sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

The Chemical Brothers - (1997) Dig Your Own Hole


Seguindo a linha da postagem anterior, trago-lhe outra pérola dos anos 90, e do mesmo ano de lançamento: Dig Your Own Hole do The Chemical Brothers. Álbum que dialoga esteticamente com The Fat Of The Land do The Prodigy. São grupos de breakbeat contemporâneos, e ambos conterrâneos britânicos. The Prodigy abraçou a histeria psicótica, e The Chemical Brothers as loucuras das experiências com ácido. Expressam as faces tenebrosas e estilhaçadas de nossa mente em batidas quebradas e frases de efeito minimalista: um reflexo dos infernos cíclicos subconscientes nos quais vivemos. A música eletrônica industrial dos anos 90 adorava essas investigações psicodélicas do lado sombrio de nossas cucas. The Prodigy e The Chemical Brothers brincavam bastante com isso em seus videoclipes. Dig Your Own Hole (um título bem sugestivo para quem conhece os excessos das drogas) é o segundo trabalho dessa dupla de DJs malucos; o melhor, segundo minha miserável opinião. Aqui, temos muitas batidas pesadas aliadas a psicodelismos psiconáuticos. O disco por si só já é um ácido lisérgico!

The Chemical Brothers - (1997) Dig Your Own Hole:

01 Block Rockin' Beats
02 Dig Your Own Hole
03 Elektrobank
04 Piku
05 Setting Sun
06 It Doesn't Matter
07 Don't Stop The Rock
08 Get Up On It Like This
09 Lost In The K-Hole
10 Where Do I Begin
11 The Private Psychedelic Reel

Deguste um fluxo (faixa Block Rockin' Beats):
 

 Acredite em você mesmo... e já é o suficiente! (faixa Elektrobank):


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

The Prodigy - (1997) The Fat Of The Land


Enquanto o novo disco do The Prodigy não chega, (está previsto para o dia 30 de Março deste ano, segundo o site oficial da banda) vamos curtir hoje uma bolachinha muito especial dessa rapaziada. The Fat Of The Land é o seu terceiro trabalho, que não é considerado o melhor pelos fãs mais ardorosos, entretanto, o mais famoso, o mais elogiado, o mais premiado, e de fato, o meu predileto. Mas, sejamos honestos e sinceros: revelo-te leitor, que na época em que este disco estava bombando, eu estava pouco me fodendo para o The Prodigy, inclusive achava-os um porre, e achava um porre também a modinha tecno daquele momento, que associava o The Prodigy ao tecno, sendo eles na verdade, um grupo de breakbeat. Naquele momento, eu era apenas um chato headbanger cabeludo punheteiro que usava camisetas desbotadas do Megadeth e nada entendia de música. Meu vizinho já havia me apresentado The Prodigy, mas não pude captar a essência daquele som tendo uma mente estreita. A sorte é que amadurecemos e a contemplação do belo pode apurar-se com o tempo. Meu vizinho tinha a razão: The Prodigy é muito foda!

The Prodigy - (1997) The Fat Of The Land:

01 Smack My Bitch Up
02 Breathe
03 Diesel Power
04 Funky Shit
05 Serial Thrilla
06 Mindfields
07 Narayan
08 Firestarter
09 Climbatize
10 Fuel My Fire

Deguste um fluxo (faixa Breathe):



Eu tinha medo desse vídeo! (faixa Firestarter):


Visite a Página do artista: The Prodigy

Baixar MP3 é coisa do passado, meu camarada!

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

The Fantastics! - (2009) Mighty Righteous


Comecemos esta segunda-feira com groove. Comecemos com muito swing, balanço, molejo e jogo de cintura. Para aguentar mais uma semana de pauleira na sobrevivência nossa de cada dia, é preciso rebolar bastante, pois como sempre diz minha cunhada: "Não tá fácil, não!". Pelo menos para nós, proletários guerreiros, eternos labutadores em nome do "progresso" da nação, a flexibilidade versátil cheia de swing é o que faz mais sentido neste momento. Dance conforme a música! Então, dancemos hoje com esta fantástica primeira bolacha dos britânicos do The Fantastics!. Essa charmosidade intitula-se Mighty Righteous e traz do início ao fim de seu Fluxo, toda a energia necessária para motivar o sacolejo malandro que o seu dia de labuta exige. Ao som deste poderoso soul-funk, você será um veloz atacante futebolístico cheio de dribles, um capoeirista cheio de contra-golpes, e um bailarino sapateando como uma globeleza sobre as adversidades. Este é um disco menos experimental que seu sucessor All The People, postado aqui no Santería anteriormente. Ainda assim, vale muito a pena!

The Fantastics! - (2009) Mighty Righteous:

01 Don't Follow Leaders
02 Nine Lives
03 Soul Child
04 The Doctor Is In
05 Kinshasa Five
06 The White Out
07 Stay Hip (Or Die Trying)
08 I Can't Dance With You (Feat. Noel Mckoy)
09 Mighty Righteous
10 Soul Sucka
11 Blue Sunday

Deguste um fluxo:



O artista não possui página oficial, Siga o Fluxo !!!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

The Budos Band - (2007) The Budos Band II


Segunda recheadíssima bolacha da incrível e performática The Budos Band. Som pesado e temperado de metais solfejadores de tons graves, soturnos e hipnotizadores; batidas de pegada bruta com cadências em gingado malandro; melodias inebriantes em cativantes fluências de orgãos ferozes espiralando mistério. The Budos Band consegue ser doce e amargo ao mesmo tempo. Faz carícias amorosas e depois lhe senta a porrada sem dó! É furioso e super flutuante, contamina-o com nostalgia e o conduz em estradas desertas numa viagem sem destino. A combinação e harmonização entre conscientes marcações rítmicas e virtuosos desdobramentos melódicos, causam um efeito de extremo psicodelismo onírico surreal. É uma viagem alucinante sintetizada em partituras incandescentes! É uma música selvagem, com ambiências temperamentais e ornamentada de estilo. Coisa fina e perigosa! Como um escorpião, espreita uma caça a ser agarrada e inoculada com seu veneno: delicioso veneno musical que embriaga-o com alto teor de prazer auditivo. Um disco curto e mortal! Duvida? Tome uma picada!

