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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Pigeons Playing Ping Pong - (2014) Psychology


Pigeons Playing Ping Pong é um quarteto de funk de Baltimore, EUA, e chega neste humilde blog com seu excelente primeiro álbum intitulado Psychology. Ele explora o verdadeiro sabor do funk e bate forte tanto instrumental quanto liricamente no estilo da velha escola que poucas bandas de funk modernas podem replicar de maneira autêntica. Psychology tem a quantidade certa de tudo o que é preciso para um álbum de funk soar da maneira como deveria, especialmente nos dias de hoje. Tem o que a cena consideraria elementos do funk moderno, mas ainda voltando às raízes do gênero. Batera segurando o ritmo com firmeza, baixo bombástico, pegadas de guitarra gelatinosas de virar a cabeça e vocais ferozes explodem na apresentação de treze faixas divertidíssimas. Dinâmico, fluído e refinado, o primeiro trabalho da banda encapsula a energia da sonoridade ao vivo em um pacote estéreo amigável. Numa mistura agradável de psicodelia instrumental, letras cativantes, groove dançante, significados profundos e musicalidade incrível em geral, temos aqui mais um álbum interessante e indispensável. 🕊️
 
Pigeons Playing Ping Pong - (2014) Psychology:

01 F.U.
02 Melting Lights
03 Julia
04 Schwanthem
05 Zydeko
06 Time To Ride
07 Sunny Day
08 Moonwalk
09 Horizon
10 Lightning
11 White Night
12 Live Life
13 Upfunk

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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Clube Do Balanço - (2014) Menina Da Janela


Do site do grupo: "A banda criada apenas para uma festa chegou ao seu quarto disco, trazendo como bagagem muitos shows apresentados pelo Brasil e pelo mundo. O Clube Do Balanço já esteve em vários países da Europa (Alemanha, Holanda, Áustria, Reino Unido, França, Espanha, Ilhas Canárias e Moscou), na Oceania a banda fez shows na Nova Zelândia e Austrália e na Ásia esteve em Singapura e China e continuam fazendo shows por todo o Brasil para o público que os consagrou desde o nascimento da banda em 1999 com a ideia de fazer um baile de samba-rock, mas a resposta do público foi tão boa que não podia parar por ali. [...] O álbum 'Menina Da Janela', assim como em todos os álbuns da banda, abre e fecha com músicas instrumentais, começando com 'La Nave Va' do trombonista Tiquinho, inspirada na Itália de Fellini, e encerrando com 'Don Bocato' do baixista Gringo Pirrongelli. [...] 'Menina Da Janela' consagra o Clube Do Balanço e sua trajetória de 15 anos animando os salões de dança do Brasil e do mundo. [...]" - Diversão garantida com muito groove, swing e balanço! 👁

 Clube Do Balanço - (2014) Menina Da Janela:

01 La Nave Va
02 Time Contra
03 Vício Perfeito
04 Nó
05 Te Dou Bola
06  Menina Da Janela
07 De Chinelo
08 Baby Não Mora Mais Lá
09 Dolores Gabriela
10 Don Bocato

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domingo, 14 de novembro de 2021

Analog Son - (2014) Analog Son


Analog Son, banda estadunidense de Denver, Colorado, executante de um arretado soul funk retro futurista. A parada tem como líderes os senhores Jordan Linit  e Josh Fairman, e junto com eles uma porrada de músicos colaboradores para temperar entusiasticamente com muito estilo e técnica o projeto. A experiência curricular dos moços passa pelo trabalho com artistas como Trombone Shorty, The Funky Meters, The New Mastersounds e Orgone. Analog Son é seu primeiro e autointitulado álbum e nele a entrega dum funk turbinado, potente, alto astral carregado de técnica e virtuosismo, faz dessa bolachinha de estreia um excelente cartão de visita para o talento desses músicos. O álbum se apresenta em um modo semelhante aos experimentos do The Monophonics onde eles se comprometem a manter a tradição de registrar em equipamentos de gravação antigos para garantir que o sentimento nostálgico esteja presente até o osso. O álbum traz punhaladas de sopro, grooves de baixo e solfejos melódicos digressivos progressivos que nos coloca numa máquina do tempo de volta aos anos 70, diretamente na zona hippie. ✌

 Analog Son - (2014) Analog Son:

