quarta-feira, 23 de outubro de 2019

The Prodigy - (2018) No Tourists


No Tourists é o sétimo álbum dos malucos britânicos do The Prodigy, e nos traz mais novas pedradas para um agradável bate-cabeça. Há um detalhe revelador escrito num ônibus de Londres que se esconde nas sombras na capa do álbum: Four Aces, Dalston. Esse foi o local minúsculo em que o rapper frenético Maxim, o vocalista punk anárquico Keith Flint (1969 - 2019) e o compositor sombrio Liam Howlett tocaram seu primeiro show em 1990. 28 anos depois, e No Tourists chega mais violento e temível do que nunca. O álbum não é exatamente um retorno aos primeiros dias de Prodigy, mas traz algumas faixas que referenciam toques e maneirismos de seus álbuns anteriores. O sintetizador enlouquecido de We Live Forever vem acompanhado de um vocal apavorante que lembra experimentos em Out Of Space de 1992, enquanto a linha de guitarra que pontua Light Up The Sky concorda com o rap-rock de Breathe do clássico álbum The Fat Of The Land. Isso não é nostalgia; é The Prodigy utilizando todas as armas de seu arsenal para cometer seu ataque sônico. Como sempre, simplesmente pesadããããããã...o!

The Prodigy - (2018) No Tourists:

01 Need Some1
02 Light Up The Sky
03 We Live Forever
04 No Tourists
05 Fight Fire With Fire [Feat. Ho9909]
06 Timebomb Zone
07 Champions Of London
08 Boom Boom Tap
09 Resonate
10 Give Me A Signal [Feat. Barns Courtney]

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Mais tribalismos! (faixa Timebomb Zone):



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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Apollo 440 - (1997) Electro Glide In Blue


Apollo 440 é mais um dos grupos britânicos de música eletrônica que em 1997 viveu o auge do experimentos break-big beat. Seu segundo álbum, Electro Glide In Blue, abre com uma curta e sublime faixa instrumental, Stealth Overture, antes de lançar-se a sério no single Ain't Talkin' 'Bout Dub, amplamente construído em torno de um sample de Van Halen com algumas estruturas animadas de bateria e baixo, ao mesmo tempo icônicas e pesadonas. O disco se desenrola do jeitinho que eu gosto numa boa música eletrônica, misturando vários elementos sintéticos com organicidades instrumentais. Batidas pesadas, ágeis e quebradas ao estilo drum'n'bass; viagens psicodélicas cheias de ruídos e momentos brisantes-flutuantes ao estilo trip-hop; e muita elasticidade plástica em dobras rítmicas eletrizantes carregadas daquela ambiência industrial típica das músicas noventistas dum The Chemical Brothers e The ProdigyApollo 440 produziu um trabalho super antenado com o que bombava na cena eletrônica britânica dos anos 90, fato que é respaldado pela faixa final Raw Power, uma peça enérgica e potente para finalizar bonito.


Apollo 440 - (1997) Electro Glide In Blue:

01 Stealth Overture
02 Ain't Talkin' 'Bout Dub
03 Altamont Super-Highway Revisited
04 Electro Glide In Blue
05 Vanishing Point
06 Tears Of The Gods
07 Carrera Rapida
08 Krupa
09 White Man's Throat
10 Pain In Any Language [Feat. Stealth Sonic Orchestra & Billy MacKenzie]
11 Stealth Mass In F#M
12 Raw Power

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Belleruche - (2007) Turntable Soul Music


Belleruche é um trio londrino de electronic soul. Seu som é como uma mistura de blues e hip-hop artesanal ao encontro de Sarah Vaughan, Charlie Christian e Cut Chemist presos em uma loja de discos empoeirada com vinho e um samplerTurntable Soul Music é o seu primeiro álbum. Belleruche é composto por: Kathrin deBoer (vocais), Ricky Fabulous (guitarra) e DJ Modest (decks). O trio foi formado depois que Ricky e Modest, que tocavam toca-discos com performances de guitarra nos bares de Londres, encontraram um dia Kathrin no mercado. Ela mostrou um pouco do seu talento ao par e Belleruche foi formado. O trio atraiu a atenção de luminares no cenário musical underground do Reino Unido; com a vocalista Kathrin deBoer gravando faixas com DJ Vadim e tocando com a banda ao vivo de Bonobo, e remixando faixas para gravadoras como The Elephant, Trojan & Quannum. Em um jazz soul experimentalista, o resultado é uma nostalgia estranha dum porão empoeirado, cheio dos melhores discos que você nunca ouviu falar, enquanto uma voz que não se consegue definir parafraseia melodias que você não esquecerá.

Belleruche - (2007) Turntable Soul Music:

01 Northern Girls
02 Bump
03 Reflection
04 Minor Swing
05 Balance
06 Bird Mess
07 13:6:35
08 Alice
09 The Itch
10 It'll Come
11 Bought & Sold

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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Lettuce - (2019) Elevate


Por mais de duas décadas, Lettuce, banda estadunidense, trouxe uma nova vitalidade ao funk clássico, combinando seus grooves suaves e espirituosos com urgentes inspirações do hip-hop. Musicalidade excepcional marcada por improvisações cheias de estilo são elementos essenciais de sua alquimia sonora. Composta por Adam Deitch na batera, Adam Smirnoff e Eric Krasno nas guitarras, Erick "Jesus" Coomes no baixo, Neal Evans no teclado, Nigel Hall no teclado e vocais, Ryan Zoids no saxofone, e Eric Bloom no trompete, essa mini orquestra exibe sua competência técnica em performances que contagiam de alegria seu público. Elevate é a sexta e atualíssima paulada de estúdio dessa rapaziada. Eis uma bolacha repleta de brilho e personalidade, repleta de grooves bombados e vigorosos que levantam qualquer defunto! Cada faixa trás uma ferocidade arrebatadora nas batidas, numa pegada quente cheia de força e vontade; os metais são impactantes, causando choques rítmicos em cada marcação certeira; teclados, guitarras e baixão criam aquela ambientação malemolente que nos acaricia e seduz. Gostoso demais!

