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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Boston Horns - (2005) A Thousand Souls


Banda estadunidense de metais fumegantes e abarrotada de swing maroto, potente no groove e com mais de vinte anos de experiência musical. Integrada por vários membros técnicos e virtuosos, e formada e liderada pelo senhor trompetista Garret Svaluk com seu sócio guitarrista Jeff Buckridge, eis o glorioso Boston Horns. A banda tem suas raízes aprofundadas no soul-jazz dos anos sessenta e regada com carinho pela influência do proto funk dum Crusaders e Tower Of Power. O grupo já tem uma boa discografia e acredito que A Thousand Souls, mais ou menos pelo que eu pesquisei, seja a quarta bolachinha do grupo. A Thousand Souls é um tesão danado para quem pira em evaporações abstratas de metais melodiosos e solos de guitarra em bases fluídas derretendo-se em plasticidades dançantes. Esse brilhante trabalho traz aquela pegada firme e de alto astral elevando sua moral e rejuvenescendo a alma calejada pelas pauladas da vida. Começo a virar fã da banda! E é uma pena que os seus discos sejam bem difíceis de achar. Então, só dê o play e presenteie-se com alguns minutos de alegria hoje! 🎺

 Boston Horns - (2005) A Thousand Souls:

01 Pink Polyester
02 Dyno-Mite
03 A Thousand Souls
04 Funk 49
05 40 $ Tab
06 D Train
07 Smokescreen
08 Couch Surfer
09 Sparks
10 Bring On The Funk

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domingo, 3 de outubro de 2021

Jamiroquai - (2005) Dynamite

 

Talvez o Jamiroquai seja apenas mais um um dos esplendidos Lamborghinis muito ostentados pelo vocalista Jay Kay, a banda de funk do Reino Unido é favoravelmente um veículo para os vários fetiches de seu frontman. E talvez isso possa ser comprovado ao analisarmos seu estilo retro e disco esbanjado nas fantasias ecléticas que compõem sua personagem artística. Ele faz isso muito bem e com grande desenvoltura. Jamiroquai faz sucesso! Dynamite, o sexto álbum do grupo, revela um Jay Kay ecleticamente dançante, pronto para arrancar ainda mais energia de bons grooves e balanços nostálgicos. Esse álbum apresentava vocais brilhantes e emocionantes sempre acompanhados por um instrumental empolgante e técnico que atrai as redundantes comparações óbvias com Stevie Wonder, Earth, Wind & Fire e diversos outros ícones do R&B vintage. Não mudou muito desde então e Dynamite mostra outra bolachinha mergulhando mais uma vez em vários sons dançantes inspirados nos anos 70 e 80, semelhante ao deslumbrante Funk Odyssey de 2001. Os fãs fiéis de Jamiroquai não aceitariam nada a menos. 💥

Jamiroquai - (2005) Dynamite:

01 Feels Just Like It Should
02 Dynamite
03 Days In Sunny June
04 Electric Mistress
05 Starchild
06 Love Blind
07 Talulah
08 (Don't) Give Hate A Chance
09 World That He Wants
10 Black Devil Car
11 Hot Tequila Brown
12 Time Won't Wait

Deguste um fluxo:


Viajando na maionese!


Adoro este vídeo!


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terça-feira, 21 de setembro de 2021

Honeymunch - (2005) Bunch


Honeymunch é uma banda alemã proveniente da cidade de Duesseldorf e mais um dos talentos produzidos pela gravadora italiana especializada em acid jazz e afins, Irma Records. Este quinteto é conhecido por suas virtuosidades técnicas elaboradas numa mistura exuberante de jazz, funk e muitos breakbeats ao estilo música eletrônica; e tudo com uma prevalecente organicidade espontânea. Seu segundo álbum intitulado Bunch traz onze excelentes faixas repletas de elegância e destreza técnicas dignas de muita contemplação e admiração, e nesse trabalho os experimentos com a música eletrônica tornaram-se muito mais acentuados. Em Bunch a atmosfera dum acid jazz mais dançante e festivo em alguns momentos, mescla-se a elementos sóbrios e contemplativos, e dão um ar oscilante de humor hipnotizante e anestésico. Cada composição é uma viagem particular e única na qual vamos passando por paisagens meditativas e introspectivas turbinadas por uma sobriedade de elementos quase espirituais. Bunch arriscou-se num empreendimento de interiorizações e perambulações de improviso; alçou voo sem medo! 💨  

