terça-feira, 21 de agosto de 2018

Fox Capture Plan - (2017) FRAGILE


Mais uma bolachinha saborosa vinda diretamente da terra do sol nascente. Jazz! Sim, mais uma e muitas vezes, jazz! Você gostou do Mouse On The Keys? Eu sei que gostou, por isso, com certeza também saboreará entusiasticamente o trio Fox Capture Plan. Uma batera, um cello, um teclado, e o pau come solto. Muita simplicidade e beleza, acabamento refinadíssimo, produção fodásticaFRAGILE é o quinto álbum deste power trio jazzístico. É um disco suave e elegante com diversos momentos de êxtase contemplativo; há delicadeza lírica intercalada com grooves recheados e encorpados, há ascensão melódica digressiva em virtuosos solos tecladísticos, e há uma paz de espírito que preenche o ambiente com sonoridade angélica. Temos uma trilha sonora para momentos relax, acompanhado de um bom vinho, ou de uma breja mesmo! Mas, como sei que hoje é terça-feira (e provavelmente você já deve estar pensando na sexta), não tem vinho nem breja, então, fiquemos só com o momento relax a nos dar força para o restante da semana. Sonzeira devidamente garantida. Até mais!

Fox Capture Plan - (2017) FRAGILE:

01 FRAGILE #1
02 FRAGILE #2
03 エイジアン・ダンサー
04 The Gift
05 Bouncing Walk
06 Brianstorm
07 Prospect Park
08 Terminal 2
09 Possibillity
10 Aerial

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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Mouse On The Keys - (2018) Tres


Eles voltaram! Mouse On The Keys, o trio japonês que bota pra f#d%r com apenas uma batera e dois teclados. Mas, neste terceiro álbum de estúdio intitulado Tres, sentimos o desdobrar estético de uma morosidade complacente e depressiva, um encadeamento minimalista simplificado e soturno, um experimentalismo que perambula por ambiências em vista da contemplação. Fluindo por caminhos incertos, e contudo, sem perder os seus elementos principais característicos, Mouse On The Keys apresenta-nos um disco sincero, honesto e sem qualquer preocupação ostensiva. Vai brincando com ruídos, compondo texturas estranhas e fugazes que por um instante ou outro embrenham-se em digressões melódicas mais singelas e sóbrias. Traz uma mistura com alguns efeitos eletrônicos, e aquela violência de viradas quebradas e inesperadas, dá lugar à vociferações ascensionais e combinações estruturais cautelosas. Bastante introspectivo, modesto e esvoaçante; um disco para ouvir deitado na grama enquanto se contempla as nuvens passarem. É um belo trabalho com seus devidos méritos.

Mouse On The Keys - (2018) Tres:

01 Clarity
02 One Hundred Twenty
03 Stars Down
04 Time
05 Phases
06 Pulse
07 Golconda
08 The Prophecy (Tres Version)
09 Dark Lights (Tres Version)
10 Shapeless Man

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domingo, 19 de agosto de 2018

Indigo Jam Unit - (2006) 2X2


Todo dia de domingo para aqueles que levam uma vida de ferrenhas labutas semanais em nome da sobrevivência, o que mais desejam depois de um descanso matinal e um almoço caprichado por volta do meio-dia, é uma suave fluência vespertina morosa e gostosa, recarregadora de bateria para a próxima semana de escravidão, ops... trabalho. Bem, se você é um dos que têm a oportunidade de aproveitar tranquilamente sua tarde de domingo, deixarei uma ótima recomendação de trilha sonora para seu relaxamento e tranquilização. Retornamos aqui no blog com mais uma pérola da terra do sol nascente, a banda japonesa de jazz contemporâneo Indigo Jam Unit; espere e ainda verá muitas outras preciosidades dessas em futuras postagens. 2X2 é o segundo disco deles, e como me referi também ao comentar sobre seus compatriotas do Quasimode, os caras só possuem trabalhos FULLdidos que devem muito ser ouvidos antes de se desencarnar. Sobre o álbum: virtuosismo jazzístico cheio de técnicas e habilidades instrumentais bem polidas, lindo acabamento de gravação e produção. Boa semana!

Indigo Jam Unit - (2006) 2X2:

01 Sakura
02 Car Chase
03 Ibuki
04 Charlie
05 Alert
06 Gekko
07 Spin A Top
08 2X2
09 5Am

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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

J.A.M. - (2017) Silent Notes


J.A.M. é um power trio jazzístico japonês cujos integrantes fazem parte também do espetacular grupo Soil & "Pimp" Sessions. Este é um projeto paralelo dessa rapaziada. E se você ouviu e curtiu o disco do Soil & "Pimp" Sessions postado anteriormente, já dá para imaginar o que está por vir nesta bolachinha aqui. Coisa fina, logicamente. Mais um disco recheado de passagens exuberantes e lindíssimas, mas com um pegada e proposta um pouco diferente do Soil & "Pimp" Sessions. Enquanto naquele temos um jazz nervosão esbanjando experimentalismos pesados, neste projeto temos o desfilar sublime de uma sonoridade mais amena e flutuante, dando especial atenção e um tratamento polido à lances melódicos mais suaves e ambientais. Há uma predominância de fluxos do piano, o responsável pelas principais arquitetações melódicas do álbum; a batera, mesmo em meio a uma sonoridade mais requintada, tem mão firme e senta o braço em marcações deliciosamente bem cravadas; e o baixão, gordo, encorpado, robusto e forte a solidificar a massa e gostosura da música. Silent Notes é o terceiro disco deste projeto.

