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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Big Ol' Dirty Bucket - (2012) Big Ol' Dirty Bucket


Big Ol 'Dirty Bucket, banda estadunidense, em seu primeiro álbum explora a evolução estética do groove e combina funk clássico setentista com elementos contemporâneos, produzindo uma experiência divertida para fãs de todos os gêneros. Este trabalho contém onze faixas que destacam o estilo único de funk que se tornou marca registrada da banda. Carregada de metais brilhantes, teclados ondulantes, guitarras elegantes e vocais emocionantes sobre um baixão e batera molejantes, cada faixa mostra a rica criatividade que torna o grupo tão moderno e diversificado. Descrito como um Parliament-Funkadelic encontrando Aretha Franklin em um show de Jay-Z, os elementos sonoros de Big Ol 'Dirty Bucket homenageiam suas influências: a música funk soul dos anos setenta temperada de ritmos latinos com toques de rock e hip hop. Alimentado por uma seção rítmica propulsora e liderado pelos vocais poderosos da vocalista Sarah Seminski, Big Ol' Dirty Bucket surgiu na cena musical local de Boston com sua aparição inaugural de sucesso na frente de uma multidão no The Middle East Downstairs. 🌟

 Big Ol' Dirty Bucket - (2012) Big Ol' Dirty Bucket:

01 Photonic Amplifier People
02 Mic Smoke
03 You Make Me Feel Like Dancin'
04 Sin Lamento
05 Chuck Norris
06 Blue Dream
07 I Don't Want To Ride Your Emotional Rollercoaster
08 Lupita
09 Lite That Spliff
10 Black Cloud Joe
11 All Night Long And Once In The Mornin'

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segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Federation Of The Disco Pimp - (2012) More Than Dancing


Federation Of The Disco Pimp é uma banda escocesa que desde 2010 segue firme e forte sendo uma das principais expoentes do moderno funk da Escócia. Combinando elementos de funk, disco, psicodélico e jazz da velha escola, esta banda de sete integrantes é lendária por sua energia infinita e performances ao vivo intensas. Após um lançamento de estreia em formato de mini álbum pela gravadora japonesa P-Vine Record em 2011, o Federation Of The Disco Pimp finalmente lançou seu primeiro álbum completo, More Than Dancing em 2012, produzido pela lenda da engenharia e produção do Brooklyn, Joel Hamilto (Elvis Costello, Tom Waits, Justin Timberlake, Lettuce). More Than Dancing alcançou a seleção de rádio de A-Playlist em nível nacional, e em rádios transmitidas internacionalmente, e mais uma inclusão no selo japonês P-Vine Record. More Than Dancing traz um groove maroto e malandro, dançante e empolgante, inspirado no melhor que a tradição do verdadeiro funk pode oferecer. Bolachinha nervosa cheia de energia para lhe inspirar e dar forças para mais esta semana de sobrevivência. 👊 

Federation Of The Disco Pimp - (2012) More Than Dancing:

01 More Than Dancing
02 Pound For Pound
03 You Know What To Do!
04 Brooklyn
05 Gimme Some Light
06 The Epiphany
07 Revelation
08 Momentum
09 Manhattan
10 Robot Rock
11 Bruce Lee
12 Bruce Lee (Reprise)
13 Pinball Number Count

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segunda-feira, 16 de agosto de 2021

TRI4TH - (2012) Ahead


Os gráficos simples e ousados ​​da capa do álbum são aqui como uma versão moderna das capas dos álbuns clássicos da era Blue Note e, da mesma forma, a música do segundo álbum de TRI4TH, Ahead, mostra a banda influenciada pelo jazz da era dourada para produzir um novo som para uma nova geração. Tocando em um formato de quinteto clássico, TRI4TH construiu uma base sólida de fãs por meio de performances ao vivo cativantes e uma coleção de melodias originais. Neste segundo trabalho, mais uma vez produzido por Tatsuo Sunaga, leva o grupo a se desenvolver esteticamente ainda mais a partir de sua estreia homônima. Sunlight Yellow Over Drive é o abre-alas edificante, com seu refrão cativante fazendo o álbum ter um ótimo começo. As coisas continuam em uma veia semelhante com a faixa principal Try Ahead, num som que atinge o meio termo entre Soil & "Pimp" Sessions e Quasimode perfeitamente. O álbum segue com desenvolvimentos cheios de groove e swing, passando por momentos fortes e suaves. Ahead é um ótimo álbum que atualiza a construção do potencial mostrado em seu debut. 👍