 Honeymunch - (2005) Bunch:

01 Kojak
02 Drops
03 Crisp
04 Tonka
05 Phönix
06 Fattousch
07 Progression
08 Journey
09 Remember
10 Frisco Drive
11 Drops (Ben Human Remix)

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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Garaj Mahal - (2005) Blueberry Cake


Garaj Mahal é um quarteto do mais alto pedigree. Formada há cinco anos em San Francisco, a banda reúne quatro músicos altamente qualificados de todo o mundo físico e musical. Kai Eckhardt, Fareed Haque, Alan Hertz e Eric Levy passaram suas vidas fazendo música e se tornando mestres de seus instrumentos. Juntos, eles criam um som tão singular e espetacular que desafia qualquer explicação. O trabalho de baixo globetrotting de Eckhardt, a habilidade virtuosística da guitarra de Haque, a percussão insondável de Hertz e as tonalidades ginásticas de Levy se encontram em uma fusão espiritual de improvisação no estilo jazz, atmosferas místicas do Oriente e funk americano dançante. Com Blueberry Cave, Garaj Mahal alcançou um novo nível de coesão no estúdio. Enquanto seu primeiro álbum foi gravado poucos dias após a formação da banda, Blueberry Cave mostra o efeito positivo de anos aprimorando sua relação musical na estrada. As dez faixas do álbum oferecem vislumbres da habilidades musicais da banda, como sons exóticos, workouts de fusão alucinante, funk borbulhante e seu próprio estilo característico de composição. 🎂

 Garaj Mahal - (2005) Blueberry Cake:

01 The Shadow
02 Alvin
03 Blueberry Cave
04 Spect Rap
05 No 'Spect
06 Massive
07 Cosmic Elevator
08 Paladin
09 Bicycling In Bombay
10 Celtic Indian

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terça-feira, 14 de setembro de 2021

Modern Groove Syndicate - (2005) Vessel


Banda estadunidense de jazz-fusion e formada por Daniel Clarke no teclado, Joel DeNunzio na bateria, Todd Herrington no baixo, JC Kuhl no saxofone: eis o Modern Groove Syndicate, e esta bolachinha de hoje é o seu segundo trabalho intitulado Vessel. O álbum traz treze faixas que dão continuidade a uma paulada estética garantida em composições para quem ama virtuosismos técnicos (é o que a gente gosta muito de ver por aqui!). Banda finalista do Independent Music Awards em 2004 e vencedora em 2005 pela melhor canção de jazz com a música Too Good That It's Gone deste álbum Vessel, o Modern Groove Syndicate cumpre o que promete em seu próprio nome e traz uma performance cheia de tecnicidades vertiginosas nesse segundo trabalho. Os elementos jazzísticos se misturam perfeitamente numa pegada simbiótica e orgânica de soul funk e sonoridade ao vivo. Batera com batidas quebradas; tecladinho vintage cheio de chamego e swing melódico; saxofone e guitarra turbinados debulhando solos e improvisos digressivos; e um baixão segurando o groove: tudo num caldeirão com um delicioso ensopado musical. 🎷

 Modern Groove Syndicate - (2005) Vessel:

01 Exs & Hos
02 Code Brown
03 Jeans Jacket
04 Bojungeles
05 Angel Rust
06 Too Good That It's Gone
07 Scloop M'Dooby
08 Chicken's Wings
09 My Action
10 Fresh 21
11 Gerbils For Pets
12 Sasquatch
13 Mo Time