01 The Professor
02 She's Somethin
03 Not A Care In The World
04 A Trip Around The Sun
05 The Game
06 Analog Island
07 La Espana
08 Struttin
09 Cadillac Sundays
10 Swervantes

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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Down To The Bone - (2014) Dig It


Down To The Bone é uma banda legal pra caceta! Faz um acid jazz diferentão, coloca elementos em sua sonoridade que não são lá inovadores, porém belamente performáticos e criativos. Combinam efeitos com maestria técnica e imaginativa. Dig It é décimo fodástico álbum do grupo. Quanto groove, swing e performances instrumentais lindas e virtuosas! Tudo o que gostamos! As sessões de metais e sopros são um desfile melódico à parte: que solos e mais solos contagiantes e alto astral! É uma faixa melhor do que a outra e impossível dizer qual a melhor, mas destaco aqui as exuberantes faixas com a partição da profissionalíssima vocalista Katie Leone (que performances, meu camarada!). Refinamento, sofisticação e muito estilo derramados em abundantes fluxos de groove profissionalíssimo e malemolência sensual em miscigenações rítmicas que incluem elementos do samba rock brasileiro. Este é mais um trabalho desta banda que muito me impressionou; virei fã! Uma bolachinha para te animar e dar energia alto astral para sua ressaca pós feriado. Chega mais! 😘

 Down To The Bone - (2014) Dig It:

01 Dropping Knowledge
02 The Bounce
03 Dig It
04 Happiness Is A Healer [Feat. Katie Leone]
05 Meteorite
06 Put A Different Spin On It [Feat. Katie Leone]
07 The Sweetness
08 Getting It Together
09 We're On The Move
10 Give Me Love

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terça-feira, 28 de setembro de 2021

New Jersey Kings - (2014) Uzi Lover


New Jersey Kings, grupo que tem como um dos integrantes o profissionalíssimo James Taylor; músico ultra gabaritado nos paranauês do acid jazz. A pegada aqui neste seu terceiro álbum intitulado Uzi Lover é aquela de sempre, bem orgânica onde cada linha instrumental está bem clara e límpida, potente e arrebatadora, e também fazendo incursões audazes nas praias do jazz fusion e soul funk. Esse trabalho surge depois de um hiato de quase dez anos, mas ainda guarda as características estéticas duma bolacha de acid jazz dos anos noventa. A bolacha abre a sessão com um cover sofisticado de Heard It Through The Grapevine dos senhores do Creedence Clearwater Revival e logo desdobra-se em balanços dançantes dum soul funk e outros malabarismos técnicos. Aos apreciadores, eis mais um prato cheio de solos de saxofone, flauta e teclado Hammond. Fantásticos e ardentes dedilhados em melodias multicoloridas emergindo de linhas progressivas sobre uma base firme e carimbada no groove. E apesar de ser um trabalho mais contido que os seus anteriores, ainda assim temos uma excelente demonstração de virtuosidade. 🎯

New Jersey Kings - (2014) Uzi Lover:

01 Heard It Through The Grapevine
02 Uzi Lover
03 Knuckle Down
04 Tuck It In
05 Give Me Wood
06 Lost On The Bowery
07 The Money Shot
08 Hot Wired
09 Bad Cookies
10 Kunst Haus Ausfahrt

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domingo, 29 de agosto de 2021

Bohemianvoodoo - (2014) Aromatic


O terceiro álbum dos excelentíssimos jazzeiros japoneses do Bohemianvoodoo, intitulado Aromatic, certamente é um antídoto temporário inebriante para as consciências que já estão cansadas da chata labuta mortífera cotidiana. De vez em quando é preciso relaxar para recarregar as energias, não é?! Se desligar da morbidez escravizadora das tarefas diárias. Às vezes só um pouquinho é bom para variar. Então, temos aqui um disco belo, refinado, lindo e maravilhoso. Tecnicamente virtuoso e muito bem tocado; profissionalíssimo na produção e acabamento estético; sublime e ascensional, um perfume incensário para espantar as catingas sonoras dum mundo repleto de músicas e barulhos idiotizantes. Aromatic é o título perfeito para esta bolachinha sofisticada, delicada, portadora duma musicalidade excelsa e contemplativa. E, em meio a essa finesse toda, ainda há espaço para desdobramentos dinâmicos carregados de groove, junto também a deslumbrantes esmerilhamentos progressivos melódicos de pianos. A beleza salvará o mundo! No entanto, somente se a nossa feiura não destruir tudo antes. 🎹

