Handsome é uma dessas bandas que existem à margem do tempo, como um segredo bem
guardado da cena alternativa noventista. Com músicos vindos do Helmet e Quicksand, canaliza aqui uma tensão urbana e
emocionalmente carregada. A produção de Terry Date traz peso e
profundidade, e cria um som que oscila entre o concreto e o etéreo. Com riffs
cortantes, espaços de respiro, tudo soa beirando um colapso interno. As faixas “Needles” e
“Swimming” revelam a dualidade entre agressividade e melancolia. É um disco
que não se entrega facilmente; exige certa disposição para
mergulhar em suas camadas. A voz carrega um senso de urgência contida, quase
como um grito sufocado. Antecipa caminhos que bandas como
Deftones explorariam com mais reconhecimento anos depois. Existe algo de noturno e
solitário em sua atmosfera, como caminhar pela cidade vazia às três da
manhã. Talvez por isso tenha passado despercebido em sua época. Mas é
justamente nesse esquecimento que reside sua força. Um disco que não pede atenção. ele
simplesmente permanece à espera de quem esteja pronto para senti-lo. 😏
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sábado, 28 de março de 2026
Handsome - (1997) Handsome
Handsome - (1997) Handsome:
01 Needles
02 Ride Down
03 Going To Panic
04 Left Of Heaven
05 Thrown Away
06 Dim The Lights
07 Lead Bellied
08 My Mind"s Eye
09 Waiting
10 Quiet Liar
11 Eden Complex
12 Swimming
Deguste um fluxo:
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
Charlie Brown Jr. - (1997) Transpiração Contínua Prolongada
Charlie Brown Jr. foi uma das bandas mais famosas do rock brasileiro e dispensa qualquer apresentação. Se o seu frontman ultra carismático e líder do grupo Chorão, e o talentosíssimo baixista Champignon, não tivessem falecido de forma trágica, é certo que o grupo estaria até hoje lançando mais e mais singles de sucesso. A criatividade da rapaziada era sem limites! Transpiração Contínua Prolongada é o seu primeiro trabalho e nasceu naquele espírito noventista que muito produziu os melhores discos do rock nacional, e nele está vários dos hits que continuam os melhores da banda até hoje. Charlie Brown Jr. é uma das minhas bandas favoritas do rock brasileiro, e apesar de eu não apreciar muito as letras do Chorão, o que sempre me impressionou é a qualidade estupenda, o talento e a tecnicidade dos instrumentistas. A parte instrumental é foda demais da conta! Numa mistura de funk rock cheio de malemolências, gingados, guitarras melosas e plásticas de wah-wah, referências ao Rage Against The Machine e Suicidal Tendencies, esse disco não pode passar desapercebido para o ouvinte da música brasileira. 😎
Charlie Brown Jr. - (1997) Transpiração Contínua Prolongada:
01 Tributo Ao Frango Da Malásia
02 O Côro Vai Comê!
03 Tudo Que Ela Gosta De Escutar
04 Sheik
05 Hei! Arreia...
06 Gimme O Anel
07 Molengol's Groove
08 Aquela Paz
09 Quinta-Feira
10 Proibida Pra Mim
11 Lombra [Feat. PMC]
12 Corra Vagabundo
13 Falar, Falar
14 Festa
15 Escalas Tropicais
16 Charlie Brown Jr.
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Visite a página do artista: Charlie Brown Jr.
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
Os Virgulóides - (1997) Virgulóides?
