segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Grupo Batuque - (2000) Africa Brazil


Infelizmente consegui pouquíssimas informações sobre este projeto, então o resumirei conforme minhas condições. Grupo Batuque é uma banda que reúne grandes músicos brasileiros para fazer excepcionais experimentos com samba, jazz, grooves diversos e muita influência da música tribal e de raiz africana. Tem como integrantes os senhores, Wilson Das Neves - sambista carioca; Robertinho Silva - baterista e percussionista;  Ivan Conti - batera do legendário Azymuth; e Leo Leobonz - outro percussionista de peso com larga experiência e formação musical. Africa Brazil, o terceiro trabalho dessa empreitada, é um apanhado de multifacetadas experimentações tremendamente malucas. Me senti entrando num terreiro de Candomblé onde ao mesmo tempo ocorria um show de jazz. A jornada espiritual dessa bolacha começa pelo samba, passa pelas acrobacias da Capoeira, cai numa batucada feroz, tribal e primitiva, faz invocações aos Orixás, tempera loucuras com elementos eletrônicos repletos de swing, e entremeia suas desconcertantes viagens com a virtuose jazzística. Isso é um ritual mágico em forma de disco!

Grupo Batuque - (2000) Africa Brazil:

01 Berimbau Capoeira De Angola - Mamma África
02 Sa Con Janga
03 Berimbau
04 Tarumã
05 Keyzer
06 Ginga Capoeira - Ao Vivo
07 A Lua Girou Girou
08 Jongo Jade
09 Batucumba
10 Bo
11 Read Between The Lines
12 Roda Baiana
13 Umbabaraumba - Ponta De Lança Africana

Deguste um fluxo:



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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Pata De Elefante - (2006) Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha


Eis a segunda fabulosa bolachinha intitulada Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha, dos gaúchos da banda de rock instrumental, Pata De Elefante. Gosto pra carOlho do som dessa rapaziada! Primeiro, é música instrumental - amo demais!; segundo, é rock'n'roll - amo demais pra p#rr@!; e terceiro, é música brasileira de alta qualidade. São apenas três motivos para iniciar minha resenha fajuta, mas eu poderia delinear tecnicamente vários outros. Como isto aqui não é uma análise acadêmia, e sim um simples comentário despretensioso que ninguém lê e só entra no link pra correr pro download, posso enrolar mais algumas linhas antes de falar propriamente sobre o disco. Bem, em Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha, o trio gaúcho não deixa a peteca cair e faz jus absoluto a sua ótima reputação de ótima banda instrumental conseguida com seu debut álbum. Eles mantêm a linha do primeiro disco: elementos setentistas, blues, surf music e rock brasileiro. Acredito que tenha sido uma ótima escolha, pois não se meche em time que está ganhando. Esse é também um delicioso trabalho que merece ser ouvido.

Pata De Elefante - (2006) Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha:

01 Carpeto Volatore
02 Solitário
03 Hey!
04 Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha
05 Pesadelo Hippie 3
06 Estranha
07 Marta
08 Presente Para Mary O
09 Dorothy
10 Gigante
11 Pesadelo Hippie 4
12 Da Tua Irmã Eu Também Gosto
13 Bolero Das Arabias
14 Breve Visita De Wilson A Nova Orleães
15 Bang Bang
16 Satuanograso
17 Don Genaro
18 Até Mais Ver!

