segunda-feira, 22 de maio de 2017

Afrodizz - (2011) From Outer Space


O que mais falar de um disco de afrobeat? Sempre acabo por me repetir exaustivamente nos meus comentários. Não me lembro de ter ouvido algo de ruim dentro deste gênero. Parece que para aqueles que respeitam as regras e limites do próprio gênero, seguindo mais ou menos as lições estruturais de seu estilo, sempre acabam acertando no resultado da fórmula desenvolvida pelos mestres nigerianos. Aqui falo da banda canadense Afrodizz, discípulos fiéis da arte brotada das terras férteis da mamãe África. From Outer Space, o terceiro álbum da banda, é mais outra das indispensáveis bolachinhas já comentadas por aqui. Eu sei, você gosta do balanço, do molejo danado, daquela batucada marota que hipnotiza o corpo, e da fluidez progressiva que adentra sua alma, incendiando-a de alegria estética sonora. From Outer Space vem como que do espaço exterior para arremessar-se meteoricamente em nosso cotidiano com sua luz das estrelas siderais musicais. Noves faixas habilitam-se para habitar seu recinto por mais ou menos cinquenta minutos e fazer do seu dia um pouco mais cheio de luz. Vá lá!

Afrodizz - (2011) From Outer Space:

01 Intro
02 Suspect
03 Arrival
04 Lethal Venom
05 Flow
06 Joe And Sugar
07 Wanna See
08 Future
09 You Will Be Back

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Esquisse - (2012) Machines Infernales


Pense numa das coisas mais lindas que já ouvi na vida! Sim, para mim nada se iguala a beleza executada pela banda francesa e britânica de folk-jazz instrumental, Esquisse. Eis que em meio a tanta degeneração cultural e lixos produzidos pela indústria pop, surge uma flor de excelso perfume para purificar o ambiente de desolação. Mesclando inteligente e conscientemente a tradicionalidade da música folk com os audazes experimentos virtuosísticos do jazz, o grupo apresenta um resultado estético inusitado e deslumbrante. Canções extremamente bem compostas com estruturas espiraladas e cheias de voltas e reviravoltas de escalas de gigante bom gosto e beleza. A beleza salvará o mundo, e Machines Infernales (não descobri a posição do álbum na discografia da banda), com certeza é um exemplo perfeito dessa esperançosa sentença. Sanfona, clarinete e saxofone realizam uma dança de melodias entrecruzadas que beiram o êxtase místico da contemplação sonora. Uma obra dessa não pode ficar escondida para os bons apreciadores da música descente. Você vai me agradecer!

Esquisse - (2012) Machines Infernales:

01 Hopopup (Maraîchine)
02 Oxyde (Kost Ar C`Hoat)
03 Machines Infernales (Loudéac Premier Rond)
04 Belote (Baleu)
05 Rebelote (Loudéac Deuxième Rond)
06 Palms (Hanter Dro)
07 Vanilla (Scottich)
08 Tchou-Tchou (Rond Paludier)
09 Linda (Polka)
10 La Mort Du Roi (Mazurka)
11 Massacre À La Mojette

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Abnoba - (2010) Abnormal


Abnoba é uma banda italiana de folk music jazzístico, e Abnormal é o seu espetacular segundo álbum de estúdio. Falarei aqui de mais uma daquelas descobertas fantásticas que fazemos ao acaso nas internets. Deparei-me com esta belezura no excelentíssimo blog Folk Yourself; blog esse que só tem coisa fina relacionada a sonoridade do Abnoba. Abnormal, de fato, não tem nada de costumeiramente normal se comparado ao comum da musicalidade pop em geral. E aqui o conceito de pop assume sua real carga semântica para nos trazer as raízes tradicionais do folclore e da música popular europeia. O álbum apresenta um estudo e reapropriação duma identidade cultural tradicional mesclada a elementos musicais contemporâneos como o jazz e o progressive rock. Sanfonas envenenadas desfilam miríades de melodias espiraladas e coloridas; gaitas brilhantes solfejam alegria e contagiantes vibrações positivas; violinos, violas e percussões formam uma base firme com balanço dançante e sedutor. A virtuosidade come solta em digressões hipnóticas, ascensionais e contemplativas. Bom pra carOlho!

Abnoba - (2010) Abnormal:

01 Albeena Delight
02 Spasuttle
03 Horrible Fast Fanciullo
04 La Dragona & La Marchiatta
05 Scendendo Giù Dai Monti
06 Bofonchio
07 Neve On Helen
08 Emargire
09 Monferrina In Re
10 Self
11 La Barbunota
12 La Mort De La Mie
13 Bofonchio (Live)
14 La Dragona Wicked (Remix)

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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Monuments - (2014) The Amanuensis


Um dos melhores álbuns de metal desta segunda década dos anos 2000. Uma obra prima que deve ser ouvida com toda certeza. Monuments é uma banda britânica de metal progressivo e de Djent Metal. Apenas com dois álbuns lançados já é uma das mais populares bandas do gênero. The Amanuensis é o deliciosíssimo segundo trabalho deles, e também é o disco de estreia do vocalista Chris Barreto, artista que chegou com a experiência de outros projetos metaleiros, como o igualmente consagrado Periphery. Chris conseguiu dar nova vida a banda com, provavelmente, os vocais mais estupendos do djent metal. Aqui vozes e instrumental casaram-se de modo perfeito. Letras maravilhosas, interpretações vocais digníssimas e técnica instrumental virtuosísticas elevam sua alma às alturas. Peso e agressividade, leveza e sublimidades ambientais encaixados em milimétricos grooves. Eu já perdi a conta de quantas vezes ouvi esta bolacha. Toda vez que saio de carro, ao ligar o som, este é o primeiro que disco que sempre coloco para escutar. Definitivamente me apaixonei pelo álbum. Um disco para guardar para sempre no coração!