Nos anos noventa a moda era fazer um rock tropicalista repaginado nos tatibitates estéticos da cultura brasileira. Misturava-se rock com samba, com axé, com forró, com rap e com o que mais a criatividade sem limites do brasileiro aprovasse. A avacalhação aqui sempre foi uma forma de anarquismo, e o besteirol nas letras eram uma sátira cheia de ginga para ao mesmo tempo dar à música um corpo comercial e um conteúdo implícito e socialmente crítico. O brasileiro sempre soube rir da própria desgraça! E da alheia também, rsrsrs! Os paulistas do Os Virgulóides são mais uma banda de sucesso desse período do rock besteirol. Virgulóides? é o primeiro trabalho desse power trio sacanagem. Muito bem tocado; arranjos bacaníssimos misturando rock com samba; letras divertidíssimas e inteligentes que usam e abusam do duplo sentido, da ironia e do cinismo; um disco leve, com swing e com o peso do rock. Eu diria que Os Virgulóides são muito punks ao seu modo. Hoje considero este um dos meus discos favoritos do rock brasileiro, mas na época eu torcia o nariz para ele do alto da minha soberba headbanger. 😆
Os Virgulóides - (1997) Virgulóides?:
01 Bagulho No Bumba
02 House Da Madame
03 Zoião De Sapo Boi
04 Festa Na Dona Teta
05 Médico Safado
06 Sebunda-Feira
07 Dum Dum
08 Salve O Cabra-Macho
09 Nego Velho (O Mano Véio)
10 Raimunda
11 Qué Picá
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domingo, 26 de dezembro de 2021
The Brand New Heavies - (1997) Shelter
A banda britânica The Brand New Heavies é uma das mais famosas e bem sucedidas do chamado acid jazz. A experiência do grupo vem dos saudosos anos oitenta para cá, e neste percurso, vem deixando uma vasta discografia diversificada, refinada e de grandes sucessos. A banda passou por várias mudanças de formação durante todo este período, o que dum ponto de vista mais técnico, pode ter contribuído para as suas metamorfoses estilísticas e estéticas. Junto com Jamiroquai, Incognito, Count Basic, Young Disciples e outros, apresentaram ao mundão a mistura estonteante de soul, funk, disco e jazz, que logo o marketing rotulou como acid jazz. Do início ao fim, tudo soa bem no quarto álbum do grupo, Shelter. Não existe uma faixa ruim ou medíocre no disco. Claro que a relevância do álbum agora em 2021 não chega às alturas de 1997, quando obviamente estava surfando em uma tendência. Mas possivelmente o ciclo retro se transformou em uma nova onda em que Shelter tem algo a demonstrar. Evidentemente eis mais um grande trabalho produzido por essa rapaziada. 👍
The Brand New Heavies - (1997) Shelter:
01 I Like It
02 Sometimes
03 Shelter
04 You Are The Universe
05 Crying Water
06 Day By Day
07 Feels Like Right
08 Highest High
09 Stay Gone
10 You've Got A Friend (Radio Version)
11 Once Is Twice Enough
12 After Forever
13 Last To Know
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quinta-feira, 18 de novembro de 2021
Niacin - (1997) Niacin
Nas Ondas Da Net: "[...] o Niacin é um super power trio, formado pelo que há de melhor do mundo do jazz fusion, e esse melhor tem três nomes, Billy Sheehan no baixo, John Novello no órgão Hammond e teclados e Dennis Chamber na bateria, que simplesmente dão uma aula de música e virtuosismo com seus maravilhosos instrumentos. [...] Este álbum contém quinze músicas totalmente escutáveis, pois seu experimentalismo, improvisações e modernidades não afrontam a nossa audição com sons paralelos entre os instrumentos o que ocasionalmente pode acontecer neste tipo de música se não houver uma unidade entre os músicos e no caso do Niacin, a coesão entre eles é absoluta, pois não há a necessidade de um ou outro estarem em destaque, pois o conjunto da banda se encarrega desta tarefa. [...] A rigor não há uma música em especial a ser destacada, pois o álbum como um todo é muito bom, extremamente homogêneo entre suas músicas, deixando-o em uma condição de álbum altamente recomendável para qualquer apreciador de música de extrema qualidade, independente de qualquer tribo que faça parte". - Show! 🎹
Niacin - (1997) Niacin:
01 No Man's Land
02 Clean Up Crew
03 Do A Little Dirty Work
04 I Miss You (Like I Miss The Sun)
05 One Less Worry
06 Three Feet Back
07 Bullet Train Blues
08 Hell To Pay
09 Alone On My Own Little Island
10 For Crying Out Loud
