segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

New Jersey Kings - (1995) Stratosphere Breakdown


No segundo trabalho de estúdio intitulado Stratosphere Breakdown dos camaradas do New Jersey Kings, podemos atestar que capricharam um pouco mais na capa do disco, rsrsrs. Como dito anteriormente numa outra postagem aqui sobre o New Jersey Kings, o grupo possui como líder o senhor James Taylor, cuja experiência nos paranauês do acid jazz nos obriga a ouvir toda sua excelente discografia. A bolacha carrega o selo da Acid Jazz Records, então, tenha respeito, pois a apreciação estética está garantida. O álbum é de 1995 e ainda traz o vigor e a atualidade dum ritmo universal: o jazz. A pegada é aquela bem orgânica onde cada linha instrumental está bem clara e límpida, potente e arrebatadora, e também fazendo incursões audazes nas praias do jazz fusion e soul funk. Aos apreciadores, eis mais um prato cheio de solos de saxofone, flauta e teclado Hammond. Fantásticos e ardentes dedilhados em melodias multicoloridas emergindo de linhas progressivas sobre uma base firme e carimbada no groove. Uma bolachinha especial para você começar bem a sua semana neste mundo cada vez mais distópico.
 
New Jersey Kings - (1995) Stratosphere Breakdown:

01 Dream Waves
02 On Or Off
03 Green Screen
04 Smokin'
05 Les Joies De L'Amour
06 Stoned On Denmark Street
07 Super Seven
08 Stratosphere Breakdown

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domingo, 7 de fevereiro de 2021

Electro Deluxe - (2010) Play


Electro Deluxe é um grupo francês que mistura jazz, funk e hip-hop com influências que vão de Herbie Hancock à Buckshot LeFonque via Meshell Ndegeocello. Apesar do "electro" no nome, a sonoridade da banda é genuinamente 100% orgânica e qualquer efeito eletrônico passa despercebido em micro detalhes em passagens esporádicas. Elementos eletrônicos eram mais presentes no primeiro álbum da banda, Stardown. Play é o terceiro extraordinário álbum do grupo, e que desta vez veio recheado de participações especiais dando uma vivacidade orgânica ainda muito maior a sua sonoridade. A virtuosidade instrumental está claramente garantida em certeiros malabarismos técnicos dignos de quem se influencia pelo jazz. São quatorze faixas de estupendo acabamento estético distribuídas em músicas com  participações especiais que cantam de hip-hop à inebriantes acid jazz, e, minhas outras favoritas, músicas totalmente instrumentais que desfilam habilidades melódicas multicoloridas. Pode chegar chegando nesta preciosidade e dar o play, pois tenho certeza de que é diversão garantida para este seu Domingo!

 Electro Deluxe - (2010) Play:

01 Play
02 Please Don't Give Up [Feat. Ben l'Oncle Soul & HKB Finn]
03 Black And Bitter [Feat. James Copley]
04 California
05 Between The Lines [Feat. Ben l'Oncle Soul & 20Syl]
06 Let's Go To Work [Feat. Gaël Faye & James Copley]
07 Mousse
08 Where Is The Love [Feat. Ben l'Oncle Soul]
09 Old Stuff
10 Fine [Feat. NYR]
11 Talking About Good Love... [Feat. NYR]
12 ...Talking After Good Love [Feat. NYR]
13 Chasseur De Têtes
14 Sorry [Feat. NYR]

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Simone Mazzer & Cotonete - (2017) Simone Mazzer & Cotonete