 TRI4TH - (2012) Ahead:

01 Sunlight Yellow Over Drive
02 Try Ahead
03 Night Hawks
04 Himawari
05 Rumble Fish
06 Circle
07 Seven
08 New Life Standard
09 Black Panther
10 Dance 'Em All
11 Burn, Jyugoya Burn

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quinta-feira, 25 de março de 2021

Os Opalas - (2012) Mistura Cultural


Os Opalas é uma banda brasileira, paulistana, de malemolências superpoderosas, arrebatadoras, altamente dançantes, recheadas de groove e swing, que é popularmente conhecida como samba rock, rsrsrs. E, detalhe, samba rock dos melhores que já ouvi! Este colorido da capa do seu segundo álbum intitulado Mistura Cultural, é a expressão pictórica abstrata certeira do sincretismo eclético de gêneros e criatividade vivaz que explode ininterruptamente da bolacha. Tudo muito vivo e colorido! Mistura Cultural impressiona pela sua qualidade de produção e principalmente pela excelência técnica de composições contagiantes, dançantes, alegres e com letras bem inspiradas. Pegada forte e firme, organicidade espontânea, numa farofa bem temperada de samba, guitarra e metais reluzentes sempre elevados. O soul-funk, como não podia deixar de faltar, faz sua presença nos entremeios estéticos de canções enraizadas na tradição da música negra universal. A arte da miscigenação brasileira traz aqui mais uma mistura que deu certo, mostrando sua versatilidade renovadora. 👊
 
Os Opalas - (2012) Mistura Cultural:

01 É Para Dançar
02 Mistura Cultural
03 Isso Me Leva
04 4:20 No Baile
05 Só Quem É!
06 Neguinha Manhosa
07 Opalas Mc´s
08 Ki Loka
09 Chocolate E Fel
10 Do Bang!
11 Vai Dar

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terça-feira, 23 de março de 2021

Boston Horns - (2012) Funkafized Plus

 
Banda estadunidense de metais fumegantes e abarrotada de swing maroto, potente no groove e com mais de vinte anos de experiência musical. Integrada por vários membros técnicos e virtuosos, e formada e liderada pelo senhor trompetista Garret Svaluk com seu sócio guitarrista Jeff Buckridge, eis o glorioso Boston Horns. A banda tem suas raízes aprofundadas no soul-jazz dos anos sessenta e regada com carinho pela influência do proto-funk dum Crusaders e Tower Of Power. O grupo já tem uma boa discografia e infelizmente não consegui descobrir em qual posição de lançamento se encontra Funkafized Plus, a bolachinha que lhe apresento; e pelo que observei, acredito ser uma das mais recentes, apesar do álbum já ter quase uns dez anos. Funkafized Plus é um tesão danado para quem pira em evaporações abstratas de metais melodiosos e solos de guitarra em bases fluídas derretendo-se em plasticidades dançantes. Esse brilhante trabalho traz aquela pegada firme e de alto astral elevando sua moral e rejuvenescendo a alma calejada pelas pauladas da vida. Só dê o play e presenteie-se com alguns minutos de alegria hoje! 🎺

Boston Horns - (2012) Funkafized Plus:

01 Funkafized
02 Sing A Simple Song
03 P.F.W.B.
04 Dipper Mouth
05 Remember Who You Are
06 Nasty Riders
07 Dipper Mouth (Reprise)
08 St. Charles
09 Buttered Popcorn
10 Jackie's Song
11 Skillet
12 Hey Mr G, Melody Man
13 It's In Your Face