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sábado, 7 de agosto de 2021

Soil & "Pimp" Sessions - (2005) Pimp Master


Soil & "Pimp" Sessions é uma banda japonesa de jazz explosivo, composta pelos músicos: Shacho, Tabu Zombie, Josei, Akita Goldman e Midorin. Soil & "Pimp" Sessions combina a mais alta musicalidade com uma atmosfera descolada e agressiva. Seu  jazz é rude, pesado e violento, mas sem perder a sofisticação e beleza; está numa constante tensão de ponto de ebulição. Eles originalmente se conheceram em um evento dum clube em Tóquio em 2001. A cena do clube foi dominada por DJs até que Soil & "Pimp" Sessions chegaram reformulando o molde com intensa força performática. Chamando a música deles de "death jazz", eles ganharam reconhecimento por apresentarem uma forma original de jazz alternativo agressivo. Não demorou muito para que se tornassem uma das bandas favoritas mais novas do Japão e dos principais festivais, incluindo o Fuji Rock. Seu avanço internacional veio quando Gilles Peterson, o renomado DJ britânico, os apresentou em seu programa WorldWide, da Radio 1. Pimp Master é o seu segundo álbum, e nele a paulada jazzística continua tonitruante e nervosa! 🎷

 Soil & "Pimp" Sessions - (2005) Pimp Master:

01 Pimp Master
02 No Taboo
03 Filter
04 Suffocation
05 Stinger
06 Waltz For Goddess
07 Avalanche
08 A Wheel Within A Wheel
09 J.D.F #
10 Low Life
11 No Matter
12 Mo' Better Blues
13 Wasted Time
14 Master Of Pimp
15 Akuyuku

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sexta-feira, 12 de março de 2021

Farufyno - (2005) Concentração


Da biografia no site da banda: "Os membros do Farufyno se encontraram em São Paulo ainda durante a década de 90 em meio à redescoberta do samba de raiz e seus derivados mais modernos e cosmopolitas como o samba-funk, o samba-soul, e o sambalanço. Unidos pelo interesse comum nas várias vertentes da música brasileira das décadas de 60 e 70, os membros do Farufyno se reuniam para tocar e divulgar um repertório de 'clássicos', como também para resgatar um repertório que muitas vezes acabou não reeditado pelas grandes gravadoras, divulgando autores que ainda não haviam sido devidamente incensados pela mídia. Ainda assim, o Farufyno também sempre propôs uma leitura mais contemporânea com suas composições próprias, trazendo influências que vão do rock psicodélico ao rap, passando pelos afro-beats e a jovem-guarda. É desse imenso caldeirão de influências que nasce o som único dessa banda, seus shows conduzem o público a uma viagem que ecoa nos bons ouvidos, trazendo o novo e o clássico numa mesma bagagem original e inconfundível. [...]" - Concentração é o seu segundo disco. 👌

 Farufyno - (2005) Concentração:

01 Cajaíba
02 Parte Dela
03 Concentração
04 Parei Na Sua
05 Várzea
06 Nêga Da Ladeira
07 Santa Clara Clareou
08 A 120 Kmh
09 Opala, Maverick E Landau
10 Passa A Bola
11 Princesa Egípcia
12 Sente O Som
13 Dançarino

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Porcupine Tree - (2005) Deadwing


Whiplash: "'Deadwing', [...] mostra a banda cada vez mais apostando no peso de suas composições. A faixa-título que abre o CD é uma prova disso. Na segunda, intitulada 'Shallow', a banda apresenta uma das músicas mais pesadas da carreira. Gavin Harrison faz um excelente trabalho com as baquetas, enquanto Wilson demonstra a habilidade de sempre na criação das linhas vocais. 'Lazarus' e 'Halo' já remetem ao que o Porcupine Tree está acostumado a fazer [...]: aquela mistura de prog rock/metal mesclado com doses de rock psicodélico, 'ambient' e alternativo. A próxima faixa, 'Arriving Somewhere But Not Here', já nasceu clássica. [...] As letras mostram Wilson inspirado, lançando mão da usual melancolia lírica, mas sem cair naquela tristeza exagerada que algumas bandas insistem hoje em dia. Tudo muito bem dosado. Como uma boa 'clássica progressiva', a faixa abusa das diferentes mudanças de andamento, teclados muito bem aplicados [...] e um excelente trabalho de guitarra feito por Mr. Wilson. [...] O CD fecha com 'Glass Arm Shattering', que é tipicamente 'Pink Floydiana', da época do The Wall. [...]" - Mó viagem!

