quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Adebisi Shank - (2014) This Is The Third Album Of A Band Called Adebisi Shank


Não sei quanto a você, mas pessoas como eu, que adoram experimentalismos simples, brincalhões e cheios de energia na música, ao se defrontarem com trabalhos como o dos camaradas do Adebisi Shank, encontram um banquete dos mais formosos e excitantes. Não estou falando exatamente de um trabalho cheio de virtuosidades progressivas e malabarísticas, mas, de uma bolacha que mesmo com seus minimalistas requintes técnicos, tende a enfatizar alegria, vigor e descontração. O math rock geralmente é assim: humor ácido, técnica apurada e virilidade performática. This Is The Third Album Of A Band Called Adebisi Shank é mais uma maravilhosa expressão do exercício de se fazer música com amor. Sabe quando você faz algo porque gosta muito? É isso. Os discos do Adebisi Shank nos comunicam isto: tocamos porque gostamos pra carOlho! Neste terceiro trabalho, podemos ouvir uma continuidade do estilo apresentado em suas bolachas antecessoras, no entanto, com um acabamento mais polido nos detalhes e execuções de escalas digressivas, e dessa vez com grandes inserções eletrônicas.

Adebisi Shank - (2014) This Is The Third Album Of A Band Called Adebisi Shank:

01 World In Harmony
02 Big Unit
03 Turnaround
04 Mazel Tov
05 Thundertruth
06 Sensation
07 Chaos Emeralds
08 Voodoo Vision
09 (Trio Always)

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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Father Figure - (2014) Heavy Meddlers


Hoje não temos um disco especificamente de math rock, embora vários elementos contidos neste trabalho nos remeta ao estilo. A banda nova-iorquina Father Figure já apareceu por aqui numa outra ocasião com o seu primeiro álbum; dê uma conferida lá nas tags. O som desses camaradas é uma beleza só de originalidade e espontaneidade. A fusão de estilos musicais virtuosísticos diversos aqui se confluem numa substância única e bem consistente. O abstracionismo do jazz, a técnica polida e performática do rock progressivo, e um lirismo melódico com brisas ora fortes, ora suaves, fluem serenos num amálgama plástico de sonoridades expansivas. Heavy Meddlers é o segundo disco do grupo, um tanto diferente de seu antecessor, entretanto, ainda trazendo muitas características originárias da personalidade da banda. As canções possuem estruturas elegantes e delineamentos vigorosos, imponência sóbria e desencadeamentos rítmicos plenos de convicção. Lindas linhas de guitarras: poéticas, evanescentes, flutuantes, e ainda sim, potentes, graves, arrebatadoras. Um grande disco!

Father Figure - (2014) Heavy Meddlers:

01 March Of The Rare Bird
02 The Fault Line
03 Bolt From The Blue
04 Schizophrenzy
05 Undercover Magister
06 Ascension
07 Malingerer
08 Constructal Law

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Axes - (2014) Glory


Particularmente tornei-me um aficionado degustador de math-rock. Identifiquei-me em absoluto com este tipo de se fazer um bom rock. Junta-se simplicidade estrutural com virtuose técnica, uma atitude punk com a maturidade e sofisticação dum rock-progressivo, e experimenta-se bastante brincando despojadamente com as mais repletas possibilidades das linhas melódicas disponíveis. E quase sempre de preferência todo instrumental. Como a música consegue ser tão eloquente sem precisar de palavras! É nessa brisa que viajo hoje em dia. Os britânicos do Axes em seu segundo álbum, Glory, trazem a tona toda a qualidade objetiva desses meus comentários introdutórios. Glory é um espelho perfeito de tudo de bom que já ouvi até o momento do gênero. Tempera bem com elegância e refinamento características hardcore numa dialética de guitarras pesadas e angelicais. O essencial dum math-rock de responsabilidade é aqui transmitido com cristalina eficácia estética: é belo e rústico; técnico e objetivo; contemplativo e extrovertido ao mesmo tempo; intempestivo e planador de espaços estratosféricos. 

Axes - (2014) Glory:

01 The One
02 Glory
03 Monster
04 Real Talk
05 Junior
06 Chun Fai Pang
07 Ogygia
08 Plan Américain
09 Your Two
10 Your Three

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sábado, 15 de setembro de 2018

Jardín De La Croix - (2011) Ocean Cosmonauts


Banda de altíssima qualidade e excepcional exuberância técnica. Sim, começo já puxando o saco para valer, porque de fato, o disco que lhe apresento hoje é um daqueles que são bonitos demais da conta e muito raramente você o encontra por aí. Entretanto, como você é um leitor assíduo do Santería, não deixará de acrescentar mais este tesouro na sua coleção de novas audições. Jardín De La Croix é uma banda espanhola da cidade de Madri que faz uma sonzeira danada cheia de estilo e elegância ao misturar com virtuose e profissionalismo, o melhor do rock progressivo com o contemporâneo math rock. Lindíssimas músicas instrumentais, longas com estruturas bem compostas, com melodias digressivas audazes e refinadas, fazem parte do repertório dessa sua primeira bolacha intitulada Ocean Cosmonauts. Um trabalho vibrante e energético, e ao mesmo tempo, pincelado com sutilezas rarefeitas que harmoniza o sublime etéreo ao poder telúrico do rock pesado. É uma daquelas bolachinhas que quando você sente e entende a pegada, se envolve, se entrega e não quer parar de ouvir.

