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terça-feira, 23 de novembro de 2021

Raise The Roof! - (2007) Horn & Beats


Eis mais uma excepcional e deslumbrante bolachinha que a gente descobre por aí sem querer querendo nas pesquisas musicais da vida. A possibilidade de desbravar novos sons hoje em dia é extraordinária! As plataformas de streaming são um caldeirão de novas e novas oportunidades de expansão cultural. Foi numa dessas incursões de garimpo que me defrontei com a deliciosa banda alemão de jazz funk, Raise The Roof!. Metais arretados solfejadores de melodias digressivamente venenosas; muito groove porreta em batidas arrebatadoras; experimentalismos estéticos com o hip-hop e outros gêneros se der vontade; balanço gostoso cheio de força e poder! Como as datas de postagens dos discos do grupo estão bagunçadas na net, eu não sei dizer se este trabalho que vos apresento, Horn & Beats, é o primeiro ou terceiro álbum deles, então, posto-o com a data fornecida pelo Spotify. Seja como for, Horn & Beats é um disco supimpamente do caceta! Temos aqui uma mistura nervosa de uma brass band de New Orleanas com o um funk tradicional tocado por branquelos cheios de swing. Virei fã! 😜

 Raise The Roof! - (2007) Horn & Beats:

01 Pick It Up
02 Dig It Dig It Dig It
03 More Bounce
04 Funky Bone
05 Crosstown Traffic
06 Maiden Voyage
07 Record Chasin'
08 The Juice
09 Subs (Part 1-2)
10 Mental Atmosphere
11 Dig It - Again

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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Modern Groove Syndicate - (2007) Ms. Popular


Banda estadunidense de jazz-fusion e formada por Daniel Clarke no teclado, Joel DeNunzio na bateria, Todd Herrington no baixo, JC Kuhl no saxofone: eis o Modern Groove Syndicate, e esta bolachinha de hoje é o seu terceiro trabalho intitulado Ms. Popular. O álbum traz onze faixas que dão continuidade a uma paulada estética garantida em composições para quem ama virtuosismos técnicos (é o que a gente gosta muito de ver por aqui!). Modern Groove Syndicate cumpre o que promete em seu próprio nome e traz uma performance cheia de tecnicidades vertiginosas nesse segundo trabalho. Os elementos jazzísticos se misturam perfeitamente numa pegada simbiótica e orgânica de soul funk e sonoridade ao vivo. Batera com batidas quebradas; tecladinho vintage cheio de chamego e swing melódico; saxofone e guitarra turbinados debulhando solos e improvisos digressivos; e um baixão segurando o groove: tudo num caldeirão com um delicioso ensopado musical. Eu sei que você assim como curte essas paradas, então, não se acanhe e sente o dedo no fluxo. 🎷

 Modern Groove Syndicate - (2007) Ms. Popular:

01 Soul Prostitution
02 El Guapo
03 Raleigh
04 Sister Rose
05 June Bug
06 Bunky Flues
07 Miss Popular
08 Original Mac
09 Red Bean
10 Kevin Simpson
11 Long Necked Ducks (Attack Of The)

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quarta-feira, 21 de julho de 2021

The Hi-Fly Orchestra - (2007) Samboogaloo


O grande som do jazz, latin e samba dos anos 60, aqui volta mais uma vez às suas raízes extraordinárias. The Hi-Fly Orchestra, banda alemã, em 2007 inaugurou seus empreendimentos musicais com o interessante debut, Samboogaloo. A capa alaranjada acima, que eu achei mais bonita, é a da versão em vinil, e a branquinha abaixo no stream é a do CD. Já neste primeiro trabalho a intenção era fazer música acústica para dançar, sem DJs, efeitos eletrônicos ou samples. Ritmos pesados ​​e ásperos são tocados por bateria, contrabaixo, congas e piano, apoiando as maravilhosas linhas de trompete de sax e trombone. A alta musicalidade jazzística dos seis membros do grupo e o som original de seus instrumentos garantem a performance mais autêntica com um som absolutamente energético. Embora tocado por jovens músicos, que são influenciados por todos os tipos de música hoje, a intenção era criar uma música que soasse tão moderna quanto os discos de jazz clássicos da era do blue note. E, de fato, uma jazzeira arretada com muitos toques de bossa nova, come solta na bolacha! 🎷