Porcupine Tree - (2005) Deadwing:

01 Deadwing
02 Shallow
03 Lazarus
04 Halo
05 Arriving Somewhere But Not Here
06 Mellotron Scratch
07 Open Car
08 The Start Of Something Beautiful
09 Glass Arm Shattering
10 Shesmovedon (Bonus Track)

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sábado, 28 de setembro de 2019

Big Boss Man - (2005) Winner


Big Boss Man é uma banda inglesa de soul-funk gelatinoso psicodélico. Winner é o seu excelentíssimo segundo álbum. Continuam bem, e acredito que com o andar de sua carruagem artística, ainda não deixaram a peteca musical cair. Carruagem e peteca caem bem como metáforas aqui, pois a sonoridade dessa rapaziada nos infere imagens claras de movimento, fluência, balanço e danças saltitantes. A primeira faixa Kelvin Stardust já inicia-se numa pegada bruta de batera acompanhada por um tecladinho setentista venenoso e uma guitarra atulhada de swing; é um saboroso convite para toda a pancada musical da faixas posteriores. O disco continua e mutações flutuantes vão se embrenhado explosivas em efeitos meio eletrônicos, meio orgânicos, numa suruba sonora super volatilizante de grooves pesados e firmes. Fusões sonoras mirabolantes derretem-se no ar ao desdobramento de cadências melódicas virtuosísticas, e uma base poderosa alinha-se desta vez numa mistura de experimentos rock'n'roll. Um tempero de delay cai bem para dar aquele efeito psicodélico maroto e ecos de profundidade viajante. Outro disco show de bola!

Big Boss Man - (2005) Winner:

01 Kelvin Stardust
02 Fall In Fall Out
03 Complicated Lady
04 Tu As Cache Mon Talent Ma Cherie
05 Reach Out
06 Oh My Gawd
07 B.O.O.G.A.L.O.O
08 Fever Special
09 Everybody Bogaloo
10 Jackson Is
11 The Hawk
12 Got It So Bad
13 Deception

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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Sharon Jones & The Dap-Kings - (2005) Naturally


Do blog Women Of The Ghetto: "Sharon Jones nasceu em maio de 1956 e começou a cantar ainda criança em corais de igreja. Segundo algumas pesquisas que fiz, ela sempre teve talento, porém não era reconhecida e por isso tornou-se carcereira de uma penitenciária em Nova York e depois trabalhou também com carro-forte. Em 1996 os Dap-Kings que na época se chamavam Soul Providers se preparam para gravar um disco com Lee Fields, e os produtores precisavam de 3 garotas para fazer backing vocal, e Sharon, como era casada com o saxofonista, havia sido indicada por ele para fazer parte desse tal trio, porém, Sharon questionou: 'Por que três garotas, se eu posso fazer isso sozinha?' E foi aí que ela retornou ao meio musical. Como foi dito na Folha Online: 'Puramente da velha-guarda do soul music, Sharon Jones possui uma voz potente, de alcance profundo, que utiliza para buscar uma certa pureza perdida do soul, timbres que remetem aos clássicos dos selos Motown e Stax'". - De fato, o segundo álbum de Sharon Jones, intitulado Naturally, parece algo vindo de um passado nostálgico.

