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sábado, 29 de maio de 2021

Funkalister - (2006) Funkalister - Vol. 1


Nosso Brasil tem uma variedade de artistas e bandas que praticam a modalidade da música instrumental, que o próprio Brasil desconhece quase que por completo. São tanto músicos de um período clássico, quanto dum período moderno e atual. No âmbito do jazz é uma coleção para abarrotar milhares de playlists. O programa Instrumental SESC Brasil tem feito há anos um excelente trabalho de divulgação deste tesouro que é a música instrumental brasileira. Este humilde blog aqui, também tem trazido uma coisa ou outra de vez em quando. E hoje, trago-lhe novamente a maravilhosa banda gaúcha, Funkalister, com o seu exuberante e majestoso primeiro álbum, Funkalister - Vol. 1. Com influências do rock, jazz, funk setentista e do bom e velho samba, o grupo traz um mix virtuosístico tocado com perícia técnica e numa produção de alta qualidade que deu o brilho exato para as suas composições. A bolacha tem um ritmo e fluidez magníficos; um ecletismo maduro nas abordagens estilísticas trazendo nostalgia em momentos que muito nos lembram trilhas de seriados policiais televisivos clássicos. Bacana! 👍

 Funkalister - (2006) Funkalister - Vol. 1:

01 Tem Coragem
02 Cherazquezz
03 Jorge
04 Bencertinho 4
05 Billy Kleyton
06 Na Feição
07 Vazarimóveis
08 Fogo Na Casa
09 Uéééiiioouuééé!!!
10 Experiências 1

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quarta-feira, 26 de maio de 2021

Soul Jazz Express - (2006) Soul Jazz Express


Fica difícil falar duma banda que você não tem a mínima informação sobre ela. Desta vez eu não tenho muita coisa! Rsrsrs! Não sei de que país é, mas segundo identificações do Discogs a bolacha é do Canadá e foi lançada por um selo independente. O interessante Soul Jazz Express traz uma mistura refinada e sofisticada de jazz com blues, e como o próprio nome já diz, um suave swing soul. Certamente, um pouquinho da música brasileira transparece aqui, pois algumas passagens muito lembra-nos o estilo maresia brisante da bossa nova. Tem como integrantes a dupla, Craig Pady nos saxofones barítono e tenor, e Denis Keldie no teclado Hammond. Acredito que como foram eles que também produziram o álbum, também fizeram as linhas de bateria e guitarra. Este parece ser seu autointitulado primeiro e único álbum. Solos contemplativos, digressivos e viajantes de saxofone, teclado e guitarra, desfilam esvoaçantes inspirando voos estratosféricos nos horizontes da imaginação. São apenas sete faixas que trazem uma delícia minimalista e virtuosa que especificam o valer a pena de passar por este blog. 🎹

 Soul Jazz Express - (2006) Soul Jazz Express:

01 Closer Than You Think
02 Minor Groove
03 Cranebeach
04 Couple A Brownies
05 Sidewards
06 Tuesday At 3
07 Mr. Slinky

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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Electric Outlet - (2006) On!


Banda alemã de jazz fusion e rock progressivo, temos hoje a interessantíssima Electric Outlet. Os integrantes são: Marcus Nepomuc Demi na guitarra, Tom Aeschenbacher no teclado, Frank Itt no baixo e Ralf  Gustke na bateria. Especulo que o nome da banda tenha sido inspirado no álbum Electric Outlet de 1984 do icônico também músico de jazz fusion, John Scofield. On!, primeiro, e aparentemente até o momento, o único álbum do grupo, traz uma coleção de músicas que nasceram casualmente em meio a improvisações, brincadeiras e experimentações de estúdio. A técnica e expertise de cada músico traz uma mistura de influências que unem o rock, o blues e funk numa pegada orgânica e de peso. O interessante é percebermos o como a estética sonora combina-se muito bem com o nome do grupo e a capa do disco; desde a primeira faixa Comprendes parece que somos invadidos por abundantes descargas elétricas em digressivos e poderosos solos de guitarra, e que ainda depois em todo o álbum evoluem para outros malabarismos performáticos. Alta voltagem musical! ⚡


Electric Outlet - (2006) On!:

01 Comprendes
02 Propellorhead
03 Odd Garage
04 We Need A Plan
05 Wanna Energy
06 Tekky
07 Golf III
08 Miles Ahead
09 Miles Away