 The Hi-Fly Orchestra - (2007) Samboogaloo:

01 Mo'Slow
02 Soul Bossa Nova
03 Bruno The Bear
04 Suinge Dela
05 Hi-Fidelity
06 Samboogaloo
07 Liberated Brother
08 Belo Horizonte
09 Madrugada Orange
10 Sweet Honey Bee
11 Soulfinder
12 Violet

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segunda-feira, 19 de julho de 2021

The Greyboy Allstars - (2007) What Happened To Television?


The Greyboy Allstars é uma banda estadunidense muito conhecida do circuito noturno de San Diego, na Califórnia, sempre atuando na cena do hip hop e acid jazz. Naseceu da parceria entre o DJ Greyboy e Karl Denson, saxofonista que já tocou com Lenny Kravitz, Dave Holland e os excelentes Blind Boys Of Alabama. O trabalho do The Greyboy Allstars, integrados por DJ Greyboy, Karl Denson (sax, flauta), Robert Walter (teclados), Chris Stillwell (baixo), Mike Andrews (guitarra) e Zak Najor (bateria) data do começo dos anos 90 e trilha o caminho do acid jazz com temperos bem acentuados do soul-funk. Em What Happened To Television?, o terceiro álbum do grupo, temos onze faixas que demonstram com maestria a experiência e qualidade de músicos amadurecidos e conhecedores do essencial do seu próprio estilo. E com muito estilo retornaram em 2007, após sete anos de hiato, com uma bolacha de alta performance, requinte e bom gosto. As influências do soul-funk numa organicidade espontânea ditam o desenvolvimento da bolacha, que do início ao fim nos entrega uma nostálgica sessão de groove e swing. 📺

 The Greyboy Allstars - (2007) What Happened To Television?

01 V Neck Sweater
02 What Happened To TV
03 Still Waiting
04 Deck Shoes
05 How Glad I Am
06 Back In The Game
07 Left Coast Boogaloo
08 Old School Cyclons
09 Knowledge Room
10 Pigeons Under Water
11 Give The Drummer Some More

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terça-feira, 13 de julho de 2021

Funk Off - (2007) Jazz On


Funk Off é uma brass band nascida em Vicchio na Itália em 1998, a partir de uma ideia do saxofonista Dario Cecchini. A banda combina diferentes ritmos, mesclando funk, soul, jazz, latin e rock, criando uma mistura musical interessante, energética e peculiar. Ela se inspira na tradição de bandas de rua de Nova Orleans e artistas como Maceo Parker, James Brown e a trupe talentosa da Motown. Diferentes ritmos se misturam e se fundem em estruturas harmônicas nas quais um espaço é deixado à improvisação para que novas incursões estilísticas tragam um pouco de jovialidade experimental a um modo tradicional jazzístico. O projeto tem entre suas características a de acompanhar sempre a música com coreografias originais, pelas quais os músicos dançam enquanto tocam, desfilam ou cantam no palco. Eles têm mais de 500 shows em seu crédito e foram bandas oficiais do Umbria Jazz e Umbria Jazz Winter em várias edições. Jazz On é o terceiro álbum do grupo, e nele a organicidade natural duma típica brass band eclode com desenvoltura e paixão, e por um momento nem lembramos se tratar duma banda italiana. 🎷

 Funk Off - (2007) Jazz On:

01 Magic Touch
02 Follow The White Rabbit
03 I Wanna Get Funky Now
04 Istanbul
05 Digital Girl
06 Io Vivo
07 Faithful People
08 Negombo
09 In Touch
10 No What
11 Blue Pill
12 Big Dog
13 C'era Una Volta

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quinta-feira, 24 de junho de 2021

