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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Papa Grows Funk - (2003) Shakin'


Papa Grows Funk é uma banda de soul-funk de New OrleansLouisiana. Fundada pelo vocalista John "Papa" Gros no início de 2000, desenvolvendo-se a partir de uma série de jam sessions de segunda à noite dirigidas por Gros no Maple Leaf Bar de New OrleansGros convidava alguns amigos para tocar, e as jams improvisadas se tornaram um elo comum para um punhado de músicos, incluindo o guitarrista June Yamagishi, o saxofonista Jason Mingledorf, o baixista Marc Pero e o baterista Jeffery "Jellybean" Alexander, que agora compõem a formação do grupo. Em seu segundo álbum de estúdio Shakin', a experimentação continua firmemente enraizada na tradição do funk, sem medo de se aventurar no rockblues ou até mesmo em territórios mais pantanosos. Essas incursões fora da linguagem funk não são meros caprichos, mas composições totalmente desenvolvidas e tocadas com imaginação, zelo e maturidade. Temos aqui um daqueles trabalhos que é para você pegar sua cervejinha, ficar de boas no conforto de sua casinha e relaxar voando longe com as tecnicidades performáticas. ⭐

 Papa Grows Funk - (2003) Shakin':

01 Mutha Funk Ya'll
02 If I ...
03 Yakiniku
04 Fish-Eyed Fool
05 House Of Love
06 Say B'uh (I Jus' Playin)
07 Soul Second Line
08 Sit On This
09 Rat A Tang Tang
10 Slinky Snake
11 Shakin'
12 Big Wind
13 Soul Second Line (Reprise)

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terça-feira, 20 de julho de 2021

Youngblood Brass Band - (2003) Center: Level: Roar


Youngblood Brass Band não segue modelos prontos dentro do seu estilo; incendiário, assume a forma de uma banda de New Orleans e a transforma num hip-hop-punk cheio de groove. O grupo de dez integrantes de Madison, Wisconsin, libera seu fluxo intenso e criativo desde 1998. Youngblood Brass Band tem encabeçado inúmeras turnês nos Estados Unidos e no exterior. Center: Level: Roar é o seu terceiro álbum onde novos experimentos se desenrolam profissionalmente. A atenção conquistada levou a uma assinatura com a Ozone Music NYC, o revolucionário selo avant-hip-hop que introduziu os talentos poéticos de Saul Williams, Company Flow (El-P), Antipop Consortium, Lif, entre outros. O Youngblood Brass Band também engaja-se em frequentes trabalhos educacionais, parando em escolas e universidades para oferecer workshops sobre a história da música de New Orleans, a improvisação do jazz, a cultura do hip-hop e o impulso criativo. É através deste trabalho que Youngblood adquiriu status cult entre jovens músicos. Dançante, inteligente, autoconsciente e belo, assim define-se mais este trabalho do grupo. 🎺

Youngblood Brass Band - (2003) Center Level Roar:

01 To Come Together
02 Round One
03 Culture-Envy-War
04 Brooklyn
05 Diaspora
06 Human Nature Pt. 2
07 Thursday
08 The Movement
09 Avalanche
10 Nate McCavish Handbills For No Man
11 Camouflage
12 Is An Elegy
13 Under Your Influence
14 V.I.P.
15 ...And Leave Alone

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quinta-feira, 15 de julho de 2021

The Clinton Administration - (2003) One Nation Under A Re-Groove


The Clinton Administration é uma banda de jazz fusion centrada em torno do tecladista Robert Walter e o percussionista Chuck Prada, e trabalha com a grande ideia de reunir e desenvolver versões instrumentais de músicas dos excelentes Parliament e Funkadelic. Esta proposta bastante simples trouxe coisas que ficaram realmente empolgantes na execução. Walter reuniu a velha escola de Clyde Stubblefield (o baterista de James Brown nos anos 60, o baterista funk original) e Phil Upchurch (que tocou em incontáveis ​​sessões de blues, jazz e R&B, muitas durante o auge da Chess Records), e a nova escola com DJ Logic, Skerik e Melvin GibbsOne Nation Under A Re-Groove é primeiro álbum desse projeto e a lógica é a habitual musicalidade de bom gosto, adicionando sonoridades multicores e detalhes estilísticos em experimentalismos deliciosos sobre a pegada clássica das canções homenageadas. Um grande petardo do início ao fim, esse álbum repleto de vigor grooveiro fará com que traseiros se mexam como se um terremoto tivesse chacoalhado os alicerces dos esqueletos, rsrsrs. 😁