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Fagulhas ao "vivis"! (faixa Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha ao vivo no Instrumental SESC Brasil):



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sábado, 10 de fevereiro de 2018

Clube Do Balanço - (2009) Pela Contramão


Arquivo Do Samba Rock: "[...] Ouvindo Pela Contramão, o terceiro álbum da banda, você vai entender como a banda de baile nascida na COHAB transformou-se num must do dancefloor jazz internacional. Como as versões de grandes canções do gênero foram dando espaço pouco a pouco a um trabalho cada vez mais autoral e inventivo. Pela Contramão expande as fronteiras do gênero que consagrou a banda, deixando o samba rock balançar cada vez pro lado do jazz, do soul e do samba de raiz. Marco Mattoli sobe de categoria e se consagra como letrista e compositor de peso, além de um cantor cada vez mais seguro e empolgante, tendo seu talento afiado por centenas e centenas de shows. Edu Salmaso, Gringo Pirrongelli, Tereza Gama, Marcelo Maita, Fred Prince, Tiquinho e Reginaldo '16' se apresentam também como compositores e instrumentistas de inquestionável qualidade [...]. O álbum começa pela instrumental Morando No Sapato onde a banda evoca os temas dançantes de D'Angelo, Ed Lincoln, Henry Mancini misturada com malandragem pop de Wilson das Neves e até uma pitada de surf music".

Clube Do Balanço - (2009) Pela Contramão:

01 Morando No Sapato
02 Sensacional Brenda Ligia
03 E Como O Vento Foi Embora
04 Pela Contramão
05 Preta Rara
06 Tocha Botafogo
07 Galaxy Dourado
08 Pra Não Dar Bandeira
09 Dentro Dos Olhos Dela
10 Fazendo Nada
11 Samba Quebrado
12 Seu Alberto

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Néctar Do Groove - (2011) Néctar Do Groove


Néctar Do Groove surgiu em João Pessoa em 2006 - os irmãos suíços Stephan Tomas (saxofone) e Peter Bühler (percussão) se meteram a fazer jam sessions com Victorama (bateria), Orlando Freitas (baixo) e Cristiano Oliveira (viola caipira), e o resultado foi essa banda - que hoje também conta com o guitarrista Marcelo Macedo. Durante muito tempo o Néctar Do Groove fez seu nome tocando em bares e restaurantes do meio underground pessoense - uma espécie de pequena revolução: nunca foi daquelas bandas que servem apenas de trilha sonora para o bar, chamavam a atenção tocando jazz com viola de dez cordas e baião com saxofone. Naturalmente acabaram tocando em vários eventos alternativos da cidade. O grupo traz uma sonoridade que passeia por diversos estilos musicais tendo sempre o jazz como pano de fundo. Trafega por ritmos e estilos diferentes como: baião, afrobeat, salsa, samba, jongo, funk entre outros, fazendo de seus shows um espetáculo de improvisação e cores em forma de som. Em 2011 lançaram seu primeiro álbum autointitulado que traz sete impressionantes faixas de alto bom gosto.

Néctar Do Groove - (2011) Néctar Do Groove:

01 Terra
02 Rosa
03 03
04 Intermezo
05 Harmonia Sateliteana
06 Vôo Da Viúva
07 Jammix

Deguste um fluxo (faixa Terra):



Apresentação integral no Instrumental SESC Brasil:



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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Pagode Jazz Sardinha's Club - (2011) Cidade Mestiça


Esta é uma rapaziada que com certeza você gostaria de convidar para fazer aquela deliciosa roda de samba na sua casa! Tá lá aquela mesinha de boteco de alumínio, cadeiras para todos que não tem samba no pé (com exceção dos próprios músicos), uma feijoada marota e uma bela loira gelada. Não teremos bagunça nem exageros, teremos é samba refinado com altas doses de jazz virtuosístico. Em Cidade Mestiça, o terceiro álbum do Pagode Jazz Sardinha's Club, a técnica profissional jazzística casa-se gostoso com o molejo swingueiro do samba. Conheci o trabalho dessa galera por meio desse disco, e as impressões iniciais foram instantaneamente impactantes! Coisa fina da mais alta qualidade que nos dá orgulho imenso da produção nacional. Certamente vindo da tradição de um Azymuth e coisas semelhantes, esses cariocas não deixam a peteca cair e arrebentam do início ao fim desse biscoito fino. Metais afinadíssimos; percussões e baixão cheios de groove; bandolim, violas e guitarra dão aquela pegada sedutora e apaixonante para dançar.  Samba, jazz, bossa nova, sensacional!