Monuments  - (2014) The Amanuensis:

01 I, The Creator
02 Origin Of Escape
03 Atlas
04 Horcrux
05 Garden Of Sankhara
06 The Alchemist
07 Quasimodo
08 Saga City
09 Jinn
10 I, The Destroyer
11 Samsara
12 Degenerate - Live @ Euroblast 2013
13 The Uncollective - Live @ Euroblast 2013
14 Regenerate - Live @ Euroblast 2013

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Apaixonante! (faixa Atlas):



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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Tool - (2001) Lateralus


Músicas Em Foco: "[...] A capa do álbum foi produzida por ninguém menos que o artista plástico e guru lisérigo Alex Grey. Tool é uma banda dos Estados Unidos formada por Maynard James Keenan, Danny Carey, Adam Jones e Justin Chancellor. Durante a década de 90 e 00 o grupo se firmou no monte do Olimpo do metal impondo sua sonoridade pesada e atmosférica. Lateralus é na minha opinião o melhor álbum da banda, e uma das obras primas da década de 2000. [...] Existe um estranha continuidade misteriosa que envolve todas as faixas. E essa continuidade vai além de o final de uma composição ser o prelúdio ideal para a próxima, estou falando de algum tema ou motivo que permanecem constantes durante todo o álbum. [...] Lateralus é um álbum capaz de fluir do metal mais pesado àquilo que há de mais leve. E o mais alucinante é a habilidade que a banda tem de construir a atmosfera, elevando o som, pouco a pouco, e cada vez mais, a níveis estratosféricos e colossais. [...] O álbum foi premiado com Grammy para a Melhor Performance de Metal. [...]" - Amo com todo meu coração!

Tool - (2001) Lateralus:

01 The Grudge
02 Eon Blue Apocalypse
03 The Patient
04 Mantra
05 Schism
06 Parabol
07 Parabola
08 Ticks And Leeches
09 Lateralus
10 Disposition
11 Reflection
12 Triad
13 Faaip De Oiad

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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Alcohol Jazz - (2000) Persecución Implacable


De repente, espontaneamente sem querer querendo, colegas de um curso de Filosofia da Universidade de Madrid, resolveram se juntar para dar liberdade expressiva aos ébrios eflúvios de suas maiores paixões naquele momento: filosofia, álcool e jazz. Em meio a torrentes de manjares etílicos e embriagamentos de clássicos do jazz e do funk, surge o Alcohol Jazz. Temos aqui uma banda espanhola desdobrando-se num ecletismo hiper saudável que nos entorpece com sua beleza sonora e alegria rimbombante. Energia festiva e dançante transbordam dos canecos da criatividade, e revigorantes doses imensamente potentes de groove e swing rodopiam nossas mentes. O balanço come (ou bebe) solto, o rebolado agita o popozão, e a sua boêmia estética destila sonoridades de alto teor técnico-melódicos. Um som bem divertido e descontraído, com pegada quente pra lhe deixar com sede e vontade de múltiplas saideiras. Jazz, soul e funk embebidos de experimentalismos sóbrios que não cambaleiam nem tropeçam a cada tortuosidade virtuosística. Persecución Implacable é seu primeiro disco. Saúde!

Alcohol Jazz - (2000) Persecución Implacable:

01 Persecución Implacable
02 Cogollo Fly Away
03 Recuerda
04 No Entres Al Baño (Con Los Condones Dsatado)
05 L.F.S
06 No Llores
07 La Divina Providencia
08 Radio Kathmandú
09 Sígueme Si Puedes
10 On The Radio
11 Todos Somos Alcohol Jazz
12 No Llores (Remezcla De Carlos Jean)

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

6ix Toys - (2008) 6ix Toys


Segure esse groove pesado e malandro! Groove violento que logo de início nesta bolacha de alto teor nutritivo, propõe ostensivamente e sem embromações, arrebatar seus quadris sedentários para um sacolejo brutal em toda sua sala. Dançará até morrer! O grupo britânico de Soul-Jazz-Funk6ix Toys, em cada faixa de seu debut e auto-intitulado álbum, mostra que não estão para brincadeira com esse negócio de música, apesar de suas composições serem saborosamente divertidas e extasiantes. É apenas mais um daqueles trabalhos em que a galera faz brincando, coisa séria de muita qualidade. Batucadas baterísticas porretamente alucinantes; metais coloridos brilhando em limpos céus azuis celestiais; experimentos diversos com empolgadíssimas improvisações de teclados e scratches djzísticos; e muito Jazz e Soul-Funk destruidores. Arrasa quarteirão! Não dá pra ficar parado a cada mudança de faixa, não há tempo para respirar, cada canção urge alegria e vivência da boa vida. E se tudo isso não for suficiente, eles ainda te dão uma versão acaloradíssima de Voodoo People do The Prodigy. Tome!

6ix Toys - (2008) 6ix Toys:

01 Paint The Toon (Feat. Connie Lush)
02 Skreech
03 Voodoo People
04 Mosquito
05 Wake N Bake
06 Wanna Ride (Feat. Yarah Bravo)
07 Bend Your Knees
08 Giggle
09 Cannibal Lunch (Feat. Katie Miller)
10 P-Knuckle

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