Down To The Bone - (2007) Supercharged


Down To The Bone é uma banda legal pra caceta! Faz um acid jazz diferentão, coloca elementos em sua sonoridade que não são lá inovadores, porém belamente performáticos e criativos. Combinam efeitos com maestria técnica e imaginativa. Hoje lhe trago o interessantíssimo sétimo álbum do grupo, Supercharged. Foi paixão arrebatadora à primeira ouvida! Provavelmente este é o disco mais peculiar da banda, já que nele os artistas quase que abandonaram os suaves experimentalismos eletrônicos e caíram de cabeça numa proposta plenamente orgânica com grande força e influência do jazz funk. Até acho que essa deveria ser a linha que eles poderiam ter mantido para sempre. Quanto groove, swing e performances instrumentais lindas e virtuosas! Tudo o que gostamos! As sessões de metais e sopros são um desfile melódico à parte: que solos e mais solos contagiantes e alto astral! É uma faixa melhor do que a outra e impossível dizer qual a melhor, mas me arrisco a dizer que é a deliciosa Funkin Around. Uma bolachinha empolgante para animar o meio da sua semana. Tchau! 🚗

 Down To The Bone - (2007) Supercharged:

01 Supercharged
02 Funkin Around
03 Parkside Shuffle
04 Cosmic Fuzz
05 Smile To Shine [Feat. Hil St. Soul]
06 Electric Vibes [Feat. Roy Ayers]
07 Greedy Fingers
08 Shake It Up [Feat. Corrina Greyson]
09 Space Dust
10 Hip City
11 Make It Funky

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quinta-feira, 15 de abril de 2021

Nils Landgren Funk Unit ‎- (2007) Licence To Funk


Nils Landgren é um trombonista sueco altamente gabaritado, com um currículo musical acadêmico de dar inveja a qualquer um, e músico orquestrador reconhecido internacionalmente. Tem uma porrada de projetos paralelos com outros excelentes músicos, e Nils Landgren Funk Unit é apenas um desses tantos. Licence To Funk é o seu quinto álbum de estúdio. Sem medo de experimentar, Nils perpassa feroz por vários gêneros e ritmos demonstrando sua paixão pela música, e em Funk Unit, a empreitada se define numa excelente performance virtuose de jazz-soul-funk. Do início ao fim da bolacha é uma paulada de groove mais sensacional do que a outra, onde os malabarismos melódicos do trombone de Nils chega chegando com seus fluxos ascensionais cheios de brilho, e ainda recebendo o complemento de outros metais incendiários como o sax e trompete. O trabalho tem como colaboradores: Nils Landgren no trombone e vocais, Ray Parker Jr. na guitarra e vocais, Ida Sand no teclado e vocais, Magnus Lindgren no sax, flauta e trompete, Magnum Coltrane Price no baixo e vocais, e Wolfgang Haffner na batera e vocais. 🎷

Nils Landgren Funk Unit ‎- (2007) Licence To Funk:

01 House Party
02 Freak U
03 24Hours
04 Stuff Like That
05 Slowfoot
06 Capetown Shuffle
07 At Home
08 Secret
09 Samplerayt
10 For Those Who Like To Party
11 Brazos River Breakdown
12 Tomomis Tune

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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Sharon Jones & The Dap-Kings - (2007) 100 Days, 100 Nights

 

Do blog Women Of The Ghetto: "Sharon Jones nasceu em maio de 1956 e começou a cantar ainda criança em corais de igreja. Segundo algumas pesquisas que fiz, ela sempre teve talento, porém não era reconhecida e por isso tornou-se carcereira de uma penitenciária em Nova York e depois trabalhou também com carro-forte. Em 1996 os Dap-Kings que na época se chamavam Soul Providers se preparam para gravar um disco com Lee Fields, e os produtores precisavam de 3 garotas para fazer backing vocal, e Sharon, como era casada com o saxofonista, havia sido indicada por ele para fazer parte desse tal trio, porém, Sharon questionou: 'Por que três garotas, se eu posso fazer isso sozinha?' E foi aí que ela retornou ao meio musical. Como foi dito na Folha Online: 'Puramente da velha-guarda do soul music, Sharon Jones possui uma voz potente, de alcance profundo, que utiliza para buscar uma certa pureza perdida do soul, timbres que remetem aos clássicos dos selos Motown e Stax'". - 100 Days, 100 Nights, o terceiro álbum desta excelentíssima cantora ,é de fato uma baita viagem nostálgica.