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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Saracotia - (2012) Saracotia


Hangover Music: "Formada, em 2008, por Rodrigo Samico (violão de 7 cordas), Rafael Marques (bandolim de 10 cordas) e Márcio Silva (bateria), a 'Saracotia' é um dos mais recentes projetos musicais a entregar esse nicho que, cada vez mais, conquista espaço em um mercado ainda restrito. Apesar de já incluir em seu currículo feitos significantes – vide a abertura, no ano de 2011, para o violonista gaúcho Yamandu Costa [...]. O trio de jovens músicos investe em uma fusão peculiar entre o jazz e o chorinho. O lado jazzístico da banda é evidenciado, principalmente, pela bateria de Márcio Silva que, atipicamente, também compõe. 'Caminhando' – faixa que abre o debut – exemplifica e sintetiza, com classe, a proposta da 'Saracotia'. De autoria do baterista, a composição reúne compassos pouco habituais e belas linhas melódicas que, aos poucos, transformam-se em sessões de improviso – deixando claro a proposta jazzística. Contudo, influências mais regionais ainda surgem em músicas como 'Engatinhando' – um 'frevo bem chorado' ou, nas palavras do trio, um frevo 'bem Saracotia' [...]" - Vale a pena conferir!

Saracotia - (2012) Saracotia:

01 Caminhando
02 Peixe Estranho
03 O Vôo Da Mosca
04 Celeste
05 Quase Que Eu Não Chego Em Casa
06 Spain
07 Chão Rachado
08 Em Cima Do Muro
09 Engatinhando
10 Girassóis

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Apresentação no Instrumental SESC Brasil:



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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Orquestra Popular Da Bomba Do Hemetério - (2012) #CabeçaNoMundo


A Orquestra Popular Da Bomba Do Hemetério foi idealizada e formada pelo músico, compositor e arranjador Francisco Amâncio Da Silva, o Maestro Forró, que comanda uma equipe de 26 integrantes. Desde 2002, a Orquestra vem fazendo sucesso por mostrar arranjos fora dos padrões para as orquestras tradicionais, unindo características eruditas e populares, executando os mais variados ritmos, como coco, frevo, rock e manguebeat. #CabeçaNoMundo, o terceiro álbum dessa empreitada, vem sendo reconhecido nacionalmente desde seu lançamento. O trabalho consta com 12 músicas que passeiam pelo frevo, ciranda, forró, cumbia e até um inusitado maracatu funkeado, entre outros ritmos. Inspirado basicamente em elementos circenses, o Maestro cria um frevo carregado de dificuldades técnicas e maneirismos experimentais. A Orquestra toca de tal forma que o resultado revela uma leveza álacre e a pura espontaneidade performática. Uma tradicional loa de maracatu de baque virado, ganha uma nova roupagem através da mistura das culturas afro brasileira e erudita. Uma delícia!

Orquestra Popular Da Bomba Do Hemetério - (2012) #CabeçaNoMundo:

01 Frevo De Bolso
02 Rainha Se Coroou
03 Tô Doidão
04 Formigando
05 Fole Assoprado
06 Meu Esquema
07 Chey De Dengo
08 Óia A Virada
09 Recife Iluminado
10 Vamos Cirandar
11 Suíte Andante
12 #CabeçaNoMundo

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O artista não possui página oficial, portanto, apenas siga o fluxo!

