terça-feira, 16 de outubro de 2018

NU-METAL - (2016) Volumis II


Nos anos 90 o metal experimentou novas formas de ser tocado, e libertando-se dos tradicionais estilos do heavy metal, incorporou em seu repertório, ritmos que eram considerados incompatíveis e díspares à sua essência. O que num primeiro momento parecia estranho e alienígena, causando raivosos reboliços frenéticos dos tradicionalistas, acabou tornando-se o normal e habitual, mas que logo em seguida, nos meados dos anos 2000, saiu completamente de moda dando lugar a potência brutal do metalcore. Falamos do malfadado new-metal, ou nu-metal para os mais íntimos; estilo que teve como precursora a ainda hoje famosa banda, KoRn - a revitalização da marca ADIDAS deve muito a esses caras! Esse rótulo de new nunca fez muito sentido para mim, já sempre achei que nada de novo havia naquilo que os anos 90 já experimentavam de montão. Eu preferia o nome alterna-metal. Afinações baixas de guitarras; grooves do capeta; vocais melódicos esquizofrênicos junto com raivosos guturais; rap e eletrônico com metal; atmosferas industrias, sombrias e depressivas; etc. Tudo isso está em NU-METAL - (2016) Volumis II.

NU-METAL - (2016) Volumis II:

01 KoRn - Here To Stay
02 Coal Chamber - El Cu Cuy
03 Limp Bizkit - Pollution
04 System Of A Down - Chop Suey!
05 Marilyn Manson - Get Your Gunn
06 Slipknot - Left Behind
07 Deftones - My Own Summer (Shove It)

... e muitíssimos, muitíssimos outros!

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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

THRASHKRASH - (2018) Volumis II


Rock pauleira de cabo a rabo! THRASHKRASH - Volumis II é mais uma das minhas playlists spotifynianas que deixo aqui para você dar um play e sair quebrando tudo. Rock pesado é um dos meus gêneros favoritos, e fazer uma playlist como essa é de um imenso prazer. São mais de dez horas de porradaria geral com as melhores bandas clássicas e contemporâneas do thrash metal; estilo metaleiro violento, agressivo, veloz e muito sujo. Também é um tipo de música com performance técnica super profissional e virtuosística, repleta de estruturas bem arquitetadas e passagens bem criativas. Riffs e solos de guitarra chamuscantes, bateras ardentemente velozes, baixos encorpando a paulada com sofisticação e vocais vociferantes de raiva e anarquia, desfilam simpatia nervosa numa sequência de tirar o fôlego. É uma chapuletada atrás da outra sem dó nem piedade da cabeça do ouvinte. Se você é mais um dos que gostam dum bom som pesadão para chacoalhar a cachola e tomar uma breja com os amigos ao mesmo tempo, esta é uma playlist perfeita para a sua baderna. Simbora!

THRASHKRASH - (2018) Volumis II:

01 Metallica - Atlas, Rise!
02 Megadeth - Kingmaker
03 Slayer - You Against You
04 Testament - Down For Life
05 Exodus - Collateral Damage
06 Overkill - Goddamn Trouble
07 Kreator - Satan Is Real

... e muitíssimos, muitíssimos outros.

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domingo, 14 de outubro de 2018

AFROBEAT - (2018) Volumis I


Essa coisa de montar playlists é algo viciante. Pessoas como eu que gostam de compilações, catálogos e coleções, se fartam abundantemente com estas brincadeiras de seleção musical. Para mim, funciona como um estudo para futuros aprofundamentos num determinado estilo musical. Acabo aprendendo bastante só de pesquisar e selecionar coisas específicas dum gênero qualquer. Sempre é muito rico e produtivo. Neste ano eu tomei vergonha e tentei fazer algo de afrobeat, e saiu este repertório que lhe apresento. Não sou um especialista no assunto, mas creio que consegui fazer um bom estudo de caso de músicas mais ou menos contemporâneas. Tem algumas coisinhas clássicas também, entretanto, sobre elas ainda estou aprendendo e fico lhe devendo. Acredito que tenha ficado uma boa playlist para entreter churrascos com amigos e festas de fim de ano. Então, caro camarada leitor, deixo-lhe com as deliciosas, saborosas e apetitosas músicas de afrobeat, afrofunk e coisas similares. A escolha da capa foi só para evocar o poder de sensualidade e atração que fumegam ardentemente dessas suculentas músicas, rsrsrs.

AFROBEAT - (2018) Volumis I:

01 Criolo - Bogotá
02 The Souljazz Orchestra - Kapital
03 Afro Latin Vintage Orchestra - Don't Lose Your Time
04 Antibalas - Who Is This America Dem Speak Of Today?
05 Quantic Soul Orchestra - Tropidelico
06 Woima Collective - Gidamba
07 Èkó Afrobeat - Arafro...

