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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Sepultura - (1996) Roots


Feliz 2022! Comecemos os trabalhos! Apesar de eu apresentar muitos grooves, swings, balanços e malemolências do mundo soul por aqui, a verdade é que meu gênero musical favorito é o rock pauleira, rsrsrs. Toda minha educação musical foi originalmente moldada pelo metal, e a banda brasileira Sepultura faz logicamente parte dessa história. Roots é o seu sexto álbum e o que lhes deu uma ainda maior apreciação mundial. A originalidade aqui surpreendeu os gringos e fez metaleiros brazucas tradicionalistas da década de noventa torcerem o nariz. Ninguém entendeu nada, e o Sepultura apontou para o futuro! A estética criada aqui é copiada até hoje por milhares e milhares de bandas no mundo todo. O metal tradicional juntava-se ao balanço do baião, da capoeira, da batucada afro-indígena e ao industrialismo eletrônico experimental do nascente nu-metal. A atmosfera do disco ainda é impressionante, pois parece que estão tocando dentro duma selva! Tem participação especial de Mike Patton, Jonathan Davis e Carlinhos Brown como assessor de percussão. E eu tinha apenas quinze anos quando vi tudo isso acontecer! 🌿

 Sepultura - (1996) Roots:

01 Roots Bloody Roots
02 Attitude
03 Cut-Throat
04 Ratamahatta [Feat. Carlinhos Brown]
05 Breed Apart
06 Straighthate
07 Spit
08 Lookaway [Feat. Mike Patton & Jonathan Davis]
09 Dusted
10 Born Stubborn
11 Jasco
12 Itsári
13 Ambush
14 Endangered Species
15 Dictatorshit

Deguste um fluxo:


"Brazilian culture is so hardcore!"


E o pau come!


Visite a página do artista: Sepultura


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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Jota Quest - (1996) Jota Quest


Antes de se entregarem de vez ao trabalho com o pop rock, a banda mineira Jota Quest nos oferecia um exuberante acid jazz brasileiro ancorado nas influências dum Jamiroquai e outros clássicos, e no melhor de coisas tradicionais brasileiras ao estilo Tim Maia e Ed Motta. Não ouse torcer o nariz e ser preconceituoso com o que na música brasileira tem de qualidade. O primeiro álbum autointitulado, Jota Quest, tem primor na qualidade de produção e exuberância técnica em toda parte instrumental. Preste atenção na inspiradíssima linha de baixo do senhor PJ! O vocalista Rogério Flausino deixa apaixonadamente transparecer suas influências estilísticas que é certo irem de Tim Maia, Ed Motta à Roberto Carlos. O groove come solto, tem balanço gostoso, é dançante, leve, alto astral e divertidíssimo. O trabalho agrada tanto as exigências mercadológicas duma pop music como dum gosto mais alternativo e diferenciado. Segue tecnicamente a tradição do soul brasileiro e não decepciona em nenhum momento. É certo de que a banda estudou e aprendeu direitinho as lições dos mestres brazucas. Acid jazz brasileiro! 😎
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 Jota Quest - (1996) Jota Quest:

01 Rapidamente
02 As Dores Do Mundo
03 Vou Pra Aí
04 My Brother
05 Há Quanto Tempo
06 Vício
07 Encontrar Alguém
08 Dance Enquanto É Tempo
09 À Tarde
10 Always Be Alright
11 Sem Sentido
12 Onibusfobia

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Count Basic - (1996) Moving In The Right Direction


Count Basic é mais um dos clássicos grupos de acid jazz; produto de alta qualidade feito com todo carinho e vindo direto da Áustria. O cardápio sonoro de Count Basic apresenta uma variedade ecleticamente charmosa e suculenta que perpassa por ritmos como R&B, smooth jazz, trip hop, soul funk, entre outros do universo da soul music. O refinamento estético e a sofisticação técnica profissionalíssimas são garantidas pela dupla de líderes do grupo: o excelente guitarrista Peter Legat e a deusa, musa, morena da cor do pecado, exuberante, talentosa, portadora dum decote mágico e sensual, a vocalista Kelli Sae (Tô apaixonado! Quero essa mulher pra mim!). Moving In The Right Direction é o segundo trabalho desses músicos de extremo talento. Seguindo a receita muito bem articulada de seu caprichado debut Life Think It Over, aqui a retomada da fórmula consagrada dá muitíssimo certo numa sequência de canções elegantes, requintadas e sensuais. Lindas letras e grooves poderosos estão aqui muito bem produzidos para uma estratosférica noitada de núpcia com sua cônjuge. Boa viagem! ✈️