11 Klaghorn
12 Spring Rounds
13 Spring Rounds Squared
14 Pay Dirt
15 Fudgesicle
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quinta-feira, 30 de setembro de 2021
Voo Doo Phunk - (1997) Carnivore
Finalizemos o mês num clima relax. Mesmo aqui com o meu computador dando pau e travando a todo momento enquanto escrevo este comentário! O meu HD está indo para as cucuias, e é por isso que você deve deixar de ser um mão de vaca, dar-me uma forcinha para eu comprar outro aparelho, e fazer uma mínima doação de din-din ali no botãozinho do PagSeguro na coluna à direita. Thank you! Estou no oitavo ano de blog proporcionando maravilhosas recomendações musicais e você nunca me deu sequer um obrigado. Hoje pode ser o seu dia de retribuição! Bem, temos aqui mais uma bolachinha de acid jazz maroto para a sua degustação. Diretamente da excelente Irma Records, trago o primeiro álbum do Voo Doo Phunk, composto pela dupla de DJ's italiana Gianluca Ballarin e Leonardo Di Angilla, e intitulado Carnivore. Apesar do título carnívoro, a bolacha tem uma pegada suave, deslizante e derretida como manteiga. Ecleticamente o trabalho flui pelo dub music, trip hop, smooth jazz e outros elementos entorpecentes, anestésicos e embriagantes ao estilo anos noventa. Relaxe e goze! 🐊
Voo Doo Phunk - (1997) Carnivore:
01 Don't Panic
02 We Got The Funky
03 Point Of View
04 Little Wonder
05 Starsky
06 Carnivore
07 Kabura
08 Habalim
09 O-Zone
10 Take It Easy
11 Jungle Experience
12 Hey Don!
13 The Party
14 Yerbabuena
15 Scat On The Phone
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sábado, 8 de maio de 2021
Nils Landgren Funk Unit - (1997) Paint It Blue
Nils Landgren é um trombonista sueco altamente gabaritado, com um currículo musical acadêmico de dar inveja a qualquer um, e músico orquestrador reconhecido internacionalmente. Tem uma porrada de projetos paralelos com outros excelentes músicos, e Nils Landgren Funk Unit é apenas um desses tantos. Paint It Blue é o seu primeiro álbum de estúdio. Sem medo de experimentar, Nils perpassa feroz por vários gêneros e ritmos demonstrando sua paixão pela música, e em Funk Unit, a empreitada se define numa excelente performance virtuose de jazz-soul-funk. Do início ao fim da bolacha é uma paulada de groove mais sensacional do que a outra, onde os malabarismos melódicos do trombone de Nils chega chegando com seus fluxos ascensionais cheios de brilho, e ainda recebendo o complemento de outros metais incendiários como o sax e trompete. O trabalho tem como colaboradores: Nils Landgren no trombone, Henrik Janson na guitarra, Esbjörn Svensson no teclado, Per “Ruskträsk” Johansson no saxofone, Magnum Coltrane Price desta vez nos sintetizadores, Lars Danielsson no biaxo e Bernard Purdie na batera. 🎷
01 Walk Tall
02 You Dig
03 Why Am I Treated So Bad
04 Brother Nat
05 Inside Straight
06 Cannonball
07 Mercy, Mercy, Mercy
08 Mother Fonk
09 Primitivo
10 After The Party
11 Love All, Serve All
12 Julian
Deguste um fluxo:
Visite a página do artista: Nils Landgren Funk Unit
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
Ed Motta - (1997) Manual Prático Para Festas, Bailes E Afins - Vol. 1
80minutos: "Eduardo Motta [...] é um cantor, compositor e produtor musical carioca que é sobrinho do também cantor Tim Maia e primo do cantor Léo Maia. Teve sua voz reconhecida, como a 39ª, entre As 100 Maiores Vozes Da Música Brasileira pela Rolling Stone Brasil. Carioca, desde pequeno ouvia música disco, soul e funk, inclinando-se mais tarde para o rock, de que tornou-se profundo conhecedor na época. Participou como vocalista da banda Kabbalah, de hard rock, com influências de Deep Purple, Black Sabbath e outras bandas dos anos 70. [...] Ainda na adolescência abandona os estudos para dedicar-se à música, agora fascinado pela música negra. Foi DJ e produziu o fanzine 'Curto Circuito' sobre o assunto, até conhecer, em meados dos anos 80, o guitarrista Luiz Fernando Comprido, com quem mais tarde formou o 'Expresso Realengo', mais tarde rebatizado como Conexão Japeri, e gravou o primeiro disco, em 1988. [...]" - Manual Prático Para Festas, Bailes E Afins - Vol. 1 é o quarto álbum do Ed Motta, e apesar do próprio cantor não gostar muito dele, é, de fato, um disco maravilhoso de acid jazz brasileiro!