 The Clinton Administration - (2003) One Nation Under A Re-Groove:

01 One Nation Under A Groove
02 (Not Just) Knee Deep
03 Cosmic Slop
04 Flashlight
05 Bop Gun (Endangered Species)
06 Mothership Connection (Star Child)
07 Give Up The Funk (Tear The Roof Off The Sucker)
08 Up For The Downstroke
09 Chocolate City
10 Hit It And Quit It

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quarta-feira, 16 de junho de 2021

The RH Factor - (2003) Hard Groove


Roy Hargrove foi um trompetista estadunidense ganhador do Grammy que conviveu e trabalhou com muitos dos grandes homens do gênero. Com uma discografia abarrotada de clássicos, nem tudo era somente jazz para Hargrove, já que entre seus projetos paralelos está o experimentalista The RH Factor, com o qual ele lançou três álbuns. Hard Groove foi a primeira bolacha deste projeto tão interessante. Aqui se convoca o natural experimentalismo jazzístico mais o fluxo urbano do hip-hop e o calor, groove e swing dos ritmos funk e soul. A isto acrescente um desfile de colegas que colaboram nas diferentes faixas do álbum. Neste sentido, The RH Factor é um projeto com uma dinâmica semelhante a do Gorillaz em que os membros permanentes são o mínimo possível, dando lugar a que cada nova apresentação ou álbum seja um encontro aleatório de colaboradores. O resultado, como sempre, é uma mistura bastante interessante. Você pode ouvir canções como Pastor T, o fluxo imparável de Common Free Style, Poetry e a maravilhosa Forget Regret. A música deste grande projeto é puro sabor e tempero para a alma! 🎺

 The RH Factor - (2003) Hard Groove:

01 Hardgroove
02 Common Free Style
03 I'll Stay
04 Interlude
05 Pastor 'T'
06 Poetry
07 The Joint
08 Forget Regret
09 Out Of Town
10 Liquid Streets
11 Kwah-Home
12 How I Know
13 Juicy
14 The Stroke

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quinta-feira, 18 de março de 2021

Rogê - (2003) Rogê


Rogê é um músico brasileiro, carioca, e habilidosamente eclético e versátil. Sua musicalidade nos apresenta uma mistura profissionalíssima e divertida de samba rock, samba funk, forró, rock e pagode. Este álbum de 2003, autointitulado, é o segundo de sua discografia, e nele essas características estéticas são evidentes numa performance descontraída e técnica. Samba rock tocado com virtuosidade, com letras bacaníssimas, divertidas e numa produção caprichada. São doze faixas pesadas no swing, no groove, no molejo, na malemolência orgânica e espontânea que te faz naturalmente balançar a cabeça e querer cair na dança. Esse trabalho do Rogê é mais uma destas pérolas escondidas da música brasileira que a gente vai descobrindo sem querer querendo na multidiversidade artística da internet. É uma faixa melhor do que outra num disco transbordante de alegria, leveza e criatividade. Destaco aqui o poder do balanço ultra dançante da faixa Buá-Buá, que dita muito bem o ritmo e o brilho de toda a bolacha. Com certeza essa é mais um bolachinha que entrou na minha lista de melhores álbuns brasileiros de todos os tempos. 👍

 Rogê - (2003) Rogê:

01 Se Liga Aí
02 Caminhão
03 Kizumba
04 Tambor
05 Buá-Buá
06 Pássaro Maneiro
07 Minha Pressão
08 Fora Do Mapa
09 Beleza Rara
10 De Olho Nela
11 Japonesa
12 Pancada De Música