 Count Basic - (1996) Moving In The Right Direction:

01 Moving In The Right Direction
02 Got To Do
03 So Far Away
04 Joy And Pain (US Radio Edit)
05 This Is Your Life
06 Mole Moves House
07 Where Did Our Love Go (Radio Edit)
08 Love Your Life
09 Sweet Luis
10 Speechless
11 What's Up?

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segunda-feira, 12 de julho de 2021

James Taylor Quartet - (1996) (A Few Useful Tips About) Living Underground


James Taylor é um músico britânico e, obviamente, o líder do quarteto que tem o seu nome. Com anos e anos de experiência, numa empreitada que iniciou-se em meados dos anos oitenta, é também considerado um dos grandes precursores do acid jazz. A formação atual da parada conta com James Taylor no órgão Hammond, Mark Cox na guitarra, Andrew McKinney no baixo e Pat Illingworth na batera; e como músico convidado, às vezes também se tem a vocalista Yvonne Yanney. O quarteto é muito reconhecido por suas extraordinárias e bem qualificadas performances ao vivo, onde a virtuosidade técnica mostra o seu nível de competência e habilidade. (A Few Useful Tips About) Living Underground é o nono álbum de estúdio da trupe, e nele temos uma pegada forte de acid jazz, jazz-fusion e funk, numa mistura arrebatadora e majestosa de malabarismos melódicos em arranjos e solos ricos no groove e swing. Todos os trabalhos do James Taylor Quartet merecem ser atentamente ouvidos. O álbum é da década de noventa, mas a força dele continua atualíssima e potente. Vem, que o bagulho é loco! 😜

James Taylor Quartet - (1996) (A Few Useful Tips About) Living Underground:

01 Selectivity
02 Creation (Fanfare For A 3rd Millennium)
03 Staying Active
04 It's Your World
05 The Theme From 'Dirty Harry'
06 Summer Fantasy
07 Don't Let Money Be Your God
08 Nutrition
09 Serenity
10 Check It Out
11 Grass Is Not Greener

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sábado, 16 de janeiro de 2021

Snowboy - (1996) M.F.O.S.


Snowboy, também conhecido como Mark Cotgrove, é um percussionista, DJ, crítico musical, jornalista e promotor musical inglês. Apresentado no Who's Who Of Latin American Music, Snowboy já lançou 16 álbuns e 20 singles em uma carreira que se estende por mais de 30 anos em selos como Acid Jazz, Polydor, Ubiquity, Freestyle, Ace e muitos outros, e levou aos palcos de todo o mundo o seu autêntico som afro e super eclético. M.F.O.S. é apenas mais uma bolachinha das inúmeras de sua carreia onde o ecletismo rítmico desdobra-se numa miríade virtuosa de afrobeat, acid jazz, electro swing, batucadas carnavalescas e outras coisas mais das quais não me lembro. M.F.O.S. que significa Many Faces Of Snowboy, expressa perfeitamente a proposta do álbum: um compilado genérico da versatilidade criativa do artista. Composições originais, percussivamente explosivas, às vezes tingidas de folclore, mantém uma musicalidade excitante e em muitos momentos num frenesi dançante. Fora de seu trabalho de percussão, Snowboy é DJ de clube e rádio desde 1978, especializado em todas as formas de música latina, jazz, soul e funk.