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sexta-feira, 14 de maio de 2021

A Filial - (2006) Quem Menos Tem É Quem Mais Oferece


Banda brasileira carioca formada em 1998 por Edu Lopes, eis a interessantíssima A Filial. Passando por várias formações e experimentações, o grupo então se estabiliza esteticamente num sincretismo brasileiríssimo de rap, soul-funk, música eletrônica, música regional e muita malemolência malandra. Quem Menos Tem É Quem Mais Oferece é o seu primeiro álbum e nele o ecletismo híbrido típico da musicalidade brasileira se expressa alegre e criativamente como não poderia deixar de ser. Gosto muito! Chega chegando cheio do molejo, do balanço, despojado, alto astral e com muito swing. Letras bacaníssimas fluídas e dinâmicas com rimas tão plenas de destreza sonora quanto a parte instrumental; a combinação ficou elegante, caprichosa e divertida. O ritmo se mantém firme segurando o ouvinte em fluxos uns mais dançantes que os outros, e a bolacha segue como num baile soul-funk tradicional. Na faixa Verso Versátil temos a participação de BNegão (já muito conhecido dos grooves nacionais e de suas participações em uma porrada de projetos), trazendo mais versatilidade para essa bolacha charmosa. Dance! 👊

 A Filial - (2006) Quem Menos Tem É Quem Mais Oferece:

01 Gosto Tanto
02 Brilha O Sol
03 Dança
04 Quem Menos Tem É Quem Mais Oferece
05 Verso Versátil [Part. BNegão]
06 Pra Quem Trabalha Com Amor
07 A Arte Do Final De Tarde
08 Charme E Sedução
09 Be The World
10 Fluxo Intenso
11 Prelúdio
12 Linda
13 Ps

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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Soul Quality Quartet - (2006) Dip


Meus amiguinhos, desta vez as informações sobre este artista de hoje encontradas na internet foram praticamente zero, rsrsrs. Quem tiver informações, me ajude aí nos comentários. Soul Quality Quartet é um grupo não sei da onde e que tem ou teve contrato com a gravadora italiana especializada em acid jazz, Irma Records. Pelo nome dos integrantes que você pode conferir no Google, é provável que eles sejam de algum país nórdico; fato curioso esse, pois provenientes de ambientes gelados, esse pessoal nos traz uma sonoridade para lá de tropical. Acredito que Dip é o segundo álbum de estúdio da banda. Mesmo sem informações mais precisas sobre a bolacha, eu decidi que ela tem de estar por aqui porque se trata de um excelente disco. Um discaço para os aficionados em acid jazz! Para mim o quinteto com nome de quarteto (a vocalista conta como quinto elemento, né?!) consegue passar com destreza técnica por composições claramente influenciadas por monstros como Stevie Wonder e Jamiroquai, e ainda mais, muita, muita, muita bossa nova brasileira - inclusive, arriscando-se a cantar várias músicas em português. Confira!

Soul Quality Quartet - (2006) Dip:

01 I'm Not Here
02 Sad Dettin
03 Pressure
04 Amor Ideal
05 Aphotic Marauder (Original Version)
06 Freeze Burn
07 Toda Terça-Feira
08 On Your Own
09 Break It To Me Now
10 Como Antes
11 Harraldo
12 Aphotic Marauder (Stockholm Cyclo Vocal Remix)

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Até onde eu pesquisei, o artista parece não possuir página oficial, então,  siga o fluxo!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Electro Deluxe - (2006) Hopeful


Electro Deluxe é um grupo francês que mistura jazz, funk e hip-hop com influências que vão de Herbie Hancock à Buckshot LeFonque via Meshell Ndegeocello. Apesar do "electro" no nome, a sonoridade da banda é genuinamente 100% orgânica e qualquer efeito eletrônico passa despercebido em micro detalhes em passagens esporádicas. Elementos eletrônicos eram mais presentes no primeiro álbum da banda, Stardown. Hopeful é o segundo e extraordinário álbum do grupo. A virtuosidade instrumental está claramente garantida em certeiros malabarismos técnicos dignos de quem se influencia pelo jazz. Show de bola do início ao fim, com treze faixas lindamente complementares passando por canções com participações especiais que cantam de hip-hop à inebriantes acid jazz, e, minhas outras favoritas, músicas totalmente instrumentais que desfilam habilidades melódicas multicoloridas. Este é um disco que já me conquistou na primeira audição; a qualidade da bolacha é atestada de imediato. Pode chegar chegando nesta preciosidade, pois tenho certeza de que você não se arrependerá em momento algum!