Sharon Jones & The Dap-Kings - (2005) Naturally:

01 How Do I Let A Good Man Down
02 Natural Born Lover
03 Stranded In Your Love
04 My Man Is A Mean Man
05 You're Gonna Get It
06 How Long Do I Have To Wait
07 This Land Is Your Land
08 Your Thing Is A Drag
09 Fish In The Dish
10 All Over Again

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domingo, 14 de abril de 2019

Hypnotic Brass Ensemble - (2005) Green [Hypnotic Green]


Este é o segundo álbum da banda estadunidense de jazz-funk, Hypnotic Brass Ensemble. É um álbum sem título conhecido como Jupiter [Hypnotic Green]. Oito integrantes compõem o grupo, sendo sete deles irmãos e filhos de Kelan Phil Cohran, ex-trompetista do Sun Ra Arkestra. Uma batera, quatro trompetes, dois trombones, uma tuba sousaphone e uma outra barítono. Destruição total! Percorrendo as ruas de Chicago e os metrôs nova-iorquinos, essa galera tocava e hipnotizava o povão com suas deliciosas músicas só para levantar uma graninha. Logo, o resultado de talento, trabalho e merecimento, foi o inevitável sucesso nos palcos do mundo todo. Quem já conhece o estilo brass band, sabe que aqui encontrará a tradicional orquestração harmônica de instrumentos jazzísticos de sopro; uma orgia de acaloradas melodias virtuosísticas entrelaçando-se numa baita festança sonora. Isso ao vivo é tremendo! Virtuoso e contemplativo, pesado e magnético, explosivo e fascinante, hipnótico! Ora introspectivo e viajante, ora dando rápidos saltos de alegria, um bom disco para momentos de sossego deboísta.

Hypnotic Brass Ensemble - (2005) Green [Hypnotic Green]:

01 Jupiter
02 Pops Riff
03 Birthday
04 Frankincense
05 New Earth
06 Paradise
07 Randolph Street Swing
08 Emmet Till
09 Balicky Bon
10 Make It Funky (Live)

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domingo, 17 de junho de 2018

Dub Incorporation - (2005) Dans Le Décor


Contribuição do I Smoke Two Joints: "Pra quem nunca ouviu falar, Dub Incorporation (ou Dub Inc.) é uma banda de reggae francesa, formada em 1997. Entre vocais pesados, instrumentos musicais e efeitos eletrônicos, a banda é formada por 8 integrantes e tem a maioria de suas músicas cantadas em francês, sem deixar o inglês de lado em alguns refrões. Ao contrário do que parece pelo nome, a banda não restringe somente ao dub, e este não é sequer o estilo predominante em suas músicas. A mistura de estilos é grande, com vocais sempre presentes e mostrando a clara influência do rap e hip-hop na banda. [...]" Dans Le Décor é o aclamado segundo álbum do grupo. Sua fama se faz presente pelas seguintes qualidades: ele traz letras politizadas cheias de denúncias, protestos, e versificações sobre nossos intermináveis conflitos mundiais; tem grooves nervosos para bombar em alto-falantes famintos de graves; e, naturalmente, muito balanço, muito molejo e rebolado esperto. Um disco cheio de personalidade e com imenso alto astral para espantar qualquer urucubaca!

Dub Incorporation - (2005) Dans Le Décor:

01 Survie
02 One Shot
03 Monnaie (Feat. Lyricson)
04 Chaines
05 A Imma
06 Décor
07 Achtah (Feat. Omar Perry)
08 Bla Bla
09 Face À Soi
10 Speed (Feat. David Hinds - Steel Pulse)
11 La Corde Raide
12 Never Stop
13 Never More

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quarta-feira, 7 de março de 2018

Alcohol Jazz - (2005) Beleça


De repente, espontaneamente sem querer querendo, colegas de um curso de Filosofia da Universidade de Madrid, resolveram se juntar para dar liberdade expressiva aos ébrios eflúvios de suas maiores paixões naquele momento: filosofia, álcool e jazz. Em meio a torrentes de manjares etílicos e embriagamentos de clássicos do jazz e do funk, surge o Alcohol Jazz. Temos aqui uma banda espanhola desdobrando-se num ecletismo hiper saudável que nos entorpece com sua beleza sonora e alegria rimbombante. Energia festiva e dançante transbordam dos canecos da criatividade, e revigorantes doses imensamente potentes de groove e swing rodopiam nossas mentes. O balanço come (ou bebe) solto, o rebolado agita o popozão, e a sua boêmia estética destila sonoridades de alto teor técnico-melódicos. Um som bem divertido e descontraído, com pegada quente pra lhe deixar com sede e vontade de múltiplas saideiras. Jazz, soul e funk embebidos de experimentalismos sóbrios que não cambaleiam nem tropeçam a cada tortuosidade virtuosística. Beleça é seu quarto disco. Saúde!