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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Honeymunch - (2003) Solon


Honeymunch é uma banda alemã proveniente da cidade de Duesseldorf e mais um dos talentos produzidos pela gravadora italiana especializada em acid jazz e afins, Irma Records. Este quinteto é conhecido por suas virtuosidades técnicas elaboradas numa mistura exuberante de jazz, funk e muitos breakbeats ao estilo música eletrônica; e tudo com uma prevalecente organicidade espontânea. Seu primeiro álbum intitulado Solon traz doze excelentes faixas repletas de elegância e destreza técnicas dignas de muita contemplação e admiração; uma das faixas também entrou para a trilha sonora da série televisiva americana Sex And The City. Em Solon o que mais me chamou a atenção foi a hipnotizante linha de bateria, que em batidas quebradas e distorcidas tipicamente jazzísticas e de influência do soul-funk, dão um tremendo toque especial aos desdobramentos melódicos de guitarra, teclado e baixo. Cada composição é uma viagem particular e única na qual vamos passando por paisagens meditativas e introspectivas turbinadas por uma sobriedade de elementos quase espirituais. Eu curti pra caramba!

Honeymunch - (2003) Solon:

01 Cascara
02 Solon
03 Succo
04 Recordalectro
05 Orbit
06 Burn
07 Dobbins
08 Urxa
09 Nord Lead
10 Sheva
11 Tipps & Tricks
12 Cascara (Remix)

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Capiozzo & Mecco - (2003) Whisky A Go Go


Desculpe-me leitor, mas não encontrei a capa do disco com uma resolução melhor, então teve de ser essa mesma aí. Vamos lá: Christian Capiozzo, conhecido como Chicco, nasceu em Cesenatico, Itália. Lendário baterista, compositor e produtor conhecido no meio musical pelas suas colaborações com músicos internacionais. Seu amor pela música o levou a abraçar os mais diversos estilos musicais com grande consciência e respeito pelo do soul, jazz, funk, afrobeat, world music, rock progressivo, e sempre reconhecível por dar um ótimo toque pessoal a esta miscelânea de influencias. Essa mistura é o motor que se vê presente em perfeitos designs super criativos e originais. Em 2001, forma com a organista Michele Guidi um projeto denominado Capiozzo & Mecco e gravou seu primeiro álbum intitulado Whiskey A Go Go, lançado em 2003 pela Irma Records na América, Japão e Europa. Doze faixas matadoras e uma música (Small Club) foi incluída na série de TV americana Sex And The City. Nos últimos anos Christian é descrito pelos críticos como um dos mais importantes bateristas da cena moderna europeia e internacional.

Capiozzo & Mecco - (2003) Whisky A Go Go:

01 Supa Road
02 Fa-Fa-Va Swing
03 Ju Ju
04 Spinning Wheel
05 Small Club
06 Whisky A Go Go
07 Mob Job
08 C.M.W.
09 The Howl
10 The Odd Couple - Vocal Version
11 The Odd Couple - Party Version
12 William's Style

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domingo, 29 de dezembro de 2019

The Butterfly Effect - (2003) Begins Here


Mais uma banda australiana para deixar este blog ainda mais lindo e maravilhoso. The Butterfly Effect é nome da empreitada. Os camaradas aqui fazem um som na linha progressiva alternativa meio Tool, meio Karnivool, meio Deftones, com melodia e melancolia, com peso e passagens viajantes e flutuantes. Begins Here é o primeiro álbum do projeto. Com uma alta dosagem de rock alternativo que se mescla singelamente com elementos do progressivo, o disco desenvolve-se sem pressa, numa aura ascendente, trazendo efeitos ambientais e expansivos em riffs cheios de simples progressões crescentes e melodias espaçosas. O trabalho guarda um ar tristonho e nostálgico, e um groove parafraseador de balanços dançantes que em certos momentos nos lembra o saudoso new metal. O disco é daqueles que conseguem desenhar paisagens oníricas em nossas mentes enquanto o escutamos; tipo passeios de carro numa bela estrada costeira. Se você estiver à toa e sem muito o que fazer num Domingo a noite silencioso e triste, esta bolacha pode ser uma ótima companheira junto com uma boa cerveja.