Sharon Jones & The Dap-Kings - (2007) 100 Days, 100 Nights:

01 100 Days, 100 Nights
02 Nobody's Baby
03 Tell Me
04 Be Easy
05 When The Other Foot Drops, Uncle
06 Let Them Knock
07 Something's Changed
08 Humble Me
09 Keep On Looking
10 Answer Me
11 The Collection Song (Bonus Track)

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Special Providence - (2007) Space Café


Eis mais uma vez por estas bandas o quarteto instrumental Special Providence. Sua música está na encruzilhada do jazz e do rock progressivo, além da eletrônica, temperada com nuances metaleiras moderadamente picantes. A partir de 2004, o Special Providence rapidamente ganhou credibilidade no experimento de rock virtuosístico. Eles foram aplaudidos pelos espectadores de festivais na Europa continental, nas ilhas britânicas e escandinavas, e na América do Norte e do Sul. Space Café, a primeira bolacha do grupo, traz um tempero delicioso para uma empreitada de sucesso. Estamos num território selvagem, ao qual apenas um temerário raro se arrisca a pisar. Particularmente, já virei fã da banda. Técnica performática de alta qualidade; composições sofisticadas com beleza e requinte; e lirismo melódico casado com virtuosismo roqueiro e maneirismos jazzísticos. Sumarizando: uma aventura sonora fascinante, empreendida por músicos inteligentes. Recomendo a uma ampla gama de amantes da música como uma ferramenta patenteada para o prazer estético.

Special Providence - (2007) Space Café:

01 Space Café
02 After The Rain
03 Mosquito
04 Momsterdam Airplane
05 Childhood
06 End Of Childhood
07 BBB
08 Lava
09 Little Mouse
10 Falling Angels

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Belleruche - (2007) Turntable Soul Music


Belleruche é um trio londrino de electronic soul. Seu som é como uma mistura de blues e hip-hop artesanal ao encontro de Sarah Vaughan, Charlie Christian e Cut Chemist presos em uma loja de discos empoeirada com vinho e um sampler. Turntable Soul Music é o seu primeiro álbum. Belleruche é composto por: Kathrin deBoer (vocais), Ricky Fabulous (guitarra) e DJ Modest (decks). O trio foi formado depois que Ricky e Modest, que tocavam toca-discos com performances de guitarra nos bares de Londres, encontraram um dia Kathrin no mercado. Ela mostrou um pouco do seu talento ao par e Belleruche foi formado. O trio atraiu a atenção de luminares no cenário musical underground do Reino Unido; com a vocalista Kathrin deBoer gravando faixas com DJ Vadim e tocando com a banda ao vivo de Bonobo, e remixando faixas para gravadoras como The Elephant, Trojan & Quannum. Em um jazz soul experimentalista, o resultado é uma nostalgia estranha dum porão empoeirado, cheio dos melhores discos que você nunca ouviu falar, enquanto uma voz que não se consegue definir parafraseia melodias que você não esquecerá.

Belleruche - (2007) Turntable Soul Music:

01 Northern Girls
02 Bump
03 Reflection
04 Minor Swing
05 Balance
06 Bird Mess
07 13:6:35
08 Alice
09 The Itch
10 It'll Come
11 Bought & Sold

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domingo, 29 de setembro de 2019

The Haggis Horns - (2007) Hot Damn!