Bohemianvoodoo - (2014) Aromatic:

01 Seven Color Days
02 El Ron Zacapa
03 Cardamom
04 Mothertree [Feat. Aki Sawazaki]
05 Families
06 Ferris Wheel
07 Cleopatra’s Dream
08 Skyroad
09 Relation Ship [Feat. Hiro A Key]
10 Father And Bookshelf
11 A Peacock
12 Jet Setter [Feat. Hiro A Key & Aki Sawazaki]
13 Flyaway

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segunda-feira, 26 de julho de 2021

Five Alarm Funk - (2014) Abandon Earth

 

Com certeza os canadenses do Five Alarm Funk já entraram para absolutamente ficar no hall das minhas bandas favoritas de todos os tempos. Excelente! Os caras nunca fazem um disco ruim! É só preciosidade estonteante! Abandon Earth é o quinto álbum de estúdio dessa rapaziada. Mantendo a qualidade sempre em alta e sem deixar a peteca cair, temos aqui mais um discaço fodástico do carOlho! Jazz funk brutal executado com a mesma maestria, tecnicidade e virtuosismo performático de sempre. Metais solfejadores de melodias poderosas e ascensionais, groove, swing, criatividade, liberdade imaginativa em canções com muita atitude. Nesse trabalho uma pegada mais rock'n'roll e heavy metal, mais agressiva e impositiva, se fazem presentes em composições explosivas e furiosas. Fúria até que podemos perceber em linhas vocais similares aos bandas de thrash metal, rsrsrs. As guitarras que já eram muito influenciadas pelos encadeamentos melódicos dos riffs do metal, aqui assumem ainda mais efeitos de distorção e peso. Chega junto e pode confiar no trabalho desses camaradas! Porrada! 👊

Five Alarm Funk - (2014) Abandon Earth:

01 We All Scream
02 Newscast
03 Journey To The Center Of The Earth
04 Robot
05 Horrible Sound
06 Erupt
07 Newscrast
08 Attaaack!!
09 Higgs Boson
10 Prest-O Change-O

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quarta-feira, 19 de maio de 2021

Jazzpospolita - (2014) Jazzpo!


É preciso estar na vibração certa, com a concentração adequada, na atmosfera e ambientes apropriados para compreender a proposta da bolachinha de hoje. Jazzpospolita é uma banda polonesa de jazz experimental, e para quem já está familiarizado, sabe que o jazz polonês experimental aqui assume uma estética excêntrica. O jazz em si já é experimental e excêntrico, agora imagine isso numa categoria própria conhecida como jazz polonês! Confira coisas do tipo neste interessante blog: Polish Jazz. Em Jazzpo!, o quarto álbum do grupo, a fusão de jazz com ambientações introspectivas típicas dum post-rock flutuante, criaram um clima intimista, meditativo, místico ascensional e aéreo. Temos aqui quase uma jornada espiritual para quem aprecia solidão e silêncio. Linhas digressivas melódicas de teclado se misturam à dedilhados singelos de guitarra em desdobramentos suaves e calmos; abre-se na mente paisagens e horizontes bucólicos e um estado de paz se apodera da consciência. Jazzpo! é uma viagem introvertida para os que amam em algum momento da vida estar na presença total de si. 🙏

 Jazzpospolita - (2014) Jazzpo!:

01 Balkony
02 Topniejący Śnieg
03 Motor Motor Motor
04 Lot
05 Dobrze Jest Mieć Odznakę
06 Pogadanka
07 Jedno Jabłko Mniej
08 Opary
09 Istota
10 Widzieliśmy Ich Trzy Dni Temu
11 Dobrze Jest Mieć Odznakę (Repryza)

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quinta-feira, 22 de abril de 2021