Alcohol Jazz - (2005) Beleça:

01 ¡¡¡Fenomeno!!!
02 Crucero Por Bahía
03 Dha, Gue, Dhi, Nah
04 Tú Sí Que Molas
05 Beleça
06 Que Triste Esta La Playa
07 Van Como Locos
08 El Hombre Calvo
09 Ron Matusalem
10 Sushi
11 Catuaba Style
12 ¡Cuidado Conmigo!
13 Todo Es Mentira

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Pannonia Allstars Ska Orchestra - (2005) Budapest Ska Mood


Budapest Ska Mood é o primeiro disco da excelentíssima banda húngara de ska, Pannonia Allstars Ska Orchestra. Já no início de sua carreira, esse camaradas não tiverem economia na confabulação das composições e rechearam sua bolacha primogênita com dezesseis pauladas sonoras de ultra bom gosto. Não é à toa que são uma das mais importantes bandas do ska mundial. Composições certeiras, firmes e bem estruturadas numa musicalidade com alto profissionalismo e esmero técnico. No entanto, o que nos atrai mesmo é a alta carga de energia alto astral que transborda abundante em coros de metais, bases super dançantes e vocais acrobáticos ao estilo ragga. Fazendo jus ao ensinamentos dos mestres clássicos do ska, Pannonia Allstars Ska Orchestra representa a perfeita continuidade do melhor já produzido pelo gênero jamaicano unido a elementos da música tradicional húngara. Pegadas bombásticas de alegria; encadeamentos rítmicos de pula-pulas carnavalescos; e movimentos brisantes dum bom reggae para abrir espaços de descanso e relaxamento antes das próximas pauladas. Segure essa!

Pannonia Allstars Ska Orchestra - (2005) Budapest Ska Mood:

01 Balkan Fever
02 Police In Helicopter
03 Ignorance
04 Hello Gagarin!
05 Where Can I Go (Feat. King Django)
06 All Night Long
07 Rudie's Got A Soul
08 Greed
09 Tell Me Why...
10 Ska-Bah-Dub
11 Waiting For Salvation
12 Rudeboy Train
13 Mek It A Date (Feat. Dr. Ring Ding)
14 Sebaj
15 Policeman
16 Lakotelep

Deguste um fluxo (faixa Rudie's Got A Soul):



Isso sim é um carnaval, rsrsrs (faixa Hello Gagarin! ao vivo no Sziget) !!!



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terça-feira, 13 de junho de 2017

Skalpel - (2005) Konfusion


Skalpel é um projeto jazzístico eletrônico da dupla de DJ's poloneses Marcin Cichy e Igor Pudlo. Sua música é uma fusão de jazz clássico na pegada anos 50, 60 e 70 com vistosos e flutuantes efeitos eletrônicos. Apesar dessa mistura e experimentalismo, a dupla consegue produzir um som com qualidades bem orgânicas e naturais; o resultado final de suas montagens soa como uma legítima banda de jazz tocando ao vivo. É uma música downtempo super atmosférica e ambiental que nos lembra os trabalhos de artistas como The Cinematic Orchestra e DJ Shadow. Konfusion é o seu segundo álbum, e nele, como o próprio nome metaforicamente alude, fundem-se miríades de elementos e efeitos sintéticos artificiais aos rústicos desenvolvimentos daquele jazz de raiz. Cada novo elemento é introduzido com extrema delicadeza e precisão técnica, dissipando assim, qualquer aresta dissonante ou exagero estético que viesse ficar aparentemente fora do lugar. Sua ambiência é soturna e noturna; parece uma trilha sonora noir para adentrarmos pesadelos surrealísticos temperados de expressionismo alemão. Siga o fluxo!

