quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Zé Ramalho - (1979) Zé Ramalho II Ou A Peleja Do Diabo Com O Dono Do Céu


Sou um recente apreciador da música de Zé Ramalho. Escuto-o com mais atenção há mais ou menos uns oito anos. Antes eu só escutava uma música dele aqui e acolá nas rádios que meus pais costumavam ouvir. Todas a pessoas mais velhas frequentadoras do falecido boteco da minha mãe, o citavam e tocavam suas músicas quando aparecia um violão por lá. Tocar violão e não saber mandar um Zé Ramalho, não tem graça. Quando Zé Ramalho II Ou A Peleja Do Diabo Com O Dono Do Céu foi lançado, eu nem havia nascido, e certamente o segundo álbum desse grande artista brasileiro, deve ter sido um sucesso. Nessa mesma época, Raul Seixas já vinha revolucionando a música brasileira com seu rock inteligente e popular, e Zé Ramalho segue mais ou menos na mesma pegada, mas com claríssimos elementos estéticos bem particulares, formando um estilo próprio e uma carreira muito mais bem solidifica e reconhecida. Aqui temos uma bolacha perfeita! Excepcionais composições e arranjos; ritmos muito bem combinados em performances de beleza e técnica; e letras que deveriam ser de inspiração obrigatória até hoje. 

Zé Ramalho - (1979) Zé Ramalho II Ou A Peleja Do Diabo Com O Dono Do Céu:

01 A Peleja Do Diabo Com O Dono Do Céu
02 Admirável Gado Novo
03 Falas Do Povo
04 Beira-Mar
05 Garoto De Aluguel
06 Pelo Vinho E Pelo Pão
07 Mote Das Amplidões
08 Jardim Das Acácias
09 Agônico
10 Frevo Mulher

Deguste um fluxo (faixa Admirável Gado Novo):



Obs: A música sendo um tapa na cara de cada um que ali está cantando-a: povo marcado, povo feliz! Rsrsrs.

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Otto - (2009) Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranquilos


Bossa Nova Foda: "Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranquilos é o quarto álbum de estúdio [...] do pernambucano Otto [...]. O trabalho [...] foi inspirado principalmente na obra A Metamorfose [...] de Franz Kafka, com fortes influências entre a vida pessoal do cantor e a relação dela com o livro [...]. Otto também abre espaço para unir diferentes ritmos musicais, representados pelos cantores que participaram da produção do disco, como a mexicana Julieta Venegas, a paulistana Céu e os também pernambucanos de Nação Zumbi e Cordel Do Fogo Encantado. [...] Os tais sonhos intranquilos referem-se, segundo Otto, aos momentos de negociação com as gravadoras, fato que acabou por determinar a produção independente do disco. Participaram da produção do disco o guitarrista da banda Cidadão Instigado, Catatau; o baterista e o baixista de Nação Zumbi, Pupillo e Dengue. [...] Otto parece sofrer uma metamorfose durante a elaboração e conclusão do disco, ao superar críticas ao seu trabalho, término do seu casamento [...] e morte da sua mãe e então, produzir o que é considerado por boa parte da crítica, o seu melhor disco".

Otto - (2009) Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranquilos:

01 Crua
02 O Leite
03 Janaína
04 Meu Mundo
05 6 Minutos
06 Lágrimas Negras
07 Saudade
08 Naquela Mesa
09 Filha
10 Agora Sim

Deguste um fluxo (faixa Crua):



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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Neural Code - (2009) Neural Code


Whiplash: "Kiko Loureiro se mostra em uma incansável fase criativa... Depois de tantos problemas com o Angra, o guitarrista lançou [...] 'Neural Code', projeto em que se associou aos amigos de longa data Thiago Espírito Santo (baixo) e Cuca Teixeira (bateria) [...] mas, para melhor compreensão da proposta do 'Neural Code', é necessário que se conheça Cuca Teixeira e Thiago Espírito Santo. O primeiro é um baterista de formação jazzística que já trabalhou com personalidades famosas do gênero,  [...] além de figuras da MPB [...]; enquanto Thiago vem fazendo seu nome como baixista de música instrumental brasileira contemporânea [...]. O que o ouvinte encontrará é música criada através de jams [...] que experimentam com o rock, jazz e inúmeros ritmos tipicamente brasileiros. Tudo é entrelaçado de forma bastante complicada e com toda a liberdade de expressão necessária para que o resultado fosse uma espécie de fusion bem brasileiro [...]. Três mentes tão distintas somadas a tanta intimidade com seus respectivos instrumentos musicais certamente fazem de 'Neural Code' um álbum respeitável [...]".

Neural Code - (2009) Neural Code:

01 Drenal
02 For All
03 Ilusão De Ótica
04 Miró
05 Equação Do Tempo
06 Sombra Da Lua
07 Cangaceiro Marroquino
08 Pensativo

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sábado, 24 de fevereiro de 2018

Nomade Orquestra - (2017) EntreMundos


Nomade Orquestra retorna com seu segundo disco: EntreMundos. A consciência coletiva da orquestra traz um amálgama aventureiro das culturas musicais de maior alcance no mundo. Gravado nos Estúdios Red Bull, São Paulo, Entremundos é como um campo de música cósmico onde os sons do ethio-jazz, indian classical e oriental misturam-se a ritmos afro-brasileiros com influências do jazz, funk, soul e hip-hop. O álbum é surpreendente, Nomade Orquestra conquistou o mundo com perfeição. O álbum abre com Jardim De Zaira - uma homenagem ao bairro da região do ABC, onde a banda se encontra e ensaia. Felag Mengu encontra-se entre o ethio-jazz de Mulatu Astatke e o desert blues de Tinariwen. Olho Do Tempo é outra encarnação encantadora impossível de definir o estilo de música. O momento mais selvagem do álbum vem da grande Rinoceronte Blues, com harmônicas ascensionais, pontas de órgão com alma, e arranjos que destacam as profundidades do infinito alcance de suas influências. Não dá para não se admirar e ficar orgulhoso com a beleza do que tem sido produzido na música instrumental brasileira atual.