Electro Deluxe - (2006) Hopeful:

01 Hopeful
02 No Dance
03 Back To The Riddle
04 Zoé
05 Live And Learn
06 Peel Me
07 Staying Alive
08 Anémone
09 But No
10 Wisdom
11 Tunes
12 Moment Of Truth
13 If Only

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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Tigran Hamasyan - (2006) World Passion


Tigran Hamasyan é compositor, pianista talentosíssimo, e um jazzista de primeira. De origem armênia, traz também para sua musicalidade a influência da folk music tradicional desse país. Outra grande influência no estilo musical deste camarada é o progressive-rock, e isso podemos reparar nas suas longas canções com longas digressões melódicas virtuosísticas, complexas e refinadamente elaboradas. World Passion, seu incrível álbum de estreia, foi lançado quando o músico tinha dezoito anos de idade; a excelência técnica já estava presente desde a sua juventude. Foi tocando por diversos festivais de jazz de renome internacional e ganhando prêmios por onde passava. O talento só foi lhe rendendo frutos. Na audição de World Passion é que podemos conferir e dar crédito a toda essa reputação. Linhas melódicas abstratas acentuadamente marcadas pelo experimentalismo do improviso se juntam a maneirismos clássicos num acabamento polido em refinamento e sofisticação. Tudo bem redondinho e afinado, e ao mesmo tempo com um espírito de ousadia criativa e sobriedade calculada.

Tigran Hamasyan - (2006) World Passion:

01 World Passion
02 What Does Your Heart Want
03 These Houses
04 Pt. 1 - The Fruit Of The Truth
05 Pt. 2 - Eternity
06 The Rain Is Coming
07 Mother's Lament
08 Frosen Feet
09 What Is This Thing Called Love
10 Native Land

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sábado, 23 de novembro de 2019

São Paulo Underground - (2006) Sauna - Um, Dois, Três


Música nada convencional, expressões livres e espontâneas, improvisações que fluem instintivamente por caminhos desconhecidos, e abstrações mesclando-se em texturas de múltiplos experimentalismos. Músicos experientes que se encontraram para fazer uma simbiose despretensiosa de seus talentos e nos presentear com uma sonoridade que rompe com as estruturas do formal e popular. Esse é o São Paulo Underground; um grupo que de fato propõe uma música subterrânea, uma música que cai direto nos terrenos de nosso subconsciente catalizando impressões e sensações. Rob Mazurek, Mauricio Takara e Guilherme Granado são artistas já conhecidos no cenário experimental-instrumental brasileiro, e que neste seu primeiro trabalho intitulado Sauna: Um, Dois, Três, firmaram o poder e a competência de suas loucuras experimentais. O disco foi lançado pelo selo brasileiro independente, Submarine Records. Sauna passeia pelo free jazz, elementos da música brasileira, loucuras eletrônicas numa super mix de sintetizadores, ruídos e ambientações soturnas. Confira aí!

São Paulo Underground - (2006) Sauna - Um, Dois, Três:

01 Sauna - Um, Dios, Três
02 Pombaral
03 The Realm Of The Ripper
04 Olhosss...
05 Afrihouse
06 Black Liquor
07 Balão De Gás
08 Numa Grana

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O artista não possui página oficial, então, siga o fluxo!

sábado, 24 de agosto de 2019

Soil & "Pimp" Sessions - (2006) Pimp Of The Year


Soil & "Pimp" Sessions é uma banda japonesa de jazz explosivo, composta pelos músicos: Shacho, Tabu Zombie, Josei, Akita Goldman e Midorin. Soil & "Pimp" Sessions combina a mais alta musicalidade com uma atmosfera descolada e agressiva. Seu  jazz é rude, pesado e violento, mas sem perder a sofisticação e beleza; está numa constante tensão de ponto de ebulição. Eles originalmente se conheceram em um evento dum clube em Tóquio em 2001. A cena do clube foi dominada por DJs até que Soil & "Pimp" Sessions chegaram reformulando o molde com intensa força performática. Chamando a música deles de "death jazz", eles ganharam reconhecimento por apresentarem uma forma original de jazz alternativo agressivo. Não demorou muito para que se tornassem uma das bandas favoritas mais novas do Japão e dos principais festivais, incluindo o Fuji Rock. Seu avanço internacional veio quando Gilles Peterson, o renomado DJ britânico, os apresentou em seu programa WorldWide, da Radio 1. Pimp Of The Year é o quarto álbum, e nele a paulada virtuosística continua firme, forte e potentíssimamente superlativa.