Snowboy - (1996) M.F.O.S.:

01 Trapucada
02 Jazzacuti
03 Where Is The Love?
04 Theme From The New Avengers
05 Call For Bobby
06 Don't You Know
07 Havana
08 I Am The Man
09 Serenity
10 Things Will Be Alright
11 Where Is The Love? (Reprise)

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domingo, 3 de janeiro de 2021

Jamiroquai - (1996) Travelling Without Moving


80minutos: "Jamiroquai surgiu nos anos 90 com uma proposta dançante e totalmente fora do contexto da época. Com um som apurado na carona de batidas da disco music e música eletrônica, tornando-se boa alternativa aos que estavam divagando em meio a massiva exploração da euro disco ou do rock alternativo. [...] Como o tempo é o senhor da razão, passados 24 anos Travelling Without Moving pode ser considerado um clássico definitivo, todavia, influenciando grupos de pop rock como Coldplay e The Strokes. Caindo também no gosto comum a quem aprecia boa música, independente de estilo. Por isso sou um pouco avesso a nomeá-los somente como acid jazz, justamente pelo fato de atravessar demarcações e ir além do que um gênero possa compreender. O disco é bem variado e homogêneo, para não dissecar todas as faixas, deixo a visão sobre alguns destaques, como o single 'Virtual Insanity' - que vem a ser uma critica ao futuro obscuro que apontava sobre o mundo e acabou chegando, numa mezzo previsão sobre a mão da tecnologia sobre nossas vidas, globalização, engenharia genética e por fim, traduzindo o título, a insanidade virtual. [...]" - Nada mais atual!

Para ler a resenha inteira, entre neste link: 80minutos

Jamiroquai - (1996) Travelling Without Moving:

01 Virtual Insanity
02 Cosmic Girl
03 Use The Force
04 Everyday
05 Alright
06 High Times
07 Drifting Along
08 Didjerama
09 Didjital Vibrations
10 Travelling Without Moving
11 You Are My Love
12 Spend The Lifetime
13 Funktion [Ruff Mix]

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Tudo nos conformes!


Ostentação!


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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

New York Ska-Jazz Ensemble - (1996) Low Blow


New York Ska-Jazz Ensemble é uma renomada banda skazeira, que desde 1994, vem nos presenteando com várias bolachas de alta qualidade. Low Blow é o seu segundo saboroso álbum de estúdio. Tem como integrantes: Rocksteady Freddie no saxofone e no vocal, Ric Becker no trombone e no vocal, Alberto Tarin na guitarra e no vocal, Earl Appleton no teclado, Wayne Batchelor no baixo, e Yao Dinizulu na batera. Eles têm realizado regulares turnês por toda a Europa, Estados Unidos e América Do Sul. Por sua alta energia, originalidade, e criatividade transparente numa potente mistura de dance hall, reggae, rocksteady e jazz, ganharam entusiasticamente a aclamação da crítica. Suas performances bombaram em festivais como: The North Sea Jazz Festival, Montreal Jazz Festival, The Quebec Festival De Musique, Musiques En Ete (Genebra), The Bob Marley Reggae Festival, e muitos outros festivais de jazz nos Estados Unidos. -  E, cá entre nós, louvadores da boa música, sabemos que o blog Santería não decepciona e lhe trouxe hoje mais uma bolachinha indispensável! Deguste-a!

New York Ska-Jazz Ensemble - (1996) Low Blow:

01 Low Blow
02 Jive Samba
03 Mr. Pitiful
04 Centrifuge
05 Walkin'
06 Nasty by Nature
07 Teardrops From My Eyes
08 Gene Ammons
09 Naima
10 Professor Bebop
11 Hawaii
12 Yo' Mama
13 Blow Wind Blow
14 Blue Lunar Ska

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sábado, 21 de abril de 2018

The Slackers - (1996) Better Late Than Never


Better Late Than Never é o álbum de estreia dos estadunidenses do The Slackers. Foi lançado originalmente em 1996 pelo selo Moon Ska Records, e mais tarde em 2002 recebeu uma remasterização adicionada de faixas bônus e foi re-lançado pela Special Potato Records. As três últimas faixas são as adições bônus. O disco teve uma estreia notável no meio skazeiro, e logo depois abriu as portas para o contrato da banda com a Hellcat Records. Em Better Late Than Never, a banda inicia seu trabalho experimentando uma sonoridade mais tradicional influenciada pelos sons jamaicanos dos anos 60. Para dar o tom de que necessitavam para sua elaboração estética, uniram-se ao conhecido produtor de ska e reggae, Victor Rice, que também foi colaborador de produções do Stubborn All-Stars e do Version City Rockers. A popularidade da bolacha ainda proporcionou outros re-lançamentos em edições especias e personalizadas. A pegada é aquela mesma de sempre: só no sapatinho, na malemolência marota, encaixando cada elemento com suavidade e desenvoltura técnica sóbria e descontraída. Um disco gostoso!