Para ler uma resenha mais bem elaborada e detalhada, visite o site: Discos Essenciais.
Ed Motta - (1997) Manual Prático Para Festas, Bailes E Afins - Vol. 1:
01 Daqui Pro Méier
02 Vendaval
03 Fora Da Lei
04 Lustres E Pingentes
05 Birinaite
06 Por Você Ser Mais
07 Como Dois Cristais - Música Incidental Jah Dread
08 A Flor Do Querer
09 Dias De Paz
10 A Loja Do Subsolo
11 Luna E Sera
12 Mentiras Fáceis
13 Falso Milagre Do Amor
14 Quais Serão Meus Desejos?
15 Cartão De Visita
16 Falso Milagre Do Amor (Versão Metais Em Brasa)
Deguste um fluxo:
Visite a página do artista: Ed Motta
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
Lunatic Calm - (1997) Metropol
Cheio de chiados de extáticas televisivas e radiofônicas; barulhos esquisitos ao estilo de movimentações eletrônicas e cibernéticas de computadores ancestrais; digitalismos plásticos e industriais de máquinas numa fábrica; glicthes borbulhantes e explosivos em beats pesadões, são a composição amalgâmica do som lunático de Lunatic Calm. Cria da cena musical eletrônica britânica noventista, na linha big-break beat esquizofrênico psicodélico dum The Chemical Brothers e The Prodigy, parafraseia sua estética soturna, noturna e industrial no seu primeiro álbum, Metropol. A moda passou, mas ficou esse clássico do experimentalismo eletrônico da época. Um mix sombrio e trevoso de rock alternativo, hip-hop cyberpunk e batidas alucinantes e robóticas. Um Kraftwerk satânico e cuspindo fogo! É impossível escutar o disco e não lembrar automaticamente daquelas cenas de luta e perseguição de filmes como Matrix e Mortal Kombat. Não à toa, compuseram trilha sonora para o segundo. Música eletrônica pesada que chega a incomodar em algumas passagens tão maluquetes, distorcidas e perturbadoras.
Lunatic Calm - (1997) Metropol:
01 Fuze
02 Leave You Far Behind
03 The Sound
04 Neon Ray
05 It Evolves On Its Own
06 Choke
07 Long Shadows
08 Roll The Dice
09 Meltdown
10 Metropol
11 Punkywhitenoisething
12 Neon Reprise
13 Mortal Kombat 2 Annihilation - Saundtrek - Leave U Far Behind (V.2 Instrumental Mix)
Deguste um fluxo:
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Apollo 440 - (1997) Electro Glide In Blue
Apollo 440 é mais um dos grupos britânicos de música eletrônica que em 1997 viveu o auge do experimentos break-big beat. Seu segundo álbum, Electro Glide In Blue, abre com uma curta e sublime faixa instrumental, Stealth Overture, antes de lançar-se a sério no single Ain't Talkin' 'Bout Dub, amplamente construído em torno de um sample de Van Halen com algumas estruturas animadas de bateria e baixo, ao mesmo tempo icônicas e pesadonas. O disco se desenrola do jeitinho que eu gosto numa boa música eletrônica, misturando vários elementos sintéticos com organicidades instrumentais. Batidas pesadas, ágeis e quebradas ao estilo drum'n'bass; viagens psicodélicas cheias de ruídos e momentos brisantes-flutuantes ao estilo trip-hop; e muita elasticidade plástica em dobras rítmicas eletrizantes carregadas daquela ambiência industrial típica das músicas noventistas dum The Chemical Brothers e The Prodigy. Apollo 440 produziu um trabalho super antenado com o que bombava na cena eletrônica britânica dos anos 90, fato que é respaldado pela faixa final Raw Power, uma peça enérgica e potente para finalizar bonito.
