quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Alpha Male Tea Party - (2017) Health


Alpha Male Tea Party é uma banda britânica de math-rock. E é uma daquelas descobertas que a gente guarda com carinho no coração. Faz uns dois anos que escuto essa banda, mas procrastinei até umas horas para postá-la por aqui. Depois de ouvir seu último lançamento, o terceiro álbum do grupo, intitulado Health, não pude resistir e trouxe-o para cá. Gostei da capa logo de cara, um belo trabalho fotográfico e simbólico; acredito representou um pouco do espírito que permeia todo o trabalho. Como nos outros dois discos anteriores, a banda continua a dar muito ênfase na mistura de ambientações esvoaçantes com pegadas rockísticas agressivas. Riffs de guitarras certeiros; baixo naquela marcação marota em casamento com uma bateria que sem modéstia senta a porrada quando precisa; e muitas viagens atmosféricas contemplativas, sempre do jeitinho que gosto! A fórmula secreta desta bolacha reside no seu poder de suspensão para imagéticos espaços aéreos de infinita libertação. Parece um exagero metafórico da minha parte, mas duvido você não sentir aquela sensação de querer abraçar o céu ao dar o play aqui. 

Alpha Male Tea Party - (2017) Health:

01 Have You Ever Seen Milk
02 Ballerina
03 The Museum Of Walking
04 Nobody Had The Heart To Tell Him He Was On Fire
05 Don't You Know Who I Think I Am
06 Powerful And Professional
07 Carpet Diem
08 Some Soldiers
09 I Still Live At Home
10 No More

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Jizue -(2012) Novel


Novel é o segundo álbum de estúdio da excelentíssima banda japonesa de jazz experimental, Jizue. Um disco cristalino, brilhante e lucigênito; é assim que o descrevo, pois as imagens evocadas de suas mirabolantes melodias virtuosísticas e constantes miríades de dedilhamentos técnicos, espalham pelo ar as mais puras ambientações celestiais e angelicais. O trabalho dessa rapaziada mescla as flutuações atmosféricas e introspectivas do post-rock com as sutilezas, refinamento estético e sofisticações do jazz. É muito difícil não se sentir de alguma forma mais elevado emocionalmente depois de uma viagem pelas ascensionais espirais dos discos desses camaradas. Música que sabe respeitar um dos elementos mais desprezados no atual momento da música popular: o silêncio. Música que respeita o silêncio; isso não é contraditório. Jizue é daquelas bandas que sabiamente emula os efeitos certos para pacificar a mente e acalentar a alma, transmitindo sensações contemplativas e extáticas. Imagens límpidas de um céu aberto e infinito combinam-se com uma dança de fluxos aéreos e sutis. Cura a alma!

Jizue -(2012)  Novel:

01 Intro
02 Sun
03 Unnecessary Pain
04 Chaser
05 C-Loud
06 Hitorinouta
07 Kotonoha
08 ふる里
09 Yubiwa
10 Pray

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domingo, 7 de janeiro de 2018

THRASHKRASH - Vol. 1


Depois meses de recesso e lutas diárias contra a depressão e a falta de sentido da vida, voltei para postar algo no nosso querido Santería. Tá certo que você está pouco se fodendo para o fato deu eu voltar ou não para cá, mas sei que de vez em quando passar por aqui para dar uma pesquisadinha em coisas mais ou menos novas para ouvir deve ser bacana. 2018 chegou e minha preguiça continua a mesma; poucas coisas me motivam a continuar, e uma delas é a música. O amor por ela ainda resiste! Tive um problema no meu computador e perdi uma porrada de coisas que eu iria postar por aqui. Retomarei o trabalho aos poucos; tenha paciência, por gentileza. Como as plataformas de streaming revolucionaram o modo de escutarmos música hoje em dia, é muito provável que você, assim como eu e todo mundo, quase não baixa mais músicas, com exceção certamente de coisas raras que por enquanto não encontramos facilmente nos streamings, portanto, na próximas postagens talvez eu já não coloque mais links para download, já que quase tudo se encontra no Spotify, por exemplo. Tenha um bom ano e fique com minha nova playlist. Tchau!

THRASHKRASH - Vol. 1:

01 Metallica - Hardwired
02 Megadeth - The Threat Is Real
03 Slayer - Repentless
04 Testament - The Pale King
05 Exodus - Blood In, Blood Out
06 Overkill - Shine On
07 Kreator - Violent Revolution...

...e muitíssimos, muitíssimos outros.

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domingo, 26 de novembro de 2017

Bahia Black - (1992) Ritual Beating System


Bill Laswell é um baixista estadunidense famosíssimo, produtor e empresário musical. Esteve envolvido em milhares e milhares de trabalhos e gravações com trocentos colaboradores do mundo todo. Especialista em funk, world music, jazz, dub e ambient music, é com certeza um experimentador e experimentalista de mão cheia. Em 1992, o danado resolveu reunir uma galera do balacobaco para executar um projeto ousado e ambicioso: o Bahia Black. Certamente uma homenagem à sonoridade brazuca onde a mistura, a miscigenação e o ecletismo se juntaram ferozmente para experimentações libertárias e libertinas; musicalmente falando, meu brother! Olha só, o time da parada é composto por: Carlinhos Brown na percussão, violão e vocal; Wayne Shorter no saxofone; Henry Threadgill na flauta; Herbie Hancock no piano; Bernie Worrell no teclado Hammond; Tony Walls na batera; Larry Wright e David Chapman nos baldes (sim, baldes para experimentos percussivos!). Batucadas carnavalescas acasalam-se com fluxos bossa-novícos e muitos improvisos técnicos de jazz. Com certeza é um álbum muito incomum!