7for4 - (2014) Splash


7for4 é um quarteto alemão de jazz-fusion e progressive rock. A música destes camaradas é lindamente instrumental e ainda traz um pouquinho do peso do metal para a sua estética. O líder é o guitarrista Wolfgang Zenk, que além de empresário e professor do Munich Guitar Institute, também ficou conhecido como guitarrista do Sieges Even, e que é auxiliado pelo baixista Markus Grützner, Klaus Engl na bateria e Markus Froschmeier no teclado. Splash é o terceiro álbum do grupo. Mais especificamente a música de Splash traz composições ao estilo jazz-rock com seções de metais computadorizadas, combinações de piano com digressões melódicas em solos de guitarra emocionantes e dramáticos. O álbum foi influenciado pela música de Frank Gambale misturada com Panzerballett. Splash é um álbum que atrairá fãs de guitarras ardentes e virtuosamente técnicas, bem como fãs de progressive rock e metal. Este é o tipo de música que muito me representa, misturando uma série de estilos e fazendo uma orgia avant-garde. Do início ao fim é como se passássemos por uma ópera trágico-guitarrística efervescente! 🔥

7for4 - (2014) Splash:

01 Junk Funk
02 Fortune
03 Downhill
04 If Only
05 The Scent
06 Murder She Said
07 Fiesta
08 Shhhh
09 Lesson Learned
10 Doubt And Ask

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sábado, 17 de abril de 2021

The Funky Knuckles - (2014) Meta-Musica


Começo a formular uma teoria esdrúxula de que quanto mais feia e meia-boca a capa dum disco, mais foda e fenomenal é a musicalidade da parada. Se é verdade verdadeira, não sei, mas isso serve perfeitamente para esta bolachinha de hoje. The Funky Knuckles, banda estadunidense, se auto define da seguinte forma em sua página do Bandcamp: uma orquestra de world-jazz clássico composta por super-homens cibernéticos geneticamente aprimorados e onde seus ritmos alucinantes e sua complexidade harmônica abalarão sua frágil psique e o deixarão sentindo-se afogado numa poça de leite fresco de lhama. Bem, não foi exatamente assim que me senti ao ouvir Meta-Musica, rsrsrs, o segundo álbum do grupo, no entanto, posso dizer que é de fato um discaço da porra! Me surpreendeu! Mas é claro, falo dum disco para quem aprecia malabarismos técnicos performáticos virtuosísticos. Disco para quem curte instrumentalização digressiva e escalonada em miríades de melodias. E tudo isso num transbordante puta groove pesadão jazzístico e experimental. Pode chegar, pois o arrebatamento estético aqui está garantido! 👊

 The Funky Knuckles - (2014) Meta-Musica:

01 1,2,3,4 How Bout Them Funky Knuckles
02 16 Bars
03 Rain Journey
04 Mystery Song
05 1,2,3,4 Interlude
06 Kyle's Dance
07 New Leaf
08 Micro Clown
09 1,2,3,4 [Feat. Cyfa Fix]
10 Shield Of Faith

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sábado, 6 de março de 2021

Mister F - (2014) The F Stands Four


Tem discos que escutamos apenas uma vez e já conseguem nos fisgar absolutamente com sua qualidade técnica. E é claro que a bolacha de hoje é um exemplo muito adequado do que estou falando. The F Stands Four é o magnífico primeiro álbum da banda estadunidense, Mister F. Formada em 2013 por jovens músicos de outras empreitadas artísticas independentes como os grupos Timbre Coup e Capital Zen, Mister F traz uma mistura refinada de jazz-fusion, funk e progressive-rock. O quarteto formado por Mister B na guitarra, baixo e vocal, Mister A na guitarra e vocal, Mister M na batera, samples e vocal, e Mister S na Guitarra, baixo, teclado e vocal, mostra uma versatilidade eclética e performática neste troca-troca de habilidades técnicas. Já tocaram em festivais especializados ao lado de bandas como Snarky Puppy, Toubab Krewe e Dopapod, o que prova o seu nível de qualidade, aptidão e afinidade estética. Elementos cósmicos e plásticos, digressões melódicas viajantes, psicodelismos introspectivos em progressividades harmônicas, combinam-se astutamente numa sonoridade empolgante e atmosférica. ☁

Mister F - (2014) The F Stands Four:

01 Everything You Say
02 This One Goes To 11
03 Vocoder
04 Eye Level
05 Get Used To It
06 Treadmill
07 On And On
08 Hedgehog
09 Deal Breaker
10 Jump The Shark

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Kung Fu - (2014) Tsar Bomba

 