Soil & "Pimp" Sessions - (2006) Pimp Of The Year:

01 Memai
02 Summer Goddess
03 Worldwide
04 Crush!
05 Sabotage
06 Scoop Out
07 Sahara
08 Hahen
09 The Black Widow Blues
10 The White Window
11 I-Rony
12 Last Long
13 Satsuriku New Wave
14 Need For Speed

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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Indigo Jam Unit - (2006) Demonstration


Parafraseio-me por inteiro novamente: "Indigo Jam Unit foi uma das primeiras bandas de jazz japonês que escutei. [...] É um dos grupos que revolucionou meu gosto musical; saboreei o jazz de uma forma que ainda não havia degustado. Fiquei fã dos grupos de jazz japonês! Eles são de uma beleza incomensurável, são dinâmicos e muito pragmáticos em seus propósitos estéticos. O ritmo é sempre marcante, a melodia sempre fluindo numa liberdade deliciosa, e o experimentalismo sempre muito bem pensado e medido. Conseguem ser suaves, fortes e belos ao mesmo tempo. Não fazem a música da moda. Você não os ouvirá tocando nos iphones da vida, não os verá bombando nas redes sociais e nem tocando em rádios por aqui. Isso aqui é aquele tipo de coisa que só aparece em blogs garimpeiros e caçadores de novidades, é o tipo de coisa que aquele seu melhor amigo lhe apresenta enquanto tomam uma breja na sacada de sua casa. Imensamente flutuante, carregado de brisas metamórficas, refinado e elegante, cool e underground". Demonstration é o seu primeiro álbum. Coisa fina!

Indigo Jam Unit - (2006) Demonstration:

01 Giant Swing
02 Scene-Cartaincall
03 Kaika
04 Palette
05 Snow
06 Back Shot
07 7Th Feeling
08 Teardrop
09 The Empty Screen

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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Mamma Cadela - (2006) Em Busca Da Verdade


Do blog Boca Fechada: "Primeiro disco dos paulistanos do Mamma Cadela, Em Busca Da Verdade, é um dos grandes álbuns da música instrumental contemporânea feita no Brasil. Lançado em 2006, é uma grande miscelânea de ritmos universais. A grande busca, a tal 'verdade', é a mistura que eles fazem na sua música; é como se o Pink Floyd sessentista tivesse caminhado pela música brasileira, levado pelos acordes da guitarra de Fernando Coelho, e arriscando também algumas interpretações precisas do cancioneiro popular brasileiro, contidas nos samples muito bem escolhidos por pelos riscos de Ismael Lima. Outras referências presentes no disco e na produção do Mamma, são o jazz, sendo ditados pelas harmonias e melodias dos teclados de Fábio Pinc e no baixo de Vanílson Rodriguez, e levadas de trip hop que saem das baquetas ousadas de Ladislau Karlos. [...] Em todo esse caldeirão sonoro de referências e influências, muitas vezes, ao ouvir o disco, temos a sensação de estar frente à uma grande tela e ver um filme sinestésico e lisérgico. [...] Embarquemos na película e busquemos o que o Mamma Cadela procura...".

Mamma Cadela - (2006) Em Busca Da Verdade:

01 Lição Marítima Nº1
02 Papa Passarinho
03 Meus Eletrodomésticos
04 Abraço Dos Militares
05 Dentadura De Robô
06 Lapin Noir
07 Da Espanha Pro Brasil
08 Natu Nobilis
09 Jantar Com Kubrick
10 A Suiça Me Deixou Sem Suingue
11 Bohemia Sem Calcinha

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Vibrasphere - (2006) Archipelago


Começarei o ano compartilhando com você um dos meus discos favoritos de progressive trance. Música entusiástica e alto astral para lhe dar forças para esta nova jornada de 365 dias. Archipelago, o terceiro álbum da dupla sueca Vibrasphere, é uma das mais belas bolachas de música eletrônica que já ouvi na vida. Não há como se sentir triste ou deprimido depois uma sessão contemplativa com esse álbum. Recomendo escutá-lo com um bom headphone na cachola, para degustar mais detalhadamente as estonteantes e sutis nuances de efeitos e viradas geniais desses excelentíssimos DJ's. Para ficar ainda mais legal, coloque o disco para tocar no seu carro enquanto você desce para o litoral paulista passeando por aqueles túneis e paisagens naturais; aí sentirá a indescritível pegada do disco! Música super dançante que dialoga diretamente com o corpo e o joga num estado meditativo extático de ascensão espiritual. O álbum começa com a contemplativa e linda Tierra Azul, e logo depois vai subindo em linhas espirais progressivas rumo à alturas cada vez mais siderais. Disco bom da porr@, mano!

