terça-feira, 27 de junho de 2017

Hidden Orchestra - (2010) Night Walks


Do site Last.fm: "Hidden Orchestra é um grupo de jazz eletrônico de Edimburgo. Seu álbum de estreia, 'Night Walks', foi lançado em setembro de 2010. O grupo era conhecido anteriormente como Joe Acheson Quartet. Além do jazz, usam elementos psicodélicos, do pop, reggae, e hip-hop. Improvisam com sons naturais e combinam com efeitos eletrônicos para deixar suas músicas com tons mais energéticos e emocionais. O álbum de estreia teve sucesso por toda a Europa, assim sendo o 'Álbum do Mês' na BBC Radio 1 e foi listado pela iDJ’s como um dos melhores álbuns de 2010. Hidden Orchestra foi eleita pela Radio Scotland como uma das maiores bandas de jazz da Escócia de todos os tempos. Em novembro de 2010, tocaram pelo Reino Unido e no ano seguinte seguiram para uma turnê na Europa, passando por 12 países. [...]" - Perfeito para as almas introvertidas que têm a contemplação como ferramenta de diálogo com o espírito. Cada faixa é um desdobramento sereno de exercícios experimentais introspectivos. Impossível não sentir o sabor passional de composições que te convidam a fechar os olhos e viajar para dentro.

Hidden Orchestra - (2010) Night Walks:

01 Antiphon
02 Dust
03 Footsteps
04 Out Of Nowhere
05 Stammer
06 Strange
07 Orchestra The Windfall
08 Tired And Awake
09 Undergrowth
10 Wandering

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Floex - (2011) Zorya


Já faz parte do repertório da sabedoria popular a noção de que só se é feliz quando não se sabe que está sendo. Se você parar para pensar sobre a felicidade neste instante, ela fugirá de você. Nunca pense nela e ela estará sempre presente no que consideramos ser os bons momentos da vida; mesmo os mais simples, e, geralmente, ela se encontra mais nestes simples momentos. E por que desta reflexão filosófica fajuta aqui? Simplesmente porque este segundo disco do projeto Floex do DJ tcheco Tomás Dvorák, intitulado Zorya, marcou um período muito especial da minha vida, sem eu saber que era especial. O álbum tornou-se uma espécie de fotografia sonora dum momento feliz; sua música congelou na minha consciência uma nostálgica alegria extática com retumbantes poderes catárticos. É só eu escutar esta bolacha que imediatamente sou transportado para um tempo de aparente liberdade, segurança e prazer. Um tempo de batata Ruffles, cerveja e beijinhos da minha namorada (hoje minha esposa). Zorya é música eletrônica downtempo que te faz viajar mais que qualquer pastilha de LSD.

Floex - (2011) Zorya:

01 Ursa Major
02 Casanova
03 Blow Up
04 Precious Creature
05 Forget-Me-Not
06 Veronika's Dream
07 Perlin Noise
08 Petr Parler
09 Nel Blu
10 Mecholup
11 Zorya Polunochnaya

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terça-feira, 13 de junho de 2017

Skalpel - (2005) Konfusion


Skalpel é um projeto jazzístico eletrônico da dupla de DJ's poloneses Marcin Cichy e Igor Pudlo. Sua música é uma fusão de jazz clássico na pegada anos 50, 60 e 70 com vistosos e flutuantes efeitos eletrônicos. Apesar dessa mistura e experimentalismo, a dupla consegue produzir um som com qualidades bem orgânicas e naturais; o resultado final de suas montagens soa como uma legítima banda de jazz tocando ao vivo. É uma música downtempo super atmosférica e ambiental que nos lembra os trabalhos de artistas como The Cinematic Orchestra e DJ Shadow. Konfusion é o seu segundo álbum, e nele, como o próprio nome metaforicamente alude, fundem-se miríades de elementos e efeitos sintéticos artificiais aos rústicos desenvolvimentos daquele jazz de raiz. Cada novo elemento é introduzido com extrema delicadeza e precisão técnica, dissipando assim, qualquer aresta dissonante ou exagero estético que viesse ficar aparentemente fora do lugar. Sua ambiência é soturna e noturna; parece uma trilha sonora noir para adentrarmos pesadelos surrealísticos temperados de expressionismo alemão. Siga o fluxo!

Skalpel - (2005) Konfusion:

01 Shivers
02 Flying Officer
03 Long Distance Call
04 Hiperbole
05 Deep Breath
06 Konfusion
07 Test Drive
08 Wooden Toy
09 Split
10 Seaweed

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terça-feira, 6 de junho de 2017

Lettuce - (2008) Rage!


Por mais de duas décadas, Lettuce, banda estadunidense, trouxe uma nova vitalidade ao funk clássico, combinando seus grooves suaves e espirituosos com urgentes inspirações do hip-hop. Musicalidade excepcional marcada por improvisações cheias de estilo são elementos essenciais de sua alquimia sonora. Composta por Adam Deitch na batera, Adam Smirnoff e Eric Krasno nas guitarras, Erick "Jesus" Coomes no baixo, Neal Evans no teclado, Nigel Hall no teclado e vocais, Ryan Zoids no saxofone, e Eric Bloom no trompete, essa mini orquestra exibe sua competência técnica em performances que contagiam de alegria seu público. Rage! é a segunda paulada de estúdio dessa rapaziada. Eis uma bolacha repleta de brilho e personalidade, e que com grooves bombados e vigorosos, levantam qualquer defunto! Cada faixa trás uma ferocidade arrebatadora nas batidas, numa pegada quente cheia de força e vontade; os metais são impactantes, causando choques rítmicos em cada marcação certeira; teclados, guitarras e baixão criam aquela ambientação malemolente que nos acaricia e seduz. Gostoso demais!