The Butterfly Effect - (2003) Begins Here:

01 Intro
02 Perception Twin
03 Consequence
04 One Second Of Insanity
05 Crave
06 Beautiful Mine
07 Filling Silence - Intro
08 Filling Silence
09 Always
10 Without Wings
11 Overwhelmed
12 A.D.
13 Outro

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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Easy Star All-Stars - (2003) Dub Side Of The Moon


Em fevereiro de 2003, o Easy Star All-Stars lançou um álbum de covers de The Dark Side Of The Moon, do Pink Floyd, intitulado Dub Side Of The Moon, uma reinterpretação completa em reggae do disco. Dub Side Of The Moon permaneceu no Billboard Reggae Charts desde o seu lançamento. Ele apresenta instruções sobre como sincronizar o registro com o Mágico De Oz, fazendo referência ao emparelhamento audiovisual, às vezes chamado de Dark Side Of The Rainbow. Banda versátil musicalmente (bebem do reggae, dancehall, ska e dub), agrupa a esta versatilidade um poderoso instrumental e vocais harmoniosos. Tudo muito bem arranjado e muito bem colocado. Quase cientistas musicais pois experimentam sonoridades pelo prazer de experimentar. Dub Side Of The Moon é a obra prima da banda. Inspiradíssimos, o disco é pedrada atras de pedrada. A banda fez turnê em mais de 30 países em 6 continentes, e tocaram em vários festivais importantes em todo o mundo. Tornaram-se um dos grupos de reggae mais bem sucedidos da atualidade. Esse é quase um disco clássico como o do Pink Floyd, rsrsrs.

Easy Star All-Stars - (2003) Dub Side Of The Moon:

01 Speak To Me - Breathe
02 On The Run
03 Time
04 The Great Gig In The Sky
05 Money
06 Us And Them
07 Any Colour You Like
08 Brain Damage
09 Eclipse
10 Time (Alternate Version)
11 Great Dub In The Sky
12 Step It 'Pon The Rastaman Scene
13 Any Dub You Like

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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Groundation - (2003) Hebron Gate


Oficina De Macacos: "[...] Groundation é a maior banda de reggae na ativa hoje! Originária de Sonoma, Califórnia, fazem como ninguém um reggae autêntico e inovador, mesclando jazz e blues ao reggae-raiz com letras argumentadas com dignas e respeitosas mensagens, além de harmonias impecáveis e performances espetaculares. Hoje, seria difícil comparar Groundation com alguma banda, os manos vão além, tocam numa sintonia como poucos. [...] Com turnês pelo mundo inteiro, já marcaram seu lugar no topo. Para se ter uma ideia, ícones atemporais do reggae como Apple Gabriel (Israel Vibration), Don Carlos, Cedric Myton (The Congos), Marcia Higgs e Ras Michael já participaram de alguns álbuns e estão sempre elogiando o trabalho da banda. O termo 'Groundation' significa o esforço para que todas as pessoas atinjam um mesmo nível, podendo assim educar e aprender uns com os outros, sem a presença de uma hierarquia. A banda foi fundada em 1998 por Harrison Stafford, Marcus Urani, e Ryan Newman. [...] - Hebron Gate é o terceiro álbum do grupo e certamente um dos mais famosos e adorados.

Groundation - (2003) Hebron Gate:

01 Jah Jah Know
02 Babylon Rule Dem
03 Silver Tongue Show
04 Weeping Pirates
05 Picture On The Wall
06 Something More
07 Hebron
08 Freedom Taking Over
09 Undivided