Jornal Do Brasil: "De um lado uma cantora de voz potente, visceral com o que escolhe cantar (sobretudo no palco) e cujo surgimento na cena musical foi muito festejado. Do outro lado, oito instrumentistas franceses que, dez anos atrás, uniram-se para jam sessions e acabaram formando um grupo devotado ao jazz, funk e ao laid back. A cantora em questão é Simone Mazzer, laureada em 2016 com um Prêmio Da Música Brasileira na categoria Revelação e indicada também na categoria Cantora Pop-Rock. E o grupo é o Cotonete, que, sem falsa modéstia e certo bom humor, se apresenta como a melhor banda de jazz-funk dos anos 70 no século XXI. E o encontro entre esses dois nomes resulta num disco diferente daquilo que ambos já fazem – e do que se esperava de Mazzer, sobretudo. Suingado, dançante e  também dolorido e apaixonado. [...] O álbum resulta numa declaração de amor (e de filiação) ao suingue da música negra que sacode o planeta de meados dos anos 70 para cá. É vintage sem ser datado. Saudosista sem ser retrógrado. Um álbum que tem tudo para cativar quem se interessa pelo que é feito hoje em matéria de música no mundo. É apurar os ouvidos e aumentar o volume no som".

Para ler a resenha inteira, entre neste link: Jornal Do Brasil

Simone Mazzer & Cotonete - (2017) Simone Mazzer & Cotonete:

01 Se Você Pensa
02 Je Dois M'En Aller
03 Pipoca Moderna
04 Kriola
05 L'Amour À La Plage
06 É Que Nesta Encarnação Eu Nasci Manga
07 Eu Bebo Sim
08 Comment Te Dire Adieu
09 Bachelorette
10 Onda

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

The Budos Band - (2020) Long In The Tooth

 
Comentário do site Original Pinheiros Style: "Os nova-iorquinos da Budos Band acabam de lançar o mesmo disco pela sexta vez. Mas calma aí, meu caro entusiasta do som da banda; isso não é necessariamente uma crítica. Bom, de certa forma, é. O que não significa que o conteúdo aqui seja fraco. Au contraire, o sexto episódio da série da trupe de músicos do Brooklyn que fritam em instrumentos e estúdios 100% analógicos é tão vigoroso quando os anteriores, e isso é um sopro de frescor (com o perdão da metáfora mal utilizada, já que metade do combo faz uso de instrumentos de sopro) num pós-mundo em que é cada vez mais difícil ver - e ouvir - esse estilo de som. Long In The Tooth traz onze faixas instrumentais (praxe da Budos), hipnóticas, de pique cinematográfico, cheias de metais, moogs, guitarras e linha de baixo marcando a porra toda, do fim ao início. O sistema de gravação segue analógico, e o som da Budos segue reverenciando os anos 70. Ouve aí, e vê se faz sentido" - Sim, meu camarada, o som dessa rapaziada do groove soturno continua com o mesmo tradicionalismo de sempre e sempre muito bom. Vale a pena!
 
The Budos Band - (2020) Long In The Tooth:

01 Long In The Tooth
02 Sixth Hammer
03 Snake Hawk
04 Dusterado
05 Silver Stallion
06 Haunted Sea
07 The Wrangler
08 Gun Metal Grey
09 Mierda De Toro
10 Budonian Knight
11 Renegade

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Ed Motta - (1997) Manual Prático Para Festas, Bailes E Afins - Vol. 1


80minutos: "Eduardo Motta [...] é um cantor, compositor e produtor musical carioca que é sobrinho do também cantor Tim Maia e primo do cantor Léo Maia. Teve sua voz reconhecida, como a 39ª, entre As 100 Maiores Vozes Da Música Brasileira pela Rolling Stone Brasil. Carioca, desde pequeno ouvia música disco, soul e funk, inclinando-se mais tarde para o rock, de que tornou-se profundo conhecedor na época. Participou como vocalista da banda Kabbalah, de hard rock, com influências de Deep Purple, Black Sabbath e outras bandas dos anos 70. [...] Ainda na adolescência abandona os estudos para dedicar-se à música, agora fascinado pela música negra. Foi DJ e produziu o fanzine 'Curto Circuito' sobre o assunto, até conhecer, em meados dos anos 80, o guitarrista Luiz Fernando Comprido, com quem mais tarde formou o 'Expresso Realengo', mais tarde rebatizado como Conexão Japeri, e gravou o primeiro disco, em 1988. [...]" -  Manual Prático Para Festas, Bailes E Afins - Vol. 1 é o quarto álbum do Ed Motta, e apesar do próprio cantor não gostar muito dele, é, de fato, um disco maravilhoso de acid jazz brasileiro!