Pagode Jazz Sardinha's Club - (2011) Cidade Mestiça

01 À Queima Roupa
02 Praia Do Pinto
03 El Suinguer (Dedicado A Edson Menezes)
04 Salsixe
05 Pedra Verde (Dedicada A Jade)
06 Índia - Branca
07 Morena Do Mar
08 Olha A Pretinha (Dedicada A João Donato E Tom Jobim)
09 Na Glória
10 Machucando O Jiló
11 Lola Crioula
12 Criola
13 Baixo Ventre

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Eddie - (2008) Carnaval No Inferno


Vem chegando os dias dos festejos carnavalescos! O reinado da alegria multi-colorida, do batuque pesado, da dança malemolente e das criativas alegorias, tomarão espaço para louvações musicais e artísticas. Para entrarmos no ritmo do tum-tum, ziriguidum, reco-reco, hoje trouxe a quarta bolacha de estúdio do eclético experimental grupo pernambucano Eddie, Carnaval No Inferno. Parece título de uma banda de punk rock, mas não, é título de uma banda que além do rock, também faz samba, frevo, música eletrônica e reggae; fora outras misturas e brilhantes experimentações que der na cachola do grupo. Como é característico das deliciosas bandas pernambucanas, Carnaval No Inferno traz nos cantos aquele sotaque regional que parece ser inerente ao estilo e dá um tom único e original às composições; aquela ironia fina, serena e descontraída; e aquele romantismo cafajeste com prazo de validade nos bailes de fim de semana. Os arranjos são finos, de bom gosto, e executados com descontração e namoricos técnicos em mesclagem com o brega. Chegue junto, bem agarradinho, e siga o fluxo!

Eddie - (2008) Carnaval No Inferno:

01 Bairro Novo - Casa Caiada
02 O Baile Betinha
03 Quase Não Sobra Nada
04 Carnaval No Inferno
05 Me Diga O Que Não Foi Legal
06 Gafieira No Avenida
07 Metrodux
08 Nada De Novo
09 Desequilíbrio
10 Eu Tô Cansado Dessa Merda
11 Dessa Vez Foi Demais

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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Academia Da Berlinda - (2016) Nada Sem Ela


MovinUp: "Demorou, mas finalmente a Academia Da Berlinda chega ao terceiro disco, 5 anos após o ótimo 'Olindance'. Mantendo a mesma formação – Tiné, Urêa, Rabid, Melo, Gila, Naguê e Rocha – músicos que tocam/tocaram em outras bandas da cena pernambucana como Eddie, Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Orquestra Contemporânea e por aí afora, 'Nada Sem Ela' é mais um ótimo disco da mistura que se propõe: frevo, coco, maracatu, cavalo marinho, ciranda, forró, cumbia, afrobeat e carimbó, segundo os próprios. Desta vez, contaram com as participações de Otto, Lia De Itamaracá, Fábio Trummer e outros. Seguindo a fórmula, é música para dançar agarradinho, com a proposta de ser leve e divertida, gostosa, quente, 'envernizada'. [...] O longo tempo de produção entre um disco e outro a experiência acumulada de palco de mais de 10 anos fazem diferença. [...]  O fator replay do som do grupo é um grande trunfo a favor: a exemplo dos anteriores, é um disco que dá vontade de ouvir várias e várias vezes, depurando melhor os detalhes, as harmonias, o uso de instrumentos e a ênfase em cada estilo dada a cada faixa. [...]". - Bom!

Academia Da Berlinda - (2016) Nada Sem Ela:

01 Só De Tu
02 Yayá
03 Nêgo, Nervoso
04 Ela É Vida
05 Dorival
06 Hora De Brincar
07 Mãos Dadas
08 Manteiga No Pão
09 Desmascarada
10 Agora Já Era
11 Corpo Elétrico
12 A Briga Do Pintinho Com O Gato
13 Pedalando
14 Carro Do Gás

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