Vibrasphere - (2006) Archipelago:

01 Tierra Azul
02 Sweet September
03 Reservoir
04 Landmark
05 Seven Days To Daylight
06 Morning Breeze
07 Sudden Comfort
08 Baltic Resonace
09 Late Winter Storms

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Siga o Fluxo !!!

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Hyakkei - (2006) Standing Still In A Moving Scene


Temos aqui um grupo instrumental formado em 2003, Osaka, Japão, consistindo apenas de baixo, bateria e guitarra. Hyakkei em japonês significa literalmente "centenas de paisagens". E quando você ouve as músicas de Hyakkei, você entende perfeitamente porque Hyakkei é um nome apropriado para um grupo sensacional, cujos sons trarão pinturas astrais de muitas paragens contemplativas para todos os seus ouvintes. Standing Still In A Moving Scene é o primeiro álbum do grupo. Tudo se desenvolve num post-rock super esvoaçante e rarefeito, com singelos dedilhados policromáticos e languidos movimentos preguiçosos. Muitos movimentos melancólicos e introspectivos que desenham em nossas mentes múltiplas paisagens bucólicas de gostosos passeios de carro em estradas interioranas. Esse é um trabalho para você deitar na grama dum parque e ficar curtindo uma viagem introvertida ao mesmo tempo em que fica brisando no fluir das nuvens no céu. O disco é bem minimalista e despojado, não se arrisca em virtuoses instrumentais muito sofisticadas, mas manda bem fazendo o máximo com o mínimo.  

Hyakkei - (2006) Standing Still In A Moving Scene:

01 Kagefumi
02 Birds
03 Effect
04 Hunting
05 Prairie
06 Cause
07 Maple
08 7x7
09 Coffee And Pudding
10 Steam
11 -2°C
12 Elements

Deguste um fluxo (faixa Kagefumi):



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domingo, 19 de agosto de 2018

Indigo Jam Unit - (2006) 2X2


Todo dia de domingo para aqueles que levam uma vida de ferrenhas labutas semanais em nome da sobrevivência, o que mais desejam depois de um descanso matinal e um almoço caprichado por volta do meio-dia, é uma suave fluência vespertina morosa e gostosa, recarregadora de bateria para a próxima semana de escravidão, ops... trabalho. Bem, se você é um dos que têm a oportunidade de aproveitar tranquilamente sua tarde de domingo, deixarei uma ótima recomendação de trilha sonora para seu relaxamento e tranquilização. Retornamos aqui no blog com mais uma pérola da terra do sol nascente, a banda japonesa de jazz contemporâneo Indigo Jam Unit; espere e ainda verá muitas outras preciosidades dessas em futuras postagens. 2X2 é o segundo disco deles, e como me referi também ao comentar sobre seus compatriotas do Quasimode, os caras só possuem trabalhos FULLdidos que devem muito ser ouvidos antes de se desencarnar. Sobre o álbum: virtuosismo jazzístico cheio de técnicas e habilidades instrumentais bem polidas, lindo acabamento de gravação e produção. Boa semana!

Indigo Jam Unit - (2006) 2X2:

01 Sakura
02 Car Chase
03 Ibuki
04 Charlie
05 Alert
06 Gekko
07 Spin A Top
08 2X2
09 5Am

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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Afrodizz - (2006) Froots


O que mais falar de um disco de afrobeat? Sempre acabo por me repetir exaustivamente nos meus comentários. Não me lembro de ter ouvido algo de ruim dentro deste gênero. Parece que para aqueles que respeitam as regras e limites do próprio gênero, seguindo mais ou menos as lições estruturais de seu estilo, sempre acabam acertando no resultado da fórmula desenvolvida pelos mestres nigerianos. Aqui falo da banda canadense Afrodizz, discípulos fiéis da arte brotada das terras férteis da mamãe África. Froots, o segundo álbum da banda, é mais outra das indispensáveis bolachinhas já comentadas por aqui. Eu sei, você gosta do balanço, do molejo danado, daquela batucada marota que hipnotiza o corpo, e da fluidez progressiva que adentra sua alma, incendiando-a de alegria estética sonora. Froots vem como que do espaço exterior para arremessar-se meteoricamente em nosso cotidiano com sua luz das estrelas siderais musicais. Noves faixas habilitam-se para habitar seu recinto por mais ou menos cinquenta minutos e fazer do seu dia um pouco mais cheio de luz.

