal
06 Segunda Chance
07 Boyzinho
09 Você Ainda Pensa
10 Desbunde Geral
11 Alma Sebosa (Versão Em Espanhol)

Deguste um PLAYLIST FULL Fluxo:


Gostei também deste comentário de Marcelo Arruda no último vídeo desta playlist, vale a pena colocá-lo aqui, diz muito sobre o espírito do disco:

"Tem tudo da passionalidade ibérica. As mulheres de Almodóvar se traduzem nessa canção. Trilha sonora do próximo filme do diretor de 'Mulhres À Beira De Um Ataque De Nervos', ou 'Ata-Me!', ou 'De Salto Alto', ou 'Kika', ou 'A Flor Do Meu Segredo', ou ainda os geniais 'Carne Tremula', 'Tudo Sobre Minha Mãe', 'Fale Com Ela', etc, etc, etc... Pernanbuco-Catalunha, Recife-Barcelona (como desejou o poeta João Cabral), clima passional madrilenho, o cabaré de Carpina... Tantos pernambucanos nos habitam, quantos desejos nos aprisionam... A música de Hooker nos liberta..."

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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Instituto - (2015) Violar


A bolachinha contém as seguintes participações especiais: Criolo, Tony Allen, Sabotage, Nação Zumbi, Otto, Sombra, Karol Conka, Tulipa Ruiz, Jorge Du Peixe, Curumin, Lyrics Born, BNegão, Joyo Velarde, Metá Metá, Thiago França. Um batalhão delicioso de artistas do mais alto calibre estético contemporâneo brasileiro. Todos alinhados a proposta do coletivo Instituto. Violar é o segundo trabalho da trupe. Aqui há um caldeirão de influências agremiadoras de estilos e técnicas. A inter-relação, a múltipla conexão de gêneros e ritmos, fazem dos trabalhos do Instituto um generoso catálogo do que está bombando na cena musical atual e alternativa brasileira (e claro, isso junto à outros artistas mais velhos que vêm de projetos já consagrados nesse meio). Neste novo álbum a ousadia experimental seguiu um caminho mais aventureiro, pois atravessa veredas afrobeatisticas, jazzísticas, sambísticas, MPBzísticas, e diversas outras ísticas; sempre tendo seus pés firmemente fincados em elementos e efeitos hip-hopísticos. Eis uma viagem exuberante pelas paisagens de nossos mais novos artistas. Tchau!

Instituto - (2015) Violar:

01 Polugravura
02 Vai Ser Assim - Part. Criolo E Tony Allen
03 Alto Zé Do Pinho - Part. Sabotage, Nação Zumbi, Otto E Sombra
04 Mais Carne - Part. Karol Conka E Tulipa Ruiz
05 Na Surdina - Part. Jorge Du Peixe
06 Bossa Chinesa
07 Pacto Com O Mato - Part. Curumin
08 Tudo Que Se Move - Part. Tulipa Ruiz
09 Seco - Part. Lyrics Born, BNegão E Joyo Velarde
10 Ossário
11 Isso É Sangue - Part. Jorge Du Peixe
12 Irôco - Part. Metá Metá
13 Baía - Part. Thiago França e Tony Allen

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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Scalene - (2015) Éter


Sou um dos vários que conheceram o Scalene pelo programa Superstar da rede Globo. Meu olhar e ouvidos para a banda haviam passado apenas ligeiramente sobre seu trabalho, pois não costumo assistir TV. Minha esposa é quem estava assistindo o programa, e eu ao passar pelo quarto, escutei umas guitarras com timbres e afinações pesadas fluindo da caixinha. Pensei: "Opa! Isso não é comum aparecer na TV!", dei uma espiadinha e saí fora, achei interessante. Passado alguns dias, um colega me falou sobre a banda e fez vários elogios ao trabalho deles, e eu disse que daria uma olhadinha com mais calma. Minha primeira impressão foi a que ficou: a banda é boa pra carOlho! Trabalho de excelentíssima qualidade! Deve ter custado bem caro o investimento na banda, mas o resultado valeu a pena. Tudo muito bem polido e dando espaço para a articulação de um verdadeiro talento. Não me lembro de ter ouvido algo nessa pegada aqui no Brasil. O comum é ver as bandas trabalhando com estilos mais específicos dentro de uma linha tradicional. Éter é o seu segundo disco. Pesadão e flutuante, melodioso e sublime. Pedrada!

Scalene - (2015) Éter:

01 Sublimação
02 O Peso Da Pena
03 Histeria
04 Fogo
05 Gravidade
06 Furacão
07 Terra (Feat. Mauro Henrique)
08 Náufrago
09 Alter Ego
10 Tiro Cego
11 Loucure-Se
12 Legado

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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Amplexos - (2015) Sendeiro


A banda fala sobre si: "'Sendeiro' tem seis faixas e foi gravado no estúdio casa - estúdio, escritório e residência dos Amplexos em Volta Redonda/RJ. Buguinha Dub, produtor que já havia mixado o anterior 'Música da Alma', dessa vez comandou as gravações, feitas ao vivo em apenas um dia, com todos os músicos tocando juntos. O 'professor' Oghene Kologbo, guitarrista nigeriano da formação original do Africa 70 que gravou mais de 30 discos do Fela Kuti, participa da faixa 'Do Perdão', eternizando a genuína guitarra-tenor do afrobeat. [...] 'Sendeiro' é mais cru e mostra uma banda entrosada e quente, O rock ganha espaço em faixas como 'Tecnologia', mas a música negra (funk/reggae/soul/afrobeat) ainda é a fonte maior de inspiração. Em algumas escolas de religião ou filosofia esotérica, 'Sendeiro/Senda' são palavras usadas para designar um suposto percusso de progresso espiritual do homem que aspira à iluminação, à união com o divino ou alguma espécie de iniciação - temas centrais da música do Amplexos. [...]" - Eu, em particular (e quem me conhece sabe), já nem gosto desses temas, né?! Amei!