J.A.M. - (2017) Silent Notes

01 Manchester
02 Dancer On The Black Keys
03 Alternative War
04 Book Of Love (Feat. L.D. Brown)
05 Bell
06 Apple's Waltz
07 Transitory
08 Serendipity
09 Foundation
10 Totally Disorder
11 Alone (Feat. Jin Oki)

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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Jizue - (2014) Shiori


Shiori é o terceiro álbum de estúdio da excelentíssima banda japonesa de jazz experimental, Jizue. Um disco cristalino, brilhante e lucigênito; é assim que o descrevo, pois as imagens evocadas de suas mirabolantes melodias virtuosísticas e constantes miríades de dedilhamentos técnicos, espalham pelo ar as mais puras ambientações celestiais e angelicais. O trabalho dessa rapaziada mescla as flutuações atmosféricas e introspectivas do post-rock com as sutilezas, refinamento estético e sofisticações do jazz. É muito difícil não se sentir de alguma forma mais elevado emocionalmente depois de uma viagem pelas ascensionais espirais dos discos desses camaradas. Música que sabe respeitar um dos elementos mais desprezados no atual momento da música popular: o silêncio. Música que respeita o silêncio; isso não é contraditório. Jizue é daquelas bandas que sabiamente emula os efeitos certos para pacificar a mente e acalentar a alma, transmitindo sensações contemplativas e extáticas. Imagens límpidas de um céu aberto e infinito combinam-se com uma dança de fluxos aéreos e sutis. Cura a alma!

Jizue - (2014) Shiori:

01 Intro
02 Bullet Bull
03 Photograph (Feat. Ikkyu Nakajima)
04 Shiori
05 March Of Monkey
06 Shinkuro (Feat. Shing02)
07 Fauve
08 Wind
09 Blessing

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Sublimidades esvoaçantes:



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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Soil & "Pimp" Sessions - (2004) Pimpin'


Soil & "Pimp" Sessions é uma banda japonesa de jazz explosivo, composta pelos músicos: Shacho, Tabu Zombie, Josei, Akita Goldman e MidorinSoil & "Pimp" Sessions combina a mais alta musicalidade com uma atmosfera descolada e agressiva. Seu  jazz é rude, pesado e violento, mas sem perder a sofisticação e beleza; está numa constante tensão de ponto de ebulição. Eles originalmente se conheceram em um evento dum clube em Tóquio em 2001. A cena do clube foi dominada por DJs até que Soil & "Pimp" Sessions chegaram reformulando o molde com intensa força performática. Chamando a música deles de "death jazz", eles ganharam reconhecimento por apresentarem uma forma original de jazz alternativo agressivo. Não demorou muito para que se tornassem uma das bandas favoritas mais novas do Japão e dos principais festivais, incluindo o Fuji Rock. Seu avanço internacional veio quando Gilles Peterson, o renomado DJ britânico, os apresentou em seu programa WorldWide, da Radio 1Pimpin' é o seu primeiro álbum, e nele já podemos ouvir claramente a marca que caracteriza a banda até hoje.

Soil & "Pimp" Sessions - (2004) Pimpin':

01 Intro
02 Fuller Love
03 Wives And Lovers
04 Harbor
05 First Lady
06 Pimpnosis
07 Mature
08 Jdf
09 16 Blues
10 Carnaval
11 Satsuriku No Teema

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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Quasimode - (2009) Daybreak


Comecemos o mês de agosto anunciando mais uma paulada nipônica de alto grau! O quarto excelentíssimo disco do grupo japonês de jazz, Quasimode, Daybreak, segue a mesma linha de qualidade de praticamente tudo o que esses camaradas já produziram ou produzirão; acho que dificilmente um dia farão algo ruim, e digo isso por confiar na técnica que eles esbanjam com naturalidade e maestria. Toda a discografia deles vale a pena ser ouvida. Não passe essa encarnação sem conhecer esse tesouro agregador de valor para a sua alma. Aquele piano maroto, super refinado e de bom gosto, dedilhando notas progressivas-digressivas e criando uma base firme e consistente para voos sensacionais; aquela percussão na medida certa recheando os espaços das canções com experimentalismos tropicais; aquele baixão cello encorpado dando vigor e massa ao conjunto; batera de mestre; e os metais... quanta alegria, quanta viagem, quanta sobriedade e virtuosidade. Delicadeza e magia, força e elegância, beleza universal! Trabalho que me faz ainda ter esperança no ser humano. Deguste!

Quasimode - (2009) Daybreak:

01 All Is One
02 Daybreak
03 Happy Few
04 Escape From Darkness
05 Relight My Fire
06 Havana Brown
07 Take Me Out
08 Feelin' Of Four
09 Nation Hill
10 Rules Of The Blood
11 Afro Blue
12 Jellyfish

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