sábado, 13 de junho de 2015

Liquidus Ambiento - (2013) Oyster


Musicalidade coisa fina não tem faltado e nunca faltou no Brasil, e a galera dos anos 2000 só vem complementando e inovando ainda mais a cena MPBzística. Os paulistanos do Liquidus Ambiento nos trazem ares ultra refrescantes para serem respirados; mostram o poder de inovação e audácia de nossa música instrumental. Oyster é o segundo álbum do grupo. Neste trabalho a banda optou por explorar seu talento num ambiente de maior organicidade, deixando um pouco de lado seus experimentalismos mais eletrônicos ao estilo Chillout, presentes majoritariamente em seu primeiro disco. Os requintes de efeitos eletrônicos foram sendo substituídos por poderosos grooves e singelos naipes de metais, que flertam suavemente com o Afrobeat, Funk-Soul, Jazz, e alguns elementos de Rock psicodélico. Flutuações contemplativas, atmosferas rarefeitas, ondulações esvoaçantes, e outras milhares de imagéticas aéreas cabem como metáforas à sonoridade da banda. O certo seria metáforas líquidas para combinar com o nome do grupo, mas a sua aquosidade estética já é mais do que evidente, Rsrsrs. Muito chapado!

Liquidus Ambiento - (2013) Oyster:

01 Banditt (Feat. Beto Villares)
02 Beats And Breath (Feat. Kimyaro)
03 Cosmic Take (Feat. BOCATO)
04 Feel The Bass (Feat. André Edipo)
05 MindScape (Feat. SIBA)
06 'Nu Funky' (Feat. Sergio Soffiatti)
07 Odoodem (Feat. Beto Villares)
08 Lo Fi Sinergy (Feat. Cesar Pierri Aka CESRV)
09 Ubuntu (Feat. Kimyaro)
10 The Walk (Feat. Gustavo Dalua)

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Pedra Branca - (2006) Feijoada Polifônica


Nosso querido Blog ainda está devendo um mês de boas postagens somente com coisas do gênero Chillout psicodélico. São tantas as maravilhas neste estilo musical, que fica dificílimo separar de uma hora para outra as pérolas deste imenso e rico oceano de criatividade. Para mim foi uma grande e deliciosa surpresa descobrir em meados dos 2000, que o Brasil tem um ótimo representante desta musicalidade universal e multiculturalista. Estamos falando mais especificamente do grupo Pedra Branca, que foi formado em 2001 por Luciano Sallun e Aquiles Ghirelli. Eles fazem um som que há muito tempo estou bem habituado: uma música eletrônica instrumental-experimental universalista. Quem já ouviu coisas como Masaladosa, Beats Antique ou Shpongle, com certeza, deve ter também como referência a sonoridade do Pedra Branca. Feijoada Polifônica é a segunda suculenta bolacha da banda; e o grandiosíssimo diferencial é que, como não poderia deixar de ser, a musicalidade brasileira com todos seus berimbaus, pandeiros e batuques, fazem-se presentes para enriquecer ainda mais os temperos desta super nutriente feijoada.

Pedra Branca - (2006) Feijoada Polifônica:

01 Feijoada Polifônica
02 Biosonoridade
03 Metamusica
04 Lampejos
05 Horizonte Azul
06 Coco
07 Itapuã
08 Boi Urbano
09 Mekronoti
10 Fronteiras
11 Respiro
12 A Vida É Um Sampler
13 Sonhos

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terça-feira, 9 de junho de 2015