quarta-feira, 8 de maio de 2019

The Souljazz Orchestra - (2012) Solidarity


Basta dar o play em algum disco do The Souljazz Orchestra, e parece que todo e qualquer resíduo de problema encrustado na mente, sofre um instantâneo processo de autocombustão. Tudo é incendiado pelo poder fulminante duma alegria sonora imponente. Na sonoridade dessa rapaziada não transparece só alegria, mas também muita sobriedade, elegância e mão firme, numa precisão técnica que alia virtuosidade e simplicidade na medida certa. Não subestime o poder dessa banda, é uma das melhores do gênero afrobeat e jazz. Solidarity é quinto delicioso álbum do grupo. Sempre politizados, cantam refrões que desmascaram a hipocrisia e soberba do mundão. O swing, o molejo gostoso, o balanço malemolente, a ginga malandra e o requebrado sensual, não poderiam deixar de estar presentes; características inerentes ao estilo da banda. O jazz e o afrobeat  entrelaçam-se numa sutileza quase que perfeita, e a delimitação dos gêneros nas canções extrapolam a capacidade de rotulação; o casamento estético efetua-se em êxtase total. E nesse disco em especial, a banda experimenta mais um pouco e coloca elementos reggae na parada.

The Souljazz Orchestra - (2012) Solidarity:

01 Bibinay
02 Kelen Ati Leen
03 Cartão Postal
04 Ya Basta
05 Jericho
06 Serve & Protect
07 Conquering Lion
08 Kingpin
09 Tanbou Lou
10 Nijaay

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sexta-feira, 29 de março de 2019

Five Alarm Funk - (2012) Rock The Sky


Ao ouvir o álbum do Five Alarm Funk, Rock The Sky, é difícil conceber que as melodias que viajam sem falhas umas sobre as outras sejam tocadas com tal maestria por um grupo tão grande de pessoas. Mas de alguma forma, a banda faz funcionar, e este álbum, que é o quarto lançado até agora, prova que o Five Alarm Funk realmente dominou a arte do funk. Rock The Sky é uma homenagem a muitas das influências da banda, algumas das quais são mais predominantes do que outras. Acredito que antes da banda se especializar no que faz agora, essa rapaziada ouvia muito Iron Maiden, pois as referências ao grupo de metal são várias em diversas passagens com virtuosismos digressivos melódicos nas guitarras. Rock The Sky é um álbum eclético que abrange muitos estilos diferentes sem perder o som característico da Five Alarm Funk. A banda cria melodias e harmonias que se misturam e se encaixam perfeitamente para criar uma sonoridade própria. O Five Alarm Funk é uma raridade - uma banda otimista e abrangente que amplia e excede os limites da música, preservando ao mesmo tempo um som específico e original.

Five Alarm Funk - (2012) Rock The Sky:

01 Wash Your Face
02 Pyramid
03 The Critic
04 The Iron Pegasus
05 Pulp
06 Mastodon
07 Crimes Of Passion
08 Monolith

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

BATS - (2012) The Sleep Of Reason


Acredito que a Irlanda será uma grande exportadora de excelentes bandas de math post-rock. Os discos mais legais das bandas mais legais que costumo escutar desse gênero são da Irlanda. O grupo BATS é apenas mais uma dessas pérolas. Foi outra grande descoberta que me veio por acaso quando pesquisava coisas experimentais e instrumentais, mas BATS não é apenas instrumental, tem vocais chapadíssimos também. Inclusive, são poucas as bandas que acabo gostando dos vocais, e no entanto, neste caso, as performances vocalísticas estão em pé de igualdade com a bela virtuosidade instrumental. The Sleep Of Reason, o segundo álbum da banda, é de uma sonoridade pesada, agressiva e exótica; com diversas belezas melódicas e estruturas rítmicas bem criativas; tem uma energia contagiante, empolgante e revigoradora; sonzeira do carOlho! Os vocais são cantados normalmente, são gritados ferozmente, são raivosos como cães raivosos, e esquizofrênicos em oscilantes dramáticos frenesis. O instrumental tem pegada forte e ao mesmo tempo flutuante e viajante. Um bom disco também.