Orgulhosos de estar firmemente instalados no novo movimento funk, o grupo estadunidense Kung Fu está ligeiríssimo na popularização de sua sonoridade única, onde a fusão de arranjos eletrizantes e intensos se mescla com ritmos altamente dançantes. A formação da empreitada é a seguinte: Tim Palmieri na guitarra e vocal; Robert Somerville no saxofone e vocal; Beau Sasser no teclado e vocal; Chris DeAngelis no baixo e vocal; e Adrian Tramontano na bateria e percussão. Quase todo mundo faz uma linha vocal, mas as maioria da músicas são instrumentais, rsrsrs. Tsar Bomba é a segunda bombástica bolachinha da banda que não poderia deixar de fazer parte deste blog bendito. Numa união virtuosística de jazz-fusion, jazz-funk e progressive-rock, estes músicos experientes nas artimanhas do tocar muito bem para carOlho, entregam-nos um trabalho poderoso, vívido de swing e porreta no groove. Aqui eles fazem aquela mistura que muito me agrada de malabarismos técnicos digressivos melódicos de guitarra, teclado e saxofone. Dominam a arte performática instrumental e a porrada é bruta! 💥

Kung Fu - (2014) Tsar Bomba:

01 Do The Right Thing
02 Hollywood Kisses
03 Rattlesnake
04 Tsar Bomba
05 Paragon
06 Snaggle
07 Scrab
08 S'All Good
09 Bellatone Intro
10 Bellatone
11 Loose

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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Toconoma - (2014) Tent


É inacreditável o como essas bandas japonesas de música instrumental não param de fazer música boa. Fico surpreendido a cada nova descoberta de bandas similares do gênero. O que quase todas elas têm em comum é o seu gosto por rock e jazz, e em na maioria delas esses dois gêneros geralmente casam-se com total maestria. Uma outra coisa que sempre está presente é a sua ardente paixão por pianos e teclados. Esses são instrumentos que nas mãos nipônicas operam milagres estéticos de alto refinamento e sofisticação. Toconoma é mais uma dessas bandas que já numa primeira faixa de seu disco, nos conquista com amor e êxtase sublime. Seus integrantes são: Ryutaro Nishikawa no teclado e efeitos eletrônicos, Ray Yako no baixo, Ikuya Shimizu na batera, e Kotaro Ishibashi na guitarra. Em Tent, seu segundo álbum, essa rapaziada nos traz um som que expira leveza e sublimidade, lirismo melódico e técnica performática, jovialidade inocente e maturidade profissional, tudo belo e em sutis minimalismos oníricos. Um disco gostoso para se ouvir em passeios noturnos nos fins de semana pelas avenidas das grandes cidades.

Toconoma - (2014) Tent:

01 ANAHEIM
02 Relive
03 Ves
04 Hello Goodbye
05 Jackie
06 And Her Little Kitchen
07 Dawn
08 Yellow Surf
09 The Morning Glory

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domingo, 28 de abril de 2019

1/2 Orchestra ‎- (2014) Next Level


Finalizarei as postagens do mês de Abril com esta exuberante descoberta, que como sempre acontece, aparece no meu colo caindo dos céus! A delícia sonora de hoje vem diretamente da Rússia e se chama 1/2 Orchestra; brass band do outro lado do mundo completinha de swing, groove e pegada potente na metaleira. Jazz de alta qualidade e alto grau estético! Belo, divertido e de chapuletar a cabeça com sua música técnica, profissional e empolgante. E não poderia deixar de ser assim, pois o estilo brass band tem como característica prevalecente, o arrebatamento extático por meio de sua força inspiradora e transbordante de alegria. Coisa extraordinário para um estilo que nasceu para acompanhar funerais como trilha sonora, rsrsrs! Em Next Level, o segundo álbum do grupo, nada é feito meia boca, tudo está entregue de maneira íntegra, redondamente bem acabado e profissional. Ritmos e harmonias encaixados com precisão absoluta; melodias fluídicas e encantadoras em solos hipnóticos; e peso, graves bombásticos fazendo uma base bem encorpada e grande, que dão virilidade fortificante para todo o projeto. Discaço!