The Slackers - (1996) Better Late Than Never:

01 Work Song
02 Run Away
03 Pedophilia
04 Sooner Or Later
05 Two Face
07 You Don't Know I
08 Tonight
09 Sarah
10 Treat Me Good
11 Prophet
12 Our Day Will Come
13 Contemplation
14 7 And 7
15 Certain Girl
16 Crawl Me Crazy

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domingo, 10 de janeiro de 2016

Fatboy Slim - (1996) Better Living Through Chemistry


Você já ouviu o primeiro disco do Fatboy Slim, Better Living Through Chemistry? Se sim, você é um cara privilegiado que provavelmente ao bater o olho na capa do disco, já está ciente do teor de elogios e louvações que irei dispensar à esta bolacha; se não ouviu, esqueça minha tagarelice resenhística e cai logo dentro deste delicioso bacanal sonoro! Música eletrônica noventista repleta de fusões que só aquela época soube proporcionar: período visionário antropofagista que se alimentava de quase tudo vindo anteriormente e depois o regurgitava no presente com uma safada cara nova. Em Better Living Through Chemistry, essa característica estética polimorfa transborda em diferentes experimentalismos de colagens vindas de uma variada e ousada salada de samples. You've Come A Long Way, Baby, o segundo trabalho de Fatboy Slim, é apenas o excelente resultado do amadurecimento das experimentações aqui arquitetadas; e o sucesso foi sua única possibilidade! Beats pesados, grooves arretados e viagens maluquetes nascidas da cabeça hipercriativa deste DJ devorador de vinis. ;)

Fatboy Slim - (1996) Better Living Through Chemistry:

01 Song For Lindy
02 Santa Cruz
03 Going Out Of My Head
04 The Weekend Starts Here
05 Everybody Needs A 303
06 Give The Po' Man A Break
07 10th & Crenshaw
08 First Down
09 Punk To Funk
10 The Sound Of Milwaukee

Deguste um fluxo:



Hipercriatividade ambulante! (faixa Going Out Of My Head):



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domingo, 10 de agosto de 2014

DJ Shadow - (1996) Endtroducing.....


Introspecção profunda é o termo que serve como palavra-chave para este disco. Sinceramente, são poucos os trabalhos que de forma espontânea num estilo experimentalista, conseguem trazer um resultado tão honesto e despretensioso. Já escutei muitas coisas que tentavam impressionar mais pelo impacto das combinações de efeitos, do que por uma sensibilidade inebriante causada e catalisada, naturalmente, em composições que se preocupam em fazer um recorte mais específico e interessante de um estado de espírito. A honestidade experimental é o forte neste primeiro trabalho do Dj Shadow; Endtroducing..... é o título da bolacha. Me parece que a estética da música eletrônica noventista estava bem sintonizada em seus modos de expressão minimalistas: ouvimos as constantes linhas de breakbeats aqui e acolá, ouvimos o derretimento melancólico soturno do trip-hop, ouvimos as deliciosas sutilezas da influência do jazz, ouvimos os scratches malabarísticos do hip-hop, e ouvimos e sentimos, uma harmonia de fluxos hipnóticos como ferramenta condutora ao silencioso vazio da Alma. Muita viagem! 

DJ Shadow - (1996) Endtroducing.....

01 Best Foot Forward
02 Building Steam With A Grain Of Salt
03 The Number Song
04 Changeling - Transmission 1
05 What Does Your Soul Look Like (Part 4)
06 Untitled
07 Stem - Long Stem - Transmission 2
08 Mutual Slump
09 Organ Donor
10 Why Hip Hop Sucks In '96
11 Midnight In A Perfect World
12 Napalm Brain, Scatter Brain
13 What Does Your Soul Look Like (Part 1 - Blue Sky Revisit) - Transmission 3

Deguste um fluxo:


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