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

TM Juke - (2003) Maps From The Wilderness


Os fãs de Quantic e Bonobo possuem uma outra opção de artista para contemplar o trabalho. TM Juke, produtor de Brighton trouxe um álbum de estreia maduro e maravilhoso que segue o mesmo caminho que seus colegas beatmakers. Repleto de samples emocionantes e ritmos atmosféricos ininterruptos, mais influências do funk-soul e hip-hop, os vários elementos combinam-se cremosos na estruturação de Maps Of The Wilderness. Habilidades líricas relaxantes ajustam-se num caminho entre trechos vocais angélicos, sinos e uma dose de ambientações flutuantes. A atmosfera flui e transmuta-se em onirismos de ritmo lento que poderiam facilmente ser confundidos com Bonobo. Alice Russell aparece com sua elegância lírica para impulsionar canções como Knee Deep e Playground Games, num ritmo extremamente sensual e transcendente que mostra a elasticidade de produção de TM Juke. Com esta capacidade de cruzamento de gêneros e o simples fato de que ele cria incríveis surpresas sonoras, TM Juke é definitivamente um dos que entraram para a galeria atual de grandes beatmakers.

TM Juke - (2003) Maps From The Wilderness:

01 Knee Deep (Feat. Alice Russell & Jim Oxborough)
02 Just For A Day (Sunday)
03 Get It Together (Feat. Bread & Water)
04 Fast Asleep
05 Playground Games (Feat. Alice Russell)
06 Interlude
07 Map Two
08 Wilderness Kids (Feat. Rup)
09 In The Twilight
10 Form To Follow
11 Remember 99

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quinta-feira, 19 de abril de 2018

The Aggrolites - (2003) Dirty Reggae


Ao dar o play na primeira bolacha dos estadunidenses do The Aggrolites, a primeira e inevitável impressão é de que fomos transportados para os anos 60, lá para os primórdios do desenvolvimento do ska. Mas é claro que isso foi propositalmente orquestrado pela banda para a composição estética de Dirty Reggae. O título do álbum foi uma excelente escolha, não por ter-se aqui algo como um reggae sujo ou empoeirado, mas sim por representar o resgate de um estilo tradicional de se tocar ska e reggae. O espírito roots se fez presente e incorporou-se na produção e execução do trabalho; um acabamento ultra-orgânico, natural e sem qualquer preocupação com efeitos alienígenas, dita o majestoso tom em performance por todo o disco. Mantendo-se fiel ao estilo original do ska, Dirty Reggae vai tranquilo e descontraído, leve e suave na nave sonora, desdobrando simplicidade e alegria sem pretensões entusiásticas. Cada elemento é dosado na medida certa, nada de pressa e ansiedade, pois o resultado final é alcançado com a precisão milimétrica de pecinha por pecinha encaixada no ponto certo. Só no sapatinho sem perder a força! 

The Aggrolites - (2003) Dirty Reggae:

01 Hot Stop
02 Jimmy Jack
03 Black Lung
04 Keep It Cool
05 The Stampede
06 Money Hungry Woman
07  Put Your Weight On It
08 Pop The Trunk
09 Women's Rule
10 Burning Bush
11 Joe Grind
12 Reggae Wonderland
13 Lunar Eclipse
14 Dirty Reggae

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terça-feira, 6 de março de 2018

Skeewiff - (2003) Cruise Control


Não é novidade para os amantes da boa música que as terras inglesas são uma fábrica exportadora do melhor da música mundial. No rock e na música eletrônica podemos encontrar exemplos clássicos e modernos que influíram, e influenciam até hoje, muito do que é produzido musicalmente em todo o mundo. Acredito que isso não é diferente quanto ao trabalho da dupla de produtores britânicos Alex Rizzo e Elliot Ireland, do inspiradíssimo projeto Skeewiff. Minha audição desta bolacha de 2003, intitulada Cruise Control, a terceira da dupla, foi uma delícia sem tamanho; me surpreendi com a excelência eclética e o cuidadoso primor na combinação de elementos rítmicos múltiplos. Falo aqui de música eletrônica que desfila ligeira e sóbria por estilos como o house, big beat, dance, trip-hop, experimentalismos latinos e flertes atraentes com o soul-funk. Todos esses temperos compõem os malabarismos técnicos de Cruise Control. Para mim, é mais uma daquelas pérolas musicais que descobrimos avulso por aí sem querer querendo, e que acabam fazendo parte constante do nosso repertório de amores para toda vida.

