quarta-feira, 20 de abril de 2016

Cosmosquad - (2007) Acid Test


Silêncio, calmaria e múltiplas introspecções meditavas. Viagens às profundezas da psique com uma trilha sonora rockeira, espiralada e progressiva. Desbravamentos subterrâneos, escorregamentos deslizantes que adentram os espaços obscuros de nossos corações. Uma condução tranquila e brisante num fluxo experimental, melancólico e com virtuosidades técnicas bem quentes. Eis um pouquinho do que pode ser dito de Acid Test, o terceiro álbum da banda californiana de Rock Progressivo com pitadas de Jazz-FusionCosmosquad. Mais um disco gostoso daqueles em que toda instrumentalidade e exploração técnica acabam sendo tão eloquentes quanto a poesia de belas letras e cantos. Outra bolacha todinha instrumental de excepcional qualidade passando por aqui, rsrsrs. Há momentos experimentais de piruetas circenses misturadas com pesados timbres metaleiros; há belos, recatados e satânicos solos jazzísticos; e há sossegos flutuantes que chegam a lembrar-me de viagens sonoras ao estilo Tool. Mais um dos vários discos deleitosos que passam despercebidos pela vida, mas não aqui, no Santería!

Cosmosquad - (2007) Acid Test:

01 Numena
02 The Spy Who Ate Her
03 Lubitorium
04 Bedbucket
05 Goathead
06 Hindenberg
07 The Long Walk Goodbye
08 Swink
09 Grossalicious

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terça-feira, 19 de abril de 2016

Chad Smith's Bombastic Meatbats - (2009) Meet The Meatbats


Acontece que o senhor Chad Smith, baterista do renomado Red Hot Chili Peppers, tem um bombástico projeto paralelo de funk-jazz-fusion chamado Chad Smith's Bombastic Meatbats, e que este projeto, não por acaso, é super do carOlho! FULLdido, meu chapa! Groove quente! Swing ardente! Chamas musicais duma fogueira capetônica cheias de balanço malandro! Meet The Meatbats é a primeira bolacha dessa empreitada. Bateras fumegantes que não economizam virtuosidade para nos mostrar que as pegadas firmes de um Red Hot tem raízes mais profundas. Guitarrinhas aquáticas, melosas e meladas, derretidas em escorregadias digressões e marcações swingadas; teclados brilhantes em movimentos dedilhanescos 'só no sapatinho', tocando com carinho e colocando cada nota calculadamente na medida certa da necessidade brisante; e uma baixão, como não poderia deixar de faltar, gordo, encorpado e poderoso (imagino o Flea juntando-se a esses experimentos!). Um delicioso disco para quem gosta de viajar em virtuosidades flutuantes e cheias de pegada ora quente, ora esvoaçantes e estratosféricas.

Chad Smith's Bombastic Meatbats - (2009) Meet The Meatbats:

01 Need Strange
02 The Battle For Ventura Blvd.
03 Oh! I Spilled My Beer
04 Tops Off
05 Death Match
06 Night Sweats
07 Pig Feet
08 Lola
09 Bread Balls
10 Into The Floyd
11 Status Spectrum (Bonus Track)

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Papadosio - (2009) Observations


Se um dia decidisse aventurar-me novamente com a música, é certo de que bandas como DopapodPapadosio e outras similares (só nome esquisito, engraçado e estranho) seriam minhas atuais referências e influências. Essa galera sintetiza o que hoje seria perfeitamente o meu modo de expressão musical. São bandas que não se prendem a rótulos, experimentam livremente e sem preconceitos. Mantêm uma certa linha dentro de seu gênero, mas sempre com uma flexibilidade despretensiosa e abrangente. A ideia básica é tocar bem, se divertir e ser feliz. Não querem te impressionar e impressionam justamente porque são livres e tocam pra caramba. É Rock, é Funk, é música eletrônica, é psicodelismo e ambientações cósmicas. Cheias do que costumo repetir por aqui a exaustão: flutuações, contemplações, voos estratosféricos, introspecções e blá-blá-bláObservations, o primeiro álbum do Papadosio, é tudo isso também. Uma bolacha colorida, uma bolacha doce, uma bolacha nutritiva que pode te acompanhar num belo e lindo final de tarde como este que presencio enquanto termino de escrever este comentário. 

Papadosio - (2009) Observations:

01 The Lack Of Everything
02 Snorkle
03 You And Yourself
04 All I Knew
05 Improbability Blotter
06 Hippie Babysitter
07 Giving You Up
08 Smile And Nod
09 Night Colors
10 How Not To Float
11 The Eyes Have Eyes

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domingo, 10 de abril de 2016

Dopapod - (2011) Drawn Onward


Aos poucos sinto que o Dopapod vai tornando-se uma das minhas bandas prediletas. Identifico-me cada vez mais com cada linha melódica, cada groove executado, cada experimentalismo livre e cheio de criatividade. Esses camaradas fazem um som que não se agarra a qualquer rótulo; é um fluxo continuo de saboreamentos estéticos ditados apenas pela alma. E o certo é que nunca faltará balanço, swing e muito molejo gostoso. São deliciosos psicodelismos viajantes, desbravamentos contemplativos e cósmicos, ora meio funk, ora meio rock, e ora meio música eletrônica. Drawn Onward é o segundo álbum da banda e o segundo que posto dela por aqui. Antes falei de seu excelentíssimo debut Radar. Em Drawn Onward há um maior aprofundamento em linhas melódicas e rítmicas que nos conduzem à passeios mais introspectivos, introvertidos e interiorizantes. Este é completamente instrumental, bem como gosto, e bem provável, um dos melhores trabalhos do grupo. Sem dúvidas, uma ótima bolachinha para ouvir tranquilão numa tarde gostosa de domingo. Maravilhoso!