The Haggis Horns quase não precisa de introdução, tendo estado na vanguarda da cena do funk no Reino Unido desde que chegaram à nossa atenção como uma seção virtuosística de metais do lendário álbum Keb Darge Presents The New Mastersounds em 2001. Em seguida, formaram sua própria banda completa em 2004 e tem atualmente quatro álbuns. Hot Damn! é o seu primeiro trabalho. Eles têm agitado multidões em todo o mundo há anos, conquistando fãs com seu distinto funk eclético que combina break-beats, afrobeat, soul e hip-hop. Os membros do The Haggis Horns tocaram e gravaram com artistas como Jamiroquai, John Legend & The Roots, Amy Winehouse, Corinne Bailey Rae, Take That, Mark Ronson, Martha Reeves, Roots Manuva, Lou Donaldson, Elbow, Nightmares On Wax, Dennis Coffey, Adele, Finley Quaye, Robbie Williams, Morcheeba, Duran Duran, Craig Charles Presents The Fantasy Funk Band, The Cinematic Orchestra, Lisa Stansfield, Kano, Estelle, Lily Allen, KT Tunstall e Snowboy, para citar alguns. Bem, só com esse currículo de experimentações e performances, já sabemos o que esperar de Hot Damn!.

The Haggis Horns - (2007) Hot Damn!:

01 Enter The Haggis
02 Pipe Bag
03 Hot Damn! [Feat. John McCallum]
04 The Traveller Part One
05 The Traveller Part Two
06 Eskimo
07 Huffalump
08 The Bump
09 Got To Lose Your Way [Feat. John McCallum]
10 Tribe Vibes
11 The Naughty Buddha
12 Who's Gonna Take The Weight

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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Monophonics - (2007) Playin & Simple


Monophonics alcançaram o posto de uma das principais bandas de soul estadunidense. Seu som é inspirado igualmente pelo soul clássico, pelo funk pesadão e groovado, pelo rock psicodélico e pelas composições clássicas americanas. Os principais membros da banda moram ao norte de São Francisco, CA, no condado de Marin, um local reverenciado entre artistas, surfistas, hippies e músicos. Os membros da banda reverenciam e honram simultaneamente a tradição musical altamente diversificada da Bay Area, que remonta à revolução psicodélica de Haight-Ashbury e a multiculturalidade funk de um Sly & The Family Stone. Fazem parte da empreitada os senhores: Austin Bohlman (bateria), Ian McDonald (guitarra), Ryan Scott (trompete e percussão), Kelly Finnigan (teclado e órgão) e Max Ramey (baixo). Playin & Simple é o primeiro álbum do grupo, e nele encontramos a verve estonteante e eclética que se desdobra virtuosisticamente em ritmos soul-funk, jazz e afrobeat. Tudo numa produção que preferencialmente dá ênfase na organicidade e naturalidade do som ao vivo.

Monophonics - (2007) Playin & Simple:

01 Quiet Riot
02 The Ill Quiver
03 Jinx
04 Lumberjack
05 Ashes
06 Baobab Tree
07 Wrecking Ball
08 Stardust
09 Silver Peso
10 Baobab Remix

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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Té - (2007) それは、鳴り響く世界から現実的な音を『歌』おうとする思考。


Sensacional! Não entendo uma palavrinha sequer do que está escrito para o nome do disco e das canções. Sorte que é um disco instrumental, e tão eloquente quanto um disco cantado. Essas letrinhas japonesas são lindas, são uma obra de arte à parte. Nós batemos os olhos, não entendemos nada, mas são símbolos esteticamente impactantes. Té, banda japonesa de post-rock, それは、鳴り響く世界から現実的な音を『歌』おうとする思考。, seu segundo álbum. Nem o Google tradutor me ajudou a entender direito o que todos esses ideogramas significam. Quanto a música da banda, parece o desdobramento perfeito desses símbolos convertidos em sons: tortuosidades contemplativas, impacto visual por evocações sonoras, intensidade estonteante, performance apaixonada e sincera. É uma das bandas mais legais que já escutei de post-rock, e é incrível como os japoneses conseguem ser perfeitos em quase tudo em que se mentem. Este é um trabalho que quando você concentra sua atenção plena nele, acaba transformando-se numa escada ascensional meditativa, as canções são sempre para o alto. Voe!

