sábado, 31 de agosto de 2019

Quasimode - (2011) Magic Ensemble


Ainda há discos que são extremamente difíceis de se encontrar em qualquer plataforma de streaming ou mesmo para baixar. O quinto álbum, Magic Ensemble, dos japoneses tocadores de excelentíssimo jazz, Quasimode, levou uns cinco anos para reaparecer no meu computador. Eu tinha o conseguido por meio dum arquivo FLAC torrent há um tempão, mas aí meu computador resolveu dar pau e acabei perdendo o arquivo que já havia demorado muito para encontrar; o consegui novamente hoje e logo corri para subi-lo para cá. Então, se você também é um grande admirador dessa banda maravilhosa que é o Quasimode, não perca tempo e downloadei-o agora mesmo e uploadei-o numa outra nuvem! Quanto ao disco, temos aquele tesão musical de sempre e de alta qualidade ribombante. Jazz profissionalíssimo, exagerado de bom, escandaloso de lindeza, superlativo de elegância e melífluo de molhar a calcinha da cônjuge. Não tem um disco sequer desses camaradas que seja ruim! Só sabem fazer trabalhos com impecabilidade estética! E já enchi linguiça o suficiente, tchau!

Quasimode - (2011) Magic Ensemble:

01 Ant Soldier
02 Whisky's High
03 Music Can Change The World
04 Lush Life
05 Waltz Ga Kikoete
06 No More Sadness
07 Conglis Strut
08 Sympathy For The Devil
09 Naghol Jumping
10 Rebel Riot
11 Flyin' To The Dark
12 Cosmic Eyes
13 Seven Colors

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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Bohemianvoodoo - (2010) Lapis Lazuli


Sabemos, o mundo está uma chatice! E o mundo sempre foi uma chatice, rsrsrs. Em nossas rotinas tudo parece em ordem e normal, mas isso é apenas a superfície polida do desespero e da necessidade de sobrevivência que se escondem nas frestas de nossos egos. E o que essa filosofia de botequim tem a haver com o disco de hoje? Bem, o primeiro álbum dos excelentíssimos jazzeiros japoneses do Bohemianvoodoo, intitulado Lapis Lazuli, certamente é um antídoto temporário inebriante para as consciências que já estão cansadas da chata labuta mortífera cotidiana. De vez em quando é preciso relaxar para recarregar as energias, não é?! Se desligar da morbidez escravizadora das tarefas diárias. Às vezes só um pouquinho. Temos um disco belo, refinado, lindo e maravilhoso. Tecnicamente virtuoso e muito bem tocado; profissionalíssimo na produção e acabamento estético; sublime e ascensional, um perfume incensário para espantar as catingas sonoras dum mundo repleto de músicas e barulhos idiotizantes. A beleza salvará o mundo! No entanto, somente se a nossa feiura não destruir tudo antes.

Bohemianvoodoo - (2010) Lapis Lazuli:

01 Pattern Of The Earth
02 Hooker Smokers
03 Padmini
04 Urimm & Thummim
05 Star Trip
06 Cradle
07 Jet Setter
08 Lapis Lazuli

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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Mountain Mocha Kilimanjaro - (2009) Mountain Mocha Kilimanjaro


Falemos daquele tipo de som que quando você não está lá nos seus melhores dias, ele aparece para colorir todo esse momento com alegria e alto astral, e você já nem se lembra mais daquilo que o havia atormentado. Sem dúvidas que isto equivale à bolachinha que lhe apresento hoje: o monumental primeiro álbum auto-intitulado do também monumental grupo japonês de soul-funk, Mountain Mocha Kilimanjaro. Esta é terceira vez que esses camaradas aparecem por aqui. Finalmente achei o primeiro disco deles; depois de mais ou menos dois anos de paciência. Bem, em Mountain Mocha Kilimanjaro debut, a qualidade sonora mostra sua excepcionalidade inicial de muito bom gosto, com o groove arregaçando tudo e botando todo mundo para requebrar. Na produção podemos perceber a preferência por elementos orgânicos e próximos da sonoridade ao vivo, e com timbres bem naturais dando um efeito vivaz de nostalgia do soul-funk clássico. Seguem uma linha muito bem definida que reporta suas influências para a manutenção da tradicionalidade dum gênero musical muito bem solidificado. Vai, que é um discão!

Mountain Mocha Kilimanjaro - (2009) Mountain Mocha Kilimanjaro:

01 Time Has Come
02 Yellow Soul Force (Parts II & Parts III)
03 The Changes
04 The Bunch
05 Interlude
06 Baggy Pants
07 Don't Touch, Just Watch Me!
08 D.F.T.
09 Interlude
10 Big Pig Affair
11 Blues Of The Kilimanjaro
12 Black Dog, Black Cat, Black Bird
13 Eastwood Magic City
14 Why Am I Standing Here?
15 Immigrant Song
16 Theme From Blackbirds

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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Toconoma - (2014) Tent


É inacreditável o como essas bandas japonesas de música instrumental não param de fazer música boa. Fico surpreendido a cada nova descoberta de bandas similares do gênero. O que quase todas elas têm em comum é o seu gosto por rock e jazz, e em na maioria delas esses dois gêneros geralmente casam-se com total maestria. Uma outra coisa que sempre está presente é a sua ardente paixão por pianos e teclados. Esses são instrumentos que nas mãos nipônicas operam milagres estéticos de alto refinamento e sofisticação. Toconoma é mais uma dessas bandas que já numa primeira faixa de seu disco, nos conquista com amor e êxtase sublime. Seus integrantes são: Ryutaro Nishikawa no teclado e efeitos eletrônicos, Ray Yako no baixo, Ikuya Shimizu na batera, e Kotaro Ishibashi na guitarra. Em Tent, seu segundo álbum, essa rapaziada nos traz um som que expira leveza e sublimidade, lirismo melódico e técnica performática, jovialidade inocente e maturidade profissional, tudo belo e em sutis minimalismos oníricos. Um disco gostoso para se ouvir em passeios noturnos nos fins de semana pelas avenidas das grandes cidades.

