terça-feira, 12 de janeiro de 2016

The Chemical Brothers - (1995) Exit Planet Dust


Nos últimos dias venho sentindo um saudosismo breakbeatiano noventista. Percebi que naquela época a forma de brincar com a música eletrônica acabou sendo uma coisa ímpar. Você pode tirar a prova ao ouvir vários trabalhos da década de oitenta e dos anos 2000, depois compará-los com o breakbeat dos anos 90. Apesar de ter nascido nos anos 70, para mim, seu auge estético consagrou-se nos 90, quando britânicos como The Chemical Brothers o misturaram alucinadamente com elementos do rock, do funk, e drogas psicodélicas. Logo em seguida, o estilo ficou conhecido numa subdivisão chamada big beat. Se você duvida dessa parada, pare a leitura por aqui e vá assistir o vídeo deles que deixei como degustação. "Loucura, loucura, loucura!". Os Irmãos Químicos já nasceram para surtar nossas cucas com sua música ostentadora de batidas pesadas, dançantes e quebradas. Exit Planet Dust, seu primeiro álbum, chegou chegando demonstrando para o que veio: balançar o esqueleto, remexer o seu rabo sedentário e extasiar as noites baladeiras de pubs macabros. É quente!

The Chemical Brothers - (1995)  Exit Planet Dust:

01 Leave Home
02 In Dust We Trust
03 Song To The Siren
04 Three Little Birdies Down Beats
05 Fuck Up Beats
06 Chemical Beats
07 Chico's Groove
08 One Too Many Mornings
09 Life Is Sweet
10 Playground For A Wedgeless Firm
11 Alive Alone

Deguste um fluxo (faixa Life Is Sweet):



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domingo, 10 de janeiro de 2016

Fatboy Slim - (1996) Better Living Through Chemistry


Você já ouviu o primeiro disco do Fatboy SlimBetter Living Through Chemistry? Se sim, você é um cara privilegiado que provavelmente ao bater o olho na capa do disco, já está ciente do teor de elogios e louvações que irei dispensar à esta bolacha; se não ouviu, esqueça minha tagarelice resenhística e cai logo dentro deste delicioso bacanal sonoro! Música eletrônica noventista repleta de fusões que só aquela época soube proporcionar: período visionário antropofagista que se alimentava de quase tudo vindo anteriormente e depois o regurgitava no presente com uma safada cara nova. Em Better Living Through Chemistry, essa característica estética polimorfa transborda em diferentes experimentalismos de colagens vindas de uma variada e ousada salada de samplesYou've Come A Long Way, Baby, o segundo trabalho de Fatboy Slim, é apenas o excelente resultado do amadurecimento das experimentações aqui arquitetadas; e o sucesso foi sua única possibilidade! Beats pesados, grooves arretados e viagens maluquetes nascidas da cabeça hipercriativa deste DJ devorador de vinis. ;)

Fatboy Slim - (1996) Better Living Through Chemistry:

01 Song For Lindy
02 Santa Cruz
03 Going Out Of My Head
04 The Weekend Starts Here
05 Everybody Needs A 303
06 Give The Po' Man A Break
07 10th & Crenshaw
08 First Down
09 Punk To Funk
10 The Sound Of Milwaukee

Deguste um fluxo:



Hipercriatividade ambulante! (faixa Going Out Of My Head):



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sábado, 9 de janeiro de 2016

Phutureprimitive - (2011) Kinetik


Tenho um grande apreço por você, leitor. E você sabe disso porque não vacilo um só momento no trabalho de lhe proporcionar boa música, rsrsrs. Veja que neste mês de Janeiro, já no comecinho do ano, apenas lhe servi com discos que nos últimos anos foram muito especiais para mim. Hoje não será diferente, pois temos mais uma bolacha do período de aprendizados e descobertas. Phutureprimitive é o projeto de música eletrônica do DJ e produtor estadunidense Rain. Kinetik é o seu segundo álbum, e foi com ele que vim a descobrir o que era dubstep, apesar de esse estilo estar presente em poucos elementos e passagens do som do Phutereprimitive. A característica de sua música é mais experimental: além do dubstep, o trabalho investe em psicodelismos cibernéticos, psydub, chillout e downtempo. Cheios de quebradeiras deslizantes e tortuosas, balanços hipnóticos narcotizantes, batidas estilosas e pesadas, e muito sensualismo futurístico. Um disco para lhe acompanhar em noites nupciais com sua esposa, rsrsrs. Destaque para a lindíssima capa do disco feita pelo artista visionário Android Jones.

Phutureprimitive - (2011) Kinetik:

01 Cryogenic Dreams
02 Kinetik
03 Xotica
04 The Changeling
05 Rapid Cognition
06 Ripple Effect
07 High Rez
08 Predatory Instincts
09 Center Of Gravity
10 Disappear

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Kaya Project - (2010) Desert Phase


Eu amo esse disco! É um dos discos mais importantes da minha vida! Já não faço a mínima ideia de quantas vezes o escutei. Foram muitas. E eu ainda o escuto sempre. Este é um outro disco que me apareceu naquele período especial da minha vida que relatei nos posts anteriores. Mas este aqui é o disco mais especial de todos; ele veio no clímax das experiências. Marcou-me profundamente. Kaya Project é um projeto de música eletrônica world-chillout-psydub-music do DJ britânico Seb Taylor. Desert Phase, seu quarto trabalho, é uma das coisas mais lindas do mundo! Essa relíquia sonora embalou várias de minhas viagens e passeios por estradas. É uma daquelas bolachas para serem degustadas enquanto ficamos admirando o desenrolar de paisagens verdejantes vistas da janela de um ônibus em movimento a um destino incerto. É o disco do peregrino, do andarilho, do viajante. Eletrônico e orgânico se encontram lindamente aqui em passagens repletas de groove, misticismo e amor sobrenatural. Destaques para as participações dos artistas Sharin Badar e Omar Faruk. É muito bonito, cara! Rsrsrs.