Skeewiff - (2003) Cruise Control:

01 Prelude
02 Cruise Control
03 Nitty Gritty
04 Watermelon Man
05 Feelin' Fine
06 Theme From Dave Allen
07 Now I'm Livin' For Me
08 Pinstripe
09 The Bone - Part One
10 Overdrive
11 Shake What Ya Mama Gave Ya
12 Armageddon
13 Booty Shaker
14 The Bone - Part Two
15 Comin' Home Baby
16 Badinerie

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domingo, 12 de novembro de 2017

Bonobo - (2003) Dial 'M' For Monkey


Bonobo é o nome do projeto do DJ britânico, Simon Green. Já é um projeto famoso e adorado por muita gente. Aqui você encontra o melhor da música eletrônica relaxante e contemplativa. Eu já comentei um outro álbum dele por aqui, a obra prima Black Sands. Dial 'M' For Monkey é o segundo disco do artista. São nove faixas de entorpecimento viajante que nos conduz na manha do gato por enevoamentos abstrativos e perambulações rarefeitas duma musicalidade sem pressa de ser feliz, e sem a ansiedade de conclusões mais diretas. É uma compilação de experiências e combinações de beats que vão se amarrando naturalmente num fluxo que parece acompanhar o enredo orgânico da realidade. Uma trilha sonora para os momentos de reflexão e absorção da presença total na vida. O disco é leve, é suave, e tem um refinado desprendimento supra acalentador da alma. O estilo marcante de Bonobo é um entremeio de elementos essenciais do downtempo com as profundidades lúgubres do trip-hop; difícil não cair num estado de torpor e hipnose meditativa no andar da carruagem sonora. Boa viagem!

Bonobo - (2003) Dial 'M' For Monkey:

01 Noctuary
02 Flutter
03 D Song
04 Change Down
05 Wayward Bob
06 Pick Up
07 Something For Windy
08 Nothing Owed
09 Light Pattern

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domingo, 7 de agosto de 2016

Sleep Walker - (2003) Sleepwalker


Mais um disco que foi dificílimo para eu encontrar, e não só disco como também a capa dele, então, caro leitor, fiz o melhor possível e o resultado está aqui. Eu não queria essa capinha com um selo em cima, mas foi a única que achei com uma qualidade razoável para divulgação. No fim das contas, tudo valeu a pena, que disco maravilhoso! Este é o primeiro álbum dos japoneses do Sleep Walker, banda de Jazz que já passou por este Blog com o seu disco Into The Sun. Olha, é muito difícil resenhar um disco japonês de Jazz; eu, particularmente, não consigo ficar sem esbravejar vários elogios e puxa-saquismos sem fim, pois o negócio é incrivelmente muito bom. Composições, técnica, execução, produção e etc, tudo impecável! Sleepwalker, o primeiro trabalho do grupo, é como anunciado no selo de propaganda na capa, um disco espiritual que nos proporciona elevação e transcendência. Como sempre, vindo do Jazz japonês, beleza exuberante, técnica primorosa, elegância e refinamento, e ainda co-produzido pelo excelente grupo Kyoto Jazz Massive (outro que merece uma bela postagem por aqui). É isso aí!

Sleep Walker - (2003) Sleepwalker:

01 Ai-No-Kawa
02 Five
03 Ai-No-Umi
04 Time Voyager
05 Ressurrection
06 Nomadic Tribe
07 Life Is A Theatre
08 Elina

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O artista não possui página oficial, então, por gentileza, Siga o Fluxo !!!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Garaj Mahal - (2003) Mondo Garaj