Toconoma - (2014) Tent:

01 ANAHEIM
02 Relive
03 Ves
04 Hello Goodbye
05 Jackie
06 And Her Little Kitchen
07 Dawn
08 Yellow Surf
09 The Morning Glory

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terça-feira, 27 de agosto de 2019

Hyakkei - (2009) Okurimono


Temos aqui um grupo instrumental formado em 2003, Osaka, Japão, consistindo apenas de baixo, bateria e guitarra. Hyakkei em japonês significa literalmente "centenas de paisagens". E quando você ouve as músicas de Hyakkei, você entende perfeitamente porque Hyakkei é um nome apropriado para um grupo sensacional, cujos sons trarão pinturas astrais de muitas paragens contemplativas para todos os seus ouvintes. Okurimono é o segundo álbum do grupo. Tudo se desenvolve num post-rock super esvoaçante e rarefeito, com singelos dedilhados policromáticos e languidos movimentos preguiçosos. Muitos movimentos melancólicos e introspectivos que desenham em nossas mentes múltiplas paisagens bucólicas de gostosos passeios de carro em estradas interioranas. Esse é um trabalho para você deitar na grama dum parque e ficar curtindo uma viagem introvertida ao mesmo tempo em que fica brisando no fluir das nuvens no céu. O disco é bem minimalista e despojado, não se arrisca em virtuoses instrumentais muito sofisticadas, mas manda bem fazendo o máximo com o mínimo.

Hyakkei - (2009) Okurimono:

01 Reading
02 Flying Carpet
03 Sky Walk
04 Mackerel Sky
05 Town Light
06 Sea Library
07 Pleasant Talk
08 Gata-Goto-Gata
09 My Waltz
10 Over The Night
11 Nano Flower
12 Yellow Jackets

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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Tokyo Ska Paradise Orchestra - (2009) Paradise Blue


Uma das bandas mais inusitadas do ska mundial está de volta ao Santería. Os japoneses do Tokyo Ska Paradise Orchestra não decepcionam nunca. Ainda não escutei todos os discos dessa rapaziada, mas não duvido de que todos eles sejam excelentes; pelo menos, os que ouvi até o momento, são todos maravilhosos. Eis uma daquelas raras bandas que incrivelmente só conseguem fazer discos bons; fica até difícil ter um só como favorito. Acho que Paradise Blue é o décimo-quinto álbum de sua longa discografia (é uma porrada de discos, cara!). Mais uma bolacha com pegada quente, transpirando força arrebatadora e poderosa desenvoltura técnica. Tokyo Ska Paradise Orchestra não é uma banda tradicional de ska; sua música é repleta de experimentalismos malucos que às vezes parecem exagerados, mas que na real acabam a caracterizando excentricamente com grande destaque. Além do ska, somos levados numa viagem que passa por um jazz brutal, um reggae simpático, e de vez em quando um suave punk hardcore. Paraside Blue também prenderá sua atenção até o fim. Siga o fluxo e sinta a pegadis!

Tokyo Ska Paradise Orchestra - (2009) Paradise Blue:

01 Routine Melodies
02 Paradise Blue
03 Lightning Sword
04 Heaven's Door
05 Witching Hour
06 Silent By Your Side
07 Like Jazz On Fire
08 Farewell Waltz
09 Already Steady
10 You'll Never Walk Alone
11 Carnaval
12 Sugar Fountain

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sábado, 24 de agosto de 2019

Soil & "Pimp" Sessions - (2006) Pimp Of The Year


Soil & "Pimp" Sessions é uma banda japonesa de jazz explosivo, composta pelos músicos: Shacho, Tabu Zombie, Josei, Akita Goldman e Midorin. Soil & "Pimp" Sessions combina a mais alta musicalidade com uma atmosfera descolada e agressiva. Seu  jazz é rude, pesado e violento, mas sem perder a sofisticação e beleza; está numa constante tensão de ponto de ebulição. Eles originalmente se conheceram em um evento dum clube em Tóquio em 2001. A cena do clube foi dominada por DJs até que Soil & "Pimp" Sessions chegaram reformulando o molde com intensa força performática. Chamando a música deles de "death jazz", eles ganharam reconhecimento por apresentarem uma forma original de jazz alternativo agressivo. Não demorou muito para que se tornassem uma das bandas favoritas mais novas do Japão e dos principais festivais, incluindo o Fuji Rock. Seu avanço internacional veio quando Gilles Peterson, o renomado DJ britânico, os apresentou em seu programa WorldWide, da Radio 1Pimp Of The Year é o quarto álbum, e nele a paulada virtuosística continua firme, forte e potentíssimamente superlativa.

Soil & "Pimp" Sessions - (2006) Pimp Of The Year:

01 Memai
02 Summer Goddess
03 Worldwide
04 Crush!
05 Sabotage
06 Scoop Out
07 Sahara
08 Hahen
09 The Black Widow Blues
10 The White Window
11 I-Rony
12 Last Long
13 Satsuriku New Wave
14 Need For Speed

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