Jardín De La Croix - (2011) Ocean Cosmonauts:

01 Blacksnout Seasnail
02 Vostok
03 Island Of Atlas
04 Maelstrom
05 Challenger
06 Math Of Vortex
07 Caronte
08 Japanese Rockets

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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Noxious Foxes - (2013) Epochalypso


No momento não tenho mais a mínima paciência para brincar com uma banda, embora, se caso essa paciência de repente surgisse de novo, é muito provável que eu só aceitaria propostas de projetos que estivessem de acordo com o que é feito aqui nesta bolacha que lhe apresento hoje. Epochalypso é o terceiro álbum da banda de math rock estadunidense, Noxious Foxes. É aquela pegada maluca de sempre: linhas rítmicas super quebradas e alucinantes, melodias virtuosísticas em digressões progressivas, e experimentalismos estruturais cheios de improvisos. Em Epochalypso, as misturas e estonteantes combinações estéticas dançam despirocadas em espiraladas distorções e contorcionismos rítmicos-abstratos; torcem e se retorcem em variações ora harmônicas, ora cacofônicas ao estilo jazzístico avant-garde. Não é um trabalho de audição fácil para quem não está habituado a sonoridades mais experimentais, mas altamente recomendado para quem já provou e gostou daquelas lambanças performáticas frankzappatianas, e aqui com um enorme toque de rock surreal contemporâneo.

Noxious Foxes - (2013) Epochalypso:

01 The Boy George Michael Jackson Browne Note
02 Absinthe Makes The Heart Grow Fondue
03 Day By Bidet
04 Neanderthong
05 Motöcroissant
06 Hollywouldn't
07 Chasing Tail
08 Guggenhymen

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Mutiny On The Bounty - (2015) Digital Tropics


Eis o tipo de música que mais gosto ultimamente. De preferência instrumental, criativa, eclética e abstrata. Chapada de virtuosismo técnico, experimentalista com digressões progressivas e matemáticas. Ambiental, contemplativa, plástica sem compromissos explícitos e rigorosos com um determinado estilo. Enfim, música livre. Nesse caso, muito se pode ser dito da musicalidade do Mutiny On The Bounty, banda de math-rock de Luxemburgo. As características ditas acima cabem todas aqui, e assim é a descrição exata do som da banda. Digital Tropics é o terceiro álbum do grupo e nele encontramos uma variedade excepcional de combinações melódicas e experimentos sóbrios. O disco tem uma unidade estética bem esclarecida; as bases mantêm-se sempre bem coerentes e coesas seguindo uma estrutura que dá um ar mais ou menos conceitual e um possível diálogo interfaixas. Contém músicas firmes, fortes, bem agitadas que também não perdem o seu lado reflexivo introspectivo. Temos aqui um disco de rock futurístico que conseguiu fazer um excelente casamento entre sobriedade e experimentalismo contemporâneo.

Mutiny On The Bounty - (2015) Digital Tropics:

01 Telekinesis
02 Countach
03 Dance Automaton Dance
04 Ice Ice Iceland
05 Mkl Jksn
06 Strobocop
07 Fin De Siècle
08 Ballet Mécanique
09 Ecliptic
10 Sonars

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Ensaio ligeiro no Small Pond Session (faixa Mkl Jksn):



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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Bearded Youth Quest - (2015) Yatta!


A grande maioria das bandas de destaque da cena math-rock são da Irlanda ou da Inglaterra. As mais legais que já escutei do gênero são de algum desses países. A galera dessas terrinhas abraçaram com carinho esse estilo de se tocar o rockBearded Youth Quest é da Inglaterra e Yatta!, seu primeiro álbum. O experimentalismo típico do estilo aqui é trabalhado com excelente técnica e controle. São muitas combinações melódicas desenroladas em linhas progressivas repletas daquela descontração sarcástica que brinca despretensiosamente com as possibilidades da estruturação musical. O math-rock sempre é uma conciliação de bom humor e virtuose técnica. O trabalho ainda traz toda a força de passagens bombásticas e explosivas, guarnecidas de uma atitude meio punk, meio indie e ainda com pinceladas eletrônicas. Privilegiando composições instrumentais, Yatta! nos apresenta uma bela compilação de experimentos inciais dinâmicos, ligeiros, rápidos e também flutuantes quando necessários. Isso me lembrou um pouco a porrada do primeiro álbum Artista Igual Pedreiro do nosso brazuca Macoco Bong.

Bearded Youth Quest - (2015) Yatta!:

01 Sports Bread
02 Stuck In The Mud
03 Banana Flip Flop
04 Percy
05 Cardboard Armour
06 Bjork Scratchings
07 Quantumplation
08 U=Nobody
09 Stone Hench
10 Dad Kisser

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Ensaio ligeiro no Small Pond Session (faixa Banana Flip-Flop):



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