Apollo 440 - (1997) Electro Glide In Blue:
01 Stealth Overture
02 Ain't Talkin' 'Bout Dub
03 Altamont Super-Highway Revisited
04 Electro Glide In Blue
05 Vanishing Point
06 Tears Of The Gods
07 Carrera Rapida
08 Krupa
09 White Man's Throat
10 Pain In Any Language [Feat. Stealth Sonic Orchestra & Billy MacKenzie]
11 Stealth Mass In F#M
12 Raw Power
Deguste um fluxo:
domingo, 28 de julho de 2019
Helmet - (1997) Aftertaste
Eis mais uma das bandas super icônicas dos anos 90. O que dizer duma banda que influenciou várias outras que surgiram nos anos 2000 e é mais uma das minhas milhares de favoritas? Tudo o que tinha para ser dito já o foi. Não vou chover no molhado. Basta acrescentar que este disco em particular não poderia jamais faltar neste blog. Aftertaste é o quarto álbum dos estadunidenses do Helmet, e é o meu favorito deles e um dos de toda a vida. Já escutei esse disco tanto, tanto, tanto que seria impossível quantificar a totalidade de audições. Nesse trabalho a banda conseguiu sintetizar com perfeição aquilo que se desenhava nos experimentos anteriores. Houve uma junção inteligente e compacta da simplicidade estrutural rítmica, do groove e peso nos deliciosos e originais riffs de guitarra, e de linhas vocais mais limpas e melodiosas; tudo bem acabado e bem polido. É claro que essa beleza logo depois foi copiada aos montes por muitas outras bandas (vide Deftones, por exemplo). Um álbum que não sai do meu tocador de MP3 e que é altamente recomendável para se ouvir no carro em aventuras nas estradas.
Helmet - (1997) Aftertaste:
01 Pure
02 Renovation
03 Exactly What You Wanted
04 Like I Care
05 Driving Nowhere
06 Birth Defect
07 Broadcast Emotion
08 It's Easy To Get Bored
09 Diet Aftertaste
10 Harmless
11 (High) Visibility
12 Insatiable
13 Crisis King
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sexta-feira, 25 de maio de 2018
Tommy Guerrero - (1997) Loose Grooves & Bastard Blues
Excerto extraído de Jazz Marginal: "Tommy Guerrero, além de ter sido um grande skatista profissional e ganhador de vários prêmios, foi também guitarrista de bandas de hardcore na Bay Area de San Francisco, como qualquer jovem normal de sua cidade. Após o sucesso no mundo do skate, passou para sua segunda paixão: a música. Guerrero foi membro de uma banda de skate rock chamada Free Beer e de uma outra banda experimental, a Jet Black Crayon, mas teve mais sucesso como artista solo. Seu trabalho solo soa bem eclético sem ser chato, combinando vários gêneros musicais, tais como rock, rap, funk, soul e jazz". - Loose Grooves & Bastard Blues, seu álbum de estreia, traz uma sensação super-descontraída de melodias belamente criativas com elementos de blues e funk, mais o destaque de uma forte abordagem latina. É soberbamente executado; seus arranjos são singelos em construção e falta um conjunto diversificado de músicos contribuindo, mas é inegável o sucesso estético de sua simplicidade. Resolutamente lo-fi, sombrio, e com um ninho de influências sul-americanas.
Tommy Guerrero - (1997) Loose Grooves & Bastard Blues:
01 B.W's Blues
02 So Blue It's Black
03 Keep On Keepin On
04 Azule
05 Black Sheep Blues
06 Thirty
07 Pollo Caliente
08 Never
09 Solow
10 Introspection Section
11 Gone Again
12 In My Head
13 Soul Miner
Deguste um fluxo:
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Lenine - (1997) O Dia Em Que Faremos Contato
Lenine não fará mais um disco como O Dia Em Que Faremos Contato, o terceiro de sua carreira e o primeiro solo. É claro que o artista não tem a obrigação de se repetir esteticamente, no entanto, é certo que em O Dia Em Que Faremos Contato, Lenine criou um parâmetro musical que deveria perpetuar mesmo que sutilmente em toda sua obra. Este é o melhor disco do cantor, segunda a minha particularíssima opinião. Fiquei encanto na minha primeira audição, e a admiração por este trabalho só veio crescendo logo depois. Esta é o obra prima do cantor e compositor pernambucano. Aqui a MPB é elevada a níveis experimentais moderníssimos colocando-a num novo patamar de desenvolvimento. Não há nada especificamente revolucionário, mas você deve se ater ao trabalho excepcional com a linha de groove mantida em toda a bolacha. A batucada de pandeiro do repente e embolada nordestinos, o molejo ligeiro do samba, uma viola ao estilo bossa-nova customizada e quente, e muita poesia em letras maravilhosas engajam-se na construção desta pérola. E ainda temos a participação do rapper brasiliense GOG! Show!