Kaya Project - (2010) Desert Phase:

01 The Stranger Rolls In
02 Desert Phase
03 Ummah Oum (Feat. Sharin Badar)
04 The Fortress
05 Desert Child
06 Whwn Only Sand Remains
07 Dust Devil
08 Eye Of The Storm (Feat. Omar Faruk Tekbilek)
09 Vijaya
10 Calico Stomp
11 23 Towers
12 The Fourth Age Of Sand
13 Dobro
14 Arizona Morning Cocoon
15 Sundown (Feat. Natasha Chamberlain)

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Beats Antique - (2007) Tribal Derivations


Tá aí um outro grupo que durante um período da minha vida também fez o meu cabeção. O mesmo amigo que me apresentou o Masaladosa, recomendou-me o som dos estadunidenses do Beats Antique. Mais um pouquinho de um novo mundo descortinava-se para mim. Eu entrava aos poucos no círculo mágico do tribal fusion, e isso num momento muito especial onde esse tipo de música vinha carregado de grande significado para mim. Música eletrônica flertando com elementos orgânicos e dialogando com experimentalismos world music. Tribal Derivations, o primeiro álbum do grupo, é uma espécie de ensaio onde as derivações tribais são cuidadosamente delineadas em modernas experimentações ecléticas. Os trabalhos posteriores da banda são apenas a evolução das primeiras composições arquitetadas aqui. Integram o grupo: David Satori no banjo, viola, percussão e programações; Sidecar Tommy na bateria, piano, percussão e programação; e a deliciosa Zoe Jakes na programação e na sensualíssima dança do ventre, que faz das performances ao vivo do grupo uma coisa de outro mundo!

Beats Antique - (2007) Tribal Derivations:

01 Battle
02 The Lantern
03 Tabla Toy
04 Rabat
05 Slow
06 Derivation
07 Trinkit
08 Break Me
09 Nau-Ashta
10 Intertwine
11 Relic
12 Discovered
13 The Farm Song

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domingo, 3 de janeiro de 2016

Masaladosa - (2008) Electro World Curry


No período em que eu entrava em contato com múltiplas descobertas musicais eletrônicas como o Shpongle, acabei conhecendo também o Masaladosa. Foi um amigo quem me apresentou essa preciosidade. Uma coisa meio sincrônica, ou meio místico sincrônica. Esse meu amigo vinha de uma pegada musical mais metaleira, e naquele instante, assim como eu, buscava uma sonoridade mais interiorizadora e introspectiva, algo que se alinhasse ao nosso atual estado de espírito. Ele estava tocando numa banda de Reggae e suas pesquisas andavam mais ou menos nessa linha. Pessoalmente mais amadurecidos, caminhamos para a música eletrônica Downtempo, Dub, depois para o Soul-Jazz-Funk, e para outras experimentações e experimentalismos. Electro World Curry, o segundo disco dos franceses do Masaladosa, traz toda essa vibe em sua musicalidade. Introspecções contemplativas unidas à Dub, Reggae, Chillout e World Music. Muito groove e balanço no que no mundo ficou conhecido como Tribal Fusion: um estilo de música eletrônica cheio de multiculturalismo e sincretismo estético polivalente. Indispensável!

Masaladosa - (2008) Electro World Curry:

01 Monkey Temple [Feat. Sandhya Sanjana]
02 Garam Masala
03 Roots & Culture
04 Tchai Masala [Feat. Sandhya Sanjana]
05 Gypsyland
06 Ganga Mata [Feat. Mad Sheer Khan]
07 Aum Cinema
08 Salaam Namaste [Feat. Deeyah]
09 Pushkar
10 Cyber Baba

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Shpongle - (2001) Tales Of The Inexpressible


Começarei o ano presenteando-lhe com um dos discos mais importantes da minha vida. Sou imensamente grato pela beleza estética contemplativa proporcionada por este disco. Sou imensamente grato pelo trabalho da dupla de DJ's britânicos Simon Posford e Raja Ram, integrantes do projeto de música eletrônica experimental-psicodélica Shpongle. O trabalho deles apareceu espontaneamente num momento muito especial da minha vida; chegou como uma trilha sonora perfeita das minhas experiências espirituais mais profundas, e trouxe um grande sentido e direção para o meu caminho. Na época esta música foi uma descoberta deliciosa e sem precedentes de prazer. Eu não era muito aficionado à música eletrônica, mas aprendi a aprecia-la e entende-la depois das audições do ShpongleTales Of The Inexpressible é o segundo álbum deles, e é o meu favorito. Considero-o um dos melhores trabalhos musicais internacionais dos últimos quinze anos. A lista de ousadia experimental e criatividade seria longa demais para ser descrita aqui; será preciso conferir por conta própria. Isto é uma obra revolucionária, cara!

Shpongle - (2001) Tales Of The Inexpressible:

01 Dorset Perception
02 Star Shpongled Banner
03 A New Way To Say 'Hooray!'
04 Room 23
05 My Head Feels Like A Frisbee
06 Shpongleyes
07 Once Upon The Sea Of Blissful Awareness
08 Around The World In A Tea Daze
09 Flute Fruit

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Uma apresentação maravilhosa que vale a pena assistir cada minuto (Shpongle - Live In Concert @ The Roundhouse London em 2008):



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