Para ler uma resenha mais bem elaborada e detalhada, visite o site: Discos Essenciais.

Ed Motta - (1997) Manual Prático Para Festas, Bailes E Afins - Vol. 1:

01 Daqui Pro Méier
02 Vendaval
03 Fora Da Lei
04 Lustres E Pingentes
05 Birinaite
06 Por Você Ser Mais
07 Como Dois Cristais - Música Incidental Jah Dread
08 A Flor Do Querer
09 Dias De Paz
10 A Loja Do Subsolo
11 Luna E Sera
12 Mentiras Fáceis
13 Falso Milagre Do Amor
14 Quais Serão Meus Desejos?
15 Cartão De Visita
16 Falso Milagre Do Amor (Versão Metais Em Brasa)

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Soul Jazz Unit - (2013) Old School Recipes


O trio italiano Soul Jazz Unit nasceu em 2012 a partir de uma ideia do guitarrista e produtor Pierluigi Masciarelli que, junto com Emiliano Pari (órgão Hammond e voz) e o baterista Marcello Surace, deu início a este projeto musical fundindo a linguagem do jazz com o rhythm & blues, gospel e funk. Durante os primeiros shows, a banda se concentra principalmente em adquirir um som original, arranjando padrões retirados do repertório do soul-jazz dos anos 60: mestres como Cannonball Adderley, Horace Silver, Grant Green, Wes Montgomery, Jimmy Smith, Lonnie Smith, Jack Mcduff, George Benson e Sonny Stitt. Após o lançamento de seu primeiro álbum em 2013, Old School Recipes, com a Irma Records, o trio continua seus shows em clubes e festivais italianos, incluindo Atina Jazz em julho de 2014. Old School Recipes é o mais puro refinamento técnico e virtuosístico. Num econômico minimalismo de integrantes e instrumentos, o álbum nos apresenta uma sequência de dez faixas maduras e sóbrias, com improvisos refletindo a alta experiência dos músicos e a paixão pelos memoráveis clássicos do jazz.

 Soul Jazz Unit - (2013) Old School Recipes:

01 Pentatonic
02 Shark Tale
03 Welcome To Florida
04 Love Having You Around
05 Your Is The Light
06 Need Your Funk (Feat. Franco Marinacci)
07 Red Barón (Feat. Eric Daniel)
08 Afro (Feat. Franco Marinacci)
09 Rhymecar
10 Summertime

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Jamiroquai - (1999) Synkronized


Novamente neste mês, começo com uma postagem de entrada com o excelente grupo britânico de acid jazz, Jamiroquai. Um dos mais famosos e melhores do estilo. A virtuosidade técnica e a belezura estética estão sempre presentes nos seus trabalhos executados com acabamentos primorosos e criatividade eclética. Synkronized é o seu quarto álbum e o meu favorito; apesar dele não ser o mais aclamado. Percebe-se aqui uma transição de elementos que já vinham sendo trabalhos em Travelling Without Moving, como a incorporação de efeitos eletrônicos unidos à organicidade dos dois primeiros discos. Este é um álbum onde sentimos uns grooves mais bombadões, umas pegadas mais rock'n'roll, e uma ambiência pujante de danceterias e clubes noturnos. Só a música de abertura, Canned Heat, já nos dá vontade de sair correndo dando piruetas e malabarismo corporais para todos os lados. O ritmo vibrante, brilhante e dançante é mantido com maestria por todo o desenrolar da bolacha, e alguns outros momentos de viagens brisantes complementam com delicadeza e introspecção reflexiva um álbum inesquecível.

 Jamiroquai - (1999) Synkronized:

01 Canned Heat
02 Planet Home
03 Black Capricorn Day
04 Soul Education
05 Falling
06 Destitute Illusions
07 Supersonic
08 Butterfly
09 Where Do We Go From Here?
10 King For A Day
11 Deeper Underground

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Supersônico:


Rei por um dia:


E minha música favorita desses camaradas:


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