Skalpel - (2005) Konfusion:

01 Shivers
02 Flying Officer
03 Long Distance Call
04 Hiperbole
05 Deep Breath
06 Konfusion
07 Test Drive
08 Wooden Toy
09 Split
10 Seaweed

Deguste um Fluxo (faixa Shivers):



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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Antibalas - (2005) Government Magic EP


A banda possui apenas doze integrantes. Esse pouquinho de gente deve dar um trabalhão na hora de dividir o cachê. Imagine a burocracia na divisão de direitos autorais! Entretanto, não é isso que chama a atenção para este grupo mais do que visitado aqui no Santería, e sim o fato dele formar a linha de frente do atual afrobeat mundial. Antibalas, banda estadunidense, nascida do Brooklyn, nem parece originária das terras do Tio Sam, pois o swing, o groove, aquela pegada de sangue africano, transborda alucinadamente em cada canção desse time de dez pessoas brancas e apenas dois negões; não que de fato isso faça uma grande diferença na execução do trabalho, mas estamos geralmente acostumados a ver essa naturalidade sonora mais nos tradicionalíssimos grupos de afrobeat africanos. Aprenderam direitinho as lições dos mestres! Government Magic é um EP de suculentas cinco faixas, onde a banda desfila um ensaio do melhor que constantemente oferece em seus grandiosos álbuns de estúdio. Elegância afrobeatística aqui flui suave e marota para o nosso deleite.

Antibalas - (2005) Government Magic EP:

01 Go Je Je
02 Government Magic
03 Out With The New In With The True
04 Che Che Cole (Makossa)
05 Dub Je Je

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Nine Inch Nails - (2005) With Teeth


Outro disco que não saía do meu extinto aparelho de MP4 (o aparelho tornou-se rapidamente obsoleto com os super novos smartphones; dá até dó do bichinho, rsrsrs) nos tempos de faculdade. No entanto, não foi nos intervalos das aulas universitárias que eu me deliciava com o With Teeth, quarto álbum de estúdio do Nine Inch Nails, mas sim, dentro de um ônibus apreciando as paisagens campesinas em caminhos excursionais. Umas das coisas mais deliciosas da vida é curtir o visual da natureza enquanto viajamos numa estrada e ouvimos uma boa música. Pois bem, esta bolachinha do Nine Inch Nails cumpriu muito bem a função de ser a trilha sonora de meus passeios. O trabalho de Trent Reznor dispensa apresentações; digo apenas que ele é um multi-instrumentista, produtor, líder do NIN e uma cara imensamente criativo. Mas para quem não conhece, então digo o encontramos aqui: rock industrial-experimental com batidas pesadas, cheias de grooves dançantes; ruídos eletrônicos, microfonias e pianos cintilantes; momentos anestésicos, contemplativos e esvoaçantes na linha trip-hop. Loucura, loucura!

Nine Inch Nails - (2005) With Teeth:

01 All The Love In The World
02 You Know What You Are
03 The Collector
04 The Hand That Feeds
05 Love Is Not Enough
06 Every Day Is Exactly The Same
07 With Teeth
08 Only
09 Getting Smaller
10 Sunspots
11 The Line Begins To Blur
12 Beside You In Time
13 Right Where It Belongs

Deguste um Fluxo:



Vamos dançar?



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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Pé De Cerrado - (2005) Fogo E Mar


Há alguns discos da música brasileira que passam completamente desapercebidos pelo público apreciador da boa música. Umas das coisas que me motivou a criar este Blog foi justamente a necessidade de compartilhar preciosidades ocultas que vou encontrando neste imenso oceano internético. Já nem me lembro como descobri o trabalho do excelentíssimo grupo de MPB regionalista e forrozeiro do Pé De Cerrado. Não exageraria se lhe dissesse que este é um dos discos mais lindos da música brasileira. Fogo E Mar é o primeiro álbum do grupo, e nele há o espetacular encontro dos mais variados ritmos que permeiam e enriquecem a musicalidade tupiniquim. Um delicioso forró mesclado com a leveza e flutuação brisante dum Dub orgânico; referências ao lendário Bumba Meu Boi; referências aos trabalhos mágicos ancestrais indígenas; muito batuque e gingado maroto tocado com profissionalismo numa linda produção. Coisas como essa não podem ficar escondidas, precisam aparecer para que sua luz resplandecente venha trazer vitalidade para nossa cultura já tão maquiavelicamente degenerada. 