Lenine - (1997) O Dia Em Que Faremos Contato:
01 A Ponte
02 Hoje Eu Quero Sair Só
03 Candeeiro Encantado
04 Etnia Caduca
05 Distantes Demais
06 O Dia Em Que Faremos Contato
07 A Balada Do Cachorro Louco (Fere Rente)
08 Aboio Avoado
09 Dois Olhos Negros
10 O Marco Marciano
11 Que Baque É Esse?
12 Pernambuco Falando Para O Mundo
13 Bundalelê
14 Mote Do Navio
Deguste um fluxo integral:
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Thievery Corporation - (1997) Sounds From The Thievery Hi-Fi
Estava afim de curtir algo relaxante hoje. Morar em um lugar barulhento onde uma horda de vagabundos só sabem fazer balbúrdia com os piores gostos musicais possíveis, não é fácil. A qualidade do tipo de música que uma pessoa escuta pode revelar muito sobre sua conduta civilizacional e seu estado da alma; pode não parecer, mas é a mais pura verdade. O primeiro álbum da dupla estadunidense de música eletrônica, Thievery Corporation, intitulado Sounds From The Thievery Hi-Fi, é um paradisíaco e aconchegante oásis em meio a terra devastada pela mediocridade cultural periférica e comercial. Saímos daquele ambiente poluído por pornofonia adolescente e breguice cachaceira para adentrarmos num universo policromático de combinações requintadas e inteligentes. O primeiro álbum do Thievery Corporation é uma brisa suave e refrescante que nos socorre do quase iminente afagamento no mar de merda pseudo-musical. Trip-Hop, Dub, Chillout, Bossa Nova, Nu-Jazz e experimentalismos multi-rítmicos compõem a excelente estreia de um dos projetos mais deliciosos da música eletrônica.
Thievery Corporation - (1997) Sounds From The Thievery Hi-Fi:
01 A Warning (Dub)
02 2001 Spliff Odyssey
03 Shaolin Satellite
04 Transcendence
05 Universal Highness
06 Incident At Gate 7
07 Manhã
08 Scene At The Open Air Market
09 The Glass Bead Game
10 Encounter In Bahia
11 The Foundation
12 Interlude
13 The Oscillator
14 Assault On Babylon
15 .38.45 (A Thievery Number)
16 One
Deguste um fluxo:
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Afro Cuban All Stars - (1997) A Toda Cuba Le Gusta
Coisa fina, finíssima! Delícia de música. A música cubana é conhecida por sua fineza e características muito peculiares. O Jazz, as influências africanas da religiosidade da Santería, o bolero, o chachachá, a salsa, o son montuno, a timba, a guajira, o danzón, a rumba, a abakua e a língua espanhola, dão um tempero bem típico neste prato multi saboroso. Estreando as publicações de nosso mês de Setembro, temos hoje o internacionalmente prestigiado, Afro Cuban All Stars. Comecemos o mês com essa preciosidade de disco, o primeiro álbum do grupo, A Toda Cuba Le Gusta. Impossível não se apaixonar por tanta beleza e deslumbramento, tanto requinte e profissionalismo de uma música madura e tradicionalíssima. Liderada por Juan De Marco González, ex-membro da Sierra Madre, a banda tem sido uma das mais importantes divulgadoras e popularizadoras da música cubana pelo mundo. Aqui a batucada come solte, a virtuosidade nos metais causam delírio, o piano nos embriaga de beleza, e goza-se na calça de tanto tesão sonoro! Bolachinha obrigatória!