 Bahia Black - (1992) Ritual Beating System:

01 Retrato Calado
02 Capitão Do Asfalto
03 The Seven Powers
04 Uma Viagen Del Baldes De Larry Wright
05 Olodum
06 Guia Pro Congal
07 Gwagwa O De
08 Follow Me
09 Nina In The Womb Of The Forest

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domingo, 19 de novembro de 2017

Chris Joss - (2002) Dr. Rhythm


Chris Joss é um produtor e multi-instrumentista francês que até o momento nos presenteou com nove álbuns de estúdio; Dr. Rhythm é o seu segundo. Prepare-se para dançar alucinadamente, para requebrar-se cheio de swing, e para entrar com força no embalo de baladas frenéticas. Atravesse túneis astrais retrospectivos e mergulhe nas ondas nostálgicas de musicalidade fluídica e hiper flutuante. Cada álbum desse camarada é um novo convite a uma viagem muito particular, onde introspecções brisantes complementam-se dialeticamente com extroversões corporais extravagantes. Elucubrações soul-funk setentistas mescladas inteligentemente com modernidades ecléticas e de bom gosto. Dr. Rhythm mostra uma pegada mais eletrônica que permeou os primeiros trabalhos de Joss. Experimentos de samples combinados com organicidades sonoras formariam a essência de seus trabalhos posteriores, e aqui esse empreendimento toma forma e gosto. E por fim, adoro essa capinha nostálgica que faz referência à ciência das misturas e configurações laboratoriais de sonoridades! Chega mais!

Chris Joss - (2002) Dr. Rhythm:

01 Table Of Contents
02 Dr. Rhythm
03 The Gnomes
04 Back On Stage
05 The Sequel
06 The Break In
07 The Fuse
08 No Sampling Allowed
09 Woolly Waltz
10 Blizzard White Out
11 I'm So Electric
12 Constant Vibration
13 Lesson One
14 Bakara
15 Bombay Revisited

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domingo, 12 de novembro de 2017

Bonobo - (2003) Dial 'M' For Monkey


Bonobo é o nome do projeto do DJ britânico, Simon Green. Já é um projeto famoso e adorado por muita gente. Aqui você encontra o melhor da música eletrônica relaxante e contemplativa. Eu já comentei um outro álbum dele por aqui, a obra prima Black Sands. Dial 'M' For Monkey é o segundo disco do artista. São nove faixas de entorpecimento viajante que nos conduz na manha do gato por enevoamentos abstrativos e perambulações rarefeitas duma musicalidade sem pressa de ser feliz, e sem a ansiedade de conclusões mais diretas. É uma compilação de experiências e combinações de beats que vão se amarrando naturalmente num fluxo que parece acompanhar o enredo orgânico da realidade. Uma trilha sonora para os momentos de reflexão e absorção da presença total na vida. O disco é leve, é suave, e tem um refinado desprendimento supra acalentador da alma. O estilo marcante de Bonobo é um entremeio de elementos essenciais do downtempo com as profundidades lúgubres do trip-hop; difícil não cair num estado de torpor e hipnose meditativa no andar da carruagem sonora. Boa viagem!

Bonobo - (2003) Dial 'M' For Monkey:

01 Noctuary
02 Flutter
03 D Song
04 Change Down
05 Wayward Bob
06 Pick Up
07 Something For Windy
08 Nothing Owed
09 Light Pattern

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domingo, 5 de novembro de 2017

Renegades Of Jazz - (2012) Hip To The Remix


Texto sobre o artista adaptado de sua página oficial: Música crua e pesada, fusão do jazz com elementos de breakbeat, levando o jazz de volta para a pista de dança. Tudo começou como uma experiência na tentativa de algo novo. Renegades Of Jazz logo conseguiu assinar um contrato com o selo britânico Wass Records sob a tutela do produtor Smoove. Depois do sucesso de seu primeiro single e uma boa recepção no restante do mundo, Renegades Of Jazz entregou seu primeiro disco em 2011. Renegades Of Jazz, também conhecido como DJ David Hanke, passou seus primeiros anos crescendo na Tanzânia, cercado por música nativo africana. Quando a família retornou à Alemanha, ele interessou-se por ouvir coleções de discos daquele país de seu tempo no exterior. Na década de 1990 ele se influenciaria pelo northwest-rock-explosion que muito esteve presente na sua juventude, mas logo se enjoaria do estilo ao descobrir o mundo dos downbeats e breakbeats. Rapidamente apaixonou-se pelo funk e soul, uniu-se com outro DJ e formou o Renegades Of Jazz em 2009, depois de se inspirar nas antigas bolachinhas de jazz de seu avô.

 Renegades Of Jazz - (2012) Hip To The Remix:

01 Hip To The Jive (Hugo Kant Remix)
02 Black Milk (Deli Kutt Remix)
03 Karabine (The Uptown Felaz Remix)
04 Hooked On Swing (Daytoner Remix)
05 Apple Sauce (Dusty Remix)
06 Blow Your Horn (DJ Andy Taylor Remix)
07 Voodoo Juju (Frohlocker Remix)
08 Jitterbug (Tim McVicar Remix)
09 Get A Wiggle On (Suonho Remix)
10 Solitaire (Jazzy Gentle Remix)
11 Seaside Suicide (Herma Puma Remix)
12 You Better Run (Printempo Remix)

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