BATS - (2012) The Sleep Of Reason:

01 Emergent Properties
02 Wolfwrangler
03 Stem Cells
04 Astronomy Astrology
05 The Sleep Of Reasons
06 Heat Death
07 Creature Collecting
08 Thomas Midgley Jr.
09 Luminiferous Aether
10 The Fall Of Bees
11 Terrible Lizards

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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Kyojaku - (2012) Kokou No Gadan


Uma banda japonesa de excelentíssimo post-rock composta só por lindíssimas japonesinhas super charmosas. Música linda feita por mulheres lindas; não existe melhor combinação! Kyojaku é o nome do projeto que iniciou-se no ano de 2008 e até o momento, onde pude meia-bocamente pesquisar, Kokou No Gadan é o seu primeiro e único álbum de estúdio. Esse trabalho nos traz canções que desfilam os melhores elementos tradicionais de um bom post-rock, aliados ao malabarismo técnico e contemplativo do jazz japonês de piano. Música deliciosamente instrumental perfilando sonoridade introspectiva e introvertida, todavia, também nos apresentando momentos de excelsa elevação expansionista de abraços macrocósmicos. As composições têm um caráter muito simples que mesmo com certa timidez ainda ousam desdobrarem-se em dedilhados virtuosos e transcendentes. Todo o trabalho é carregado de lirismo e melodias voláteis; é etéreo e anestesiante; é delicado sem deixar de apresentar a força do rock. É uma pena que de 2012 para cá não tenhamos mais nenhum álbum delas para degustarmos.

Kyojaku - (2012) Kokou No Gadan:

01 Tetsugakusha No Ronpa
02 Egoist
03 Cosmonaut
04 Terra
05 Moumaku Ni Okeru Chushoga
06 Nennen
07 Saying His Prayers
08 Nil (Piano Version)
09 Affection

Deguste um fluxo (faixa Tetsugakusha No Ronpa):



Aprecie a contemplação introspectiva (faixa Egoist):



O artista não possui página oficial, então, por gentileza, siga o Fluxo !!!

sábado, 28 de julho de 2018

Ogun Afrobeat - (2012) The Observer


Ogun Afrobeat é uma banda espanhola com influências massivas da cultura iorubá. Ogun se destaca por seu uso original de ritmos nativos tradicionais e misturas com outras formas africanas de arte: funk, disco e soul; sempre respeitando o espírito da música de Fela Kuti. A intensidade de Ogun em seus shows e sua força no palco é simplesmente incrível. Arranjos saborosamente técnicos desfilados em linhas de guitarra cheias de ginga; teclado com acordes efervescentes; e explosivos ritmos na percussão, baixo e bateria. Tudo isso liderado por Akin Onas que leva Ogun até um frenesi selvagem que não permite que você pare de dançar. O grupo estreou no festival africano White Night no bairro Lavapiés em Madrid em setembro de 2009. Sem dúvida, Ogun já deixou sua imensa marca na cena musical espanhola. The Observer é o primeiro álbum do grupo, e com o selo Big Music, Ogun está pronto para incursão no mercado internacional sendo que já estreou no festival Tanjazz Tanger, onde recebeu um prêmio pela sua elegância performática. Eles ficaram quase três horas tocando com o público não os deixando ir embora, rsrsrs.

Ogun Afrobeat - (2012) The Observer:

01 Mono Economy
02 Ewa Jo
03 Colonial Mentality
04 The Observer
05 Salitre
06 Padi Padi
07 Eko lle
08 Monday Morning In Lagos
09 Fuji
10 Fela Liks

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Macaco Bong - (2012) This Is Rolê


Este é o tipo de música brasileira que me dá um tesão ouvir, rsrsrs. Aprendi a gostar imensamente da música instrumental. E ainda mais quando essa música instrumental é de uma qualidade profissional digna e no páreo ao que é produzido internacionalmente dentro do gênero do math e post rock. Macaco Bong vai mais ou menos por aí nessa pegada. Rock instrumental pesadão e viajante cheio de espontaneidades acrobáticas e experimentalismo brisantes. This Is Rolê é o segundo excelente trabalho desse power trio porrada. O disco é de 2012, e de lá para cá a banda passou por mudança de formação, lançou outros trabalhos e experimentou loucamente novas estéticas. Eu prefiro o que foi desenvolvido nos dois primeiros trabalhos, entretanto, o que foi lançado posteriormente também tem coisas interessantes para serem degustadas. This Is Rolê é pesado, é bruto, é gostosamente chucro. Também é viajante e contemplativo quando quer. Tem groove, tem balanço e não deixa a desejar para quem quer bater cabeça. Tenho saudade desse Macaco Bong aqui. Pauleira!