Hamilton De Holanda Quinteto - (2006) Brasilianos


Farofa Moderna: "[...] Compositor de mão cheia, melodista dos mais inspirados e instrumentista dos mais virtuoses, o bandolinista é um dos instrumentistas brasileiros mais reconhecidos nacional e internacionalmente [...] Através das suas conexões com as tradições do choro e da MPB, que resultaram em discos com inúmeras releituras aos mestres brasileiros representantes destas vertentes [...] No primeiro volume, as canções expelem grandes volumes de virtuosismo e tradição, dando-nos a entender que trata-se, afinal, de uma bem estruturada ponte entre o antigo e o moderno: trata-se de um trabalho onde Hamilton De Holanda que o intuito foi compor canções de roupagem e sonoridade jovens, mas que expressassem, com alegre ternura, uma grande devoção à toda brasilidade e tradição adquirida em seus anos de experiência com os vários ritmos e estilos da música popular brasileira [...]" - O segundo volume já foi postado aqui no Santería, e se você não o conferiu, não deixe de o conferir, pois a coleção Brasilianos com certeza é mais uma das obras primas da música brasileira.

Hamilton De Holanda Quinteto - (2006) Brasilianos:

01 Pedra Da Macumba
02 Brasilianos
03 Baião Brasil
04 Caçuá
05 01 Byte 10 Cordas
06 Prá Vc Ficar
07 Trenzinho Caipiria
08 Saudade Do Futuro
09 Valsa Em Si
10 Procissão
11 Pra Sempre
12 Dor Menor
13 Hermeto Tá Brincando

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domingo, 7 de junho de 2015

Dibigode - (2011) Naturais E Idênticos Ao Natural De Pimentas Da Jamaica E Preta


Dentre todas as coisas que já ouvi até o momento da música brasileira, considero este disco umas das maiores obras primas realizadas nesta terrinha. Coloco-o sem hesitação entre um dos melhores álbuns de música brasileira de todos os tempos. Esta é a minha impressão muito particular sobre essa hiper-mega-super saborosa bolacha. Não tenho dúvidas quanto a imensa qualidade apresentada por este primeiro trabalho, intitulado Naturais E Idênticos Ao Natural De Pimentas Da Jamaica E Preta, do grupo mineiro Dibigode. Música instrumental-experimental que impressiona pela variedade de arranjos espontaneamente criativos e originais. À primeira audição, as possíveis influências inspiradoras das manobras e arquitetações deste trabalho, não ficam tão delineáveis e distinguíveis ao ouvinte, que já nos primeiros instantes do disco, embriaga-se nos deliciosos desdobramentos melódicos de um violão límpido unindo-se à suaves pianos e uma linha de baixo deslizante. Rock Progressivo, Post-Rock, Folk, Jazz, tudo lindamente muito bem amarrado! É uma coisa de profunda espiritualidade, cara!

Dibigode - (2011) Naturais E Idênticos Ao Natural De Pimentas Da Jamaica E Preta:

01 Barroca
02 Mariposa (A Lagartixa E O Urubu)
03 Mongra Do Criolo Doido
04 Desfiladeiro
05 Deep Red
06 Debaixo D`Água
07 Foia De Lôro
08 De Leste

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Em comunhão com os fluxos naturais:


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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz - (2009) Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz


O grande maestro baiano Letieres Leite formou essa maravilhosa orquestra no ano de 2006, nomeou-a de Orquestra Rumpilezz em homenagem ao Candomblé e ao Jazz. Rum, Pi e são os nomes dos três tambores básicos de percussão na ritualística do Candomblé, e o sufixo zz no título do grupo é a sua referência aos malabarismos virtuosísticos-jazzisísticos presentes nos vários desdobramentos melódicos de suas canções. Mano, isso é uma sonzeira chapada! Piro muito no material deste disco em sua performance ao vivo; forte e espontâneo! Vários naipes de metais arregaçando notas coloridas para tudo o que é lado; muita batucada macumbeira convocando os Sagrados Orixás para um delicioso bailado rodopiante; experimentalismos de refinada sobriedade que conectam-se ao melhor do Samba em temas de amplitudes quase épicas; recortes suavemente ligeiros de reconfortante delicadeza e maciez em ambiências sofisticadas, coisa típica de uma orquestra muito experiente mesmo; e deslizamentos de sonoridade hipnótica em um Jazz fantasmagórico. Peça licença e entre nesse terreiro, meu bródi!

Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz - (2009) Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz:

01 A Grande Mãe (Entrada)
02 Anunciação
03 Aláfia
04 Floresta Azul
05 Taboão
06 Balendoah
07 Adupé Fafá
08 O Samba Nasceu Na Bahia
09 Temporal
10 A Grande Mãe Saída

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Super apresentação no Instrumental Sesc Brasil:
 

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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Bombay Groovy - (2014) Bombay Groovy


Passei o ano anterior alheio a esta maravilha da música brasileira. Por um descuido de pesquisa mais apurada sobre os lançamentos nacionais do ano passado, fiquei sem conhecer um dos melhores discos nacionais de 2014: o debut dos paulistanos do Bombay Groovy. No entanto, como dizem por aí, "antes tarde do que nunca!". Nesta semana ao fazer minhas pesquisas musicais, acabo sem querer, e assim são as melhores descobertas, deparando-me com esta preciosidade. Estamos falando aqui de uma porretíssima sonzeira instrumental-experimental com fortes influências do Rock setentista psicodélico. A musicalidade do grupo mescla-se sem pudores num cabedal de sons retrospectivos que nos sugerem viagens mirabolantes LSDzísticas e xamanimos introspectivos. Coloridos nostálgicos de cítaras indianas desenhando tortas e infintas espirais; batucadinhas para dar voz aos elementos ancestrais; teclados, pianos, orgãos e harmônicas vintage; muito groove, balanço e swing maroto para apimentar remelexos de corpos nus em um jardim, rsrsrs; e claro, um Rock'N'Roll caprichadíssimo! Imperdível!

PS: Eu expresso minhas sinceras condolências à banda e aos familiares do baixista Daniel Costa, que faleceu aos 32 anos de idade, no dia 22 de Maio. Com certeza fará muita falta! Gratidão imensa por ter compartilhado seu talento conosco. Descanse em Paz!

Bombay Groovy - (2014) Bombay Groovy:

01 Confounded Bridge
02 Jakarta Samba
03 Gypsy Dancer
04 Fonte De Castalia
05 Le Bateau D'Orpheu
06 Lunar Toth
07 Tala Motown
08 Floating Magick
09 Aurora
10 The Sphere Song

Deguste um Fluxo:



Outro Fluxo apaixonante:



Apresentação no Instrumental SESC Brasil:



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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Burro Morto - (2011) Baptista Virou Máquina


Se você for um assíduo frequentador deste humilde Blog, imagino que também seja um apaixonado apreciador da música instrumental, já que 90% do que aparece por aqui é fortemente desse gênero. É provável que este tipo de música, assim como fez comigo, tenha amarrado de vez o seu coração! Depois que me aventurei por estes caminhos e me perdi saborosamente neles, sinto não querer mais voltar. Oh, delícia sedutora! Não menosprezo as lindas cantarolações humanas, mas a música instrumental demonstra empiricamente que não há necessidade de palavras em um belo arranjo de sons que falam transverbalmente por si só. O Brasil sempre foi rico em artistas do instrumental, e eu tenho dado uma olhadinha especial para essa nova geração dos anos 2000. Direto do estado da Paraíba, temos hoje, o grupo Burro Morto com seu primeiro álbum Baptista Virou Máquina. Como não poderia deixar de ser, é uma sonzeira instrumental-experimental de grossíssimo calibre. Passeia tranquilo e numa boa entre texturizações de elementos do Funk, Dub, Afrobeat e Rock Psicodélico. Escute agora e seja feliz!

Burro Morto - (2011) Baptista Virou Máquina:

01 O Céu Acima Do Porto
02 Transistor Riddim
03 Tocandira
04 Baptista, O Maquinista
05 Volks Velho
06 Foda Do Futuro
07 KalaKuta
08 Cataclisma
09 Volte Amor
10 Luz Vermelha

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Burro Morto no Instrumental SESC Brasil:



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