Dopapod - (2011) Drawn Onward:

01 Turnin' Knobs
02 Black And White
03 Nuggy Jawson
04 French Bowling
05 Onionhead
06 Flipped
07 Roid Rage
08 Bats In The Cave
09 New James
10 Bahbi

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sábado, 9 de abril de 2016

Trioscapes - (2012) Separate Realities


Este mês não terei dó de você! Continuarei lhe apresentando bolachas fritantes de cuca. Este é o mês da virtuosidade técnica, só gente que toca pra carOlho e bota pra foder de tanto profissionalismo e habilidade. Olhe só! Mais um power-trio fervoroso e chapado: os estadunidenses do Trioscapes; apenas uma batera, camarada Matt Lynch; um baixo, camarada Dan Briggs; e um saxofone insano, camarada Walter Fancourt. Fico admirado com a capacidade de alguns músicos fazerem tanto com tão pouco, parece que estamos ouvindo um banda muito maior. Separate Realities é o seu álbum de estreia lançado em 2012. Seis faixas num disco tão pequeno e tão demolidor. O saxofone de Walter Fancourt substitui monstruosamente o que poderia ser um guitarra neste conjunto; esmerilha solos fervilhantes de notas arrebatadoras e em chamas espirais! Separate Realities nos traz uma mistura de Metal Progressivo, Jazz-Fusion e groove arretado. Pesado, encorpado, gordo e redondo. Tudo no lugar e com uma linda e límpida produção que destaca a beleza natural e orgânica da música da banda.

Trioscapes - (2012) Separate Realities:

01 Blast Off
02 Separate Realities
03 Curse Of The Ninth
04 Wazzlejazzlebof
05 Celestial Terrestrial Commuters
06 Gemini's Descent

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Niacin - (2005) Organik


Voltei com uma bolacha insana de rachar o coco de tanta virtuosidade e malabarismos técnicos. Eu gosto pra carOlho! Geralmente é o tipo de música que escuto bastante na atualidade. Não são coisas novas, mas para mim soam atualíssimas. O jazz fusion já é um estilo tradicional, muito conhecido e muito admirado. Coisa de quem fica fritando o dia inteiro em árduos exercícios musicais performáticos. Partituras herméticas, escalas nervosas e repetições extenuantes sem fim. Tem de estudar bastante! Organik é o quinto álbum de estúdio dos norte-americanos do Niacin; outro power-trio porretaço! Os senhores Billy Sheehan, no groove malandro de seu baixão; John Novello, no seu hammond orgão monstruoso; e Dennis Chambers comendo guloso a batera. Papai do Céu! O coro come! O chicote estrala! Batera, orgão e baixo nos dão uma sonora surra sadomasoquística deliciosa e completa. Seu bumbum ficará vermelhão de tantos tapas estéticos dados por este petardo. Um tesão de disco para os aficionados por música tocada com elegância, bom gosto e muita técnica.

Niacin - (2005) Organik:

01 Barbarian @ The Gate
02 Nemesis
03 Blisterine
04 King Kong
05 Surper Grande
06 Magnetic Mood
07 Hair Of The Dog
08 4's 3
09 Stumbul On The Truth
10 Club Soda
11 No Shame
12 Clean House
13 Repeat Offender

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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Consider The Source - (2009) Are You Watching Closely?


Estive alguns dias parado e com muitas reflexões na minha cuca. Descansei um pouco a mente. Voltei transformado e com um disco que para mim é uma das minhas melhores descobertas dos últimos meses. O símbolo estampado na capa expressa bem o meu atual estado de espírito. Sinto-me integrado. Are You Watching Closely? é o título pergunta do segundo álbum dos estadunidenses do Consider The Source, um super power trio de Jazz Fusion ultra porreta. Temos Gabriel Marin na guitarra cabulosa de dois braços, virtuosidade que não acaba mais; John Ferrara no baixo, groove monstro; e Jeff Mann na batera, igualmente técnico e mega profissional. Como o título do álbum propõe, esta indagação além de seu questionamento, também é um conclame para a concentração e direcionamento de sua atenção ao que acontece a cada detalhe e linha melódica que perpassa efusivamente o fluir da bolacha. Viagens alucinantes cheias de tortuosas espirais melódicas; experimentalismos de alto teor grooveiro; e paisagens cósmicas que se desenham num infinito sonoro flutuante. Os caras tocam demais da conta!

Consider The Source - (2009) Are You Watching Closely?:

01 Moisturize The Situation
02 (Good Point) Wandering Bear
03 No Touching
04 Prophet For Profit
05 Order Of The Triad
06 Blue Steel
07 Those We Do Not Speak Of
08 Do Not Shrink Me Gypsy
09 The Transported Man

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