Macaco Bong - (2012) This Is Rolê:

01 Otro
02 O Boi 957
03 This Is Rolê
04 Broken Chocobrad
05 Copa Dos Patrão
06 Mullets
07 Summer Seeds
08 Seu João
09 Dedo De Zombie

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Jizue -(2012) Novel


Novel é o segundo álbum de estúdio da excelentíssima banda japonesa de jazz experimental, Jizue. Um disco cristalino, brilhante e lucigênito; é assim que o descrevo, pois as imagens evocadas de suas mirabolantes melodias virtuosísticas e constantes miríades de dedilhamentos técnicos, espalham pelo ar as mais puras ambientações celestiais e angelicais. O trabalho dessa rapaziada mescla as flutuações atmosféricas e introspectivas do post-rock com as sutilezas, refinamento estético e sofisticações do jazz. É muito difícil não se sentir de alguma forma mais elevado emocionalmente depois de uma viagem pelas ascensionais espirais dos discos desses camaradas. Música que sabe respeitar um dos elementos mais desprezados no atual momento da música popular: o silêncio. Música que respeita o silêncio; isso não é contraditório. Jizue é daquelas bandas que sabiamente emula os efeitos certos para pacificar a mente e acalentar a alma, transmitindo sensações contemplativas e extáticas. Imagens límpidas de um céu aberto e infinito combinam-se com uma dança de fluxos aéreos e sutis. Cura a alma!

Jizue -(2012)  Novel:

01 Intro
02 Sun
03 Unnecessary Pain
04 Chaser
05 C-Loud
06 Hitorinouta
07 Kotonoha
08 ふる里
09 Yubiwa
10 Pray

Deguste um fluxo:



Sinta um êxtase:



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domingo, 5 de novembro de 2017

Renegades Of Jazz - (2012) Hip To The Remix


Texto sobre o artista adaptado de sua página oficial: Música crua e pesada, fusão do jazz com elementos de breakbeat, levando o jazz de volta para a pista de dança. Tudo começou como uma experiência na tentativa de algo novo. Renegades Of Jazz logo conseguiu assinar um contrato com o selo britânico Wass Records sob a tutela do produtor Smoove. Depois do sucesso de seu primeiro single e uma boa recepção no restante do mundo, Renegades Of Jazz entregou seu primeiro disco em 2011. Renegades Of Jazz, também conhecido como DJ David Hanke, passou seus primeiros anos crescendo na Tanzânia, cercado por música nativo africana. Quando a família retornou à Alemanha, ele interessou-se por ouvir coleções de discos daquele país de seu tempo no exterior. Na década de 1990 ele se influenciaria pelo northwest-rock-explosion que muito esteve presente na sua juventude, mas logo se enjoaria do estilo ao descobrir o mundo dos downbeats e breakbeats. Rapidamente apaixonou-se pelo funk e soul, uniu-se com outro DJ e formou o Renegades Of Jazz em 2009, depois de se inspirar nas antigas bolachinhas de jazz de seu avô.

