segunda-feira, 13 de julho de 2015

Maybeshewill - (2008) Not For Want Of Trying


Feliz Dia do Rock! Um gênero tão popular, tão na moda, sempre inovador, atravessando gerações rumo ao infinito, merece um dia só dele mesmo! E hoje o Santería dá continuidade aos posts rockísticos com mais esta belezura de nossos tempos modernos: a incrível banda britânica de Post-Rock pesadão, Maybeshewill. Adoro essa banda! Vejo que ela não é tão popular em nossas terras, mas é porque a galera não a conheceu direito ainda. Contudo, eis que coloco a disposição do povo o primeiro álbum deles, o Not For Want Of Trying. Nele a proposta do grupo já nos aparece bem delineada, mostrando o desenrolar de uma energia inovadora bem canalizada, e experimentado espontaneamente a liberdade de um fluxo rítmico super groovado e dançante. Teclados brisantes criam atmosferas e ambientes de contemplação nostálgica; guitarras com deliciosos timbres nervosos enfatizam a força juvenil; singelos efeitos eletrônicos condensam sutilidade e calma em momentos relax, respiros em meio a exaltadas flutuações. Fãs de Helmet, Dub Trio e coisas do gênero vão curtir de montão!

Maybeshewill - (2008) Not For Want Of Trying:

01 Ixnay On The Autoplay
02 Seraphim & Cherubim
03 The Paris Hilton Sex Tape
04 I'm In Awe Amadeus!
05 We Called For An Ambulance But A Fire Engine Came
06 Heartflusters
07 C.N.T.R.C.K.T
08 He Films The Clouds Pt. 2
09 Not For Want Of Trying
10 Takotsubo

Deguste um Fluxo:


Visite a página do artista: Maybeshewill

sábado, 11 de julho de 2015

Dopapod - (2009) Radar


A bolacha de hoje vem recheada de originalidade e muito bom gosto. Merece uma louvação bem caprichada! Nem me lembro como conheci o som do Dopapod, mas sei que foi pesquisando coisas aqui e acolá e de repente: pá! Sonzeira a mais para nossas degustações. Radar é o primeiríssimo álbum deste grupo estadunidense. Lindas e livres composições fluem com naturalidade de uma grande fonte de criatividade na cuca desses rapazes; estilos diversos mesclam-se numa singela e despretensiosa simbiose de elementos orgânicos e experimentalismos eletrônicos; balanço maneiro com sóbrios remelexos ondulantes perfilam imagens sonoramente psicodélicas em atmosferas típicas de festas raves; e orgias melódicas trançam e transam em misturas malucas que ora flertam com o teclado de um rock progressivo, ora com o um trance music chapado de scrathes em pick-ups djzísticas. Momentos refinados de blues, momentos swingados de soul e jazz, viagens, viagens, viagens... Banda para você virar fã! Música para você ouvir na brisa LSDzística! E, em grande parte, gloriosamente instrumental! F#d@!

Dopapod - (2009) Radar:

01 Indian Grits
02 Freight Train
03 Eight Years Ended
04 Happy Song
05 Bet On Tales
06 Brookline Bridge
07 Off The Cuff
08 Mudwalkin'
09 Ellemenno
10 We Are Not Alone
11 Royce Road

Deguste um fluxo:
 

Visite a página do artista: Dopapod

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Battles - (2011) Gloss Drop


São bandas como Battles que me deixam completamente orgulhoso e esperançoso com o que há de bom e melhor no ser humano. É muito gostoso perceber o como a inteligência e a criatividade quando bem aplicadas e administradas, rendem-nos lindos trabalhos de apreciação estética. Trabalhos que ao serem feitos com sabedoria apaziguam a fera em nós e transformam-nos em anjos contempladores da beleza. Graças a Deus há um montão de exemplos por aí de consciências que elevam-se acima da mediocridade comum quando nos presenteiam com um disco como este. Gloss Drop é o segundo álbum destes livres músicos experimentalistas, que já passaram por aqui no Santería com seu primeiro álbum Mirrored. Continuam excelentes, autênticos, genuínos, maravilhosos e malucos! Desta vez a bolacha veio recheada de participações especiais de gente tão maluca quanto eles mesmos; são para levar seu manicômio musical à patamares ainda mais lunáticos! Você que sinestesicamente gosta de alimentar seus ouvidos com paladares exóticos, terá aqui uma guloseima apetitosa, um sorvetão cremoso de vários sabores!