Pé De Cerrado - (2005) Fogo E Mar:

01 Fogo E Mar
02 Boizinho Do Pé De Cerrado
03 Côco Do Instante
04 Xote Dos Sonhos
05 Oração
06 Água No Mundo
07 Paraibola
08 Rapidinha
09 Maracatu Pra Tu
10 Clarão
11 Filhos Do Cerrado
12 Vamo Simbora

Deguste um fluxo (faixa Oração):



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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Céu - (2005) Céu


Gosto de discos de cantoras que se preocupem em apresentar um belo instrumental complementar à beleza e técnica de suas vozes. Uma bela voz e boas letras não bastam; devem vir no pacote arranjos profissionais que dão vitalidade e ambientações coerentes à proposta da artista. Nos trabalhos que escutei de nossa querida Céu, esse cuidado de produção parece ser a regra para a execução de álbuns consistentes. Neste seu primeiro álbum auto-intitulado, a performance vocal mescla-se com naturalidade em ritmos e arranjos dos mais variados estilos. Temos uma cantora de MPB que traz em seu bojo composicional um apanhado de influências e gostos modernos, que provavelmente em seguida, ampliou o modo de exploração estética das cantoras brasileiras dos anos 2000. É um samba que busca sua raiz para dar um fundamento orgânico e concreto; é um Trip-Hop sutil que brisa alguns instantes com flutuações e introspecções; é um Afrobeat que vem colocar o clima para cima; é um Dub singelo temperado com uma voz levemente rouca, sussurrada e sensual. Eletrônico e orgânico fundem-se deliciosamente!

Céu - (2005) Céu:

01 Vinheta Quebrante
02 Lenda
03 Malemolência
04 Roda
05 Rainha
06 10 Contados
07 Vinheta Dorival
08 Mais Um Lamento
09 Concret Jungle
10 Véu Da Noite
11 Valsa Pra Biu Roque
12 Ave Cruz
13 O Ronco Da Cuica
14 Bobagem
15 Samba Na Sola

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Niacin - (2005) Organik


Voltei com uma bolacha insana de rachar o coco de tanta virtuosidade e malabarismos técnicos. Eu gosto pra carOlho! Geralmente é o tipo de música que escuto bastante na atualidade. Não são coisas novas, mas para mim soam atualíssimas. O jazz fusion já é um estilo tradicional, muito conhecido e muito admirado. Coisa de quem fica fritando o dia inteiro em árduos exercícios musicais performáticos. Partituras herméticas, escalas nervosas e repetições extenuantes sem fim. Tem de estudar bastante! Organik é o quinto álbum de estúdio dos norte-americanos do Niacin; outro power-trio porretaço! Os senhores Billy Sheehan, no groove malandro de seu baixão; John Novello, no seu hammond orgão monstruoso; e Dennis Chambers comendo guloso a batera. Papai do Céu! O coro come! O chicote estrala! Batera, orgão e baixo nos dão uma sonora surra sadomasoquística deliciosa e completa. Seu bumbum ficará vermelhão de tantos tapas estéticos dados por este petardo. Um tesão de disco para os aficionados por música tocada com elegância, bom gosto e muita técnica.

Niacin - (2005) Organik:

01 Barbarian @ The Gate
02 Nemesis
03 Blisterine
04 King Kong
05 Surper Grande
06 Magnetic Mood
07 Hair Of The Dog
08 4's 3
09 Stumbul On The Truth
10 Club Soda
11 No Shame
12 Clean House
13 Repeat Offender

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