 Renegades Of Jazz - (2012) Hip To The Remix:

01 Hip To The Jive (Hugo Kant Remix)
02 Black Milk (Deli Kutt Remix)
03 Karabine (The Uptown Felaz Remix)
04 Hooked On Swing (Daytoner Remix)
05 Apple Sauce (Dusty Remix)
06 Blow Your Horn (DJ Andy Taylor Remix)
07 Voodoo Juju (Frohlocker Remix)
08 Jitterbug (Tim McVicar Remix)
09 Get A Wiggle On (Suonho Remix)
10 Solitaire (Jazzy Gentle Remix)
11 Seaside Suicide (Herma Puma Remix)
12 You Better Run (Printempo Remix)

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Esquisse - (2012) Machines Infernales


Pense numa das coisas mais lindas que já ouvi na vida! Sim, para mim nada se iguala a beleza executada pela banda francesa e britânica de folk-jazz instrumental, Esquisse. Eis que em meio a tanta degeneração cultural e lixos produzidos pela indústria pop, surge uma flor de excelso perfume para purificar o ambiente de desolação. Mesclando inteligente e conscientemente a tradicionalidade da música folk com os audazes experimentos virtuosísticos do jazz, o grupo apresenta um resultado estético inusitado e deslumbrante. Canções extremamente bem compostas com estruturas espiraladas e cheias de voltas e reviravoltas de escalas de gigante bom gosto e beleza. A beleza salvará o mundo, e Machines Infernales (não descobri a posição do álbum na discografia da banda), com certeza é um exemplo perfeito dessa esperançosa sentença. Sanfona, clarinete e saxofone realizam uma dança de melodias entrecruzadas que beiram o êxtase místico da contemplação sonora. Uma obra dessa não pode ficar escondida para os bons apreciadores da música descente. Você vai me agradecer!

Esquisse - (2012) Machines Infernales:

01 Hopopup (Maraîchine)
02 Oxyde (Kost Ar C`Hoat)
03 Machines Infernales (Loudéac Premier Rond)
04 Belote (Baleu)
05 Rebelote (Loudéac Deuxième Rond)
06 Palms (Hanter Dro)
07 Vanilla (Scottich)
08 Tchou-Tchou (Rond Paludier)
09 Linda (Polka)
10 La Mort Du Roi (Mazurka)
11 Massacre À La Mojette

Deguste um fluxo (faixa Machines Infernales):



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quarta-feira, 22 de março de 2017

Brownout - (2012) Oozy


Os estadunidenses do Brownout jamais brincam em serviço. Não há nada produzido por estes camaradas que não seja coisa finíssima de alta qualidade. Oozy é o terceiro álbum dessa rapaziada e também o terceiro deles que posto por aqui. Comentários anteriores meus ainda valem aqui: "É a mesma pegada de antes já comentada muitas vezes aqui: balanço, swing, groove, batucada, experimentalismo, estética refinada, requintada e madura. É para os ouvidos cansados das poluições modísticas radiofônicas, e que buscam expandir suas mentes com sonoridades de coloridos mais vibrantes. [...] Latinicidades calientes, soul-funk, jazz, batucadas, virtuosidade, técnica e bom gosto abundantes". Oozy não dispensa experimentos com passagens e timbres mais pesados, que flertam descaradamente com o rock'nroll, e abrem caminho para o disco de dois volumes em homenagem ao Black Sabbath que veio logo depois. O terceiro trabalho do Brownout respeita os próprios elementos estilísticos já consagrados e procura incrementar com o melhor de influências ímpares. Escute!

Brownout - (2012) Oozy:

01 Flaximus
02 Stormy Weather
03 Ando Y Dando
04 I Won't Lie
05 Jpt
06 Oozy
07 Meter Beater
08 What You Did
09 Rub A Dub
10 Fs1
11 Poor You

Deguste um fluxo:



Groove e psicodelia em meio a natureza!