Afrodizz - (2006) Froots:

01 Killing Floor
02 Yadsa
03 Fashion Terroriste
04 Water And Fish
05 Poots
06 Start
07 Bombé
08 O K OU
09 Like This

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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Pata De Elefante - (2006) Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha


Eis a segunda fabulosa bolachinha intitulada Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha, dos gaúchos da banda de rock instrumental, Pata De Elefante. Gosto pra carOlho do som dessa rapaziada! Primeiro, é música instrumental - amo demais!; segundo, é rock'n'roll - amo demais pra p#rr@!; e terceiro, é música brasileira de alta qualidade. São apenas três motivos para iniciar minha resenha fajuta, mas eu poderia delinear tecnicamente vários outros. Como isto aqui não é uma análise acadêmia, e sim um simples comentário despretensioso que ninguém lê e só entra no link pra correr pro download, posso enrolar mais algumas linhas antes de falar propriamente sobre o disco. Bem, em Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha, o trio gaúcho não deixa a peteca cair e faz jus absoluto a sua ótima reputação de ótima banda instrumental conseguida com seu debut álbum. Eles mantêm a linha do primeiro disco: elementos setentistas, blues, surf music e rock brasileiro. Acredito que tenha sido uma ótima escolha, pois não se meche em time que está ganhando. Esse é também um delicioso trabalho que merece ser ouvido.

Pata De Elefante - (2006) Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha:

01 Carpeto Volatore
02 Solitário
03 Hey!
04 Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha
05 Pesadelo Hippie 3
06 Estranha
07 Marta
08 Presente Para Mary O
09 Dorothy
10 Gigante
11 Pesadelo Hippie 4
12 Da Tua Irmã Eu Também Gosto
13 Bolero Das Arabias
14 Breve Visita De Wilson A Nova Orleães
15 Bang Bang
16 Satuanograso
17 Don Genaro
18 Até Mais Ver!

Deguste um fluxo integral:



Fagulhas ao "vivis"! (faixa Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha ao vivo no Instrumental SESC Brasil):



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sábado, 9 de setembro de 2017

Forró In The Dark - (2006) Bonfires Of São João


Forró In The Dark é uma banda de world music fundada em 2002 em Nova Iorque, Estados Unidos, e é formada por músicos brasileiros. O som dessa rapaziada combina forró porreta com um caldeirão de rock, jazz, reggae, psicodélica, folk e muito mais. Juntos desde 2002, o grupo que tem como integrantes, Mauro Refosco (vocais e zabumba), Guilherme Monteiro (violão e guitarra), Jorge Continentino (pífanos, flautas, saxofones) e Davi Vieira (percussão), colaborou e se apresentou com uma grande variedade de artistas, incluindo David Byrne, Red Hot Chili Peppers, Atoms For Peace de Thom Yorke, Bebel Gilberto, Gal Costa e muitos outros. Bonfires Of São João é o primeiro álbum do grupo. Os músicos falam um pouco sobre ele: "...levando o gênero do forró ainda mais longe, adicionando riffs distorcidos de guitarra, arranhões de discos e saxofones pulsantes... e gravado vivo com apenas algumas dublagens mínimas, dando a eles uma forte vibração... os sons da banda balançam como uma dançarina do ventre epilética". Experimentalista e criativo, traz a típica miscigenação estilística à brasileira.