The Budos Band - (2007) The Budos Band II:

01 Chicago Falcon
02 Budos Rising
03 Ride Or Die
04 Mas O Menos
05 Adeniji
06 King Cobra
07 His Girl
08 Origin Of Man
09 Scorpion
10 Deep In The Sand

Deguste um fluxo:



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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

The Strides - (2011) Reclamation


Esta bolacha é sensasionalíssima! Ao dar o play para escutá-la, a primeira coisa que pensei foi: "Então, que se foda a Babilônia!". Isso é um reggae porretamente pauleira, com lindas melodias em seus cantos cheios de participações mais do que especiais. É paixão à primeira ouvida! Principalmente, porque, esta não é uma banda de reggae comum. The Strides é audaciosamente inovadora, cruza novas fronteiras sem qualquer medo de um puritanismo tradicionalista e traz para sua musicalidade uma ousadia que é raridade na nova safra regueira. O som é pesado, tem um groove nervoso que flerta de maneira astuciosa com o dub, tem um gingado que te pega de jeito e o leva para nuvens brisantes (se é que você me entende!). Em alguns momentos os danados mandam umas conexões com o afrobeat só pra deixar a galera louca, e mandam uns metais iluminados trazendo ainda mais brilho para o que já está sendo um belo nascer do sol; aí a madeira queima solta! O relógio marca 4:20, e as flutuações cósmicas vibram em todo ambiente! Reclamation é o segundo e imperdível trabalho dessa trupe australiana. Vai que é sua!

The Strides - (2011) Reclamation:

01 Storm Clouds (Feat. Ras Roni)
02 Some O' Dem (feat LTL Gzeus)
03 FKD
04 Umbu Gumbi
05 Fresh Lady (Feat. Ras Roni  LTL Gzeus)
06 Escape
07 Reclamation (Feat. LTL Gzeus)
08 Well Hung Parliament
09 Fresh Lady Dub
10 Storm Clouds Dub

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

The Funk Ark - (2011) From The Rooftops


The Funk Ark consegue sem o mínimo esforço, ser uma banda deliciosamente relaxante. Você pode estar vivendo um dia de cão, mas ao parar um pouquinho a correria diária por dinheiro e sobrevivência, garantirá um micro-momento de ascensão mística a sua história. Essa é uma das funções da arte, ora bolas, arrancar-nos do tédio existencial com dosagens de contemplação estética. Com From The Rooftops, seu primeiro álbum, The Funk Ark faz isso com maestria. Espero que você tenha ouvido anteriormente High Noon, a segunda bolacha da banda, que já postei aqui também. Quero ver você não se seduzir pelo hipnotismo melódico que a musicalidade deles desenvolve! O Afrobeat é um gênero que sempre irá seduzir, e não há quem não se sinta estimulado pelo balanço e molejo que convida a alma para um saboroso bailado. Neste primeiro trabalho, The Funk Ark dá uma maior ênfase aos elementos Soul-Funky característicos do gênero, entretanto, no desenrolar do fluxo, uma marcação rítmica "só no sapatinho" e um conjunto de metais solfejando virtuosidade e alegria, vão tomando conta do espaço.

The Funk Ark - (2011) From The Rooftops:

01 A Blade Won't Cut Another Blade
02 Diaspora
03 Funky DC (Feat. Asheru & Sitali)
04 El Beasto
05 Carretera Libre
06 Horchata
07 Katipo (The Spider)
08 From The Rooftops
09 Pavement 4-38
10 Power Struggle

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domingo, 1 de fevereiro de 2015

The Mars Volta - (2003) De-Loused In The Comatorium


Olha, confesso que faz muito tempo que eu não escutava The Mars Volta, e não me lembrava de eles serem tão experimentais e malucos. Ao retornar à audição de suas bolachas, sinto-me surpreendido, eles conseguiram impressionar-me mais desta vez, e, provavelmente, isso se deve a evolução e amadurecimento de meu gosto musical, pois, agora percebo elementos em sua musicalidade que a uns dez anos atrás me eram imperceptíveis. The Mars Volta é uma banda famosíssima, e dispensa apresentações; basta dizer que os senhores Cedric Bixler e Omar Rodriguez, os cabeças da trupe, são ex-integrantes de uma outra banda famosíssima que terá um post aqui futuramente, o At The Drive-In (se não conhece, pergunte para o papai Google!). De-Loused In The Comatorium é o aclamado primeiro álbum; a crítica especializada perdeu o cu com este disco! Ontem, enquanto escutava-o na sala, minha esposa que estava no quarto ao lado perguntou-me: "Mas que loucura é essa que você está ouvindo?". Isso só pra você ter uma ideia do alto teor de abstração da bolacha! Bem, nada mais gostoso do que desenterrar antigos tesouros!

The Mars Volta - (2003) De-Loused In The Comatorium:

01 Son Et Lumiere
02 Inertiatic ESP
03 Roulette Dares (The Haunt Of)
04 Tira Me A Las Aranas
05 Drunkship Of Lanterns
06 Eriatarka
07 Cicatriz ESP
08 This Apparatus Must Be Unearthed
09 Televators
10 Take The Veil Cerpin Taxt
11 Ambuletz (Bonus Track)

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