Afro Cuban All Stars - (1997) A Toda Cuba Le Gusta:
01 Amor Verdadero
02 Alto Songo
03 Habana Del Este
04 A Toda Cuba Le Gusta
05 Fiesta De La Rumba
06 Los Sitio' Asere
07 Pio Mentiroso
08 Maria Caracoles
09 Clasiqueando Con Ruben
10 Elube Changó
02 Alto Songo
03 Habana Del Este
04 A Toda Cuba Le Gusta
05 Fiesta De La Rumba
06 Los Sitio' Asere
07 Pio Mentiroso
08 Maria Caracoles
09 Clasiqueando Con Ruben
10 Elube Changó
Deguste um FULL Fluxo no Spotify:
domingo, 21 de agosto de 2016
Shibusashirazu Orchestra - (1997) Shibu-Sai
Os japoneses continuam me surpreendo na música. Quanto mais pesquiso sobre sua musicalidade, mais encontro pérolas preciosas exuberantes. Já ouviu falar do grupo Shibusashirazu Orchestra? Eu não havia ouvido falar e o só descobri recentemente. Eles já possuem uma longa carreira, estão em atividade desde 1989 e lançaram 14 álbuns de estúdio até o momento. Shibu-Sai é o quinto disco deles. Eles fazem um Jazz contemporâneo ultra maluquete com muitos elementos Avant-Garde, Noise perturbador, Ska circense e flertes surreais com o Progressive Rock. Sonoridade para ouvidos ousados que não tem medo de experimentar músicas fora da linha de conforto. As músicas são longas e desenham paisagens abstratas, surreais e extremamente alucinantes; muitas vezes chegam até a incomodar, rsrsrs. O grupo também é conhecido pelas suas performances teatrais, belamente coloridas e carnavalescas, cheias de dança e energia, ao vivo. Muita psicodelia e insanidade sonora executada por apenas quatorze integrantes. E vale destacar que cada capa de disco deles é um delicioso show à parte.
Shibusashirazu Orchestra - (1997) Shibu-Sai:
01 Tsuki E No Tabi-Ichiza
02 P-Chan
03 Lion
04 Theme Of Reiji
05 Bartazar
06 Sorimachi Kirou
07 Theme Of Honda Komuten
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Squarepusher - (1997) Hard Normal Daddy
Eu estava doidinho para postar algo sobre essa bolacha. Pense num disco delicioso, cheio de experimentalismo e coragem. Parece não ter sido feito para agradar, mas agrada pra caramba! É mais uma daquelas coisas que aparentam nascer num universo de brincadeira, prazer e descontração. Se eu fosse fazer a minha lista de 1001 discos para ouvir antes do desencarne, com certeza não faltaria nela, Hard Normal Daddy, o segundo álbum do DJ britânico Tom Jenkinson, responsável pelo projeto Squarepusher. Músico experiente no mundo da experimentação; e provavelmente, falarei de outros trabalhos dele por aqui. Hard Normal Daddy extrapola expectativas e nos fornece um prato caprichado de guloseimas sonoras. Quebradeira de beats malucos aliados à grooves funkeiros (não o carioca, pelo amor... né?!); ambientações tecladísticas criando atmosferas cósmicas e flutuantes; dub basses gordos e encorpados aterrorizando com seus poderosos graves cataclísmicos; e nervosas miríades de batidas ao estilo jungle. Não pode faltar na sua discografia de clássicos da música eletrônica. Elegante e brutal!
Squarepusher - (1997) Hard Normal Daddy:
01 Coopers World
02 Beep Street
03 Rustic Raver
04 Anirog D9
05 Chin Hippy
06 Papalon
07 E8 Boogie
08 Fat Controller
09 Vic Acid
10 Male Pill, Pt. 13
11 Rat-P's And Q's
12 Rebus
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Junkie XL - (1997) Saturday Teenage Kick
A quebradeira breakbeatiana ainda não acabou, meu chapa. Hoje teremos mais uma violenta bolacha de música eletrônica para começar dando um super gás na sua semana. Temos aqui uns dos trabalhos mais malucos já produzidos dentro desse estilo na década de 90. Ousadia deveria ser o nome deste álbum, pois a experimentação nele parece não ter limite. Este é o Saturday Teenage Kick, primeiro disco do alucinado DJ holandês Tom Holkenborg, mais conhecido pela sua atuação no projeto Junkie XL. Este é outro camarada que invariavelmente com suas músicas, está sempre presente em blockbusters hollywoodianos. A contagiante energia do álbum parece mesmo vir ao que o título propõe, um pontapé juvenil baladeiro carregado de entusiasmo e explosão empolgante. Duvido você chegar até a quinta faixa e já não ter perdido o fôlego; é necessário muita resistência e ânimo vigoroso para caminhar ao fim do disco. É uma porrada atrás da outra! A condensação duma balada inteira numa única bolacha; sem piedade, preenchendo todo o ambiente com muito groove e balanço. Indispensável!