Que tal um disco quente para aquecer seus ouvidos nestes dias tão frios? Pelo menos por aqui onde moro, o negócio tá de gelar o coco! Essa bolachinha é para aumentar a temperatura de qualquer ambiente invernal. Um jazz-fusion animal consubstanciado de muita virtuosidade e experimentalismo. Mondo Garaj é o primeiro álbum dos californianos do Garaj Mahal. Virei fã! Não sei nem por onde começar o meu comentário. Sei sim, que foi paixão à primeira ouvida. Que linha de batera cheia de repiques e viradas sensacionais, que linha monstruosa de baixo cheia de groove e dedilhados mirabolantes, que guitarras lindas e repletas de referências à música oriental indiana; são dedilhados espiralados que me lembram uma cítara. O todo de toda essa brincadeira forma uma textura complexa de grande beleza e extremo profissionalismo. São muitas as passagens belas, as técnicas executadas com precisão e destreza, e com lindas estruturas de composição combinadas com elegância, inteligência e bom gosto. Nossa, um dos melhores discos que já ouvi na vida! Sem exagero!

Garaj Mahal - (2003) Mondo Garaj:

01 Mondo Garaj
02 Hindi Gumbo
03 Be Dope
04 Junct
05 Poodle Factory
06 The Big Smack Down
07 New Meeting
08 Beware My Ethnic Heart
09 Madagascar
10 Gulam Sabri
11 Bajo
12 Milk Carton Blues

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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Naikaku - (2003) Wheel Of Fortune


Prepare-se para se impressionar ainda mais com a música japonesa contemporânea. Estamos somente engatinhando por este terreno nipônico, e aos poucos, as mais belas flores deste imenso jardim musical vão aparecendo, desabrochando-se e exalando seus deliciosos perfumes. É bem provável que, o que é novidade para mim neste momento, já o seja informação batida para um montão de outras pessoas, entretanto, o quão é saboroso experimentar esta sensação de apreciação de uma novidade. Assim me sinto ao escutar, escutar, e escutar muitas vezes o primeiro disco da banda NaikakuWheel Of Fortune. É difícil rotular o trabalho deles com o nome de algum estilo específico; são tremendamente versáteis e experimentais; vão passando por maquinações rockísticas progressivas, arranjos mirabolantes jazzísticos, e surubas melódicas espirais recheadas de contorcionismos técnicos. Metais solfejadores e hipnóticos mesclam-se à guitarras pesadas, baixos groovados e bateras em nebulosas quebradeiras. Sei que você é um leitor de bom gosto e não deixará passar desapercebida esta relíquia sonora!

Naikaku - (2003) Wheel Of Fortune:

01 Please!
02 In Short, You've Just Changed 'Point Of View', Don't You It's Only A Superficial Part, Right Modern Or Post-Modern We Don't Care. Go Home! Go Back To That Sea!
03 Memory
04 629 Items In Trash Can And Using 380.1mb. Want To Delete These Items
05 Crisis
06 Tiny Ego
07 Seven Menutes Squeezer
08 Hocus Pocus

Deguste um Fluxo (faixa Please!):


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domingo, 21 de junho de 2015

Retrofoguetes - (2003) Ativar Retrofoguetes!


Wikipedia, por gentileza, faça a cerimônia: "Retrofoguetes é uma banda instrumental brasileira formada por Rex (Bateria), Julio Moreno (Guitarra) e Morotó Slim (Guitarra). Nascidos nos primeiros anos da década de 70, os integrantes do Retrofoguetes cresceram mergulhados no universo pop dos quadrinhos, desenhos animados, cinema e seriados de TV. O que eles não sabiam é que tudo isso, juntamente com uma bagagem musical que inclui surf music, música circense, latin jazz, cocktail lounge, spy jazz, tango, swing jazz, polka e rockabilly, seriam os ingredientes que eles misturariam 30 anos depois nos temas instrumentais do grupo. Com participações em festivais por todo o país, o trio criado em 2002 é reconhecido como uma das mais conceituadas bandas instrumentais independentes do Brasil. O CD de estreia, Ativar Retrofoguetes! (2003, Monstro Discos), recebeu em 2004 a indicação ao prêmio Claro de Música na categoria de melhor Melhor Disco de Música Instrumental. [...]" - Divertido, dançante e contagiante; é quase impossível não lembrar das trilhas sonoras mirabolantes dos filmes do Quentin Tarantino, Rsrsrs!