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domingo, 30 de setembro de 2018

And So I Watch You From Afar ‎- (2017) The Endless Shimmering


A banda de rock instrumental mais maravilhosa da atualidade! Todos os seus discos lançados até o momento são saborosíssimos. Uma banda divertida, com belíssimas composições, com técnica e virtuosidade para dar e vender, e sempre muito criativa e original. And So I Watch You From Afar é um quarteto instrumental post rock de Belfast, Irlanda do Norte. A banda é formada por Rory Friers e Tony Wright nas guitarras, Johnny Adger no baixo e Chris Wee na bateria. The Endless Shimmering é o seu mais estupendo e recente álbum de estúdio; o quinto de uma trajetória artística que promete muitas outras coisas lindas ainda. Até agora, para mim, esses camaradas não erraram a mão; só lançaram bolachas suculentas! Em The Endless Shimmering encontra-se o essencial da banda feito com precisão técnica e evidentemente com muito carinho em todo o acabamento da produção. Com sobriedade, trouxeram um trabalho de post math rock mais centrado em linhas estruturais introspectivas-contemplativas, e ainda sim, com força, poder e elegância performáticas. E assim fechamos o mês com essa suculência. Até mais!

And So I Watch You From Afar ‎- (2017) The Endless Shimmering:

01 Three Triangles
02 A Slow Unfolding Of Wings
03 Terrors Of Pleasure
04 Dying Giants
05 All I Need Is Space
06 The Endless Shimmering
07 I'll Share A Life
08 Mullally
09 Chrysalism

Deguste um fluxo:



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sábado, 29 de setembro de 2018

Battles - (2015) La Di Da Di


Battles é uma experiência estética fora do comum. Não falo lá de algo extraordinário, no entanto, de uma sonoridade atípica e extasiante que nos proporciona minutos gostosos de curtição. Pode crer que em cada álbum deles você terá combinações arquitetadas com plena criatividade e coloridos surrealísticos. É aquele math rock temperado de experimentalismo policromático e doidão. Rock com elementos eletrônicos e pirações orgânicas que busca síntese em dissonâncias malabarísticas de sintetizadores robóticos e guitarras minimalistas turbinadas de pedaleiras de efeitos. La Di Da Di é o terceiro trabalho do trio; e demorei para postá-lo por aqui, pois foi lançado em 2015. Aquela exploração inteligente das linhas melódicas progressivas ainda está aqui com grande excelência e dinamismo técnico; tudo harmonizado com as mutabilidades plásticas dos efeitos eletrônicos. O bom humor e a descontração são também ainda muito vibrantes numa música que brinca feliz em performances sem qualquer pretensão normativa estrutural, e percebemos o fluxo livre e ininterrupto duma música sem amarras. Show!

Battles - (2015) La Di Da Di:

01 The Yabba
02 Dot Net
03 FF Bada
04 Summer Simmer
05 Cacio E Pepe
06 Non-Violence
07 Dot Com
08 Tyne Wear
09 Tricentennial
10 Megatouch
11 Flora > Fauna
12 Luu Le

Deguste um fluxo (faixa The Yabba):



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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Vasudeva - (2017) No Clearance


Chegando ao finalzinho de mais um mês porreta de trabalho e labuta resistente, todo mundo deseja um pouco de relaxamento e sossego. As coisas não estão fáceis para nós cidadãos de bem, não é?! Pois é. Então, vamos ao inebriamento extático de novos encantamentos sonoros. Viajemos na fruição deleitosa do segundo álbum de estúdio do trio estadunidense de math-post rock, Vasudeva, intitulado No Clearance. Veja que bela capa de disco esses camaradas nos trouxeram. Uma bela fotografia minimalista com ótimas cores e iluminação, e nela, certamente, uma referência metafórica ao sentido de elevação e ascensão de sua própria musicalidade. Não à toa a banda tem o nome de Vasudeva. No Clearence é um trabalho volátil e rarefeito, etéreo e ligeiramente espectral. Não poderíamos esperar algo diferente dum post rock. Numa produção e acabamento primorosos, o trio nos apresenta uma música cristalina e brilhante, onde cada instrumento reverbera sua iluminação fônica com nitidez preciosística e beleza angelical. Eis um rock do futuro que funde a habilidade técnica com a transcendência metafísica.  

Vasudeva - (2017) No Clearance:

01 Intro
02 Take Away
03 Chase
04 Doner
05 Slow Boy
06 Turnstile
07 Rough Tape
08 Goner
09 6&5
10 Cspan
11 Katy

Deguste um fluxo:



Um pouquinho de elevação no Audiotree Live Session (faixa Chase):



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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

LITE - (2016) Cubic


Eis um convite para adentrarmos em espaços interiores labirínticos cheios de imagens oníricas e esvoaçantes. Um disco todo de contemplações e flutuações matemáticas e espiraladas. Mais uma vez aqui no Santería, trago o excelente grupo japonês de math-rock, LITE. Cubic é o quinto álbum do grupo. Já disse várias vezes que esses camaradas japoneses não brincam em serviço e que conseguem ser maravilhosos em quase tudo quem metem a mão. Neste seu mais recente trabalho encontramos tudo aquilo que sempre foi muito bem arquitetado pela banda anteriormente: linhas estruturais delicadas bem delineadas, hipnotizantes e viajantes; sensibilidade em cada nota dedilhada que desenha paisagens introspectivas; temas progressivos-digressivos dão impressões de movimentos ascensionais e atmosféricos; e o flerte com o ambient music que aprofunda a dinâmica pacificadora de nosso silêncio interior. É um disco sincero e despretensioso que concentra sua energia em colocações rítmicas certeiras e em experimentos inteligentes sem extravagâncias.

LITE - (2016) Cubic:

01 Else
02 Balloon
03 Warp
04 Square
05 Inside The Silence
06 Angled
07 D
08 Prism
09 Black Box
10 Zero

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