 Forró In The Dark - (2006) Bonfires Of São João:

01 Índios Do Norte
02 Forrowest
03 Asa Branca (Feat. David Byrne)
04 Limoreio Do Norte
05 Wandering Swallow - Juazeiro (Feat. Bebel Gilberto)
06 Que Que Tu Fez
07 Paraíba (Feat. Miho Hatori)
08 Riacho Do Navio
09 I Wish (Feat. David Byrne)
10 Cajuína
11 Oile Le La
12 Lampião Do Céu

Deguste um fluxo:


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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Abnoba - (2006) Vai Facile


Abnoba é uma banda italiana de folk music jazzístico, e Vai Facile é o seu espetacular primeiro álbum de estúdio. Falarei aqui de mais uma daquelas descobertas fantásticas que fazemos ao acaso nas internets. Deparei-me com esta belezura no excelentíssimo blog Folk Yourself; blog esse que só tem coisa fina relacionada a sonoridade do Abnoba. Vai Facile não tem nada de costumeiramente normal se comparado ao comum da musicalidade pop em geral. E aqui o conceito de pop assume sua real carga semântica para nos trazer as raízes tradicionais do folclore e da música popular europeia. O álbum apresenta um estudo e reapropriação duma identidade cultural tradicional mesclada a elementos musicais contemporâneos como o jazz e o progressive rock. Sanfonas envenenadas desfilam miríades de melodias espiraladas e coloridas; gaitas brilhantes solfejam alegria e contagiantes vibrações positivas; violinos, violas e percussões formam uma base firme com balanço dançante e sedutor. A virtuosidade come solta em digressões hipnóticas, ascensionais e contemplativas. Bom pra carOlho!

Abnoba - (2006) Vai Facile:

01 Andro
02 Tourdion
03 Abnoba
04 But Your Sister
05 Archivolto - La Forge
06 Fenne
07 Dop
08 Uot Got Tacsi Draiver
09 Abnoba (Remix)

Deguste um fluxo:


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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Wibutee - (2006) Sweet Mental


Improvisações que delineiam-se numa atmosfera de requinte e bom gosto. Descontração e ao mesmo tempo objetividade, fluem tranquilos num som que busca contemplar e experimentar sem compromissos. Diferente de tudo e com uma originalidade simples e modesta. Falo da música super criativa dos noruegueses do Wibutee. Faz um tempão que esse disco está parado no meu HD e eu havia me esquecido de lhe dar a atenção que ele merece. A primeira vez que ouvi eu tinha o achado apenas legal, mas desta vez eu achei um puta disco, rsrsrs! Depois de passar por outras audições que enriqueceram minha apuração estética, acabei me preparando para uma melhor degustação desta bolacha. Sweet Mental é o quarto trabalho do grupo que tem como integrantes os camaradas: Hakon Kornstad no saxofone, na flauta, nas programações eletrônicas e no vocal; Rune Brondbo na guitarra e no teclado; e Wetle Holte na batera e também nas programações eletrônicas. Bem, a música do trio vai misturando tudo de boas num punhado de Post-Rock com muito Jazz experimental e loucas viagens eletrônicas. Uma delícia!

Wibutee - (2006) Sweet Mental:

01 Crash Hit
02 Aalo
03 Travel With You
04 Stereo Plains
05 SORPI
06 It's All Here
07 Sebastopol
08 Two With Nature
09 The Ball

Deguste um Fluxo:



O artista no momento está sem página oficial, portanto, siga o Fluxo !!!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Panzerballett - (2006) Panzerballett


Minha admiração e imensa pagação de pau pela música do alemães do Panzerballett não é nenhuma novidade por aqui. Os caras fazem um tipo de som que definitivamente eu amo. Não se prendem a rótulos específicos, e abraçam com coragem o experimentalismo e a liberdade criativa. De todos os álbuns que escutei deles, fica difícil escolher um único favorito. Cada nova empreitada artística desses camaradas é um desbravamento por linhas e estruturas instrumentais ainda não combinadas. Parece que cada música é um tentativa de encaixar peças dum quebra-cabeça em lugares aparentemente não encaixáveis. Bem, com o Panzerballett isso é um ledo engano, pois tudo se encaixa, queira ou não queira, com um jeitinho maroto, ou com a astúcia de quem domina a técnica musical. Este trabalho de 2006 autointitulado é primeiro álbum do grupo. A experimentação come solta em misturas cheias de piruetas malabarísticas que ora sentam a porrada com cavernosos timbres do Metal, ora destilam a elegância e requinte do Jazz, mais inúmeros grooves e swings dum Funk. Avant-Garde belo e selvagem!

Panzerballett - (2006) Panzerballett:

01 Zehrfunk
02 Reload
03 Aspirin Smoke
04 Schmitz Kadtse
05 Iron Maiden Voyage
06 Abkrassen
08 Zickenterror
09 Outtakes

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