Retrofoguetes - (2003) Ativar Retrofoguetes!:

01 Surf-O-Matic
02 As Concumbinas Mecânicas Do Doutror Karzov
03 Ativar Retrofoguetes!
04 Roswell
05 Asteróide Fantasma
06 Night Of Excess
07 O Início Do Espetáculo
08 As Criaturas Enjauladas Do Circo
09 O Espetáculo Continua No Circo Espacial De Moscou
10 O Carrossel Do Inferno
11 A Fantástica Fuga De Magnólia Pussycat
12 Lança-Chamas
13 O Fabuloso Doutor Pheto
14 Monga, Meu Amor
15 O Avanço Da Robótica
16 Andrômeda Não Responde
17 Warp
18 Leve-Me Ao Seu Líder
19 Tema Do Robô Gigante

Deguste um FULL Fluxo:


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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Dub Incorporation - (2003) Diversité


Contribuição do I Smoke Two Joints: "Pra quem nunca ouviu falar, Dub Incorporation (ou Dub Inc.) é uma banda de reggae francesa, formada em 1997. Entre vocais pesados, instrumentos musicais e efeitos eletrônicos, a banda é formada por 8 integrantes e tem a maioria de suas músicas cantadas em francês, sem deixar o inglês de lado em alguns refrões. Ao contrário do que parece pelo nome, a banda não restringe somente ao dub, e este não é sequer o estilo predominante em suas músicas. A mistura de estilos é grande, com vocais sempre presentes e mostrando a clara influência do rap e hip-hop na banda. [...]" Diversité é o pesadíssimo primeiro álbum do grupo. E ser pesadão é característica inerente da banda: ela traz letras politizadas cheias de denúncias, protestos, e versificações sobre nossos intermináveis conflitos mundiais; tem grooves nervosos para bombar em alto-falantes famintos de graves; e, naturalmente, muito balanço, muito molejo e rebolado esperto. Em particular, adoro o contraste dos vocais Hakim Meridja e Aurélien Zohou, um super grave e outro levemente ao  estilo cantos árabes. Show!

Dub Incorporation - (2003) Diversité:

01 My Freestyle
02 Visions
03 Life (Feat. Tiken Jah Fakoly)
04 Rudeboy
05 Murderer
06 Holy Mount
07 Galerer
08 L'Échiquier
09 I'n'I Soldier
10 Ecran Total
11 Diversité
12 See Di Youth

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Xploding Plastix - (2003) The Donca Matic Singalongs


Comecemos a semana de modo suave! Sem pressa, sem afobação, sem desespero, pelo Amor do Universo! Acautele-se, acalme-se e acalente-se com a bolacha que lhe trago hoje. Escolhi-a porque também quero estar numa relax, apesar da noite mau dormida e da correria burocrática logo cedo. Lembra-se do Xploding Plastix? Aquela dupla norueguesa de "experimentalismos eletrônicos-jazzísticos" que coincidentemente também publiquei numa Segunda-Feira aqui no Santería? Confira lá no Widget "Santos Em Louvação". Bem, hoje eu os trouxe de volta com seu segundo disco intitulado The Donca Matic Singalongs. Neste trabalho os Djs resolveram seguir um caminho diferente da proposta do primeiro disco, e as suas características arquitetações jazzísticas deram lugar a um experimentalismo mais flutuante e inebriante. Ainda temos aquela atmosfera sombria do Trip-Hop, entretanto, menos carregada e um pouco mais alegre e nostálgica. Também é um álbum com menos quebradeiras e distorções perturbadoras. A intenção aqui é completamente outra, é um disco mais suave e típico para viagens psiconáuticas.

Xploding Plastix - (2003) The Donca Matic Singalongs:

01 Donca Matic
02 Geigerteller
03 The Cave In Proper
04 The Snarling Amble (Feat. Eek & Mouse)
05 Sunset Spirals (Feat. Sarah Cracknell)
06 Tripwire
07 One Bullet Fits All
08 The Famous Biting Guy
09 Dizzy Blonde
10 Cashmere Tarmac
11 Huncher

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