Battles - (2011) Gloss Drop:

01 Africastle
02 Ice Cream (Feat. Matias Aguayo)
03 Futura
04 Inchworm
05 Wall Streeet
06 My Machines (Feat. Gary Numan)
07 Dominican Fade
08 Sweetie & Shag (Feat. Kazu Makino)
09 Toddler
10 Rolls Bayce
11 White Electric
12 Sundome (Feat. Yamantaka Eye)

Deguste um fluxo (faixa My Machines - Feat. Gary Numan):



Sorvetão! (faixa Ice Cream - Feat. Matias Aguayo):



Visite a página do artista: Battles

terça-feira, 7 de julho de 2015

BATS - (2009) Red In Tooth & Claw


Acredito que a Irlanda será uma grande exportadora de excelentes bandas de math post-rock. Os discos mais legais das bandas mais legais que costumo escutar desse gênero são da Irlanda. O grupo BATS é apenas mais uma dessas pérolas. Foi outra grande descoberta que me veio por acaso quando pesquisava coisas experimentais e instrumentais, mas BATS não é apenas instrumental, tem vocais chapadíssimos. Inclusive, são poucas as bandas que acabo gostando dos vocais, e no entanto, neste caso, as performances vocalísticas estão em pé de igualdade com a bela virtuosidade instrumental. Red In The Tooth & Claw, o primeiro álbum da banda, é de uma sonoridade pesada, agressiva e exótica; com diversas belezas melódicas e estruturas rítmicas bem criativas; tem uma energia contagiante, empolgante e revigoradora; sonzeira do carOlho! Os vocais são cantados normalmente, são gritados ferozmente, são raivosos como cães raivosos, e esquizofrênicos em oscilantes dramáticos frenesis. Mais uma bolacha que entrou para minha lista de discos favoritos para pagação de pau! Não paro de ouvi-lo!

BATS - (2009) Red In Tooth & Claw:

01 Higgs Boson Particle
02 Gamma Ray Burst Second Date
03 Credulous! Credulous!
04 Andrew Wiles
05 Lord Blakeney's Arm
06 The Cruel Sea
07 Shadow-Fucking
08 BATS Spelled Backwards Is STAB
09 Star Wormwood
10 Vermithrax Pejorative
11 The Barley

Deguste um fluxo:


Visite a página do artista: BATS

domingo, 5 de julho de 2015

Baroness - (2009) Blue Record


A verdade é que eu acho o som da banda Baroness um tanto quanto mediano. A música é muito boa, mas não me convence ao todo. Acho que em grande parte do trabalho deles falta mais ousadia, mais desbravamento. É uma banda com enormes potencialidades que prefere se arrastar em estruturas musicais mais quadradinhas, e quando começa a se soltar em caminhos experimentais o faz com uma modéstia desnecessária. Entretanto, não estou colocando este disco aqui hoje para falar mal dele, muito pelo contrário, cada álbum do Baroness é uma gostosura que vale a pena de estar neste Blog. Como escrevi em um outro post sobre este mesmo grupo, a proposta deles é interessante, é uma sonoridade esquisita e simples que não se agarra a um estilo determinado. A diferenciação está em sua esquisitice despretensiosa, onde a mistura de influências diversas absorvem umas as outras e sintetizam-se num peso de delicada sujeira. Arranjos harmônicos retos são privilegiados à desempenhos mais melódicos e digressivos. A força da música se encontra na exploração de certos grooves. Blue Record é o segundo disco da banda.