Té - (2007) それは、鳴り響く世界から現実的な音を『歌』おうとする思考。:

01 如何に強大な精神や力といえども知性なくしては『無』に等しい。
02 美しき旋律も、音を語る言を持たずしては心にも『留』めがたし。
03 愛も信仰も同じ様に日々のささやかな勤行でのみ『維持』される。
04 いつも好転する未来を望み、しかし時節の変化は『恐』れている。
05 弱いというものは哀れな事だ、敢えて行うにしろ『忍』ぶにしろ。
06 具眼の士に検閲されることは、最も正しい『価値』の決定である。
07 節度と正義は、ただ優者のみが勝手に利用しうる『名目』である。
08 心は正しい目標を欠いてしまうと偽りの方向にはけ口を『作』る。
09 何らの苦しみにもあわずして、何人をも幸福とは『呼』ぶなかれ。
10 人間とは理性によって自己自身を破壊する能力を『有』している。

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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Hot 8 Brass Band - (2007) Rock With The Hot 8


Hot 8 Brass Band é uma banda estadunidense de New Orleans que combina os estilos hip-hop, jazz tradicional e funk com a sonzeira das metaleiras clássicas de sua cidade; o conhecido estilo brass band. Geralmente, essas bandas costumam já definir sua pegada estética no próprio nome do grupo. Foi formado por Bennie Pete, Jerome Jones e Harry Cook em 1995, com a fusão de duas bandas anteriores, a Looney Tunes Brass Band e a High Steppers Brass Band. Desde junho de 2007, a banda assinou com a gravadora Tru Thoughts, do Reino Unido, e tem apresentado sua extraordinária música forte, potente e estilosa. Rock With The Hot 8, o primeiro álbum da banda, apresenta-nos uma alegre força hiper contagiante, onde a mistura certeira e bem equilibrada entre jazz tradicional e hip-hop, cria melodias intensas com potentes grooves em composições deliciosamente dançantes. Destaque especial para os exuberantes solos de metais que recheiam a bolacha dum virtuosismo estilístico saboroso; linhas melódicas improvisadas com charmosidade e primazia técnica de quem está afinado há anos com a tradição jazzística. Show!

Hot 8 Brass Band - (2007) Rock With The Hot 8:

01 What's My Name?
02 It's Real
03 Fly Away
04 I Got You
05 Sexual Healing
06 Jisten To Me
07 We Are One
08 Skeet Skeet
09 Rastafunk
10 E Flat Blues
11 Skit #1
12 Love Don't Live Here
13 Get Up

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Younger Brother - (2007) The Last Days Of Gravity


Adoro estes projetos de música eletrônica que misturam elementos e efeitos orgânicos em seus trabalhos. Younger Brother é mais uma dessas duplas britânicas de DJ's trazendo deliciosos experimentos onde podemos identificar uma influência de estilos e características tradicionais da música eletrônica, casados com modernidades líquidas e psicodélicas. Aqui a qualidade excepcional do produto não poderia ser diferente, já que as cabeças do projeto são o excelentíssimos Simon Posford do maravilho Shpongle, e Benji Vaughan que também tem um lindo trabalho solo. A união de talentos com suas respectivas personalidades estilísticas é muito singular e evidente nos desdobramentos musicais de The Last Days Of Gravity, a segunda bolacha da dupla. Os elementos ultra-psicodélicos repleto de profundidades eco-ambientais e plasticidades orgânicas dum Shpongle, formam uma nova criatura auditiva ao acasalarem-se com o lado sinistro, sombrio e mais ambient do Benji Vaughan dum Even Tundra. The Last Days Of Gravity é o meu álbum favorito da dupla. Vale muito a pena ouvi-lo! Pode confiar!