Nomade Orquestra - (2017) EntreMundos:

01 Jardins De Zaira
02 Rinoceronte Blues
03 Terra Fértil
04 Estrada Para Camomila
05 Felag Mengu
06 Vale Da Boca Seca
07 Madame Butterfly
08 Deliriuns
09 Olho Do Tempo
10 Travessia

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Rica Amabis - (1999) Sambadelic


De Disco Furado: "[...] Rica Amabis se escudou de uma grande quantidade de parceiros de produção, tais como Tejo Damasceno, Maurício Tagliari, Jorge Espírito Santo, Black Alien e Speed, dentre outros, e mais intérpretes e músicos: Paula Lima, Andrea Marquee, Céu, Guga Stroeter e integrantes da Nação Zumbi são alguns nomes convidados. 'Sambadelic' tem 11 canções que fazem um amálgama, uma fusão, de música brasileira com programações eletrônicas e outros ritmos, como o baião, na versão de 'Vozes Da Seca' (Luiz Gonzaga/Zé Dantas); e samba, nas interpretações de 'Mulata Assanhada' (Ataulfo Alves), com voz de Andrea  Marquee, e na belezura de 'Falsa Baiana' (Geraldo Pereira), voz de Céu. O samba é o forte do disco, tanto que entre as canções há samples de definições do samba nas vozes de Oswaldo Sargentelli, Paulo Vanzolini, Fred 04 e Tobias da Vai-Vai [...]  'Sambadelic' fortaleceu as produções do drum'n'bass nacional, a cara mais brasileira da produção de DJ's que ganhou bastante notoriedade na segunda metade dos anos 90. Um trabalho bem brasileiro (e paulista)".

Rica Amabis - (1999) Sambadelic:

01 Samba Tal Sabá
02 Mulata Assanhada
03 A Falsa Baiana
04 Vozes Da Seca
05 Marcio, Leonardo E Telmo
06 Terra Em Transe 2
07 Esquema Freestyle
08 Ubá
09 Noel
10 Drum'N'Sambass
11 Steve Austin

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Macaco Bong - (2012) This Is Rolê


Este é o tipo de música brasileira que me dá um tesão ouvir, rsrsrs. Aprendi a gostar imensamente da música instrumental. E ainda mais quando essa música instrumental é de uma qualidade profissional digna e no páreo ao que é produzido internacionalmente dentro do gênero do math e post rock. Macaco Bong vai mais ou menos por aí nessa pegada. Rock instrumental pesadão e viajante cheio de espontaneidades acrobáticas e experimentalismo brisantes. This Is Rolê é o segundo excelente trabalho desse power trio porrada. O disco é de 2012, e de lá para cá a banda passou por mudança de formação, lançou outros trabalhos e experimentou loucamente novas estéticas. Eu prefiro o que foi desenvolvido nos dois primeiros trabalhos, entretanto, o que foi lançado posteriormente também tem coisas interessantes para serem degustadas. This Is Rolê é pesado, é bruto, é gostosamente chucro. Também é viajante e contemplativo quando quer. Tem groove, tem balanço e não deixa a desejar para quem quer bater cabeça. Tenho saudade desse Macaco Bong aqui. Pauleira!

Macaco Bong - (2012) This Is Rolê:

01 Otro
02 O Boi 957
03 This Is Rolê
04 Broken Chocobrad
05 Copa Dos Patrão
06 Mullets
07 Summer Seeds
08 Seu João
09 Dedo De Zombie

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Lenine - (1997) O Dia Em Que Faremos Contato


Lenine não fará mais um disco como O Dia Em Que Faremos Contato, o terceiro de sua carreira e o primeiro solo. É claro que o artista não tem a obrigação de se repetir esteticamente, no entanto, é certo que em O Dia Em Que Faremos Contato, Lenine criou um parâmetro musical que deveria perpetuar mesmo que sutilmente em toda sua obra. Este é o melhor disco do cantor, segunda a minha particularíssima opinião. Fiquei encanto na minha primeira audição, e a admiração por este trabalho só veio crescendo logo depois. Esta é o obra prima do cantor e compositor pernambucano. Aqui a MPB é elevada a níveis experimentais moderníssimos colocando-a num novo patamar de desenvolvimento. Não há nada especificamente revolucionário, mas você deve se ater ao trabalho excepcional com a linha de groove mantida em toda a bolacha. A batucada de pandeiro do repente e embolada nordestinos, o molejo ligeiro do samba, uma viola ao estilo bossa-nova customizada e quente, e muita poesia em letras maravilhosas engajam-se na construção desta pérola. E ainda temos a participação do rapper brasiliense GOG! Show!

Lenine - (1997) O Dia Em Que Faremos Contato:

01 A Ponte
02 Hoje Eu Quero Sair Só
03 Candeeiro Encantado
04 Etnia Caduca
05 Distantes Demais
06 O Dia Em Que Faremos Contato
07 A Balada Do Cachorro Louco (Fere Rente)
08 Aboio Avoado
09 Dois Olhos Negros
10 O Marco Marciano
11 Que Baque É Esse?
12 Pernambuco Falando Para O Mundo
13 Bundalelê
14 Mote Do Navio

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