1/2 Orchestra ‎- (2014) Next Level:

01 Автостоп
02 Я Робот
03 Flatbeat
04 Марш Несогласных
05 Рисунки
06 В Погоне За Тенью
07 Кракозябра
08 Ограбление По-итальянски
09 Масленица
10 Машинки
11 Секс На Пляже
12 Первый Снег
13 Метель
14 Средневековье
15 Звездный Час

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sábado, 23 de março de 2019

Tauk - (2014) Collisions


A bolachinha aqui é um rock progressivo misturado habilmente com um excelente jazz-fusion. Rock progressivo e jazz-fusion, já sabemos, caminham deliciosamente sempre juntinhos. Tauk é uma banda estadunidense, e cada disco seu é o desdobramento da exuberante técnica virtuosística de cada integrante. Assim como outras bandas do mesmo estilo, esses camaradas adoram se apresentar ao vivo e lançam milhares de álbuns registrando suas empreitadas performáticas. Collisions é o segundo trabalho do grupo, e nele o refinamento estético está ainda mais soberbo e elegante, com um polimento cristalino na produção que deixa cada nota numa claridade límpida, brilhante e extasiante. Tudo está plenamente identificável e em destaque. Collisions é um título interessante para o trabalho, pois as linhas melódicas vão fluindo quase que independentemente uma das outras formando caminhos díspares que juntam-se depois em harmonias repletas de beleza e originalidade. Collisions conseguiu ser um deslumbrante sucessor para o seu também excelente Homunculus. Tchau!

Tauk - (2014) Collisions:

01 Friction
02 Sweet Revenge
03 Mokuba
04 On Guard
05 Mindshift
06 A Series Of Choices
07 Tumbler
08 The Drop
09 Dusty Jacket
10 Collateral

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Adebisi Shank - (2014) This Is The Third Album Of A Band Called Adebisi Shank


Não sei quanto a você, mas pessoas como eu, que adoram experimentalismos simples, brincalhões e cheios de energia na música, ao se defrontarem com trabalhos como o dos camaradas do Adebisi Shank, encontram um banquete dos mais formosos e excitantes. Não estou falando exatamente de um trabalho cheio de virtuosidades progressivas e malabarísticas, mas, de uma bolacha que mesmo com seus minimalistas requintes técnicos, tende a enfatizar alegria, vigor e descontração. O math rock geralmente é assim: humor ácido, técnica apurada e virilidade performática. This Is The Third Album Of A Band Called Adebisi Shank é mais uma maravilhosa expressão do exercício de se fazer música com amor. Sabe quando você faz algo porque gosta muito? É isso. Os discos do Adebisi Shank nos comunicam isto: tocamos porque gostamos pra carOlho! Neste terceiro trabalho, podemos ouvir uma continuidade do estilo apresentado em suas bolachas antecessoras, no entanto, com um acabamento mais polido nos detalhes e execuções de escalas digressivas, e dessa vez com grandes inserções eletrônicas.

Adebisi Shank - (2014) This Is The Third Album Of A Band Called Adebisi Shank:

01 World In Harmony
02 Big Unit
03 Turnaround
04 Mazel Tov
05 Thundertruth
06 Sensation
07 Chaos Emeralds
08 Voodoo Vision
09 (Trio Always)

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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Father Figure - (2014) Heavy Meddlers


Hoje não temos um disco especificamente de math rock, embora vários elementos contidos neste trabalho nos remeta ao estilo. A banda nova-iorquina Father Figure já apareceu por aqui numa outra ocasião com o seu primeiro álbum; dê uma conferida lá nas tags. O som desses camaradas é uma beleza só de originalidade e espontaneidade. A fusão de estilos musicais virtuosísticos diversos aqui se confluem numa substância única e bem consistente. O abstracionismo do jazz, a técnica polida e performática do rock progressivo, e um lirismo melódico com brisas ora fortes, ora suaves, fluem serenos num amálgama plástico de sonoridades expansivas. Heavy Meddlers é o segundo disco do grupo, um tanto diferente de seu antecessor, entretanto, ainda trazendo muitas características originárias da personalidade da banda. As canções possuem estruturas elegantes e delineamentos vigorosos, imponência sóbria e desencadeamentos rítmicos plenos de convicção. Lindas linhas de guitarras: poéticas, evanescentes, flutuantes, e ainda sim, potentes, graves, arrebatadoras. Um grande disco!