Younger Brother - (2007) The Last Days Of Gravity:

01 Happy Pills
02 All I Want
03 Elephant Machine
04 Your Friends Are Scary
05 I Am A Freak
06 Ribbon On A Branch
07 Sleepwalker Part I
08 Sleepwalker Part II
09 Psychic Gibbon

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domingo, 15 de abril de 2018

Rotterdam Ska-Jazz Foundation - (2007) Motiv Loco


Motiv Loco é o terceiro álbum do grupo holandês de ska, Rotterdam Ska-Jazz Foundation; e também é terceiro álbum deles que posto por aqui. Motiv Loco traz doze saborosas faixas para iluminar um pouquinho o seu dia nublado (pelo menos aqui em SP, hoje as nuvens se apoderaram de toda a região; finalmente o frio está chegando!). Ska é a música da alegria e do alto astral, e no atual momento precisamos recarregar nossas baterias com sonoridades inspiradoras para nos dar mais força para as batalhas cotidianas. Tudo flui com muito cuidado e delicadeza, com sobriedade e carinho elástico. Numa boa, numa tranquila, sem pressa e sem ansiedade, as coisas vão se desenrolando e fluindo naturalmente. As melodias esparramam-se enevoadas, cheirosas e apaziguadoras, feito fumaça de incenso; tomam acalentadoramente o ambiente e constroem palácios estéticos de conforto sonoro; dançam sensualmente e hipnotizam-nos num entorpecimento moroso. Esse álbum ainda traz alguns elementos de flerte com o rock, reggae e surf muic. Deixo a recomendação dessa deliciosa bolacha para lhe fazer companhia hoje.

Rotterdam Ska-Jazz Foundation - (2007) Motiv Loco:

01 Shameless
02 No More Sorrow
03 The Movement
04 Ranglin Man
05 Goldie
06 Revolver
07 Motiv Loco
08 Milestones
09 M9
10 Knead The Dough
11 El Penumbra
12 Epilogue

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sábado, 31 de março de 2018

Flow Dynamics - (2007) Flow Dynamics


Flow Dynamics é o álbum de estréia auto-intitulado do  projeto intitulado, Flow Dynamics, do DJ, produtor e multi-instrumentista australiano, Dave McKinney. Cientista da batida, empreendedor do batuque, ele vai cortando e juntando samples, breaks e instrumentos ao vivo em uma mistura monstruosa de sons esparramadores de potentes grooves e swings. Este álbum segue a tradição de funk-soul breaks, produzido pelo próprio Dave McKinney, que também é membro fundador da banda Rhibosome. Dave construiu uma sólida reputação para si no cenário mundial da música eletrônica soul-funk. Vasculhando profundamente os tesouros das tradições do funk-soul, com músicos ao vivo, bateria pesada, linhas de baixo divertidas, e vocais funk crus, o álbum tece estonteantes linhas de batidas alegres e entusiásticas para pistas de dança incendiárias. Pesado, forte e com um balanço brutal sem medo do molejo! Cada faixa é uma convidativa porrada sonora para dança e remelexos estilosos. Fluxos dinâmicos irradiam-se duma bolacha ardilosamente trabalhada para lhe fazer tirar a bunda do sofá e sair chutando o pau da barraca!

Flow Dynamics - (2007) Flow Dynamics:

01 Intro
02 Live In The Mix
03 Shock Ya Mind (Flow Dynamics Remix)
04 Superjam (Flow Dynamics Remix)
05 Up In The Party
06 Tremendo Boogaloo (Flow Dynamics Remix)
07 At The Speakeasy (Flow Dynamics Remix)
08 Just Expressin'
09 Better On Stage
10 Cmon & Get It (Flow Dynamics Remix)
11 Cut Edit
12 Straight From The Ground
13 Steady Rockin'

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Siga o Fluxo !!!

sábado, 20 de janeiro de 2018

José Rizo's On The Latin Side All-Stars - (2007) Tambolero


José Rizo's Jazz On The Latin Side All-Stars é um super conjunto de figuras legendárias do Latin Jazz. Seu bandleader José Rizo, além de ser um dos grandes músicos nessa empreitada, é um locutor de rádio que apresentava um programa chamado “Jazz On The Latin Side” no KKJZ 88.1 FM (KJazz) em Long Beach, California. Logicamente, o título do programa acabou inspirando e sendo usado como nome para o conjunto. Os caras fazem uma porretíssima sonzeira virtuosa! A experiência técnica de anos dedicados ao jazz são extremamente evidentes em seus trabalhos, sentimos todo um profissionalismo amoroso fluindo nas caprichadas e saborosas músicas. Tambolero é o quarto trabalho de Rizo neste projeto. Fica muito difícil saber qual o melhor álbum até o momento, é só coisa fina realizada por esse camarada e sua trupe. A especialidade desse pessoal é o Latin Jazz, e a pauleira come solta em inúmeras batucadas chamuscantes, solos mirabolantes de metais efervescentes de alegria, swingueira nervosa e rodopiantes digressões melódicas formando tornados sonoros. Cinco stars!