Amplexos - (2015) Sendeiro:

01 A Tecnologia
02 Miragem
03 O Presente
04 Cai Pra Dentro
05 Do Perdão
06 Travessia
07 Om

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Edgar - (2015) Paralelo 22s


Mano, eu amei isso! Outra novidade para mim neste ano de 2015. Achei genial, repleto de misturas e experimentações que aprovo e adoro. Falo aqui de um Rap Experimental; rótulo acertadamente auto-proclamado pelo próprio artista. Isso me lembrou a ousadia verbal e enciclopédica de um Black Alien; a descontração e o bom humor de um Criolo; a flexibilidade plástica do vocal de um Sombra; e, sem dúvidas, uma massa estética de imensa originalidade antropofágica cultural. As letras são espetaculares com suas mensagens truncadas e espaços naturais para improvisos; desdobram-se num delicioso fluxo que cria um ritmo próprio e dá um show à parte do instrumental. E o instrumental? Meu amigo! Coisa fina e surreal! Beats escabrosos e universais, samplers jazzísticos espiralados entre reverbs dubstícos e uma crua organicidade de garagem. Vinhetas poéticas, colagens inteligentíssimas, viagens introspectivas, diálogos vocais com línguas estrangeiras, momentos trip-hopísticos super brisantes, e muito mais. Paralelo 22s é o segundo álbum de Edgar, rapper de visão. Este trabalho é um dos melhores do ano!

Edgar - (2015) Paralelo 22s:

01 Projeto Ignoto - Nobres Desconhecidos
02 Lagartas Florescentes
03 Estrela Morta
04 Devolva Meu Disco Voador
05 Erun Ilê Aye
06 Mari Lírica - Interlúdio
07 Ecdemomania
08 Dipsomania
09 Abaixo Do Nível Do Mar
10 Samuel Luis Borges - Interlúdio
11 Manequim Blues
12 Só Mora Se Deixar Saudades
13 As Melhores Batidas São As De Maracujá, Amendoim, As Do Coração E As De Carro
14 Marimbokan
15 Halley
16 Bruno Quixote - Interlúdio

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sábado, 24 de outubro de 2015

Abeokuta - (2015) Agô EP


Mais uma vez Pernambuco na parada! Essa terra não pára de produzir riquezas. Neste mês de Outubro, eu já lhe apresentei um outro EP, a estreia do excelentíssimo I.F.Á Afrobeat, e novamente retornamos com outra estreia em EP, Agô do Abeokuta Afrobeat. O Afrobeat está maravilhosamente em alta no Brasil, mais e mais bandas tem surgido para nos presentear com suas artes. Nós, louvadores do ecletismo musical de bom gosto, agradecemos imensamente. Poderemos ter ainda mais opções de shows bacanas para participarmos. Estes nossos camaradas pernambucanos começaram bem, chegaram chegando com um material de estupenda qualidade. Temos uma arte gráfica bem simples e bacana; produção 100% profissa, com timbres, afinações e equalizações alinhadas ao estilo tradicional do Afrobeat; swing, balanço, sacolejo, molejo, etc, etc, etc... tudo devidamente no lugar como deve ser. Se continuarmos como estamos, em poucos anos é provável que seremos um dos maiores exportadores do Afrobeat mundial, Rsrsrs. O negócio tá esquentando aqui, rapaziada! Só fera surgindo!

Abeokuta - (2015) Agô EP:

01 Agô
02 Mr. Job
03 Lessimí
04 Orunmilá

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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Aláfia - (2015) Corpura


Eu só conheci o trabalho desta banda neste ano de 2015, até então nunca havia ouvido falar e o som deles não chegou aos meus ouvidos. Ainda bem que acabou chegando, ficaria triste se não tivesse tido a oportunidade de conhecer essa maravilha. Mais uma banda brasileira enriquecendo a cultura de nosso país. Quanta coisa boa temos por aqui, não é? Será que no Brasil ainda há aquele antigo preconceito de que aqui não tem o que presta? Se tiver, continua sendo uma opinião de cabeça de miolo-mole. Coisa de quem tem preguiça de pesquisar e conhecer nossas próprias riquezas. Aláfia já está entre elas. Corpura é o seu recente segundo disco. Tá quentinho, saiu do forno faz pouco tempo! O seu excelente primeiro trabalho o publicarei aqui depois; também vale a pena ser ouvido. Já virei fã. Os camaradas temperam sua sonoridade com tudo aquilo que mais apreciamos aqui no Santería: passeiam pelo Afrobeat, soltam o balanço no Soul-Funk, articulam suas mensagens conscientes no Rap, e convocam nossos ancestrais para uma macumba gostosa em seu terreiro musical. Gosto muito!

Aláfia - (2015) Corpura:

01 Salve Geral
02 Blacksmith
03 Corpura
04 Adinkras
05 Primeiro Do Ano
06 Proteja Seu Quilombo
07 Preto Cismado
08 Peregrino (Okê Kala)
09 Oxotokanxoxô E Uiratupa
10 Banho De Poeira
11 Nada É Importante

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Apresentação no Showlivre (Na sessão de perguntas há um salve meu para a banda, rsrsrs, participei do programa quando passou ao vivo):



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