Baroness - (2009) Blue Record:

01 Bullhead's Psalm
02 The Sweetest Curse
03 Jake Leg
04 Steel That Sleeps The Eye
05 Swollen And Halo
06 Ogeechee Hymnal
07 A Horse Called Golgotha
08 O'er Hell And Hide
09 War, Wisdom And Rhyme
10 Blackpowder Orchard
11 The Gnashing
12 Bullhead's Lament

Deguste um FULL Fluxo, e ainda com cinco faixas ao "vivis":


Um mundo azulado, o peso e a delicada sujeira:



Visite a página do artista: Baroness

sexta-feira, 3 de julho de 2015

And So I Watch You From Afar - (2009) And So I Watch You From Afar


Considero a banda irlandesa And So I Watch You From Afar uma das coisas mais bacanas da atualidade. Realmente posso puxar o saco, babar o ovo, pagar um pau e outras metáforas populares pejorativas de quem presta-se a admirar o trabalho e prestígio alheio.  Mas isso só vale para quem conhece a arte dessa rapaziada que tem conquistado cada vez mais fãs pelo mundão. Revistas especializadas em música, canais televisivos musicais e outras mídias estão aderindo ao puxa-saquismo à esses caras, e não à toa, pois digo-lhe sem exageros que este debut do grupo é uma obra-prima do rock instrumental-experimental. É o meu disco favorito dos caras! Não é o primeiro disco deles postado aqui (confira o outro clicando na tag equivalente), e ainda logo mais farei a resenha de seu lançamento de 2015, Heirs. Aproveitei a inspiração da postagem anterior de seus amigos e conterrâneos do Adebisi Shank para manter o mesmo ritmo de pauleira brisante flutuante. É um álbum que vale muito a pena em cada minuto de audição! E é estranho que tenha passado desapercebido de nossos blogs musicais tupiniquins. Que disco, cara!

And So I Watch You From Afar - (2009) And So I Watch You From Afar:

01 Set Guitars To Kill
02 A Little Bit Of Solidarity Goes A Long Way
03 Clench Fists, Grit Teeth... Go!
04 I Capture Castles
05 Start A Band
06 Tip Of The Hat, Punch In The Face
07 If It Ain't Broke... Break It
08 These Riots Are Just The Beginning
09 Don't Waste Time Doing Things You Hate
10 The Voiceless
11 Eat The City, Eat It Whole

Deguste um fluxo:


Visite a página do artista: And So I Watch You From Afar

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Adebisi Shank - (2008) This Is The Album Of A Band Called Adebisi Shank


Para mim, Adebisi Shank é uma das bandas mais legais do estilo rockístico conhecido como math rock. Sua audição foi apenas mais uma daquelas inumeráveis coisas que causou em mim paixão à primeira ouvida. Adoro uma sonoridade experimental e livre de qualquer preocupação estrutural, cheia de improvisações que nascem de combinações instintivas e naturais. This Is The Album Of A Band Called Adebisi Shank é o primeiro álbum desta humilde banda irlandesa. Humilde porque eles sabem maravilhosamente experimentar muito a partir da simplicidade; sua música está calcada num ritmo forte e groovado, cheio de balanço e velocidade dançante. Mas o que realmente mais me delicia em sua música, são os diversos desdobramentos espirais em virtuosas e coloridas miríades de dedilhados guitarrísticos. E ainda em timbres pesados! É um som repleto de energia, de força e empolgação. É evidente que a banda queria se divertir bastante ao produzir um tipo de música dessa; e também transmitir alegria e vigor. O disco não cai, não oscila em diferentes experimentos de ritmo e dá a todo o trabalho um único tom. Porrada!

Adebisi Shank - (2008) This Is The Album Of A Band Called Adebisi Shank:

01 You Me
02 DODR
03 Colin Skehan
04 Shunk
05 Mini Rockers
06 Agassi Shank
07 I Answer To Doc
08 Snakehips

Deguste um fluxo:


Visite a página do artista: Adebisi Shank