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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dopapod - (2012) Redivider


Dopapod é uma banda muito bacana. De tão bacana, vou para a terceira publicação de um trabalho dela por aqui. Sabe aquele tipo de música gostosa de se ouvir? Aquele tipo que flui com suavidade sem o menor problema, sem o mínimo esforço por parte do ouvinte em se manter atento e concentrado no que o artista apresenta? É claro que o Dopapod faz esse tipo de música. Música divertidíssima! Divertidíssima e tocada com esmero e virtuosidade técnica. Progressive rock cósmico e plástico, psicodélico e modernoso, experimental ao ponto de misturar até efeitos de trilhas sonoras de vídeo game para temperar loucamente de futurismo surrealístico seu som nada convencional. Redivider é o terceiro álbum do grupo. Esta bolachinha é a prova de que esses camaradas adoram se divertir ao fazer sua música e não estão nem aí para regras aprisionadoras de como tocar um determinado estilo musical. Elementos tradicionais do progressive rock mesclam-se abundantemente com efeitos eletrônicos, grooves porretas, experimentalismos cômicos, vinhetas brisantes e ficção científica. Imperdível de novo!

Dopapod - (2012) Redivider:

01 Build An Android
02 Braindead
03 Bubble Brain
04 Get To The Disc
05 Trapper Keeper
06 My Elephant Vs. Your Elephant
07 Ooze Weapon
08 Blast
09 Vol. 3 #86
10 STADA
11 Give It A Name
12 Fry The Gorillas
13 Weird Charlie

Deguste um fluxo:


Visite a página do artista: Dopapod

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Capela - (2012) Música De Cabeceira


O segredo de tanta beleza numa bolachinha tão simples é justamente sua mágica simplicidade. Duvido você não se envolver na doçura de melodias tão gostosas, delicadas, leves, flutuantes e apaziguadoras da alma. O primeiro trabalho da banda Capela, intitulado Música De Cabeceira, é um remédio para a alma feito em forma musical. Já disseram por aí que a música é o remédio da alma, e esse disco que lhe apresento hoje é uma prova mais do que concreta disso. A banda mescla em sua musicalidade elementos do folk music, samba, pop rock, tudo feito com uma elegância e profissionalismo que não deixam de resplandecer o apurado cuidado técnico na produção e a grande paixão dos músicos pela sua arte. Letras lindíssimas que dialogam com o melhor de nós que guardamos no coração; performance instrumental recheadas de arranjos cheios de brilho como num belo amanhecer ensolarado; tudo com aquela simplicidade que distribui sobriamente cada efeito na medida certa. Beleza e simplicidade definem perfeitamente este trabalho que é um dos mais belos feitos no Brasil. Lindo!

Capela - (2012) Música De Cabeceira:

01 Simples Assim
02 Rei De Mim
03 De Fato
04 Tiquetaqueando
05 Famoso Tempo
06 Eu Vi Que Quando
07 Versos Rasos
08 O Cando Da Sereia
09 When You Start You Shine?
10 Vou Me Embora Pra...
11 Espelho
12 O Farol

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Cabruêra - (2012) Nordeste Oculto


Falemos de um trabalho que integra numa criatividade fantástica, a eclética plasticidade pictórica que só as terrinhas nordestinas podem nos proporcionar. O quinto álbum dos paraibanos do Cabruêra é de fato uma viagem fantástica onde os simbolismos do casamento entre céu e terra se efetivam na concretude de ondas sonoras. Nordeste Oculto reúne regionalismos tradicionais com psicodelismos modernosos, poesia de cordel com metafísica transcendental, swing e groove deliciosos com ritmos tipicamente nordestinos. Canta a religiosidade popular com aquele sotaque único que só dá um tempero de maior originalidade e ambientação naturalista. Inclusive, o disco todo é de uma organicidade telúrica provavelmente proposital. Todos os elementos, desde os percussivos, cordas, teclados, a cítara de Alberto Marsicano como participação especial, e outros experimentalismos, formam um conglomerado imagético musical que desenham os coloridos borrados de terra de um nordeste mágico. Ouvi-lo é como adentrar numa experiência mística com trilha sonora de rituais dum Catimbó moderno. 

Cabruêra - (2012) Nordeste Oculto:

01 Jurema
02 Nordeste Oculto
03 Marujo Antigo
04 Beira Mar
05 Pena Dourada
06 Padre Cícero
07 Filhos Do Vento
08 Druidas Do Agreste
09 Chakra Terrestre
10 Aboio Indiano

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