Father Figure - (2014) Heavy Meddlers:

01 March Of The Rare Bird
02 The Fault Line
03 Bolt From The Blue
04 Schizophrenzy
05 Undercover Magister
06 Ascension
07 Malingerer
08 Constructal Law

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Axes - (2014) Glory


Particularmente tornei-me um aficionado degustador de math-rock. Identifiquei-me em absoluto com este tipo de se fazer um bom rock. Junta-se simplicidade estrutural com virtuose técnica, uma atitude punk com a maturidade e sofisticação dum rock-progressivo, e experimenta-se bastante brincando despojadamente com as mais repletas possibilidades das linhas melódicas disponíveis. E quase sempre de preferência todo instrumental. Como a música consegue ser tão eloquente sem precisar de palavras! É nessa brisa que viajo hoje em dia. Os britânicos do Axes em seu segundo álbum, Glory, trazem a tona toda a qualidade objetiva desses meus comentários introdutórios. Glory é um espelho perfeito de tudo de bom que já ouvi até o momento do gênero. Tempera bem com elegância e refinamento características hardcore numa dialética de guitarras pesadas e angelicais. O essencial dum math-rock de responsabilidade é aqui transmitido com cristalina eficácia estética: é belo e rústico; técnico e objetivo; contemplativo e extrovertido ao mesmo tempo; intempestivo e planador de espaços estratosféricos. 

Axes - (2014) Glory:

01 The One
02 Glory
03 Monster
04 Real Talk
05 Junior
06 Chun Fai Pang
07 Ogygia
08 Plan Américain
09 Your Two
10 Your Three

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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Jizue - (2014) Shiori


Shiori é o terceiro álbum de estúdio da excelentíssima banda japonesa de jazz experimental, Jizue. Um disco cristalino, brilhante e lucigênito; é assim que o descrevo, pois as imagens evocadas de suas mirabolantes melodias virtuosísticas e constantes miríades de dedilhamentos técnicos, espalham pelo ar as mais puras ambientações celestiais e angelicais. O trabalho dessa rapaziada mescla as flutuações atmosféricas e introspectivas do post-rock com as sutilezas, refinamento estético e sofisticações do jazz. É muito difícil não se sentir de alguma forma mais elevado emocionalmente depois de uma viagem pelas ascensionais espirais dos discos desses camaradas. Música que sabe respeitar um dos elementos mais desprezados no atual momento da música popular: o silêncio. Música que respeita o silêncio; isso não é contraditório. Jizue é daquelas bandas que sabiamente emula os efeitos certos para pacificar a mente e acalentar a alma, transmitindo sensações contemplativas e extáticas. Imagens límpidas de um céu aberto e infinito combinam-se com uma dança de fluxos aéreos e sutis. Cura a alma!

Jizue - (2014) Shiori:

01 Intro
02 Bullet Bull
03 Photograph (Feat. Ikkyu Nakajima)
04 Shiori
05 March Of Monkey
06 Shinkuro (Feat. Shing02)
07 Fauve
08 Wind
09 Blessing

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Sublimidades esvoaçantes:



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domingo, 15 de julho de 2018

Black Flower - (2014) Abyssinia Afterlife


Acabou a Copa Do Mundo e vai acabando o sossego do nosso amado Domingo. Vai batendo aquela mini tristeza, pois mais uma semana de labutas nos espera sem demora. Por sorte, temos ferramentas mágicas para nos dar força e energia para continuarmos a busca por realização dos nossos sonhos. A bolachinha de hoje, para fechar a noite, é uma dessas ferramentas que precisamos. Black Flower é uma banda belga de excelentíssimo afrobeat. O afrobeat dispensa apresentação por aqui - gênero musical que é a cara especial deste blog. Abyssinia Afterlife é o maravilhoso álbum de estreia do grupo. Os elementos essenciais estéticos do estilo estão plenamente presentes: groove maroto, molejo malandro, balanço gostoso e deliciosa virtuose instrumental. Além dos elementos essenciais, ainda se encontra em muitas saborosas passagens, arremedos singelos das influências jazzísticas e do ecletismo étnico. Tudo flui só no sapatinho e na morosidade sofisticada de quem tem calma com a aplicação técnica e elegância na arquitetação estrutural da música. Um disco bonito que combina sobriedade e fineza com maturidade e inteligência.

Black Flower - (2014) Abyssinia Afterlife:

01 Solar Eclipse
02 Upwards
03 I Threw A Lemon At That Girl
04 Jungle Desert
05 Winter
06 Star Fishing
07 The Legacy Of Prester John
08 Again I Lost It
09 Abyssinia Afterlife

Deguste um fluxo:



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