Lettuce - (2008) Rage!:

01 Blast Off
02 Sam Huff's Flying Rage Machine
03 Move On Up
04 King Of The Burgs
05 Need To Understand
06 Last Suppit
07 Dizzer
08 Makin' My Way Back Home
09 Salute
10 Speak Ez
11 Express Yourself
12 Relax
13 By Any Schmeeans Necessary
14 Mr. Yancy

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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Antibalas - (2005) Government Magic EP


A banda possui apenas doze integrantes. Esse pouquinho de gente deve dar um trabalhão na hora de dividir o cachê. Imagine a burocracia na divisão de direitos autorais! Entretanto, não é isso que chama a atenção para este grupo mais do que visitado aqui no Santería, e sim o fato dele formar a linha de frente do atual afrobeat mundial. Antibalas, banda estadunidense, nascida do Brooklyn, nem parece originária das terras do Tio Sam, pois o swing, o groove, aquela pegada de sangue africano, transborda alucinadamente em cada canção desse time de dez pessoas brancas e apenas dois negões; não que de fato isso faça uma grande diferença na execução do trabalho, mas estamos geralmente acostumados a ver essa naturalidade sonora mais nos tradicionalíssimos grupos de afrobeat africanos. Aprenderam direitinho as lições dos mestres! Government Magic é um EP de suculentas cinco faixas, onde a banda desfila um ensaio do melhor que constantemente oferece em seus grandiosos álbuns de estúdio. Elegância afrobeatística aqui flui suave e marota para o nosso deleite.

Antibalas - (2005) Government Magic EP:

01 Go Je Je
02 Government Magic
03 Out With The New In With The True
04 Che Che Cole (Makossa)
05 Dub Je Je

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Afrodizz - (2011) From Outer Space


O que mais falar de um disco de afrobeat? Sempre acabo por me repetir exaustivamente nos meus comentários. Não me lembro de ter ouvido algo de ruim dentro deste gênero. Parece que para aqueles que respeitam as regras e limites do próprio gênero, seguindo mais ou menos as lições estruturais de seu estilo, sempre acabam acertando no resultado da fórmula desenvolvida pelos mestres nigerianos. Aqui falo da banda canadense Afrodizz, discípulos fiéis da arte brotada das terras férteis da mamãe África. From Outer Space, o terceiro álbum da banda, é mais outra das indispensáveis bolachinhas já comentadas por aqui. Eu sei, você gosta do balanço, do molejo danado, daquela batucada marota que hipnotiza o corpo, e da fluidez progressiva que adentra sua alma, incendiando-a de alegria estética sonora. From Outer Space vem como que do espaço exterior para arremessar-se meteoricamente em nosso cotidiano com sua luz das estrelas siderais musicais. Noves faixas habilitam-se para habitar seu recinto por mais ou menos cinquenta minutos e fazer do seu dia um pouco mais cheio de luz. Vá lá!

Afrodizz - (2011) From Outer Space:

01 Intro
02 Suspect
03 Arrival
04 Lethal Venom
05 Flow
06 Joe And Sugar
07 Wanna See
08 Future
09 You Will Be Back

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Esquisse - (2012) Machines Infernales


Pense numa das coisas mais lindas que já ouvi na vida! Sim, para mim nada se iguala a beleza executada pela banda francesa e britânica de folk-jazz instrumental, Esquisse. Eis que em meio a tanta degeneração cultural e lixos produzidos pela indústria pop, surge uma flor de excelso perfume para purificar o ambiente de desolação. Mesclando inteligente e conscientemente a tradicionalidade da música folk com os audazes experimentos virtuosísticos do jazz, o grupo apresenta um resultado estético inusitado e deslumbrante. Canções extremamente bem compostas com estruturas espiraladas e cheias de voltas e reviravoltas de escalas de gigante bom gosto e beleza. A beleza salvará o mundo, e Machines Infernales (não descobri a posição do álbum na discografia da banda), com certeza é um exemplo perfeito dessa esperançosa sentença. Sanfona, clarinete e saxofone realizam uma dança de melodias entrecruzadas que beiram o êxtase místico da contemplação sonora. Uma obra dessa não pode ficar escondida para os bons apreciadores da música descente. Você vai me agradecer!

Esquisse - (2012) Machines Infernales:

01 Hopopup (Maraîchine)
02 Oxyde (Kost Ar C`Hoat)
03 Machines Infernales (Loudéac Premier Rond)
04 Belote (Baleu)
05 Rebelote (Loudéac Deuxième Rond)
06 Palms (Hanter Dro)
07 Vanilla (Scottich)
08 Tchou-Tchou (Rond Paludier)
09 Linda (Polka)
10 La Mort Du Roi (Mazurka)
11 Massacre À La Mojette

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