Lettuce - (2019) Elevate:

01 Trapezoid
02 Royal Highness
03 Krewe
04 Shmink Dabby
05 Everybody Wants To Rule The World
06 Gang Ten
07 Ready To Live
08 Larimar
09 Love Is Too Strong
10 Purple Cabbage
11 Trapezoid Dub

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domingo, 29 de setembro de 2019

The Haggis Horns - (2007) Hot Damn!


The Haggis Horns quase não precisa de introdução, tendo estado na vanguarda da cena do funk no Reino Unido desde que chegaram à nossa atenção como uma seção virtuosística de metais do lendário álbum Keb Darge Presents The New Mastersounds em 2001. Em seguida, formaram sua própria banda completa em 2004 e tem atualmente quatro álbuns. Hot Damn! é o seu primeiro trabalho. Eles têm agitado multidões em todo o mundo há anos, conquistando fãs com seu distinto funk eclético que combina break-beats, afrobeat, soul e hip-hop. Os membros do The Haggis Horns tocaram e gravaram com artistas como Jamiroquai, John Legend & The Roots, Amy Winehouse, Corinne Bailey Rae, Take That, Mark Ronson, Martha Reeves, Roots Manuva, Lou Donaldson, Elbow, Nightmares On Wax, Dennis Coffey, Adele, Finley Quaye, Robbie Williams, Morcheeba, Duran Duran, Craig Charles Presents The Fantasy Funk Band, The Cinematic Orchestra, Lisa Stansfield, Kano, Estelle, Lily Allen, KT Tunstall e Snowboy, para citar alguns. Bem, só com esse currículo de experimentações e performances, já sabemos o que esperar de Hot Damn!.

The Haggis Horns - (2007) Hot Damn!:

01 Enter The Haggis
02 Pipe Bag
03 Hot Damn! [Feat. John McCallum]
04 The Traveller Part One
05 The Traveller Part Two
06 Eskimo
07 Huffalump
08 The Bump
09 Got To Lose Your Way [Feat. John McCallum]
10 Tribe Vibes
11 The Naughty Buddha
12 Who's Gonna Take The Weight

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sábado, 28 de setembro de 2019

Big Boss Man - (2005) Winner


Big Boss Man é uma banda inglesa de soul-funk gelatinoso psicodélico. Winner é o seu excelentíssimo segundo álbum. Continuam bem, e acredito que com o andar de sua carruagem artística, ainda não deixaram a peteca musical cair. Carruagem e peteca caem bem como metáforas aqui, pois a sonoridade dessa rapaziada nos infere imagens claras de movimento, fluência, balanço e danças saltitantes. A primeira faixa Kelvin Stardust já inicia-se numa pegada bruta de batera acompanhada por um tecladinho setentista venenoso e uma guitarra atulhada de swing; é um saboroso convite para toda a pancada musical da faixas posteriores. O disco continua e mutações flutuantes vão se embrenhado explosivas em efeitos meio eletrônicos, meio orgânicos, numa suruba sonora super volatilizante de grooves pesados e firmes. Fusões sonoras mirabolantes derretem-se no ar ao desdobramento de cadências melódicas virtuosísticas, e uma base poderosa alinha-se desta vez numa mistura de experimentos rock'n'roll. Um tempero de delay cai bem para dar aquele efeito psicodélico maroto e ecos de profundidade viajante. Outro disco show de bola!

Big Boss Man - (2005) Winner:

01 Kelvin Stardust
02 Fall In Fall Out
03 Complicated Lady
04 Tu As Cache Mon Talent Ma Cherie
05 Reach Out
06 Oh My Gawd
07 B.O.O.G.A.L.O.O
08 Fever Special
09 Everybody Bogaloo
10 Jackson Is
11 The Hawk
12 Got It So Bad
13 Deception

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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

The Link Quartet - (2004) Italian Playboys


The Link Quartet nasceu em 1993 e, ao longo dos anos, construiu uma reputação mundial e se tornou uma das bandas mais distintas relacionadas ao som de órgão Hammond. Uma mistura única de funk, rock e soul, fortemente ligada às gloriosas bandas do passado e sempre apontada para o futuro com um toque moderno e inconfundível. A banda sempre trabalhou duro no estúdio e lançou seis álbuns de estúdio, dois ao vivo, vários singles e EPs e apareceu nas compilações mais importantes das últimas duas décadas, trabalhando com gravadoras como Acid Jazz, Record Kicks, Hammond Beat, Sony, Soundflat e muitos outros. Ao vivo, The Link Quartet se apresentou em quase todo o mundo, dividiu o palco com artistas como Brian Auger, The Music Machine, Manu Chao, Sharon Jones & The Dap Kings, Charles Bradley, Big Boss Man, entre outros e participou de alguns dos festivais mais eminentes. O Link Quartet passou o último ano em turnê pela Itália, França, Espanha, Bélgica e Alemanha, trabalhando em novas músicas e construindo um novo som coletivo forte e dinâmico. Italian Playboys é o seu primeiro álbum.

The Link Quartet - (2004) Italian Playboys:

01 Move Move Move
02 Italian Playboys
03 Deliquesced By Devonshire
04 Milwaukee Hunter
05 Rubber Monkey
06 Greased On Delta Street
07 Janine
08 Portofino Vespa Rider
09 Ladyshave
10 Glass Onion
11 Briar Patch
12 After And Once Again
13 Spider Baby
14 Take Four

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