domingo, 17 de julho de 2016

Lefties Soul Connection - (2006) Hutspot


Estou com preguiça de escrever uma resenha original para este disco, então repetirei o que eu disse sobre o segundo trabalho do Lefties Soul Connection neste post aqui. Tome: "[...] Pouquíssimos elementos, o básico do básico, e muita energia. Tocar apenas com o coração, e os instrumentos só ressoando a concórdia do que bate no peito. Groovaçoswingaço, balanço mortal sem firulas. [...] Impossível não querer levantar do sofá e sair se requebrando todo! Integrantes: Onno Smit na guitarra apimentada, Alviz no hammond organ envenenado, Pieter Bakker no baixão encorpado e Cody Vogel na batera destruidora. [...] Soul-Funk arretado direto da HolandaHutspot é a primeira quentíssima bolacha do grupo. É um disco daqueles que lhe mantém musicalmente excitado do início ao fim, não cai, não perde o fôlego, segura o ritmo de forma viril. [...] Disco para você chutar o pau da barraca, gritar um baita 'foda-se!' enquanto foge alucinado da Babilônia e sem destino. Essas músicas sempre me lembram paisagens ao estilo roadie movie, rsrsrs". - Beijo!

Lefties Soul Connection - (2006) Hutspot:

01 Doin' The Thing
02 Bouncing Ball
03 It's Your Thing - Hey Pocky A-Way
04 Peacock Strut
05 V2
06 Organ Donor
07 Sling Shot
08 Generator Oil
09 Bam Bam
10 Wellie Wanging
11 Hutspot

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sábado, 16 de julho de 2016

Menahan Street Band - (2012) The Crossing


Hoje o dia está meio cinzento e nublado por aqui, um dia frio com aquela coisa morosa e preguiçosa que custa a passar. Parei para me concentrar na escritura desta mini-resenha, e ao olhar para céu, vendo as nuvens escuras deslizarem-se sem pressa pelo horizonte, vi a materialização instantânea da capa do disco de hoje. The Crossing, o segundo álbum dos estadunidenses do Menahan Street Band; banda que também dá suporte e apoio à musicalidade de nosso querido Charles Bradley. Sim, tudo aqui flui sem pressa, na morosidade, numa preguiça sóbria, deslizando em singelos grooves e sopros suaves de quem contempla o horizonte totalmente despreocupado com o amanhã. Neste trabalho o tom e os temas perfazem-se mais depressivos e nostálgicos, ou mesmo mais soturnos e sóbrios, contudo, sem perder a essência do balanço e do swing, e com doses muito bem equilibradas de experimentalismo e diálogos com o Jazz. Se em Make The Road By Walking tínhamos um trabalho mais quente e de verão, em The Crossing, como nos sugere a capa do disco, temos uma travessia por ambientes invernais.

Menahan Street Band - (2012) The Crossing:

01 The Crossing
02 Lights Out
03 Keep Coming Back
04 Three Faces
05 Sleight Of Hand
06 Everyday A Dream
07 Seven Is The Wind
08 Bullet For The Bagman
09 Driftwood
10 Ivory And Blue
11 Ivory And Blue Reprise

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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Speedometer - (2006) Diggin Deeper


Banda de soul-funk da Inglaterra: eis o Speedometer. Cru, pesado, super orgânico numa pegada quase toda próxima do som ao vivo. Diggin Deeper é a sua terceira quentíssima bolacha. Neste trabalho temos a seguinte formação: Sting Davies no órgão; Leigh Gracie na guitarra e percussão; Richardo Hindes no baixo; Simon Jarrett no saxofone tenor; Matt McKay no alto saxofone, saxofone barítono e flauta; Neil Penny no trompete; Chris "Professor" Stramer na batera e Matt Wilding na percussão. Outro mega grupo para abalar as estruturas de nossos esqueletos com muito balanço e molejo maroto. Diggin Deeper apresenta-nos um soul que vai além das fórmulas tradicionais de se fazer esse tipo de música, pois, sem receio de experimentar, lasca combinações que ora desenrolam-se virtuosamente em digressões jazzísticas, ora transformam tudo numa macumbaria percussiva dialogando com algo próximo dum latin jazz. Um disco nervoso, com um groove pesadão e encorpado, com uma batera arregaçando numa quebradeira de ritmo sincopado, e com metais solfejando alegria brilhante.

Speedometer - (2006) Diggin Deeper:

01 Speedometer (Pts 1 & 2)
02 Soul Safari
03 Descarga d'Escargot
04 Kool And The Gang
05 Up The Down
06 Accra International Airport
07 Its My Thing
08 Two Beat Beast
09 Time For Change
10 Upstairs At Boston Road
11 Ain't Going To Thursford (Pts 1 & 2)
12 Hold The Bus

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quarta-feira, 13 de julho de 2016

The Transatlantics - (2010) The Transatlantics


Voltei! Trago um Soul-Funk quente e arretado. O balanço e o gingado malandro não podem parar, e este mês ainda tem de render muitas bolachas cheias de molejo. É o seguinte: The Transatlantics é uma banda australiana e este disco é seu debut autointitulado. O podemos esperar? Mais do mesmo que é sempre bom e nunca decepciona: groove pegadis! Temos aqui uma mega banda que conta com os seguintes integrantes: Tara LynchLaura Knowling e Naomi Keyte nos vocais; Chris Weber no trompete; Kyra Schwartz no trombone; John Hunt no saxofone; Kahil Nayton e Lachlan Ridge nas guitarras; Ross McHenry no baixo e Kevin Van Der Zwaag na batera. Não é de surpreender que com esta imensa formação a banda também experimente em seu Soul umas pitadinhas de Afrobeat. E o resultado é claro, fenomenal! Linhas de metais matadoras; marcações swingadas de guitarra formando uma estupenda sincronização; e baixão e batera segurando uma base firme e forte para o deslizamento da virtuosidade de todo o restante. E os vocais? Ah, essas lindezas aparecem no álbum como o brilho do sol num lindo fim de tarde!