Junkie XL - (1997) Saturday Teenage Kick:
01 Underachievers
02 Billy Club
03 No Remorse
04 Metrolike
05 X-Panding Limits
06 War
07 Saturday Teenage Kick
08 Dealing With The Roster
09 Fight
10 Melange
11 Def Beat
12 Future In Computer Hell
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sábado, 16 de janeiro de 2016
The Crystal Method - (1997) Vegas
Você já deve ter ouvido em sua vida muita coisa de Breakbeat noventista. Mesmo sem querer ele penetrou seus ouvidos numa circunstância ou outra em que você assistiu um filme clássico dos anos 90. Esse estilo de música eletrônica parece que sofreu simbiose com a arte cinematográfica e acabou sendo quase que uma trilha sonora oficial dos filmes de ação. The Crystal Method é quem o diria. A dupla de DJs meio que bateu carteirinha em uma pá de produções holywoodianas. Ao ouvirmos esse tipo de música, é difícil nossa mente não ser ocupada com imagens de prédios explodindo, perseguições automotivas em alta velocidade e sanguinolentas lutas karatecas. Vegas, o primeiro álbum da dupla, é carregado de energia juvenil, contagiante e vitaminada, pau pra toda obra sem viagra! Punho varonil ereto, descargas elétricas de alta voltagem, raios e trovões grooveiros para entortar a balada! Breakbeat é isso, meu chapa! Não é puts, puts, puts... é uma violenta quebradeira pop. Soa meio datado hoje em dia, a nova música eletrônica o deixou ultrapassado, mas ainda sim, continua pesadão e sombrio. Da hora!
The Crystal Method - (1997) Vegas:
01 Trip Like I Do
02 Busy Child
03 Cherry Twist
04 High Roller
05 Comin' Back
06 Keep Hope Alive
07 Vapor Trail
08 She's My Pusher
09 Jaded
10 Now Is The Time
11 Bad Stone
12 (Can't You) Trip Like I Do
Deguste um fluxo (faixa Comin' Back):
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
The Chemical Brothers - (1997) Dig Your Own Hole
Seguindo a linha da postagem anterior, trago-lhe outra pérola dos anos 90, e do mesmo ano de lançamento: Dig Your Own Hole do The Chemical Brothers. Álbum que dialoga esteticamente com The Fat Of The Land do The Prodigy. São grupos de breakbeat contemporâneos, e ambos conterrâneos britânicos. The Prodigy abraçou a histeria psicótica, e The Chemical Brothers as loucuras das experiências com ácido. Expressam as faces tenebrosas e estilhaçadas de nossa mente em batidas quebradas e frases de efeito minimalista: um reflexo dos infernos cíclicos subconscientes nos quais vivemos. A música eletrônica industrial dos anos 90 adorava essas investigações psicodélicas do lado sombrio de nossas cucas. The Prodigy e The Chemical Brothers brincavam bastante com isso em seus videoclipes. Dig Your Own Hole (um título bem sugestivo para quem conhece os excessos das drogas) é o segundo trabalho dessa dupla de DJs malucos; o melhor, segundo minha miserável opinião. Aqui, temos muitas batidas pesadas aliadas a psicodelismos psiconáuticos. O disco por si só já é um ácido lisérgico!
The Chemical Brothers - (1997) Dig Your Own Hole:
01 Block Rockin' Beats
02 Dig Your Own Hole
03 Elektrobank
04 Piku
05 Setting Sun
06 It Doesn't Matter
07 Don't Stop The Rock
08 Get Up On It Like This
09 Lost In The K-Hole
10 Where Do I Begin
11 The Private Psychedelic Reel
Deguste um fluxo (faixa Block Rockin' Beats):
Acredite em você mesmo... e já é o suficiente! (faixa Elektrobank):
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