José Rizo's On The Latin Side All-Stars - (2007) Tambolero:

01 Granizo
02 Amanecer Intro
03 Amanecer
04 Ah Leu Cha
05 Yer Or No
06 Baila Mi Gente
07 Buscando Al Curandero
08 Danilo En La Flauta
09 Mama Vieja
10 Señor Olmos
11 El Eco Del Tambo

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domingo, 20 de novembro de 2016

The Gourishankar - (2007) 2nd Hands


Há discos tão belos no mundo, discos que nem imaginamos a possibilidade de existir, discos quase invisíveis e inaudíveis, que, todavia, estão por aí esperando adentrar ouvidos de bom gosto e acalentar almas com sua sonora beleza sublime. Para nossa imensa felicidade, hoje temos a maravilha da internet fazendo conexões um dia tão sonhadas e inesperadas. Quantas pontes de intercâmbio cultural já não foram construídas? Digamos que hoje fomos para a Rússia e lá encontramos mais um tesouro: a banda de progressive rock, The Gourishankar. Falemos então de música para voos em altitudes rarefeitas sobre as asas da imaginação; música da pura magia e dos devaneios oníricos; música da virtuose apaixonada e da elevação consciencial. Em 2nd Hands, segundo álbum do grupo, além dos elementos tradicionais de um bom progressive rock, com toda aquela digressão melódica ultra técnica, temos um inteligente e sóbrio flerte com efeitos eletrônicos que dão um ar mais futurista ao trabalho. São faixas esvoaçantes, enevoadas, intimistas, mas também recheadas de groove e potência nos momentos certos. Simbora!

The Gourishankar - (2007) 2nd Hands:

01 Moon7
02 Endless Drama
03 Queer Forest
04 Taste A Cake
05 The Inexpressible Chargrin
06 Syx
07 ...End
08 Marvelous Choice

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Blotted Science - (2007) The Machinations Of Dementia


Hoje não tem massagem e não tem carinho. Chego com esta tenebrosa bolacha que senta o pau no coco sem dó, nem piedade. The Machinations Of Dementia é o primeiro disco dos texanos do Blotted Science, banda de Technical Death Metal instrumental, e que já teve como integrante e apoiador do projeto, o batera do Lamb Of God, senhor Chris Adler. Se você gostou do arrasador e furioso Behold... The Arctopus que postei há um tempinho atrás, aqui também encontrará correspondências assassinas mui similares e satisfatórias. Como não poderia deixar de ser, The Machinations Of Dementia estreia no mundo metaleiro instrumental do Technical Death com atmosferas sinistras e perturbadoras, agressivas e carregadas de alta tensão agonizante. A união entre técnica virtuosística Avant-Garde e singelas ambientações de filmes sanguinolentos de terror, esboçam todo o tom que perfaz o cenário de horror estético musical. Performances técnicas brilhantes, ao mesmo tempo que impressionam por sua beleza estrutural, apavoram com sua brutal intensidade e fortes digressões descendentes. Muito porrada!

Blotted Science - (2007) The Machinations Of Dementia:

01 Synaptic Plasticity
02 Laser Lobotomy
03 Brain Fingerprinting
04 Oscillation Cycles
05 Activation Synthesis Theory
06 R.E.M
07 Night Terror
08 Bleeding In The Brain
09 Vegetation
10 Narcolepsy
11 E.E.G. Tracings
12 Sleep Deprivation
13 The Insomniac
14 Amnesia
15 Adenosine Breakdown
16 Adenosine Buildup

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