The Transatlantics - (2010) The Transatlantics:

01 Tea Legs
02 Couldn't Be Him
03 I've Been Bad
04 Thumbin' It
05 That's When I Feel So Lonely
06 On Fire
07 Turn You Loose
08 Talk Like That
09 Save Me
10 Your Time Is Up
11 Keep On Running

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quarta-feira, 6 de julho de 2016

The Underbelly - (2010) Seven Feet Under


Aproveitando o embalo da bolachinha anterior, posto uma outra preciosidade que também vem temperada com a linda voz da linda cantora Roxie Ray. Seven Feet Under é o primeiro e único disco até o momento dos britânicos do The Underbelly. Diferentemente do trabalho do Dojo Cuts, onde as composições desenvolvem-se numa pegada mais nostálgica, melancólica e romântica, aqui a sonzeira perfaz um caminho mais bruto, cru e experimental, porém, dançante e sem perder o balanço e molejo típico de um bom Soul-Funk. Nossa querida Roxie chega com seu vocal inebriante despejando força, firmeza e emoções ardentes. O álbum tem boa parte de suas faixas preferencialmente instrumentais, onde a banda não economiza esforços para mostrar a qualidade virtuosística de cada um de seus integrantes, e para deixar claro que referências jazzísticas e do Afrobeat também estampam sua marca neste petardo. Metaleiras furiosas; batucadas chapadas que se mesclam com solos de saxofone; batera com piques e repiques monstruosos; e cordas swingadas que pegam fogo! Danado de bom!

The Underbelly - (2010) Seven Feet Under:

01 Vfunk
02 Confession
03 Eric Fm
04 I Keep Heading On
05 Cold Toast
06 Re-Use Me
07 I Can't Live Without You
08 Fast Track
09 Shepard's Pie
10 Afro Beat
11 Packin' Up
12 Red Flames
13 Funky Retro

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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Dojo Cuts - (2012) Take From Me


Continuemos com a pegada malemolente e cheia de balanço maroto deste mês de Julho. Apresento-lhe os australianos do Dojo Cuts e seu segundo álbum Take From Me, com a maravilhosa participação especial da também maravilhosa Roxie Ray. Aquele jeito saboroso de se fazer música permeia toda a bolacha: um soul-funk refinado com técnica simples, natural e bem orgânica, derramam composições repletas de paixão e sensualidade estimuladoras de abraços calorosos e beijos molhados com nossos respectivos afetos. O disco mantém o ritmo com coerência e objetividade, onde cada canção demonstra um propósito claro e firme no resultado buscado - a naturalidade no fluxo do incendiário desdobramento passional. A bela voz de Roxie, como que um instrumento à parte, desenha melodias e sentidos que de fato, só o instrumental, nesse caso, não daria conta sozinho. O canto da moça encarna sentimentos e emoções dum relacionamento amoroso em término, de fogosos desejos arrebatadores da alma, ou duma dor a muito tempo esquecida mas que ainda lateja nas sombras e brechas do coração. Muito bom. Tchau!

Dojo Cuts - (2012) Take From Me:

01 El Entro
02 I Can Give
03 Easy To Come Home
04 Mamacita
05 Lift Me Up
06 Sonny's Strut
07 My Love Is All About You
08 In This Moment
09 Sometimes It Hurts
10 I'd Rather Go Blind
11 Take From Me
12 What Do I Have To Do

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Morosidade flutuante e a linda Roxie Ray para nos deixar sem fôlego (faixa Easy To Come Home):



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sábado, 2 de julho de 2016

Diplomats Of Solid Sound - (2010) What Goes Around Comes Around


Só Pedrada Musical inicia: "Diretamente de Iowa, o Diplomats Of Solid Sound chega com What Goes Around Comes Around, quinto disco do grupo que começou com um trabalho mais instrumental no três primeiros álbuns, e no último apresentou as suas Diplomettes que também chegam cantando nesse novo álbum. Como no anterior Adam Gibbons aka Lack Of Afro ficou responsável pela produção. Alto nível!". - E com esta bolacha, meu caro amigo, volto com um mês recheado de balanço, requebrado e tremeliques para o quadril. Já faz um tempo que não me dedico aos álbuns grooveiros. Já ma primeira faixa deste trabalho, B o o g a l o o, temos um convite irrecusável para armarmos uma grande festa; alegria contagiadora! Back Off  dá seguimento com uma pegada forte e elegante, um Soul-Funk de cabra macho! Promise Of A Brand New Day mostra-nos que linhas clássicas e refinadas também compõem e intensificam a beleza deste trabalho. Encantamento, enfeitiçamento, êxtase auditivo em cada nota e pegada executada com esmero e tesão! Firme do início ao fim. Ui!

Diplomats Of Solid Sound - (2010) What Goes Around Comes Around:

01 B o o g a l o o
02 Back Off
03 Promise Of A Brand New Day
04 Gimme One More Chance
05 No Man
06 Fascination
07 Bailout!
08 Jealous
09 What Goes Cround Comes Around
10 I Can't Wait For Your Love (Pistol Allen)
11 Get Out Of The Way (So I Can Get Back To My Life)

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